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- APONTAMENTO DE PRODUÇÃO: NOVA AUTOMATIZAÇÃO DA W.VETRO
“Nosso objetivo é deixar as empresas dos clientes cada vez mais automatizadas”, afirma Kemilly Aguirre A principal novidade da W.Vetro, empresa de softwares para gestão de serralherias e vidraçarias, é o apontamento de produção e de instalação direto do chão da fábrica, que possui o objetivo de deixar as empresas cada vez mais automatizadas, afirma Kemilly Aguirre, gestora administrativa. “Cada empresa pode apontar as etapas de produção conforme a sua rotina do dia a dia. Por exemplo, em uma empresa pode ser configurado o apontamento de corte e montagem e vai direto para expedição e em outra pode ser configurado o corte, usinagem, montagem, corte de vidro, etc”, explica a gestora. O módulo é personalizado, disponibilizando a opção de criar roteiros de produção de acordo com cada tipo de linha ou produto específico. “Esse tipo de controle permite que você contabilize o tempo de produção e de parada, tudo isso visualizado em um dashboard detalhado por funcionário e atividade realizada”, afirma Kemilly. “As instalações dos usuários do sistema W.Vetro são controladas via aplicativo, o empresário pode detalhar e programar as medições, instalações, conferências, entre outros. Todo apontamento feito pelo aplicativo descreve qual obra vai ser realizada, material, colaborador responsável, carro, etc. Ao fim da instalação, é gerado um documento virtual assinado pelo cliente e registrado no sistema, essa função também pode ser usada por empresas que trabalham com romaneio”, finaliza a gestora. Para mais informações, acesse: www.wvetro.com.br Fonte: W.Vetro
- PATCHWORK, RECORTES E PERFURAÇÕES EM PAINÉIS DE ACM: CRIATIVIDADE E IRREVERÊNCIA NAS FACHADAS
*Por Johnny Vieira de Souza – responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, arquiteto e professor universitário Assim como a criação de novas linhas, o ACM passou por um processo de aperfeiçoamento nos projetos de fachadas. Antes era utilizado em quase sua totalidade em cor única, em tons claros, como branco e prata. Principalmente nesta última década, as obras passaram a ganhar cores exclusivas, mescla de cores, tons sobre tons, e composições baseadas em conceitos do patchwork (projetos de fachadas com recortes e cores variadas). É importante destacar que o trabalho patchwork deve ter atenção redobrada no sentido de rotação dos painéis de ACM (que pode ser intencional, caso o arquiteto julgue interessante), além do aproveitamento para evitar retalhos grandes no momento da paginação e desperdício de material (leia mais aqui). Outro aperfeiçoamento dado ao ACM são a inclusão de recortes e perfurações, que trazem a possibilidade de sobreposições, e a utilização de iluminação para promover efeitos e sombras. A Projeto Alumínio, maior fabricante de Painéis de Alumínio Composto da América Latina, destaca que os painéis de ACM de qualquer espessura podem ser recortados e perfurados através de puncionadeiras de chapas e para recortes precisos, deve-se sempre utilizar ferramentas apropriadas, afiadas e com folga mínima de corte de 0,1mm. As perfurações em série, com módulos tipo bandeja, por exemplo, podem ser realizadas com máquinas de várias estações. A Projeto Alumínio estabelece três regras para perfuração, sendo: i) os furos devem ter diâmetro mínimo de 4mm; ii) o espaçamento mínimo entre os furos deve ser de 15mm, ou ter o mesmo diâmetro do furo, em caso de furos maiores; iii) Um perímetro de 20mm no entorno do módulo deve permanecer sem perfuração. Em resumo, quanto maior o furo, proporcionalmente maior será o espaçamento entre os furos. Para painéis recortados, somente a regra iii da perfuração deve ser mantida, ou seja, deve haver 20mm, no mínimo, sem recortes no perímetro do módulo. Cabe ressaltar que o ACM não é material estrutural, ou seja, em caso de grandes áreas recortadas, o painel deverá receber estrutura auxiliar para manter a estabilidade. Em painéis perfurados, a proporção de área perfurada versus área não perfurada deve ser respeitada para manter a área de aderência do núcleo às lâminas e evitar problemas relacionados a delaminação (desprendimento das lâminas em relação ao núcleo). Outro fator importante está na ferramentaria que fará o recorte ou a perfuração, caso esteja cega, poderá ocasionar aquecimento, fato que fragiliza