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  • Sistemas de fachada combinam diferentes métodos de montagem e aberturas

    O portfólio da linha Primora, da CBA, reúne sistemas de fachadas desenvolvidos para atender diferentes necessidades de projetos arquitetônicos. A coletânea de produtos contempla os sistemas Primora FS100 e Primora FG100, que se diferenciam principalmente pelo método de montagem e pelas tipologias de aplicação. Sistema stick e opções de abertura De acordo com a CBA, o Primora FS100 é um sistema de fachada com montagem no modelo “stick”, seguindo a sequência de ancoragem, colunas, travessas e quadros. O sistema é apto para aplicação com vidros colados ou encaixilhados. Entre as características destacadas pela empresa estão a disponibilidade de tipologias de abertura dos tipos paralela e deslizante, além de diferentes alternativas de colunas para atender às necessidades de cada obra. O sistema também permite a utilização de componentes e acessórios, na vedação, o FS100 utiliza gaxetas aplicadas nos quadros. Fachadas grade e aplicação com maxim-ar Já o Primora FG100 adota o sistema de montagem em “grade”, composto pela sequência de ancoragem, colunas, contratampas e tampas. Segundo a CBA, a solução foi desenvolvida para aplicação com vidros fixos ou do tipo maxim-ar. O sistema conta com tipologias de abertura maxim-ar para fachadas grid. Assim como o FS100, permite a aplicação de componentes e acessórios convencionais ou especiais. Na dinâmica dos vidros, o FG100 utiliza gaxetas e perfis complementares, possibilitando a utilização de diferentes espessuras de vidro. Para mais informações: cbaprimora.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Gestão: Está pensando em comprar ou vender a sua indústria de esquadrias?

