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  • PORTAS MIMETIZADAS: SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA CAMUFLAR PASSAGENS E AMPLIAR ESPAÇOS

    Entusiastas do recurso, as profissionais do escritório Corradi Mello Arquitetura falam sobre dicas e inspirações de projetos em que optaram pelo recurso Projetos do escritório Corradi Mello/Reprodução:Assessoria d33 Comunicação Cada vez mais adotado na arquitetura de interiores, o recurso conhecido como porta mimetizada se traduz em ‘disfarçar’ uma passagem e, com isso, deixar o ambiente com uma sensação de amplitude. “As portas mimetizadas concebem mais elegância e sofisticação ao espaço. São recursos que usamos com frequência e que os clientes têm solicitado, principalmente aqueles que são adeptos de um visual mais clean”, conta a arquiteta Camila Corradi, sócia do escritório Corradi Mello Arquitetura ao lado da designer de interiores Thatiana Mello. Porém, ao optar por esse recurso, as profissionais frisam a importância do acabamento e da escolha de fornecedores experientes na área, segredos para alcançar um mimetismo perfeito. A seguir, confira as dicas e explicações que elas elencaram. QUAL MATERIAL ESCOLHER? Existem várias formas para mimetizar uma porta, então, o material depende bastante do estilo de decoração proposto, bem como o gosto pessoal dos moradores. É possível criar um mimetismo aplicando tom sobre tom, onde a cor da parede do entorno também é empregada para revestir a porta. Todavia, essa constituição igualmente permite a execução com vidro ou estrutura metálica. “Ainda assim, a madeira segue como nossa preferida, justamente por conseguir unificar o refinamento aos conceitos de organização e amplitude de um ambiente”, explica Thatiana. INSTALAÇÃO A instalação é semelhante aos modelos tradicionais: para portas de correr, a presença de um trilho no teto e roldanas, permitindo que as folhas corram de um lado para o outro. Já em casos de portas de abrir, o segredo está nas dobradiças especiais, que acabam por onerar o curso dos modelos mimetizados. “A diferença entre as duas formas é que, no caso das portas de abrir, elas ficam mais alinhadas com o restante do painel, ao contrário das corrediças, que demandam um vão um pouco maior”, detalha a arquiteta. PUXADORES Colaborando para uma similitude perfeita, a dupla de profissionais do Corradi Mello indica que os puxadores sejam no modelo cava, ou seja, embutidos no próprio material. A decisão se configura como uma opção para os adeptos de um décor discreto protagonizado pelo projeto e a estética da porta, e não por seus adereços. PRATICIDADE E OTIMIZAÇÃO DE ESPAÇOS Além de contribuírem nas questões estéticas e decorativas, outra função importante das portas mimetizadas é a de integrar e cooperar na organização dos espaços. Entre as situações encontradas pelas especialistas nos projetos empreendidos pelo escritório, a arquiteta e a designer se depararam com intercorrências como quadros elétricos ou tubulações de ar-condicionado que precisavam ser camufladas. “Em ambientes pequenos, elas também são muito funcionais, uma vez que conseguimos ocultar a porta quando precisarmos de mais área disponível”, finaliza a designer de interiores. Fonte: Assessoria d33 Comunicação

  • MUDANÇA NA DIRETORIA EXECUTIVA DA CEBRACE

    Manuel Corrêa, executivo do grupo Saint-Gobain, assume o cargo na fabricante de vidros Em julho de 2021, Manuel Corrêa, executivo do grupo Saint-Gobain, passa a ocupar o cargo de gestão da Cebrace, maior produtora de vidros e espelhos da América do Sul, ao lado de Leopoldo Castiella. O novo diretor executivo adianta que a ideia é dar continuidade aos projetos da empresa e a consolidação da liderança de mercado e imagem da empresa. “Nossas frentes de trabalho vão manter as prioridades em tudo que possa facilitar a vida dos nossos clientes", afirma. Ele acrescenta que vai se dedicar em colaborar com a adequação às mudanças impostas pelo cenário que vivemos em meio a pandemia mundial, como: "continuar os projetos de transformação digital, e-commerce, melhorias no Supply-Chain [cadeia de suprimentos, em tradução livre], dedicando atenção especial às nossas pessoas, à segurança do trabalho e à manutenção da alta performance industrial”, afirma Corrêa. Ele também faz questão de destacar a manutenção do compromisso da marca com a sustentabilidade “tanto em seu processo de produção, quanto na difusão dos produtos que colaboram para projetos cada vez mais responsáveis com o meio ambiente e com o bem-estar das pessoas”. Após um ano de instabilidades do mercado, a diretoria da Cebrace demonstra otimismo com o que ainda está por vir. Segundo Corrêa, a expectativa é de uma recuperação que começa a se consolidar de forma mais ágil com a aceleração da vacinação no país. “O segundo semestre deve ser o mais forte para o segmento, os números apontam que haverá um crescimento do PIB e aumento da demanda. Acreditamos muito no Brasil”, conclui. Veja abaixo uma entrevista realizada com o novo diretor executivo da Cebrace e conheça um pouco mais Manuel Côrrea. 1. Manuel, você vem de uma vasta experiência no grupo Saint-Gobain. Como essa bagagem colabora para o seu novo cargo à frente da Joint-venture Cebrace? Eu tive uma experiência profissional bastante diversa, passei por negócios bem diferentes. Comecei na área de vendas e engenharia de produto de materiais cerâmicos e posteriormente passei pela divisão de abrasivos, onde vivenciei boa parte da minha carreira, começando na área comercial e depois assumindo atividades de manufatura e direção de negócios. Liderei um negócio de abrasivos na Ásia, baseado na China. Também tive experiência na área de vidros automotivos, na Sekurit, que liderei durante três anos e meio na volta ao Brasil. Depois, na Telhanorte/Tumelero, lidando com equipes diversas e contato com o consumidor final. Nos últimos três anos liderei a atividade de abrasivos na América do Norte. Essa diversidade me ajudará a enfrentar os novos desafios na Cebrace ao lado de Leopoldo Castiella e contribuir para a consolidação da empresa e com o setor vidreiro como um todo. 2. O que o setor vidreiro pode esperar da sua gestão? Estou entrando ao lado de Leopoldo Castiella para dar continuidade aos projetos já muito bem estabelecidos na Cebrace e apresentar melhorias quando necessário. Nossas frentes de trabalho vão manter as prioridades em tudo que possa facilitar a vida dos nossos clientes. Nesse sentido, vou me dedicar em colaborar com a adequação às mudanças impostas pelo cenário que vivemos em meio a pandemia mundial, como continuar os projetos de transformação digital, tracking de entregas, em atenção especial à segurança e à manutenção da alta performance industrial. A Cebrace sempre olhou para a frente e procura trazer uma visão inovadora ao mercado, então a sustentabilidade é um dos pilares que com certeza será mantido. 3. Você está de volta ao Brasil após passar por mais de 3 anos nos EUA como VP e Diretor Geral Saint-Gobain Abrasivos América do Norte, passando por um período de crise mundial e de um processo de retomada mais acelerado por lá. Como é para você retornar ao mercado nacional no momento que o Brasil vive hoje? Sou brasileiro e vivi aqui muitos anos, boa parte da minha carreira foi feita aqui. Voltar dos EUA em um momento de crise mundial, sendo que eu vivi isso por lá, me ajuda a trazer aprendizados sobre a gestão do negócio em tempos difíceis. A revolução digital que acontece por lá com certeza é um dos pontos que me inspira a trazer novas ideias para projetos no Brasil. 4. Quais as suas expectativas para este ano? Ainda estou chegando na Cebrace, mas já posso afirmar que estamos otimistas com a economia. Tradicionalmente, o segundo semestre costuma trazer bons indicadores para o segmento do vidro no Brasil, e já estamos percebendo sinais de crescimento no PIB. Fora isso, sabemos que haverá um impacto expressamente positivo após as milhões de vacinas aplicadas nos brasileiros. Esse momento tão esperado trará segurança e tranquilidade para todos, propiciando uma retomada da economia de forma mais eficaz. Fonte: Cebrace/Assessoria MBM Comunicação