a aderência e pode provocar delaminação. No momento da compra do ACM, principalmente para obras com recortes e ou perfurações, um fator preponderante para se levar em consideração na escolha do fornecedor é a resistência do painel contra a delaminação. A Projeto Alumínio, possui uma tecnologia avançada de produção, chamada de tripla co-extrusão. Neste processo uma fina camada de adesivo é aplicada diretamente sobre o núcleo do ACM, tanto na superfície superior quanto na inferior, e pode ser ajustada a adesão conforme a necessidade, segurança e a qualidade exigida pelo material produzido. Segundo a fabricante, os resultados com base na norma ASTM D3167 apontam que os painéis chegam a 22,0 kgf/in (quilograma força por polegada) para núcleo FR e 26,0 kgf/in para núcleo LDPE (comum), resultados que conferem de 2x a 6x mais adesão das lâminas ao núcleo se comparados a processos comuns de fabricação. É importante frisar que dependendo do método utilizado na perfuração, o nivelamento do painel pode ser necessário e requerer processamento adicional. No passado, a exposição da espessura do alumínio, no perímetro dos furos ou dos recortes, poderia ser um problema em regiões atmosféricas agressivas, como áreas litorâneas (maresia) ou altamente industrializadas (poluição). A possibilidade de oxidação e ou manchas na pintura poderia ser um problema, pois o alumínio na borda (sem pintura) ficava exposto a intempéries, esta situação não era coberta pela garantia dos fabricantes de ACM. Com objetivo de sanar esta situação, a Projeto Alumínio lançou recentemente o Oxiblock. Este produto tem a finalidade de impedir a exposição de áreas frágeis do ACM conformado, ou seja, áreas que foram perfuradas, cortadas ou usinadas, nas quais a lâmina de alumínio fica exposta a intempéries, como mostra a imagem abaixo. O processo de aplicação do produto é manual e deve ser feito após a usinagem, recorte ou perfuração das peças, nas áreas onde o alumínio está exposto conforme mostra a imagem acima. O Oxiblock impede a ação de corrosão filiforme na pintura, com desempenho superior a 90%, e deve ser utilizado em regiões agressivas, como áreas litorâneas ou altamente industrializadas. O Oxiblock deve ser aplicado antes de tirar a película protetora do ACM e não pode ter contato direto com a pintura do painel, pois poderá provocar manchas. O produto é líquido, a aplicação deve ser realizada com pincel em superfície limpa, seco em temperatura ambiente e o tempo de cura é de um minuto aproximadamente. A aplicação deve ser uniforme, em mão única e a cobertura do produto deve ser total sobre o alumínio exposto para eficiência da proteção. O Oxiblock é um produto à base de água, para aplicação é necessário a diluição em água, na proporção um para um. A Projeto Alumínio enfatiza que o produto é livre de metais pesados e tem eficiência superior a 90% nos testes laboratoriais realizados. CHAPAS DE ALUMÍNIO PERFURADAS PÓS-PINTADAS As chapas de alumínio são outra opção em relação às chapas de ACM para obras que exigem alta durabilidade, principalmente aquelas localizadas em regiões com intempéries agressivas, como o litoral ou regiões altamente industrializadas. Diferentemente do ACM, que é perfurado e ou recortado após o processo de pintura, nos painéis de alumínio a perfuração ocorre antes da pintura, ou seja, os painéis são cortados, recebem dobras das abas, soldas e lixamento para garantir acabamento antes de serem pintados. As resinas utilizadas podem ser Poliester (uso interno) e PVDF (uso externo). O processo de pós-pintura confere acabamento perfeito, sem a exposição do alumínio às intempéries, o que certamente aumentará a estabilidade da pintura e longevidade do produto. A Projeto Alumínio possui em seu portfólio a comercialização de painéis de alumínio e recomenda que o projeto deve ser enviado ao departamento técnico para análise, antes da efetivação da compra. No processo de perfuração é importante o arquiteto atentar-se aos detalhes específicos da obra, como a localização e a complexidade. Tanto o painel de Alumínio Composto (ACM) como o painel de alumínio possuem vantagens em determinadas situações. Em caso de dúvidas ou situações específicas, procure o departamento técnico da Projeto Alumínio pelo telefone (17) 4009-8236. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- FACHADA DE VIDRO EM CLIMA QUENTE: CRIME AMBIENTAL?