    *Por José Carlos Cattel, diretor da consultoria Ilummini, é executivo com vasta experiência em planejamento estratégico e gestão de empresas para à industria de esquadrias. O mercado brasileiro de esquadrias vive um momento de transformação. O crescimento da profissionalização do setor, a consolidação de marcas regionais, a evolução tecnológica dos sistemas construtivos e o aumento da competitividade têm levado muitos empresários a refletirem sobre o futuro de seus negócios. Enquanto alguns fabricantes buscam expandir sua atuação através da aquisição de outras empresas, outros enxergam no processo de venda uma oportunidade estratégica de realização patrimonial, sucessão familiar ou mudança de ciclo empresarial. Nesse contexto, cresce a relevância das operações de M&A (Mergers and Acquisitions – Fusões e Aquisições) dentro da indústria de esquadrias. Ao contrário do que muitos imaginam, vender uma empresa não significa apenas encontrar um comprador disposto a pagar determinado valor. Da mesma forma, adquirir uma indústria concorrente vai muito além da análise do faturamento ou da carteira de clientes. Operações de M&A exigem estrutura, planejamento, governança, organização financeira, clareza estratégica e, principalmente, preparação. Situações comuns para venda da empresa • Ausência de sucessão familiar Muitas indústrias do setor foram construídas ao longo de décadas pelos fundadores e chegam a um momento em que não existe continuidade familiar preparada para assumir a operação. • Necessidade de capital para expansão A empresa possui potencial de crescimento, porém necessita de investimentos relevantes em máquinas, estrutura, tecnologia ou capital de giro. • Busca por liquidez patrimonial O empresário deseja transformar parte do patrimônio empresarial em liquidez financeira, reduzindo riscos ou diversificando investimentos. • Dificuldade de crescimento isolado A operação encontra limitações comerciais, produtivas e financeiras para continuar crescendo sozinha. • Reestruturação estratégica Em alguns casos, a venda parcial ou total do negócio pode ser a melhor alternativa para garantir continuidade operacional e fortalecimento da marca. Situações comuns para aquisição de empresas • Expansão geográfica Aquisição de empresas em outras regiões para acelerar entrada em novos mercados. • Ganho de capacidade produtiva Compra de operações já estruturadas para evitar investimentos demorados em expansão fabril. • Ampliação da carteira de clientes Aquisição de empresas com forte presença em segmentos específicos. O maior erro das empresas: procurar compradores antes de preparar a empresa Um dos erros mais comuns em processos de venda é iniciar conversas com potenciais compradores antes da empresa estar preparada. Isso normalmente gera a desvalorização do negócio, uma exposição indevida de informações estratégicas, dificuldade de negociação, processos longos e desgastantes e uma eventual frustração entre as partes. Uma empresa somente se torna verdadeiramente atrativa quando demonstra organização, previsibilidade e capacidade de geração sustentável de resultados. Por isso, o trabalho de preparação costuma ser uma das etapas mais importantes de um projeto de M&A. As principais etapas de um projeto de M&A na indústria de esquadrias Embora cada operação possua caracterís cas específicas, normalmente um processo estruturado de consultoria em M&A envolve as seguintes etapas: 1. Diagnóstico Estratégico A primeira etapa consiste em compreender profundamente a empresa. Nessa fase, são analisados: a estrutura societária, o modelo de gestão, governança, indicadores financeiros, estrutura operacional, dependência dos sócios, a qualidade da carteira de clientes, capacidade produtiva, processos internos, posicionamento estratégico, diferenciais competitivos e os riscos operacionais e jurídicos. O objetivo é identificar: • O nível de maturidade da empresa; • Seus principais pontos fortes; • Fragilidades que podem impactar valor; • Riscos percebidos pelo mercado; • Potenciais oportunidades de valorização. Muitas vezes, pequenas melhorias implementadas antes do processo podem aumentar significativamente a atratividade do negócio. 2. Organização Financeira e Gerencial Grande parte das empresas do setor ainda apresenta fragilidades importantes na gestão financeira. Entre os problemas mais comuns estão: • Mistura entre despesas pessoais e empresariais; • Ausência de indicadores confiáveis; • Contabilidade desalinhada com a realidade operacional; • Falta de DRE gerencial; • Dependência excessiva de capital de giro; • Informações descentralizadas. Em um processo de aquisição, compradores analisam profundamente a capacidade da empresa de gerar caixa e por isso a organização financeira é fundamental para transmitir confiança e permitir uma avaliação adequada do negócio. 3. Valuation: quanto vale a empresa? Uma das perguntas mais frequentes dos empresários é: “quanto vale minha empresa?” A resposta depende de diversos fatores. O valuation não é baseado apenas no faturamento ou no patrimônio físico da empresa. Os compradores normalmente analisam: • Capacidade de geração de caixa; • Rentabilidade; • Potencial de crescimento; • Posicionamento estratégico; • Nível de risco; • Dependência dos sócios; • Qualidade da gestão; • Estrutura operacional; • Recorrência de receitas; • Diferenciais competitivos. 4. Estruturação do Data Room O Data Room é o ambiente onde ficam organizados os principais documentos e informações da empresa e por tanto, essa etapa é extremamente importante para transmitir profissionalismo e agilidade durante o processo. O conteúdo reúne: informações societárias, financeiras, operacionais, comerciais, jurídicas e trabalhistas. Empresas organizadas transmitem maior segurança e normalmente conseguem conduzir negociações mais eficientes. 5. Negociação e Estruturação da Operação Após o interesse inicial dos compradores, inicia-se a fase de negociação. Nessa etapa, normalmente são discutidos: • Valuation; • Forma de pagamento; • Permanência dos sócios; • Metas futuras; • Earn out; • Transição operacional; • Estrutura societária; • Garantias contratuais. Um ponto importante é compreender que nem sempre a melhor proposta é a de maior valor financeiro. Aspectos como continuidade da empresa, preservação da cultura, segurança da operação e estabilidade da equipe também possuem grande relevância. 6. Due Diligence Esta etapa de auditoria é realizada pelo comprador e nesse momento, todas as informações apresentadas são verificadas em profundidade. Empresas com baixa organização ou inconsistências relevantes tendem a sofrer redução de valor ou até interrupção do processo. 7. Fechamento e Integração Pós-Operação Após a assinatura dos contratos, inicia-se uma etapa muitas vezes negligenciada: a integração. Diversas operações fracassam não pela negociação em si, mas pela dificuldade de integração entre culturas, processos e equipes. Uma integração bem planejada é fundamental para capturar as sinergias esperadas. Considerações finais Empresas mais organizadas, profissionalizadas e estrategicamente posicionadas naturalmente se tornarão mais atrativas para investidores, compradores e parceiros. Independentemente do objetivo — vender, captar investidores, adquirir concorrentes ou preparar a sucessão — o primeiro passo é sempre o mesmo: preparar a empresa. E quanto mais cedo esse processo começar, maiores tendem a ser as oportunidades e melhores os resultados obtidos. Nós da Ilummini Consultores temos uma equipe especializada em M&A e que poderá contribuir para o sucesso desta operação. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • Fórum Contramarco em Belo Horizonte (MG) abre inscrições