  • CASA ASSINADA POR RUY OHTAKE ESTÁ À VENDA POR R$70 MILHÕES

    Imóvel conta com três dos maiores nomes da arquitetura e arte nacionais: Ruy Ohtake, Roberto Burle Marx e Oscar Niemeyer A famosa casa do arquiteto Ruy Ohtake, localizada no Cidade Jardim, bairro luxuoso da cidade de São Paulo, voltou a ser anunciada e está à venda por um investimento de R$70 milhões. O imóvel conta com três dos maiores nomes da arquitetura e arte nacionais, sendo o único do Brasil que reúne projeto arquitetônico de Ruy Ohtake, paisagismo de Roberto Burle Marx e esculturas de Oscar Niemeyer. No ponto mais alto do bairro, área total de mais de 8.000 m², a residência está distribuída em cinco andares e conta com piscinas coberta e descoberta, sala fitness, quadras de tênis, squash, adega para 5 mil garrafas e heliponto homologado, sendo um dos poucos imóveis residenciais no Brasil com uma área privada para pousos e decolagens de helicópteros. A casa foi anunciada em momento de otimismo do mercado imobiliário. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a previsão de crescimento do ramo para 2021 é de 30%. Só no primeiro trimestre deste ano, os financiamentos cresceram 113% se comparado ao mesmo período de 2020. Lucas Melo, diretor executivo da MBRAS, imobiliária responsável pela venda, demonstrou entusiasmo na conquista do imóvel: "Ter essa propriedade em nosso portfólio é um privilégio. Conseguimos exclusividade do imóvel em um ano que está sendo muito positivo para o segmento de altíssimo padrão. Ainda neste ano, a MBRAS irá superar R$ 1 bilhão de VGV [Valor Geral de Vendas]". Melo foi categórico ao comentar sobre as possibilidades que o imóvel pode ter. "Além de toda exclusividade que o comprador pode ter ao morar nesse imóvel, essa propriedade possui alto potencial para desenvolvimento imobiliário, podendo ser transformada em um condomínio de casas e até grandes estabelecimentos". Fonte: Assessoria Anfíbia Agência Digital

  • PREFEITURA PROPÕE INCENTIVOS FISCAIS PARA RETROFIT DE PRÉDIOS ANTIGOS NO CENTRO DE SÃO PAULO

    A Câmara de São Paulo aprovou, nesse mês de julho, o Requalifica Centro, Projeto de Lei (PL) 447 que estabelece incentivos fiscais para estimular a requalificação de prédios antigos da região central da cidade e sua transformação em edifícios habitacionais. “O objetivo é adensar o centro e resgatar a vocação da região ao criar um ambiente atraente para investimentos”, conforme informações da prefeitura. A principal alteração no texto do projeto de lei se deu no perímetro do programa, que passou de 2,1 km² para 6,4 km². O projeto é voltado exclusivamente às construções existentes ou licenciadas antes de 23 de setembro de 1992 com base na legislação vigente até esta data. O projeto propõe uma série de incentivos fiscais a essas edificações, como: “remissão dos créditos de IPTU; isenção de IPTU nos três primeiros anos a partir da emissão do certificado de conclusão de obra; aplicação de alíquotas progressivas para o IPTU pelo prazo de cinco anos após a isenção, sendo que no 6º ano o imóvel atinge a alíquota integral do imposto”. Além disso, estão previstos a redução para 2% da alíquota de ISS para os serviços relativos à obra de requalificação (engenharia, arquitetura, construção civil, limpeza, manutenção, meio ambiente); isenção de ITBI aos imóveis objetos de requalificação e isenção de taxas municipais para instalação e funcionamento por cinco anos. “A próxima etapa será a desburocratização do processo de aprovação de retrofit na cidade, criando, para esses projetos, um rito exclusivo que tornará a análise simplificada e rápida”, afirmou Cesar Azevedo, secretário municipal de Urbanismo e Licenciamento. Fontes: Prefeitura de São Paulo e G1

  • HYDRO LANÇA CAMPANHA COM PAULO BIACCHI PARA PROMOVER AS APLICAÇÕES DO ALUMÍNIO

    Para destacar a presença do alumínio nas obras e apresentar os aspectos do metal, a Hydro, extrusora multinacional, lançou a websérie "Falando de Alumínio", apresentada pelo designer de produtos e youtuber Paulo Biacchi. Em cinco episódios, ele irá mostrar as aplicações e características desse metal de forma simples, usando linguagem direta e descomplicada. Ao final de cada episódio, Biacchi ensina a produzir um objeto feito com alumínio, no estilo "Faça você mesmo", ressignificando objetos presentes na vida das pessoas. No primeiro episódio, Biacchi criou um porta-objetos estilizado a partir de três latinhas de alumínio. A websérie está sendo transmitida quinzenalmente nas redes sociais da Hydro, onde o conteúdo ficará disponível. A cenografia da série conta ainda com peças assinadas de design em alumínio do acervo do Centro Cultural do Alumínio (CCAL). "Essa ação faz parte da estratégia de comunicação da Hydro de mostrar para o público em geral a relevância do alumínio que produzimos e todo o seu potencial de aplicação e sustentabilidade. Por meio dessa parceria com o Paulo Biacchi, conseguimos abordar esse tema de maneira acessível, descontraída e alinhada à linguagem das redes sociais, que têm tido uma importância cada vez maior em nossa estratégia de posicionamento", afirma Alessandra Fonseca, diretora de comunicação da Hydro na América do Sul. Fonte: Hydro/Assessoria InPress Porter Novelli

  • MARITACAS ENFEITAM FACHADA DE PRÉDIO NA ZONA LESTE DE SÃO PAULO

    Saiba quais são as principais suposições dos especialistas para o fenômeno Uma fachada enfeitada de pontos verdes, quando vista de baixo, observando mais de perto é possível ver que são as aves popularmente conhecidas como maritacas, o Periquitão Maracanã. Essa aglomeração diária acontece às 5h30 e às17h na fachada de um edifício no Tatuapé, também conhecido como "prédio das maritacas", localizado no bairro da Zona Leste de São Paulo. Segundo moradores do prédio, esse fenômeno acontece há 25 anos e atrai pessoas até o local só para assistir. O professor de educação física Bruno Henrique Pereira Moreno mora no prédio com a família há mais de 10 anos e desde que se mudou convive com essa companhia diária. “No começo, o barulho incomodava um pouco e, às vezes, acordávamos cedo com o som delas. Mas, com o passar do tempo, nos habituamos e tem dias que elas passam despercebidas”, disse ao portal G1. As maritacas são aves da família dos psitacídeos, um conjunto que inclui também papagaios, araras e periquitos. “Diversas famílias de aves ocorrem nas cidades. Algumas espécies são mais sensíveis e outras demonstraram uma capacidade maior de adaptação. De uma forma geral, psitacídeos precisam que o ambiente tenha um abrigo para passarem a noite e repousarem, alimentos e cavidades para nidificação”, explicou Raquel Colombo, bióloga, ainda ao site. POR QUE ESSA FACHADA? Uma suposição para as aves estarem na estrutura do prédio é a chamada geofagia: o consumo de terra com o objetivo de reduzir o impacto de outros alimentos que a espécie tenha ingerido. “Há relatos de bandos de psitacídeos se aglomerarem em barrões nas margens de rios e em morros, a fim de comer argila para melhorar a nutrição deficiente em minerais e também para neutralizar toxinas de algumas plantas que se alimentam”, explicou ao G1 Fábio Ferrão Videira, biólogo Presidente do Centro de Estudos Ornitológicos (CEO). Contudo, mesmo com as aves bicando os tijolos a ausência de danificações na estrutura do prédio sugere que elas não estão removendo e comendo argila para sua nutrição. O zelador Dailton Rocha conta que a cada três anos é feita manutenção com aplicação de resina, conforme o site Verde SP. A ausência de áreas florestais também pode ser um motivo para a “adoção” do edifício como um ponto de descanso. “O atrativo dessas aves pelo prédio em questão, pode estar relacionado também pela estrutura arquitetônica, a qual permite o descanso de um grupo numeroso de aves ao mesmo tempo, colaborando com o instinto social dessa espécie”, afirmou Videira ao portal, reforçando que os sulcos na estrutura fazem com que as aves consigam se apoiar sem esforço. Segundo Raquel, as maritacas também podem pousar na fachada para roer e esfregar o bico, um comportamento desenvolvido para afiar a ponta da mandíbula e deixá-la em boas condições para a captura de alimentos. Pesquisadores acreditam ainda que as palmeiras plantadas na frente do prédio possam funcionar como um dormitório coletivo para essas aves. Esse ambiente pode ter sido escolhido por estar próximo de um local em que encontrem alimento fácil, na manhã seguinte. Aos moradores locais, a barulheira se tornou música e as visitantes transformaram-se em moradores oficiais. “A gente se sente próximo da natureza quando elas chegam, é algo que se tornou parte da rotina. É uma chance diária de ter a natureza literalmente na sua janela”, disse Bruno Henrique ao G1. Fontes: G1 e Verde SP