*Por Fernando Simon Westphal, consultor técnico da Abividro, engenheiro civil, professor e pesquisador da UFSC Há alguns anos eu estava participando de um congresso científico sobre conforto ambiental e eficiência energética e um dos palestrantes contou uma história interessante, que eu gostaria de relembrar e fazer uma análise crítica. Ao tratar de padrões de uso de energia pelas pessoas em suas residências, ele contou que havia uma mulher, em Manaus (AM), que gostava de chegar em casa depois do trabalho, colocar o ar-condicionado a 17°C, acender a lareira e tomar um vinho. Ora, a plateia inteira caiu na gargalhada enquanto cabeças balançavam julgando negativamente a atitude daquela cidadã manauara. Naquela época, eu mesmo me peguei pensando: Que absurdo! A pessoa em Manaus, provavelmente o clima mais quente do país, se dá ao luxo de tomar um vinho com a lareira acesa e o split ligado, simultaneamente. À primeira vista, parecia um crime ambiental. Será mesmo? Vamos aos cálculos. Um ar-condicionado split de 24.000 Btu/h (British Thermal Unit, ou Unidade Térmica Britânica) de capacidade, ligado por quatro horas irá resultar em um consumo de energia elétrica, que pela média de emissões do sistema elétrico brasileiro, equivale a um total de 1,2kg de CO2 jogados na atmosfera. Isso não muda muito se você está em Manaus ou São Paulo. Com o aparelho configurado a 17°C vai operar na potência máxima, independente das condições externas e internas. O custo de operação também não vem ao caso, considerando que a pessoa está disposta a pagar por esse momento de lazer. E sendo um momento de lazer, comecei a pensar em alguns comparativos. Ora, quais as emissões de nossas atividades de lazer, que podem parecer desnecessárias ou absurdas a outras pessoas? Então lembrei de um colega que tem uma pequena lancha, para “brincar” na Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC). Uma vez perguntei a ele sobre o consumo de combustível. São cerca de 80 litros de gasolina queimados em em horas de passeio. Nessa brincadeira, são emitidos 224 kg de CO2. Quase 200 vezes mais do que aquele split ligado por quatro horas em Manaus. Voltando ao professor da palestra, lembro que ele mora a 10km da universidade. Ao se deslocar todo dia de carro para o trabalho, ida e volta, ele emite 2kg de CO2. Se ele morasse próximo ao serviço – e existe essa possibilidade – ele poderia ir a pé para o trabalho. Então, por que ele se dá ao luxo de morar longe? Considerando que ele faça esse trajeto de carro cerca de 200 vezes por ano, são emitidos 400kg de CO2 na atmosfera, o que equivale a 333 vezes as emissões geradas pelo split em Manaus. Indo um pouco mais longe, uma viagem de avião do Brasil para a Europa, ida e volta, gera cerca de 600kg de CO2 por passageiro. São 500 vezes a emissão da noite de vinho em Manaus. Então eu pergunto: se é um crime ambiental tomar um vinho com lareira e ar-condicionado em Manaus, por que o mesmo julgamento não é aplicado a uma viagem de lazer à Europa? Ou morar longe do serviço para aproveitar um ambiente melhor? Ou passear de lancha? Ou mesmo pegar o carro para ir jantar em um lugar distante, fazer um passeio? Acho muito arriscado esse tipo de julgamento entrar na agenda da sociedade. Falando agora para a indústria, acredito que devemos investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos cada vez mais eficientes, que resultem no menor uso possível de recursos naturais. Cabe a cada cidadão o uso consciente, sem desperdício. Boa parte do mercado gira em torno da diversão, turismo e lazer. Isso gera receita, negócios e empregos. Lazer para alguns, pode soar algo fútil ou desnecessário para outros. Acho complicado julgar o que é permitido e o que deve ser banido. Já ouvi muitas críticas contra as fachadas envidraçadas no Brasil, e que esse tipo de arquitetura não deveria ser adotado aqui, em clima quente. Acontece que existem produtos de alta tecnologia – vidros de controle solar e perfis de alumínio com thermal break, por exemplo – que permitem explorar esse partido arquitetônico nessas condições. O consumo de energia de um prédio envidraçado é mais alto do que um prédio com poucas janelas. Isso é fato. Mas quanto vale a sensação de bem-estar e aumento na produtividade devido à maior integração com o exterior e o contato visual? *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- REFAZER, CONSERTAR E MODIFICAR: COMO A FALTA DE PLANEJAMENTO AFETA AS OBRAS?