    As inscrições para o Fórum Contramarco estão abertas e podem ser feitas por meio do site oficial do evento, forumcontramarco.com.br . O encontro, voltado à indústria de esquadrias e vidro, terá sua 9ª edição no dia 15 de outubro de 2026, em Belo Horizonte (MG), das 9h às 19h, no BeFly Minas Centro. O que é o Fórum Contramarco? Idealizado para divulgar e discutir temas atualizados sobre a indústria de esquadrias, vidros e fachadas, o Fórum Contramarco é um encontro de conteúdo técnico que busca disseminar informação e conhecimento. O Fórum é um evento itinerante coligado à FESQUA, e tem a proposta de contribuir para a evolução da indústria por meio de palestras técnicas e debates, aproximando fabricantes, construtoras e arquitetos. Edições realizadas em diferentes cidades Desde sua criação, o Fórum Contramarco já passou por diferentes capitais brasileiras: Goiânia (GO) e Fortaleza (CE), em 2023; Belém (PA), São Paulo (SP) e Curitiba (PR), em 2024; Salvador (BA) e Brasília (DF), em 2025; Recife (PE) e agora Belo Horinzonte (MG) em 2026. Em cada edição, o evento reúne mais de 400 participantes entre visitantes e expositores. Para mais informações: forumcontramarco.com.br

  • Limpador para manutenção e renovação de superfícies de alumínio

    No catálogo da Italtecno está disponível o LL-Tecnowax, produto desenvolvido para limpeza e renovação de superfícies de alumínio que apresentam sinais de desgaste, sujeira e marcas causadas pela ação do tempo. A solução foi desenvolvida para auxiliar na manutenção estética de esquadrias, perfis de alumínio e painéis de ACM (Aluminium Composite Material). Solução para limpeza e renovação do alumínio De acordo com a fabricante, o LL-Tecnowax atua na remoção de sujeiras pesadas e manchas superficiais, contribuindo para a recuperação da aparência original do alumínio. O produto pode ser utilizado tanto em processos de manutenção periódica quanto em limpezas realizadas após obras e reformas. Aplicações em esquadrias, perfis e ACM O lançamento integra a linha de limpadores da marca voltada para o segmento de esquadrias e acabamentos em alumínio. Segundo a empresa, o LL-Tecnowax é indicado para diferentes aplicações, incluindo esquadrias residenciais e comerciais, perfis de alumínio e revestimentos em ACM, materiais amplamente utilizados na construção civil. Além do novo produto, a fabricante também disponibiliza o LL-Tecnocare, solução voltada para a limpeza cotidiana e manutenção preventiva dessas superfícies. Para mais informações: italtecno.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Sistema para esquadrias de correr suporta folhas de até 300kg

    As esquadrias de correr seguem entre as soluções mais utilizadas em projetos residenciais e comerciais devido ao aproveitamento de espaço e à praticidade. Nesse contexto, sistemas de ferragens e acessórios desempenham papel fundamental para garantir o funcionamento adequado de portas e janelas deslizantes. Aplicação em perfis de alumínio A linha de fechamento monoponto para sistemas de correr da Roto Fermax foi desenvolvida para aplicação em perfis de alumínio e é compatível com algumas das principais linhas disponíveis no mercado. Os componentes atendem perfis com bitolas de 20, 25 e 32mm, ampliando as possibilidades de utilização em diferentes projetos. Segundo as especificações do fabricante, o sistema pode ser aplicado em folhas com altura de até 2.200mm e suporta cargas de até 300 kg por folha. Aproveitamento de espaço e facilidade de operação Uma das características das esquadrias de correr é a otimização dos ambientes, já que as folhas se movimentam lateralmente e não avançam para dentro ou para fora do espaço durante a abertura e o fechamento. De acordo com a empresa, o sistema da foi projetado para proporcionar fácil manuseio e instalação simplificada, características que podem contribuir para a agilidade na montagem das esquadrias e na operação das aberturas. Linha de acessórios para portas e janelas Além do fechamento monoponto, a empresa disponibiliza uma linha de acessórios voltada para portas e janelas de correr, incluindo fechos, roldanas e puxadores. Os componentes estão disponíveis em diferentes acabamentos e cores, permitindo adequação a distintos estilos arquitetônicos e requisitos de projeto. Para mais informações: rotofermax.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Palhetas laminadas voltadas para grandes vãos e isolamento térmico