  • ENGENHARIA MACKENZIE FIRMA PARCERIA COM GRUPO ISORECORT

    Uma das maiores indústrias em transformação de EPS apoiou TCC de alunos e dará continuidade ao auxílio de estudos e aplicações do sistema construtivo A Escola de Engenharia (EE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), campus Higienópolis, assinou um convênio de cooperação com o Grupo Isorecort, indústria brasileira líder de mercado no segmento da construção civil e no desenvolvimento de peças técnicas para aplicações industriais e uma das maiores companhias em transformação de poliestireno expandido (EPS), o isopor no país. A parceria teve início em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na Engenharia Civil da UPM. Com a orientação da professora e colunista da Contramarco Fabiola Rago Beltrame, os recém engenheiros Letícia Batista Araújo de Lima, Matheus Nunes Moreira, Thomas Hideki Kuninari e Rodolfo Cervelle Santos avaliaram o desempenho dos painéis de EPS revestidos com argamassa armada como sistema construtivo. Com resultados promissores, os alunos comprovaram um aumento da produtividade, melhor desempenho térmico e ambiental superiores ao método construtivo de alvenaria estrutural. "Isso além de um custo competitivo e desempenho estrutural favorável, colocando o sistema com EPS em condição muito favorável para ser aplicado em diferentes construções residenciais", afirma a orientadora Fabiola. O EPS é um material versátil, já empregado na construção civil nos Estados Unidos, Japão e países europeus. Com grande apelo sustentável, não há desperdícios de materiais. Além de ser um sistema construtivo que reduz os custos da obra e gera agilidade em todo o processo. Tais resultados do trabalho dos universitários chamou atenção da empresa Isorecort, que passou a fornecer os painéis, materiais, mão de obra para execução do projeto no laboratório de estruturas da EE do Mackenzie e auxiliou nos ensaios de resistência nos painéis. Com o apoio da coordenadora do curso, professora Patrícia Barboza da Silva, do professor Alfonso Pappalardo e da orientadora Fabiola, a partir de agora, o projeto passa a ser uma cooperação entre a indústria e a Universidade - dando continuidade às pesquisas e aplicações do sistema construtivo e oportunidade aos próximos alunos da engenharia civil que trabalharem nesse campo. "Prezamos muito a colaboração com as instituições de ensino. Estamos felizes com a parceria e já planejando o futuro com participações em lives, palestras e bolsas remuneradas para alguns alunos", finaliza Rodrigo Rezende, gerente Administrativo do Grupo Isorecort. Fonte: Universidade Presbiteriana Mackenzie

  • ESQUADRIAS: CONFORTO TÉRMICO NO INVERNO

    Veja dicas de como manter a casa aconchegante nessa estação O inverno chegou e para garantir conforto térmico em casa prestar atenção nas esquadrias e em sua vedação é fundamental. Nesse post, daremos algumas dicas para você manter o ambiente aquecido. As portas e janelas são os principais responsáveis pela passagem de vento frio durante o inverno. Por isso, é muito importante manter todas as esquadrias fechadas e vedadas, para que as frestas do batente e da base não deixem o vento passar, mesmo quando estiverem fechadas. Assim, os modelos de veda frestas escova e veda porta adesivo, por exemplo, são opções para melhorar o desempenho da esquadria. CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCOLHA O conjunto formado pelo material de fabricação e o sistema de fechamento da janela é o principal aspecto a ser levado em consideração no momento da escolha da esquadria, conforme o portal Gazeta do Povo. "Uma janela maxim-ar veda o ambiente melhor do que uma de correr, que sempre terá um vão entre suas folhas, por exemplo. Entre os materiais, o ferro é o que apresenta o menor desempenho, pois, por ser um condutor térmico, favorece a troca de calor entre os ambientes. Os vãos entre suas peças móveis também são maiores e facilitam a passagem do ar", ainda segundo o site. As esquadrias de alumínio apresentam melhor custo benefício em relação às de ferro, pois contam com sistema de isolamento formado por borrachas ou cerdas entre suas folhas, o que otimiza sua vedação. “As janelas de madeira têm desempenho similar às de alumínio. Elas também permitem mais personalização, em contrapartida demandam manutenção constante”, explicou a arquiteta Bianca Caron Decker, do escritório Decker e Bagatin Arquitetura e Interiores, ao portal Gazeta do Povo. Entre os modelos de esquadrais, as de pvc proporcionam maior desempenho térmico, por serem compostas de polímero, material que conduz menos calor. O sistema de vedação do material também é mais eficiente entre as peças fixas e móveis, fazendo com que o conjunto de fechamento funcione melhor, de acordo com o portal. UTILIZAÇÃO DE VIDRO DUPLO As portas e janelas ajudam a manter o conforto térmico no espaço, contudo não são as únicas responsáveis por resolver a questão. No momento da construção, é importante atente-se para a incidência direta do Sol e o comportamento dos ventos na região. Esses fatores guiam a disposição dos elementos e favorecem a obra tanto os dias mais quentes, como os mais frios. O modelo de vidro utilizado na esquadria é outro fator que pode potencializar o desempenho térmico. Isso porque o material ajuda a reter o calor dentro do ambiente, além de poder oferecer uma camada extra de isolamento aos espaços, conforme o site Gazeta do Povo. O arquiteto Adriano Lucio Dorigo, professor da Universidade Positivo, explicou ao site de notícias que quanto mais espesso for o vidro, menor será seu potencial de perder calor por condução. Por isso, ele orienta que, ao adquirir uma esquadria, o consumidor se informe sobre a espessura do vidro instalado nela. Para os que desejam aprimorar ainda mais este isolamento, a dica é optar por vidros duplos na janela. Além de aumentar a espessura do vidro, o sistema cria uma camada de ar entre as duas lâminas, que atua como uma nova barreira, segurando melhor o calor dentro do ambiente, segundo o portal. Veja mais dicas nesses vídeos: Fonte: Gazeta do Povo

  • COMO SÃO FEITOS OS ENSAIOS TÉCNICOS NAS ESQUADRIAS E FACHADAS?