*Por Mario Henrique da Silva, serralheiro e professor do Senai A falta de planejamento, controle, diálogo, utilização de projeto, aplicação de normas, entre outros processos é uma realidade em muitas execuções de mão de obra ou montagens de esquadrias. Normalmente, o planejamento é deixado de lado, por ser considerado uma perda de tempo (é isto que estou acostumado a ouvir de gestores), onde insistem que o retrabalho é consequência da falta de tempo. NÃO FALTA TEMPO, FALTA PLANEJAMENTO Dentro do planejamento são consideradas as dificuldades com movimentação de materiais, máquinas, equipamentos e outros, definindo um procedimento para diminuir ou eliminar possíveis problemas. O procedimento tem que ser elaborado por escrito, já que a palavra ou a determinação de operações ou execuções em tempo real, normalmente, tendem a não analisar o conjunto da necessidade e acabam levando a soluções que geram retrabalho no contexto final. No planejamento também são calculadas e determinadas as ações, para que sejam feitas operações idênticas em condições adversas por profissionais diferentes. Padronizar diminui tempo e elimina erros, já que o procedimento determina a sequência de operação e diminui os riscos de problemas, como acidentes, quebra de equipamentos e falta de elementos. Seguindo o procedimento, a operação é feita em um tempo pré-definido e os profissionais têm tempo determinado para a execução. O PROCEDIMENTO É O “ROTEIRO DE TRABALHO” No planejamento deve ser elaborado o checklist, onde ocorre a verificação de falhas, de falta de elementos, falta de segurança, entre outros pontos. O checklist é a constatação da execução do procedimento de trabalho ou execução e, caso haja falhas, fica claro que o procedimento não foi executado e este deve ser utilizado antes, durante e na entrega do produto ou mão de obra para o cliente ou solicitante. Com o planejamento, é fácil controlar e determinar o tempo para execução de cada uma das operações ou execuções, facilitando o controle do que já foi executado e o que ainda falta, além de determinar se é possível iniciar a execução ou a mão de obra com as condições físicas do ambiente ou determinadas pelo solicitante. Com o planejamento, não é priorizado o tempo, mas sim as necessidades, utilizando o tempo de uma forma sustentável e eficiente, diminuindo possíveis falhas, seguindo o roteiro de trabalho, acompanhado de projetos, especificações e determinações já especificadas e analisadas anteriormente. A utilização do checklist facilita identificar qual é a solicitação, como deve ser feita, qual a característica e como deve ser o resultado final de entrega e quais os mecanismos mais eficientes que podem ser utilizados. E O RETRABALHO? O retrabalho tem um custo muito alto, incluindo valor de movimentação, que é o retorno, tem um custo de desmontagem, as vezes de alteração com troca de elementos ou do próprio material utilizado, o desgaste com a reclamação do cliente ou solicitante e não podemos deixar de lado o prejuízo financeiro, além do prejuízo com a imagem da empresa. Geralmente, é acompanhado da falta de organização, falta ou mal auxílio ou até mesmo excesso de confiança, com frases do tipo: “faço isso há muitos anos, não tem como dar errado!”. Um dos maiores problemas da empresa é o prejuízo com máquinas paradas e o mal uso da matéria-prima. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- REFORÇOS DE ABAS E BANDEJAS DE ACM: COMO EVITAR PROBLEMAS DE INSTALAÇÃO E DESPRENDIMENTO
*Por Johnny Vieira de Souza – responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, arquiteto e professor universitário Hotel Ibis Styles, São Paulo (SP)/Divulgação O ACM, assim como qualquer outro tipo de material da construção civil, necessita de cuidados de instalação que são preponderantes para garantir estabilidade, segurança e apelo estético no qual foi designado. Adquirir um material de alto padrão sem mão de obra capacitada, pode resultar em perdas técnicas e estéticas, em muitos casos, comprometendo todo o valor investido. Uma empresa de mão de obra qualificada é capaz de identificar e propor soluções assim que recebe o projeto de fachadas, evitando problemas futuros originados por falta de conhecimento técnico. Talvez, um dos problemas visivelmente mais identificados nas fachadas de ACM é a falta de planicidade dos módulos, que gera uma má impressão visual, em alguns casos, pode originar problemas maiores, como o desprendimento dos módulos da subestrutura. Um dos fatores associados ao problema pode ser o subdimensionamento das juntas de dilatação (leia mais