    A linha de produtos da Expalum inclui palhetas laminadas 45Ultra, desenvolvidas para persianas integradas de alumínio. Segundo a empresa, o modelo foi projetado para atender grandes vãos, permitindo fechamentos de até 3700 milímetros sem necessidade de divisão de esteiras. Resistência e conforto De acordo com a fabricante, as especificações diferenciam o produto das palhetas convencionais disponíveis no mercado. A proposta é ampliar a resistência contra ventos fortes e reduzir riscos de deformações. Além da proteção estrutural, as palhetas também oferecem isolamento térmico e acústico. A solução contribui para a manutenção da temperatura interna dos ambientes, auxiliando na redução do uso de aparelhos de ar-condicionado e aquecedores, além de diminuir a entrada de ruídos externos. Modelos O produto está disponível em dois modelos: cegas, com blackout total e maior estanqueidade, indicadas especialmente para áreas litorâneas; e ventiladas, que possuem microperfurações para permitir controle da circulação de ar e entrada de luz natural. Para mais informações: expalum.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Torre Alto das Nações conclui obras e se torna o prédio mais alto de São Paulo (SP)

    Foto/Divulgação: jonasbirger.com.br A cidade de São Paulo passa a contar oficialmente com seu maior arranha-céu. A Torre Alto das Nações recebeu o certificado de conclusão de obra (habite-se), emitido pela Prefeitura em 30 de junho. O documento autoriza a ocupação do empreendimento após o cumprimento das exigências técnicas. Com isso, a construção entra na etapa final de acabamentos antes da inauguração, prevista para o segundo semestre de 2026, embora a data oficial ainda não tenha sido divulgada. Localizada na Avenida das Nações Unidas, na Zona Sul da capita paulistal, a torre possui 219 metros de altura e é a primeira da cidade a ultrapassar a marca dos 200 metros. O edifício integra o complexo Paseo Alto das Nações, desenvolvido pela WTorre, e passa a ocupar o posto de maior prédio de São Paulo, superando o Platina 220, no bairro do Tatuapé, que possui 171,7 metros de altura. Complexo reúne diferentes espaços A Torre Alto das Nações faz parte de um empreendimento de uso misto que reúne diferentes funções em um mesmo espaço. A primeira etapa do complexo foi entregue em 2022 e inclui áreas comerciais, supermercados, restaurantes e espaços de convivência. O projeto ainda prevê a construção de uma torre residencial, um teatro e novos ambientes destinados a usos diversos. Projetado pelo arquiteto Jonas Birger, o edifício corporativo conta com fachada totalmente envidraçada, linhas retas e terraços distribuídos ao longo dos pavimentos. Segundo os responsáveis pelo projeto, esses elementos contribuem para reduzir o impacto visual da estrutura e favorecer a integração com o entorno urbano. Fontes: gazetasp.com.br ; otempo.com.br ; jonasbirger.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • A Garantia Sistêmica da Fachada de ACM: Por que a performance vai além da pintura?