    Por: Stephanie Fazio Michele Gleice, engenheira e diretora do Itec, comenta sobre sua carreira profissional e explica quais são os benefícios dos procedimentos para os consumidores e para as obras Revista Contramarco – Conte como surgiu o seu interesse pela área de construção civil. Relembre as principais etapas de sua trajetória profissional. Michele Gleice - Eu tomei conhecimento da área da construção civil ao final do ensino fundamental, enquanto buscava um curso técnico para cursar juntamente com o ensino médio. Na época, o ensino médio e o técnico eram integrados, e eu queria me profissionalizar para ter melhores opções ao entrar no mercado de trabalho, antes de cursar a graduação, que até aquele momento ainda era indefinida. Dentro de tantos cursos disponíveis, me interessei pelo Técnico em Edificações, prestei o vestibulinho e fui aprovada. No último ano do curso, fui admitida no programa de estágio em um laboratório de ensaios na área de solos e pavimentação, deste programa fui efetivada para trabalhar como técnica no laboratório de materiais para construção civil. Assim, há 24 anos vivo e respiro laboratório de ensaios, normas técnicas e sistemas de gestão. Esta é a área à qual me dedico, que me motiva a sempre aprender mais e dividir o conhecimento. Após a conclusão do ensino médio e técnico, cursei a graduação de engenharia civil e concluí uma MBA em gestão empresarial. Todo meu histórico profissional é na área de laboratório de ensaios, trabalhando com os mais diversos produtos, principalmente no segmento da construção civil. Comecei trabalhando na Falcão Bauer onde, por mais de seis anos, tive a oportunidade de aprender muito, com excelentes profissionais. Há 15 anos fui convidada para integrar o time do Instituto Tecnológico da Construção Civil (Itec). Aceitei o desafio e até hoje é o trabalho que me motiva a sempre entregar o meu melhor. Revista Contramarco – Comente sobre como se dá a dinâmica de trabalho como diretora do Itec. Michele Gleice – Como diretora técnica, o grande objetivo é assegurar a imparcialidade na realização dos ensaios, a confidencialidade dos resultados e produtos ensaiados e atender aos requisitos, tanto normativos, quanto dos nossos clientes. É preciso compreender as necessidades de cada cliente e oferecer o serviço que melhor atenda suas expectativas. Por exemplo, um fabricante que deseja desenvolver um produto não tem interesse em realizar um ensaio somente para receber o relatório com resultado, principalmente se este resultado não atender aos requisitos normativos. Este cliente precisa entender o processo de ensaio e ter a possibilidade de aplicar ajustes em seu produto, visando melhorar o desempenho. Já uma construtora que comprou esquadrias e recebeu um lote, pode ter por objetivo a avaliação dos produtos entregues na obra, ou seja, o resultado do ensaio irá demonstrar se estas esquadrias recebidas atendem às normas técnicas. Também é necessário garantir que tenhamos profissionais qualificados para a realização dos ensaios, equipamentos adequados e calibrados e as instalações necessárias para atender nossos clientes, buscando o aprimoramento contínuo tanto dos profissionais, quanto das instalações e equipamentos. Revista Contramarco – Qual a importância de testar os produtos que estão chegando ao mercado? Como funcionam as etapas dos ensaios para esquadrias, vidros e fachadas? Michele Gleice – Na minha opinião, a principal importância em ensaiar os produtos que são oferecidos ao mercado é garantir ao comprador e ao consumidor final que os produtos atendam aos requisitos das normas técnicas brasileiras, produtos que oferecerão um desempenho adequado e seguro durante sua vida útil. Os benefícios de se atender aos requisitos normativos se estendem tanto aos consumidores finais, às construtoras, incorporadoras e agentes financeiros, quanto aos fabricantes das esquadrias. O consumidor final terá a garantia de desempenho e segurança adequada para as esquadrias do seu imóvel. A construtora que atende aos requisitos da norma de desempenho NBR 15575 – Desempenho das Edificações se resguarda em caso de eventuais reclamações futuras do consumidor final. O agente financeiro assegura que o bem dado como garantia será mantido íntegro durante a vigência do financiamento. E o fabricante, por sua vez, comprova que está entregando um produto que atende às normas brasileiras e, consequentemente, o código de defesa do consumidor. Revista Contramarco – Basicamente, como é feito o ensaio? Michele Gleice – O processo do ensaio, resumidamente, acontece da seguinte forma: o cliente contata o laboratório, identificamos qual a tipologia da esquadria que será ensaiada, se é uma janela, porta, uma fachada-cortina, entre outras. Depois, o laboratório verifica qual a câmara de ensaio adequada para a esquadria, considerando a dimensão e as características, verificando as normas técnicas aplicáveis, caso o cliente não tenha essa informação, e apresenta uma proposta comercial. Na próxima etapa, a esquadria é instalada nos pórticos de ensaio pelo cliente e o ensaio é realizado sempre com acompanhamento por parte dele e dos demais interessados. Finalizado o processo de ensaio, o laboratório realiza a verificação do produto com o projeto entregue. Este projeto fará parte do relatório de ensaio e é importante verificar se o projeto confere com o item que foi ensaiado. A conclusão do serviço é efetivada com a entrega do relatório de ensaio, onde constarão os detalhes do produto que foi ensaiado, os ensaios realizados, os resultados obtidos e quais são os requisitos normativos para estes ensaios. É importante ressaltar que os ensaios em produtos enviados ao laboratório, seja pelo fabricante, construtora ou consumidor, que originam relatórios, demonstram se aquela “amostra” com suas características específicas de projeto, montagem e instalação atende ou não aos requisitos normativos da norma técnica — mas este ensaio não “certifica” um produto ou linha. A certificação é um processo no qual uma entidade independente (terceira parte), acreditada pelo Inmetro, avalia se determinado produto atende às normas técnicas. Esta avaliação se baseia em auditorias no processo produtivo, onde o auditor visita a empresa fabricante para avaliar como é feito todo o controle da fabricação, desde a compra dos insumos até a entrega do produto para o consumidor. Durante a auditoria é realizada a coleta aleatória de amostras do estoque, as quais serão encaminhadas para ensaios laboratoriais. O resultado satisfatório destes ensaios e da auditoria é que levarão à concessão da certificação. Revista Contramarco – Como está a procura dos serviços por esse público? Michele Gleice – A procura pela realização dos ensaios vem mantendo-se, mesmo nesse período de pandemia. Grande parte dos clientes do Itec são fabricantes e sistemistas que querem verificar o desempenho dos seus produtos, prover melhorias ou ainda utilizar os ensaios para processos de certificação. Além destes também atendemos, em número crescente, construtoras e incorporadoras, consumidores e peritos judiciais envolvidos em ações movidas devido ao desempenho das esquadrias. Revista Contramarco – Na sua opinião, em termos de desempenho e segurança dos produtos, como o cliente final se beneficia ao adquirir um item testado pelo Itec? Michele Gleice – O cliente final terá a garantia de desempenho e segurança adequados para as esquadrias instaladas em seu imóvel. O desempenho adequado é importante para seu conforto, tal como esquadrias estanques à água, que suportem ações do vento e, principalmente, quanto à segurança. Afinal, ninguém quer uma esquadria em que a folha possa se desprender quando ocorrer uma rajada de vento ou ainda um guarda-corpo que não suporte o peso dos usuários encostando neste. Revista Contramarco – Cite um case de sucesso do Itec que mais te marcou. Michele Gleice – São muitos os clientes e obras atendidas que marcaram a história do Itec. Citar um único caso é muito difícil. Mas posso afirmar que uma das grandes recompensas que tenho é quando nossos clientes acompanham os ensaios nos seus produtos, e mesmo nem sempre obtendo o resultado satisfatório de início, percebem a importância do ensaio, de compreender como o produto se comporta e que, muitas vezes, pequenos ajustes no projeto e/ou na produção podem melhorar o desempenho. Gosto sempre de ressaltar que resultados que não atendem aos requisitos normativos devem ser vistos como aprendizado, pois estes vão fomentar os estudos e pesquisas para outras soluções. É muito melhor e mais barato “errar” no laboratório do que descobrir eventuais falhas na assistência técnica pós-venda, após receber reclamação do seu cliente.

  • FACHADA-CORTINA: EXUBERÂNCIA DO VIDRO E A COMPOSIÇÃO DO AMBIENTE AO REDOR

    Os modelos do vidro tornam o elemento versátil, mas os cuidados com a escolha do material ideal para cada obra evitam transtornos Por Stephanie Fazio O ano era 1959, quando o edifício paulistano Barão de Iguape inaugurava, no Brasil, o modelo fachada-cortina, uma nova fase arquitetônica na época. Ainda na capital paulista, três anos depois, seria erguida outra obra pioneira na área de fachadas envidraçadas: o edifício Wilton Paes de Almeida, que acabou desmoronando após um incêndio de grandes proporções em 2018. “Para aquela época e também na atualidade, as fachadas envidraçadas imprimem um conceito de modernidade que as empresas buscam estar associadas. Por isso, essa tendência tem se perpetuado até agora nas edificações aqui no Brasil e no mundo”, diz Crescêncio Petrucci, engenheiro civil, consultor e diretor da Crescêncio Engenharia. O edifício Wilton Paes de Almeida também foi pioneiro em usar sistema central de ar-condicionado. A obra era conhecida pelos moradores da região como “edifício de vidro". “Entre 1950 e 1960 houve um movimento muito forte de arquitetura moderna e corporativa nos Estados Unidos. Neste mesmo período, estávamos construindo um edifício todo de vidro em São Paulo”, relembra Bruno Moraes, arquiteto. Mudanças no edifício Wilton Paes de Almeida (SP)/Reprodução: DCM e Veja O arquiteto conta que estávamos abandonando conceitos que foram desenvolvidos nas décadas anteriores e que iam de encontro com o clima brasileiro, como o uso de ventilação cruzada, brise-soleil, proporção de cheios e vazios nas fachadas, entre outras soluções. “Nesta época, um edifício todo de vidro não era coerente para nosso clima tropical. Importamos um conceito americano para nosso clima e não deu muito certo. Logo depois, tivemos uma onda de usar vidro fumês e verdes para amenizar esta ‘estufa’ que criamos ao utilizar uma fachada de vidro”, explica Moraes. Para ele, a estética do modelo estadunidense foi muito pensada durante o movimento Moderno, mas a questão do clima tropical foi deixada de lado. A consequência foi a criação de novos edifícios com sistemas mais potentes de climatização, que geravam um gasto enorme com energia elétrica. “Hoje em dia, já podemos utilizar este tipo de solução no nosso clima tropical, por conta dos vidros inteligentes e películas que bloqueiam a insolação, impedindo o aquecimento dos edifícios por dentro”, comenta Moraes. COMPOSIÇÃO DO AMBIENTE AO REDOR As fachadas de vidro são multifuncionais em uma edificação. “Muitos dizem que ela funciona como a pele do nosso corpo, realizando uma interface entre o ambiente interno e o externo e com muita versatilidade”, comenta Nilson Viana, coordenador da consultoria técnica da Cebrace. “O vidro permite a integração entre espaços, uma obra mais rápida e sem desperdícios, além de levar conforto, sustentabilidade e economia de energia”, acrescenta. Segundo o executivo, na Cebrace, o vidro de proteção solar é fabricado com a mais alta tecnologia, resultando em itens eficientes no sentido de garantir o maior conforto para o usuário. “Itens como transmissão luminosa, reflexão externa e interna, absorção e fator solar são estudados minuciosamente a fim de se obter o melhor produto, aliando beleza e eficiência”, diz o coordenador. Na visão de Viana, além dos benefícios que o vidro oferece ao ambiente interno, o material também impacta no externo, oferecendo várias possibilidades ao design . Ele explica que, visualmente, a sua interferência no entorno vai depender muito do projeto e dos desejos do arquiteto. “A segurança e o baixo custo com manutenção também são muito explorados com a solução de fachada-cortina envidraçada”, observa Petrucci. O consultor relata que as grandes áreas envidraçadas proporcionam uma integração do interior da edificação com a cidade. Ele comenta que o desejo das pessoas, seja no trabalho ou na residência, em observar a paisagem e acompanhar a vida dinâmica das cidades, é muito forte e valorizado. O vidro reflexivo ou refletivo, se usado corretamente, irá refletir os raios solares sem prejudicar o entorno da edificação e, ao mesmo tempo, não deixa que esses raios irradiem diretamente para dentro da obra, segundo o arquiteto Moraes. “Em algumas exceções, o reflexo pode ser um problema, mas em todos os casos em que isso ocorre podemos afirmar que houve uma má especificação do material. Existe uma gama enorme de tipos de vidros com aspecto refletivo, semi-refletivo e neutro (mais transparente) e todos eles são fabricados com tecnologia de ponta para ter alto desempenho, sem abrir mão do design ”, diz Viana. Moraes relembra que já houve um caso em Londres onde a incidência dos raios solares em um edifício com fachada de vidro reflexivo chegou a atingir e derreter um dos componentes de um carro estacionado nas proximidades. “Em São Paulo já tivemos algumas polêmicas referentes a um edifício que fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, que tem uma fachada de vidro reflexivo colorido. Dependendo da inclinação dos raios solares, o material reflete as cores para as edificações em volta, ‘tingindo’ todas as casas do entorno”, conta o arquiteto. Quando as escolhas de tecnologias e materiais não ocorrem de forma harmoniosa, pode haver prejuízos para o ambiente interno e externo. Assim, o uso de vidros extremamente reflexivos, podem ocasionar microrregiões de calor nas proximidades da edificação e provocar desconforto para os transeuntes e obras próximas, além do reflexo de luz que pode atrapalhar o trânsito e a circulação das pessoas, segundo Petrucci. O consultor alerta que, nesses casos, é sempre importante escolher vidros de alto desempenho e com baixa reflexão e, quando possível, incorporar ao projeto elementos de sombreamento como brises, telas, vidros serigrafados ou outros métodos. “Isso irá proporcionar maior conforto interno e deve reduzir significativamente os problemas de zonas de calor nos grandes centros urbanos”, relata. Outro aspecto levantado por Petrucci é o uso de grandes panos de vidro plano. Essa condição, quando não evitada, pode proporcionar a amplificação de sons através da reverberação do ruído urbano, ocasionando enormes prejuízos para o conforto dos transeuntes e das regiões próximas a esse tipo de edificação. “É importante que a fachada possua formas geométricas distintas e irregulares ou elementos arquitetônicos externos que permitam a ruptura das ondas sonoras, proporcionando redução do ruído urbano nas grandes metrópoles”, diz. VANTAGENS DO VIDRO NO MOMENTO DA CONSTRUÇÃO A aplicação do vidro nas fachadas proporciona um elevado grau de industrialização, permitindo maior qualidade e agilidade na instalação, reduzindo custos e prazo de obra, quando comparados com métodos tradicionais de vedação com alvenaria e revestimento de argamassa, descreve Petrucci. O arquiteto Moraes conta que já visitou vários edifícios envidraçados, tanto em países com clima tropical quanto em locais mais frios, sendo que no interior do prédio não foi necessário ter um sistema de climatização para refrigerar ou aquecer. “Em locais com muita neve, observei fachadas duplas de vidro que seguram a temperatura externa, para não esfriar o ar interno. Assim como em países com clima tropical, você deve utilizar vidro com eficiência térmica, películas que bloqueiam mais de 95% dos raios ultravioleta (UV) ou até mesmo vidros inteligentes, que funcionam como lentes de óculos, que escurecem quando expostas ao