    *Por Johnny Vieira de Souza – Consultor de ACM, responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, diretor técnico da Móduly Solutions, arquiteto e professor universitário Introdução: O Mito da Garantia do ACM como garantia da fachada O mercado brasileiro de arquitetura e construção civil consolidou um hábito comercial perigoso: especificar o Revestimento de Alumínio Composto (ACM) baseando-se, quase que exclusivamente, na garantia de durabilidade da pintura (principalmente a PVDF) oferecida pelos fabricantes de ACM. Cria-se, com isso, uma falsa sensação de segurança técnica e jurídica. Afinal, de que adianta uma chapa cuja integridade estética da pintura foi projetada para resistir por mais de duas décadas se o sistema de fixação falha, os fixadores sofrem fadiga precoce (leia mais aqui) ou a subestrutura colapsa diante das pressões de vento locais? (leia mais aqui). ACM da fachada de prédio é arrancado durante ventania em 2019 — Foto: Divulgação G1 É fundamental que o setor compreenda uma premissa básica da engenharia de fachadas: a garantia da chapa isolada não representa, sob hipótese alguma, a garantia de desempenho da fachada como um todo. O Erro da Análise Isolada e as Variáveis de um País Continental Frequentemente, construtoras e escritórios de arquitetura buscam informações sobre a resistência mecânica do ACM de forma isolada. Ao cometer esse equívoco, não levam em consideração variáveis cruciais como o sistema construtivo adotado (sistemas de encaixe rápido, juntas secas, bandejadas vedadas ou módulos colados) (leia mais aqui), os elementos fixadores, o dimensionamento da subestrutura de alumínio, a paginação dos painéis e as condições específicas da obra. O Brasil é um país de dimensões continentais, o que gera características e exigências dinâmicas muito distintas para cada projeto. A resistência de uma fachada é diretamente influenciada por fatores ambientais e topográficos locais, tais como: As Isopletas de Vento da Região: A velocidade básica do vento varia drasticamente a depender da coordenada geográfica do mapa brasileiro. Ventos Predominantes e Fatores de Rugosidade (Entorno): A presença de obstáculos ao redor da edificação (como outros prédios que barram o vento) ou o fato de ser uma torre isolada alteram completamente os esforços de sucção e sobrepressão nas extremidades da fachada. Topografia Local: O relevo do terreno onde a obra está implantada acelera ou dissipa as massas de ar, ditando a carga real que o revestimento suportará. Ensaios de Laboratório vs. Reprodutibilidade Cega Embora alguns laboratórios realizem testes específicos de sistemas, é válido destacar que esses ensaios são rigorosamente caracterizados pelas particularidades de fixação, subestrutura, paginação e propriedades mecânicas exatas do ACM que foi testado. Em outras palavras, os resultados obtidos em um ambiente controlado não servem como base para uma aplicabilidade genérica ou reproduzida em outra obra sem que se considerem todos os fatores contextuais e as variáveis locais aqui expostos. A transposição cega de um laudo de laboratório para outro canteiro de obras sem a devida análise de engenharia é um erro grave de especificação. A Evolução do Mercado e a Engenharia Isenta de Conflitos É justamente para sanar esse hiato que empresas especializadas no desenvolvimento de projetos de alta performance com ACM, como a Móduly Solutions (leia mais aqui), surgiram no mercado. No passado recente, o setor enfrentava duas situações crônicas: de um lado, profissionais que projetavam as fachadas e, por desconhecimento técnico especializado, negligenciavam os detalhes específicos de fixação, e subestrutura; de outro, a total ausência de referências normativas e detalhamentos claros para que as empresas de instalação pudessem seguir. Nesse cenário, os projetos frequentemente acabavam sofrendo alterações informais em canteiro, motivadas por conflitos de interesse — onde o instalador simplificava o sistema construtivo por conta própria, visando unicamente obter maior rendimento e margem financeira na sua empreita, muitas vezes em detrimento da longevidade e segurança da obra. A engenharia de projeto dedicada e independente atua com isonomia, garantindo que o detalhamento técnico seja soberano e focado no desempenho sistêmico, blindando a edificação contra esse tipo de vulnerabilidade comercial. Sistema Dry Click utiliza tubos da subestrutura que podem ser dimensionados previamente conforme as exigências técnicas da obra. Foto: Móduly Solutions Rigor Normativo e a Prevenção de Manifestações Patológicas Ambientais Para mitigar os riscos de falhas estruturais e manifestações patológicas, a especificação dos materiais deve ser rígida e pautada pelas normas vigentes. A começar pelo próprio ACM, que para aplicações em fachadas externas de alto desempenho deve, obrigatoriamente, possuir lâminas de alumínio com espessura de 0,50 mm cada, em estrita conformidade com as diretrizes da NBR 15446. Além da espessura do alumínio e da composição de seu núcleo — que deve atender obrigatoriamente à IT-10 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, garantindo a classificação mínima II-B de reação ao fogo —, a engenharia de conexões desponta como o ponto crítico onde muitas manifestações patológicas se originam. Os fixadores mecânicos utilizados no intertravamento do sistema devem ser rigorosamente de aço inoxidável de alta qualidade, elemento indispensável para mitigar os riscos de corrosão galvânica e oxidação generalizada. Esse cuidado deve ser elevado ao nível máximo em tipologias de fachadas ventiladas e em painéis com chapas perfuradas, sistemas nos quais o fluxo de ar e a umidade interna são contínuos. A atenção precisa ser redobrada em obras localizadas em regiões com forte presença de maresia ou em zonas de exploração de minérios, onde a atmosfera é agressiva e altamente propensa ao surgimento dessas manifestações patológicas (leia mais aqui). Conclusão: A Engenharia de Detalhamento como Escudo Jurídico O amadurecimento do mercado nacional de fachadas exige que o ACM deixe de ser tratado como um mero "fechamento estético" e passe a ser calculado como um elemento integrante de um conjunto estrutural. O projeto executivo defensivo e a consultoria específica atuam justamente nesse hiato, calculando a deflexão dos painéis, o espaçamento dos montantes da subestrutura e a capacidade de carga das ancoragens face à realidade física da obra. Somente exigindo um Data Book de desempenho sistêmico completo, em detrimento de laudos isolados de fábrica ou de testes que não refletem a geometria real do projeto, é que projetistas, construtoras e instaladores conseguirão mitigar manifestações patológicas, garantindo fachadas seguras, duráveis e resguardadas de riscos civis e litígios futuros. Detalhe específico em 3D de projeto de Consultoria de ACM. Foto: Móduly Solutions *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • Sistema para guarda-corpos combina segurança, design e versatilidade