sol”, explica. Uma fachada de vidro duplo, por formar uma camada de ar entre os vidros, é muito eficiente para conter a temperatura externa, relata Moraes. Para ele, se a fachada puder ter circulação de ar, sua eficiência é ainda melhor, funcionando como um efeito chaminé. “Entrando ar por baixo e exaustando por cima em outra abertura. Assim, o vidro que fica na parte interna, quase não tem contato com a diferença de temperatura externa, é uma ótima solução que geralmente vejo em climas frios”, conta. O coordenador Viana relembra que cada projeto é único e suas necessidades exigem um estudo sobre o vidro mais indicado para solucionar todas as questões específicas daquele contexto. Para chegar ao vidro correto existe um longo caminho de análise não só da própria edificação, mas também de todo o entorno, principalmente nas obras de grande porte, onde os esforços sobre o vidro tendem a ser maiores. “Para fachadas, o vidro mais indicado é sempre o de proteção solar, pois ele é fabricado para levar performance, design e eficiência a esse tipo de aplicação”, define o coordenador. Na Cebrace, a família de vidros Cool Lite, fabricados para edifícios comerciais, reduz em até 80% a entrada de calor nos ambientes. Já os vidros Habitat by Cebrace, foram desenvolvidos para necessidades específicas dos projetos residenciais, reduzindo a entrada de calor em até 70%, conforme Viana. O aspecto mais reflexivo ou mais neutro e o tipo de vidro dentro das linhas, assim como as formas de processamento que devem ser usadas, precisam ser discutidos junto com o arquiteto, com a consultoria de fachadas e com o apoio em normas de aplicação para garantir a segurança, argumenta o coordenador. “Todos esses vidros colaboram para a obtenção de certificações sustentáveis, já que favorecem a eficiência energética e o conforto. Ao serem usados na versão laminada, tanto o Cool Lite quanto o Habitat protegem em quase 100% os ambientes dos malefícios dos raios ultravioleta (UV), como o desbotamento dos materiais”, informa o executivo. TIPOS DE FACHADAS ENVIDRAÇADAS As fachadas-cortina podem utilizar várias técnicas construtivas, sendo denominadas de forma distinta. Entre as opções de instalação temos os sistemas: structural glazing, stick, unitizado , grid, spider e pele de vidro. Cada sistema tem suas vantagens e especificidades. Bruno Moraes, arquiteto, explica que o sistema structural glazing utiliza uma tecnologia em que o vidro é fixado sobre um caixilho no formato de “quadros de alumínio” com um material adesivo resistente, o que permite uma fachada mais clean , sem a demarcação tradicional do caixilho, deixando o perfil oculto. Ele cita como benefícios de sistema a estanqueidade, a elasticidade e a resistência à dilatação. De acordo com o consultor Crescêncio Petrucci, no sistema stick a montagem da fachada-cortina é feita em partes, considerando primeiro a instalação da “malha”, que consiste nas travessas e colunas de alumínio. “Essas colunas metálicas verticais passam na frente da laje da edificação e delimitam os módulos de vidro, que são instalados depois”, acrescenta Moraes. Em seguida, os quadros com vidro ou outro material de fechamento são instalados na estrutura e, por fim, são aplicados os elementos de vedação e os arremates internos. “Exceto pelos arremates internos, todas essas etapas são executadas pelo lado externo da edificação, através de balancins ou equipamentos de elevação. Como há muitas etapas de montagem, esse sistema apresenta maior tempo de execução quando comparado com o unitizado, por exemplo”, detalha Petrucci. Já no modelo unitizado, a fachada é dividida em módulos. Isso é possível porque as colunas e, pelo menos, uma travessa por pavimento são repartidas entre dois perfis que se encaixam. Dessa forma, a fachada é composta por painéis que são enviados já montados para a obra, com todos os seus elementos de vedação e fechamento, como vidro ou outros materiais, conforme o consultor. “Na obra, o processo de instalação da fachada é feito encaixando cada painel e formando uma barreira de vedação. Como a maior parte do processo de montagem é feita na indústria, a qualidade de execução é melhor e a velocidade de instalação na obra é maior, se comparado com o modelo stick ”, informa Petrucci. Já o sistema grid é mais encontrado em edifícios menores ou térreos. Essa solução tem um bom isolamento acústico e pode ser utilizada em diversos tipos de vidros, segundo o arquiteto. Petrucci detalha que, neste sistema, os vidros são fixados mecanicamente por um conjunto de perfis denominado tampa e contratampa. O destaque é que nesta solução existe uma marcação de alumínio pelo lado externo, que é intencional. “A medida mais comum para essa marcação é de 50mm de largura, mas é possível encontrar no mercado sistemas com larguras diferentes, como 40, 80 e até 100mm. Hoje em dia, não é o modelo mais utilizado por aqui, mas tem grande potencial”, completa o consultor. No modelo spider os vidros são fixados de forma agrafada, ou seja, através de furo no material e parafusos especiais. Esse tipo de esquadria é muito utilizada para fechamento de pequenas áreas como lobby de empreendimentos comerciais e lojas, por proporcionar muita transparência, “o que é desejado nos edifícios corporativos para torná-los mais convidativos e nas lojas para deixar os produtos mais à vista do público, como em uma vitrine”, menciona o consultor. Esse tipo de sistema valoriza a estrutura de fixação dos vidros e chama a atenção pela estética. “Tem uma peça que parece uma aranha, por isso o nome do sistema. Essa estrutura pode ser em aço carbono, inox ou alumínio”, acrescenta Moraes. Contudo, Petrucci relembra que essa solução não é muito comum em fachadas-cortina, devido ao elevado valor dos vidros e da técnica de fixação. O consultor esclarece que o sistema pele de vidro foi um dos primeiros utilizados em larga escala no início da década de 1980. “Naquela época, ele foi inovador porque os perfis principais da estrutura da fachada-cortina, as colunas e as travessas ficavam voltadas para o lado interno da edificação, e com isso, a fachada ficava com aspecto plano pelo lado externo, dando uma impressão de ‘pele lisa’”, explica. Nesse sistema, o vidro é encaixado em um perfil tipo “J” e a fachada fica com uma sutil moldura de alumínio pelo lado externo, em geral essa moldura possui entre 12 e 20mm de largura e ocorre em cada quadro de vidro, comenta Petrucci. A ESCOLHA DO VIDRO CORRETO A seleção do vidro para edifícios com fachada-cortina deve sempre ser conduzida com base em aspectos técnicos, estéticos e financeiros, de acordo com Petrucci. Em relação às questões técnicas, o consultor afirma que recebe muitas demandas de requisitos de desempenho que devem ser atendidos, como da equipe de ar-condicionado, acústica, certificações de sustentabilidade, conforto, ações de vento, entre outras. “Como essas solicitações são objetivas, a seleção do vidro é um pouco mais fácil, por termos que propor produtos que atendam a esses requisitos”, menciona Petrucci. Ele também diz que muitas vezes essa fase se torna muito restritiva e a empresa tem que atuar com as outras disciplinas para flexibilizar um pouco um ou outro parâmetro. O consultor acrescenta que é sempre importante que essa escolha seja feita através de mock-up (modelo em escala ou de tamanho real de um projeto) e, de preferência, no local onde o produto será aplicado. “E por fim, mas não menos importante, as opções de vidro devem estar aderidas ao custo do empreendimento”.