    Desenvolvido pela Perfil Alumínio, o sistema GradLine reúne soluções para guarda-corpos que aliam desempenho estrutural, segurança e flexibilidade de aplicação. O produto foi desenvolvido seguindo as normas da ABNT NBR 14718. Diferentes configurações para diversas aplicações O sistema oferece opções de guarda-corpos para vidros de 8mm e 10mm, com instalação sobre mureta ou frente de laje, além de modelos com barrotes verticais em alumínio. Também conta com soluções para áreas técnicas, incluindo sistemas de fixação específicos e diferentes configurações de barrotes horizontais. Entre os componentes disponíveis estão tampas, canoplas e encaixes de guarnição para isolamento do vidro, permitindo maior praticidade durante o processo de montagem. FreeView prioriza transparência e estética minimalista Integrante da linha GradLine, o sistema FreeView foi desenvolvido para projetos que buscam máxima transparência e entrada de luz natural. A solução suporta vidros de 12mm, 16mm e 20mm e pode ser aplicada em áreas privativas, como varandas e escadas, ou em espaços de uso coletivo. O sistema está disponível em três opções de instalação, sob viga invertida, embutido e frente de viga. Para mais informações: perfilaluminio.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Ebrats 2026 cresce 20% e acompanha expansão de mercado global