  • ARQUITETURA COMPONDO UMA HISTÓRIA DE VIDA

    A arquiteta Audrey Dias Lourenço, diretora da Aluparts, reflete sobre sua trajetória e as atuais tendências nas obras Por Stephanie Fazio A criatividade arquitetônica nos prova que o céu é o limite, mas diante de tantas obras arrojadas, o que é tendência? E como aplicá-las na fachada com a instalação de esquadrias? Para entender mais sobre essas e outras questões, a equipe Contramarco entrevistou Audrey Dias Lourenço, arquiteta e urbanista, pós-graduada em business e sucessora na Aluparts do renomado engenheiro e consultor Nelson Firmino, seu pai. A Aluparts trabalha com projetos arquitetônicos e recuperação de esquadrias de alumínio e vidro, estando presente nacionalmente há 30 anos. Revista Contramarco – Conte como surgiu o seu interesse pela área de arquitetura. Relembre as principais etapas de sua trajetória profissional. Audrey – Quando me formei no ensino médio, não tinha muita certeza do que queria fazer, mas sabia que seria algo dentro da Aluparts. Cheguei a cursar um ano de administração de empresas, pensando em me preparar para a gestão do escritório do meu pai, o engenheiro e consultor Nelson Firmino. Não passava pela minha cabeça atuar na área técnica, mas a verdade é que, desde muito pequena vivenciei de perto a vida profissional do meu pai. Ficava admirada com o saber e a dedicação dele pelo mundo do alumínio, na época, ainda como executivo da multinacional Alcoa. Aos 15 anos, passei a ajudar no escritório, que ele havia fundado em 1990, e essa aproximação com as atividades da Aluparts foi o que despertou o meu interesse pela arquitetura e construção civil. O mundo das obras, capacetes e botinas sempre fez parte do meu DNA. Até que, ao final do primeiro ano de administração, não me entusiasmei com o curso e disse ao meu pai que pensava em migrar para arquitetura. Até hoje, me lembro do seu sorriso e olhar neste momento, ele deu pulos de alegria! Tenho certeza que o deixei muito orgulhoso. Ele sempre quis me ver na engenharia ou na arquitetura, mas nunca me cobrou nada, deixou que eu decidisse sozinha. Foi então que eu comecei a olhar para o escritório com outros olhos. Trabalhar com meu pai sempre foi incrível, buscava tirar o máximo proveito de todas as oportunidades ao lado dele – as reuniões, os encontros, as viagens, as participações em feiras, inclusive internacionais. Éramos uma dupla inseparável, vivemos em conjunto muitas histórias em obras, situações desafiadoras e projetos criativos. A gente aprendia e se divertia. Tanto que eu abdiquei do meu desejo de fazer um intercâmbio, morar um período fora, porque iria perder um tempo precioso ao lado dele. Acho que no fundo eu sabia que daria continuidade ao seu legado, como faço hoje, e não poderia decepcionar ninguém, principalmente eu mesma. Hoje em dia, é engraçado ver velhos conhecidos, amigos e parceiros de trabalho do meu pai, que acompanharam o meu crescimento físico e profissional. A adolescente que entrou no escritório sem ter muita ideia do que iria fazer hoje é responsável pela continuidade da obra de Nelson Firmino, todos se admiram e isso me deixa feliz e agradecida. Revista Contramarco – Comente sobre como se dá a dinâmica de trabalho como consultora do Grupo Aluparts. Audrey – Nós atuamos em dois segmentos: consultoria e projetos. Os projetos de esquadrias e fachadas unitizadas, glazing, pele de vidro, clarabóias, skylights, guarda-corpos e revestimentos de ACM são desenvolvidos em conjunto com incorporadoras, construtoras, gerenciadoras e arquitetos. Neste caso, transformamos as ideias em detalhes técnicos de esquadrias, oferecendo soluções de engenharia sob medida para cada projeto. Ainda na consultoria, fazemos a elaboração de laudos técnicos sobre patologias das esquadrias e vidros, o plano de manutenção e o gerenciamento das correções. O outro segmento é o de manutenção e recuperação, que inclui a vedação e retrofit de fachadas envidraçadas, nós somos a única grande consultoria que também presta serviços de manutenção. Geralmente, os consultores só fazem projetos e prestam assessoria técnica ao cliente. Nós fazemos isso e ainda recuperamos as fachadas, fornecemos a mão de obra especializada no assunto. É um grande diferencial, conseguimos aliar toda a nossa expertise, toda a parte conceitual de projetar, criar e desenvolver uma fachada, à parte técnica colocando a mão na massa no conserto e na recuperação das esquadrias. É um trabalho que acaba sendo mais fácil por já termos o domínio do conceitual, quem ganha com isso é o cliente. A Multiplan, com quem trabalhamos há mais de 20 anos, é um exemplo perfeito desta integração. Quando eles estão construindo shoppings, fazemos o projeto das fachadas, das coberturas, dos guarda-corpos, tudo o que envolve vidros e esquadrias, fazemos os cálculos, especificamos os materiais, os perfis, os vidros e os acessórios. Depois de alguns anos, este shopping vai precisar de manutenção e nós voltamos para uma prestação de serviços. Assim como a Multiplan, muitos clientes de consultoria, que nos procuram em busca de algum auxílio técnico, um laudo, um projeto, uma memória de cálculo, no futuro, em alguma oportunidade, voltam a nos procurar para uma prestação de serviços de recuperação de fachada envidraçada. Atualmente, tenho cerca de 20 projetos em andamento e 16 obras de manutenção. O principal desafio do dia a dia é gerenciar as equipes. Atuamos em diversas áreas dentro da consultoria, lidamos constantemente com assuntos diferentes e todos com igual importância. Para não perdermos o foco e mantermos a qualidade, trabalhamos com agenda, executando cada tarefa estritamente a seu tempo. Procuro sempre delegar tarefas menos técnicas e me concentrar junto aos especialistas, onde é fundamental empregar toda a expertise acumulada nestes 31 anos da Aluparts. O grande segredo é garantir a interação entre as áreas e a energia para dar conta dessas duas modalidades, consultoria e manutenção. Revista Contramarco – As construções modulares têm se tornado uma opção bastante utilizada e prática para projetos. Comente sobre a tecnologia e como ela é pensada na arquitetura. Audrey – A construção modular é uma tendência, sem dúvida, mas não é de hoje. No caso das esquadrias, em 2002, a obra do BankBoston, em São Paulo, foi a primeira a receber uma fachada modular unitizada. Colunas, travessas, vidros e componentes são montados em módulos únicos sob medida. É uma fachada moderna e foi feita há 19 anos. Mas hoje, as empresas estão mais preocupadas com a redução de custos, com a praticidade e com maior rapidez na entrega das obras, o que reforça a tendência das construções modulares. Em tecnologia, uma grande tendência é a parametrização de projetos. Temos uma ferramenta de trabalho, o BIM, que integra, planeja, relaciona e organiza todas as modalidades de uma obra, todas as disciplinas. Com isso, é possível projetar em conjunto às partes elétrica, hidráulica, fundação e de esquadrias. Todas as modalidades em uma mesma linguagem e sistema, o que permite antecipar erros, saber o que dá certo, o que não vai dar e identificar as incompatibilidades. Entendemos que parametrizar as construções não exime a qualidade plástica dos projetos e minimiza muitos erros, o desperdício de tempo e materiais. Evidentemente, ainda temos muito a caminhar e diversas tarefas ainda são executadas in loco pelos serralheiros, mas trabalhamos para diminuir cada vez mais este tipo de serviço, praticamente artesanal. Revista Contramarco – De acordo com o portal ArchDaily, entre as tendências construtivas para este ano estão o aço aparente, o tijolo de vidro, fachadas e coberturas verdes, entre outras. Você tem notado essas características nos projetos? Quais opções os clientes mais requisitam? Audrey – Estamos na era da sustentabilidade e todos defendem a mesma bandeira, ou seja, da preservação dos recursos naturais e da redução de custos. A demanda tem sido por alternativas que geram benefícios ao planeta e que sejam, ao mesmo tempo, mais econômicas. Acho sensacional a ideia das fachadas verdes, temos observado uma procura crescente por este tipo de solução. No caso do aço aparente, já é uma alternativa amplamente utilizada nos nossos projetos. A demanda por vidros especiais também está em alta. Vidros que permitam redução de calor, proporcionem uma sensação térmica mais agradável e, que ao mesmo tempo, reduzam os custos de energia, estão na ordem do dia. Porém, materiais de altíssima performance, muitas vezes, ainda esbarram na questão do custo elevado. Eu preciso fazer um adendo aqui em relação à criatividade dos arquitetos: eles estão cada vez mais arrojados. No entanto, às vezes é preciso “trazê-los de volta ao planeta Terra”. Isso porque, muitas vezes, eles se esquecem do pós-obra e da manutenção, projetam fachadas complexas que não podem receber limpeza, pintura, substituição de vidros, cerâmicas, enfim. Frequentemente vamos prestar um serviço em um edifício que, devido a algum elemento arquitetônico, não pode receber um equipamento na cobertura, um balancim elétrico, por exemplo, por conta da geometria da edificação, ou devido a alguma especificidade das vigas, dos pilares, entre outros casos. Encontramos algumas dificuldades relacionadas à concepção e complexidade arquitetônica. Daí a importância, mais uma vez, dos softwares que ajudam na parametrização das construções: eles permitem visualizar a obra pronta. Revista Contramarco – Quanto às esquadrias, quais modelos estão sendo mais utilizados? Comparando o momento atual com 10 anos atrás, quais foram as principais mudanças na indústria de esquadrias? Audrey – Nas décadas de 60 e 70, quando começou o uso da esquadria de alumínio, elas eram uma espécie de envoltório da edificação. Eram robustas, pesadas, com muita massa de alumínio, ainda não eram o elemento principal de uma fachada. Seu uso se limitava ao desempenho estrutural. Não precisava ser bonita ou ter interação com o meio externo. Já nos anos 80, se percebeu que as esquadrias poderiam ter a mesma performance sendo mais leves, mais discretas. Começou-se a redução dos perfis de alumínio. Hoje em dia, já se exige atributos em relação à performance: esquadrias com atenuação acústica, atenuação térmica, o mínimo de perfil possível, o máximo de transparência. No passado, não se falava em performances de desempenho e acústica e hoje existem laboratórios que testam as esquadrias. O cliente está cada vez mais consciente das possibilidades. A tendência da vez é a esquadria minimalista: uma linha Slim , que embute trilhos, perfis, possível de ser instalada em grandes vãos, com poucos perfis. Tem muita engenharia e muita tecnologia envolvida, o que aumenta o valor agregado do produto. Revista Contramarco – Quais são as principais técnicas para a restauração de esquadrias de alumínio? Audrey – Quando se pensa em retrofit, estamos falando em valor agregado: a instalação de novos componentes, um vidro de controle solar com desempenho que permita melhora na eficiência energética, na redução de calor, no aumento da luminosidade. São três escalas diferentes: desde uma pequena intervenção (como a vedação em uma infiltração, a substituição de um acessório quebrado, ajustes mecânicos, conserto de janelas que não estavam abrindo, a limpeza de perfis e vidros). Assim, passando por uma “pequena cirurgia” (correções citadas acima, substituição de vidros comuns, por exemplo, que estão fora da norma técnica, por vidros de segurança com controle solar, e eventual substituição de peças para um melhor resultado estético). No caso de “cirurgia total” , envolve a substituição completa das esquadrias oferecendo uma cara nova à edificação. Vários prédios em São Paulo passaram por esse processo, como por exemplo, o Centro Empresarial São Paulo (Cenesp), cuja consultoria e projetos são da Aluparts, em 2015 passou por um grande retrofit cirúrgico. Ao todo, sete torres tiveram suas fachadas de concreto aparente e vidro incolor revestidas com painéis unitizados compostos por ACM e vidros de alta performance. Revista Contramarco – Cite dois exemplos de obras que mais te marcaram e comente sobre as suas características. Audrey – Uma delas foi a sede da Petrobras, em Santos, no ano de 2012. Os painéis foram compostos pelo fechamento e brises de vidro, sendo os perfis todos em alumínio, formando um monobloco. Foi uma fachada muito especial, que demandou bastante estudo e parcerias com os diversos profissionais envolvidos, uma vez que o prazo era também extremamente enxuto. Outra obra foi o edifício WTNU 2, encomendado pela WTorre. Em 2012, a empresa contratou um fabricante de esquadrias chinês, para um prédio na Marginal Pinheiros, em São Paulo (SP). A Aluparts prestou consultoria aos chineses, que precisavam “tropicalizar” a obra e adaptá-la às normas técnicas brasileiras. Foi uma experiência sensacional, viajamos até a China, onde passamos cerca de dez dias, tivemos contato com toda a tecnologia deles, as fachadas foram testadas dentro de um laboratório existente no próprio fabricante, fizeram protótipos, as adequações necessárias pós-teste, enfim, foi uma experiência valiosa. Eles fabricaram tudo localmente. Uma fachada unitizada, modular e de alumínio e despacharam de lá para o Brasil de navio. Aqui só foi preciso descarregar e instalar, nenhum vidro chegou quebrado, foi um trabalho de altíssima tecnologia e precisão. A China me provou que toda a fachada pode e deve ser produzida em um ambiente controlado, deixando apenas a montagem para os operários no canteiro de obras. Foi uma viagem de muito aprendizado e histórias. Vou citar uma terceira, que é o Centro Empresarial São Paulo. Esta obra, de retrofit completo da fachada, teve como principal desafio a execução do projeto e obra considerando o edifício ocupado. A fachada unitizada foi montada exclusivamente por fora, quando a principal característica dela é ser montada sem a necessidade de operários pelo lado externo. Isso se deu, porque os caixilhos originais foram retirados após finalização da montagem da nova fachada, permitindo assim que cada unidade fizesse o procedimento a seu tempo. Conheça a Aluparts em: aluparts.com.br/