    Principal evento de tratamento de superfície na América Latina reúne 500 marcas, projeta 40 mil visitantes e amplia integração com Fesqua em São Paulo O Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície (Ebrats), que acontece entre os dias 9 e 12 de setembro, no São Paulo Expo, chega à sua 19ª edição refletindo o avanço e a relevância estratégica do setor. Impulsionado por um mercado global projetado para ultrapassar US$ 30 bilhões até 2032, segundo levantamento da Exactitude Consultancy, o evento registra crescimento de 20% na área de exposição, que passa a ocupar 2.500 m², e reforça seu papel como plataforma de conexão entre indústria, fornecedores e profissionais. Esse cenário de expansão acompanha o desempenho do mercado global. Os indicadores também apontam que o segmento de tecnologia e processos de tratamentos de superfície tem registrado crescimento consistente, com taxa anual estimada entre 6% e 9% até 2032. Em 2024, o setor movimentou cerca de US$15,9 bilhões, impulsionado pela demanda por maior durabilidade, eficiência e desempenho em diferentes aplicações industriais. Considerando a realização simultânea com a Fesqua - Feira Internacional de Esquadrias, Ferragens e Componentes, a expectativa para o Ebrats é reunir cerca de 500 marcas expositoras e atrair 40 mil visitantes qualificados, totalizando 30 mil m² de área de exposição. O encontro acompanha a evolução de um setor estratégico para a indústria brasileira, responsável por agregar valor, aumentar a durabilidade de materiais e garantir desempenho técnico em diferentes cadeias produtivas, como automotiva, construção civil, eletroeletrônica e bens de consumo. Atualização profissional e parcerias Para esta edição, o Ebrats amplia sua programação técnica com a realização do Curso de Alumínio, programado para os dias 10 e 11, reunindo especialistas e profissionais para discutir tendências, desafios e soluções voltadas aos tratamentos de superfície. Especialistas do setor debaterão as novas tecnologias em anodização e pintura em pó, temas cada vez mais relevantes diante das exigências por desempenho, sustentabilidade e eficiência nos processos industriais. “O Ebrats acompanha a evolução de um mercado cada vez mais exigente e conectado às demandas globais. O crescimento da área de exposição e o aumento da participação de empresas refletem um setor aquecido, que busca inovação e eficiência para se manter competitivo”, afirma Rimantas Sipas, COO da IEG Brasil, organizadora e promotora do evento em parceria com a ABTS - Associação Brasileira de Tratamentos de Superfície. Realizada simultaneamente ao Ebrats, a Fesqua amplia o alcance do evento ao reunir soluções voltadas à indústria de esquadrias, fachadas e componentes. A sinergia entre os dois mercados potencializa oportunidades de negócios e fortalece a integração entre diferentes segmentos da construção e da indústria, ampliando o fluxo de visitantes e o intercâmbio de conhecimento técnico. Airi Zanini, presidente da ABTS, reforça que o evento cumpre um papel essencial na atualização técnica e no fortalecimento da indústria. “O encontro é uma oportunidade estratégica para compartilhar conhecimento, promover boas práticas e aproximar profissionais de toda a cadeia. Em um cenário de constante transformação, investir em tecnologia e qualificação é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor”. Ebrats 2026 | Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície Data: 9 a 12 de setembro de 2026 Horários: quarta a sexta - 13h às 20h | sábado - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP Credenciamento visitantes neste link Fonte: 2PRÓ Comunicação | Teresa Silva

  • Fesqua Vetro e Vidrosom destacam vidro ultrafino de 1mm e avanço na construção civil

    A demanda por fachadas e esquadrias mais eficientes tem acelerado a adoção de soluções térmicas e acústicas de maior desempenho no Brasil. Nos últimos três anos, o consumo de vidros insulados de alto desempenho cresceu 88% no país, movimento que reflete uma mudança importante no setor: o vidro deixa de ser tratado apenas como componente estético e passa a ocupar papel estratégico em conforto, eficiência energética, desempenho acústico e valorização dos empreendimentos. É nesse contexto que a Fesqua Vetro – Feira Internacional de Vidro e Esquadrias para Construção Civil chega à segunda edição, integrada à Fesqua – Feira Internacional da Indústria de Esquadrias e ao 17º Vidrosom – Seminário de Soluções Acústicas em Vidro. Realizados de 9 a 12 de setembro, no São Paulo Expo, os eventos reúnem a cadeia produtiva para apresentar tecnologias, tendências e debates sobre os caminhos do setor, incluindo a chegada de soluções como o vidro ultrafino de 1 mm e a necessidade de superar decisões baseadas apenas no menor custo imediato das obras. “As feiras e o seminário se consolidam como uma parada obrigatória para arquitetos, engenheiros, construtores, fabricantes de esquadrias e vidraceiros. O evento é uma convocação prática para os profissionais conhecerem as tecnologias de ponta que estão transformando as fachadas e janelas no país, garantindo isolamento térmico e acústico de nível internacional em um cenário de mudanças climáticas”, comenta Luis Tavares, diretor do Grupo Contramarco, responsável pela realização dos eventos. Organizador do Vidrosom, Edison Claro destaca que a introdução do vidro de 1 mm no mercado de esquadrias representa um marco disruptivo para a engenharia civil brasileira. Embora a espessura de 1 mm já seja utilizada no Brasil para aplicações mais simples como quadros e nichos decorativos, sua aplicação industrial em escala para janelas e fachadas é uma novidade técnica completa que será detalhada no seminário. "Trouxemos essa tecnologia para o mercado brasileiro por meio de um acordo de cooperação técnica estabelecido com a Universidade de Xangai e outras instituições de pesquisa da China", explica. "Esse conceito inovador é conhecido globalmente como triple vacuum ou vidro insulado multicâmara ultrafino. A grande vantagem desse sistema está no desempenho térmico associado à drástica redução de peso”. A tecnologia funciona dividindo uma única câmara de vidro em duas menores, o que impede a movimentação do ar interno e reduz a transferência de calor por convecção. "É o conceito do 'ar empacotado', que funciona de forma semelhante ao isopor. Como o vidro intermediário de 1 mm é ultrafino, conseguimos manter o ar perfeitamente intacto em seu interior, evitando que ele se movimente e transporte o calor de um painel de vidro para o outro", descreve o especialista. "Com isso, aumentamos sensivelmente a resistência térmica do conjunto, permitindo reduzir o coeficiente térmico U em até 40% na comparação com o vidro duplo convencional." Para ele, diante da previsão científica de que a temperatura global aumente entre 3°C e 4°C na próxima década, soluções térmicas de altíssimo desempenho deixam de ser um luxo e passam a ser uma necessidade de sobrevivência e conforto." Outro benefício decisivo do vidro de 1 mm é a leveza. Ao reduzir o peso do vidro para apenas um terço do que seria necessário em um sistema convencional de desempenho equivalente, a tecnologia elimina a sobrecarga sobre a estrutura da obra. "O Vidrosom tem por característica provocar o segmento de engenharia, arquitetura e fabricação de esquadrias. A verdade é uma só: muitos profissionais não sabem comprar esquadrias de forma técnica. Cometem erros graves ao não avaliarem o conjunto completo de uma obra e ignorarem o imenso potencial de economia e valor que essas novas tecnologias agregam a médio e longo prazo. As pessoas continuam muito imediatistas, focando apenas no preço inicial, e o seminário vem justamente para quebrar essa inércia e propor novos caminhos." O vidro insulado de alto desempenho - o segmento onde se insere o vidro triple vacum - registrou aumento de consumo mesmo que ainda responda por apenas 1% das quantidades vendidas no país. Esse indicador demonstra o gigantesco espaço de crescimento aberto para profissionais que se qualificarem para trabalhar com especificações de valor agregado na Fesqua Vetro. Para complementar o ecossistema de soluções de alto desempenho, os visitantes da Fesqua e da Fesqua Vetro contarão com a realização simultânea da Feipat– Feira da Patologia das Construções, que chega à sua segunda edição tendo dobrado de tamanho, além da feira de tratamentos de superfície Ebrats. O conjunto de eventos projeta receber mais de 60 mil visitantes qualificados. Fesqua 2026 | Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 9 a 12 de setembro de 2026 Horário: 4ª a 6ª - 13h às 20h | Sáb. - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP FESQUA Fonte: 2PRÓ Comunicação | Teresa Silva

  • Linha Solar reúne soluções de fixação para sistemas fotovoltaicos

    Com o avanço do mercado de energia solar no Brasil, a demanda por componentes que garantam a segurança e a durabilidade das instalações fotovoltaicas tem crescido de forma significativa. Entre as empresas que atuam nesse segmento está a Inox-Par, fabricante de fixadores e acessórios em aço inoxidável que mantém uma linha voltada para aplicações em projetos de geração solar. O portfólio inclui itens como hastes, ganchos ajustáveis em inox e alumínio, parafusos, porcas, arruelas, abraçadeiras, chapas de fixação e elementos de vedação. De acordo com a empresa, os produtos são projetados para atender diferentes aplicações, incluindo telhados cerâmicos, metálicos, de fibrocimento, lajes de concreto, estruturas de madeira e instalações em solo. Resistência e durabilidade Um dos destaques da linha é a utilização de aço inox passivado nos componentes de fixação. O processo de passivação aumenta a resistência à corrosão, característica para sistemas que permanecem expostos continuamente às condições climáticas, como chuva, radiação solar, umidade e, em determinadas regiões, à ação da maresia. Solução para diferentes projetos Segundo a Inox-Par, a Linha Solar foi desenvolvida para atender às necessidades de empresas do setor fotovoltaico por meio de um conjunto completo de componentes de fixação. A empresa também disponibiliza suporte técnico e opções de desenvolvimento de peças específicas para diferentes configurações de instalação. Para mais informações: inoxpar.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

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