  • MIRANTE COM CHÃO DE VIDRO SERÁ INAUGURADO EM 8 DE AGOSTO EM SÃO PAULO

    O Sampa Sky está a 150 m de altura no centro da capital paulista e os ingressos já podem ser adquiridos Flutuar sobre a cidade de São Paulo, essa é a sensação proporcionada pelo Sampa Sky, mirante com chão de vidro a 150 m de altura. O ponto turístico começa a funcionar a partir de 8 de agosto no 42º andar do edifício Mirante do Vale, localizado no centro da capital paulista. O local funciona como um deque de vidro na parte externa, onde é possível admirar a cidade numa espécie de aquário suspenso com chão e paredes transparentes. Serão dois espaços. Um deles fica sobre o viaduto Santa Ifigênia, com vista para o vale do Anhangabaú . O outro fica na face leste do prédio, sobre a avenida Prestes Maia. Os visitantes que não se sentirem confortáveis nas alturas não precisam se preocupar, segundo os responsáveis pelo espaço. Os deques têm, em sua base, quatro camadas de vidro, além de três camadas de polivinil butiral, material usado em áreas que precisam de uma estrutura reforçada. Conforme a organização, essa combinação sustenta até 30 toneladas. A inspiração para criar o Sampa Sky veio de um lugar chamado Skydeck, que fica em Chicago, nos Estados Unidos — lá, há uma estrutura semelhante no 103º andar da Willis Tower. O prédio MahaNakhon, que tem 314 m e fica em Bancoc, na Tailândia, também tem uma espécie de deque feito de vidro para que os visitantes possam observar as ruas da capital do país. Os ingressos já começam a ser vendidos de forma online em ( sympla.com.br ). Quem comprar até 8 de setembro vai pagar R$ 30 pela visita — a organização não revelou qual será o valor depois da data. Crianças de até cinco anos não pagam. Ao adquirir a entrada, é necessário escolher data e horário. As sessões são abertas a cada 30 minutos, mas não há limite de tempo para a permanência. O espaço tem capacidade máxima para 400 pessoas, mas, durante a pandemia, só pode receber de 60 a 150 visitantes simultaneamente. Fonte: Folha de S.Paulo

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