aqui). Outro fator importante para evitar problemas deste tipo, está associado à necessidade de avaliar o projeto de paginação e o material adquirido antes de realizar o projeto executivo de fachadas, no qual determinará o sistema de instalação e paginação final. É importante ressaltar que neste cenário o instalador deverá avaliar as condições locais da obra (altura, topografia, entorno e região), do projeto (paginação e sistema de instalação) e do ACM adquirido (espessura das lâminas, tipo de núcleo e espessura final do painel). Caso a área do módulo seja superior a recomendada (figura 01), a instalação deverá ter reforços estruturais, no módulo e/ou em suas abas. Fonte: Manual de aproveitamento e modulação Projeto Alumínio (2022) A inobservância quanto à recomendação da tabela acima, sem a utilização de reforços estruturais, no módulo e/ou em suas abas, pode causar complicações decorrentes de deformações e/ou desprendimentos de módulos da estrutura auxiliar. Um dos motivos para tal consequência poderá estar na profundidade da usinagem (leia mais aqui), na especificação do ACM, no tamanho do módulo e na distância das cantoneiras de fixação. A ação do vento poderá ser um fator preponderante para deformação e/ou desprendimento (figura 02). Fonte: Manual de aproveitamento e modulação Projeto Alumínio (2022) É importante frisar que em toda aplicação é necessária a subestrutura de alumínio, que deverá ser bem fixada e totalmente alinhada com a paginação dos módulos, a fim de proporcionar apoio para fixação do módulo de ACM. O dimensionamento dos perfis e o método de fixação dependerá das condições da obra (consulte um engenheiro ou arquiteto especialista). REFORÇOS E FIXAÇÃO DOS MÓDULOS A utilização de reforço estrutural é necessária nas seguintes condições: Quando a área da bandeja for superior a máxima permitida (figura 01); Quando o módulo estiver a mais de 20m de altura, em regiões abertas (litorâneas ou prédio isolado) ou com grande incidência de ventos (consultar ABNT NBR 10821 – isopletas dos ventos); A fixação da bandeja de ACM na subestrutura deverá ser feita por cantoneiras de alumínio específicas para ACM com abas desencontradas ou cantoneira “simples” com medidas inferiores às abas, sendo presas por dois rebites no módulo de ACM (figura 03). Fonte: Manual de aproveitamento e modulação Projeto Alumínio (2022) Os reforços, quando utilizados em painéis inferiores a 2500mm de comprimento, devem ser fixados por silicone ou fita dupla-face Dfix diretamente no painel e não precisam necessariamente encostar-se às extremidades da largura da bandeja (figuras 03 e 04); Fonte: Manual de aproveitamento e modulação Projeto Alumínio (2022) Em módulos com comprimentos superiores a 2500mm, os reforços devem fazer parte da subestrutura e serão fixados na estrutura auxiliar para evitar o excesso de peso sobre a usinagem do módulo (figura 05); Fonte: Manual de aproveitamento e modulação Projeto Alumínio (2022) O afastamento das cantoneiras em relação ao canto dos módulos deverá ser de 100mm. O espaçamento entre as cantoneiras de fixação (independentemente dos dimensionamentos do módulo) deverá ser de 300 a 350mm (figura 03); O reforço em módulos com medidas inferiores a 2500mm poderá ser um tubo de alumínio de seção retangular, perfil do tipo T ou cantoneira (figuras 03 e 04); Instalações de painéis em forros, para evitar o abaulamento pelo peso próprio do painel, deverão ter reforços (figuras 04 ou 05); Quando utilizar painéis de 4mm, com lâminas 0,30mm cada (série 4300) com sistema de fixação mecânica através de abas, deverá haver reforços de abas com cantoneiras de alumínio coladas com fitas Dfix entre as cantoneiras que fixam o módulo (figura 06). Fonte: Manual de aproveitamento e modulação Projeto Alumínio (2022) É importante salientar que a norma ABNT NBR 15446 afirma que os painéis de ACM adequados para instalação externa são aqueles com lâminas 0,50mm e espessura total de 4mm, portanto, qualquer outro material fora das especificações mínimas de lâminas e espessura, para instalação externa, estarão fora da norma. Para instalações com módulos tipo bandeja, que envolvem painéis com lâminas 0,30mm, é obrigatório a colocação de cantoneira de alumínio como reforço de usinagem da aba, conforme figura 06. A especificação técnica de acessórios e do ACM deverá ser realizada somente por um profissional capacitado (engenheiro ou arquiteto consultor de fachadas). Há necessidade de levar em consideração fatores como características físicas e geográficas da obra, região em que o painel será instalado, bem como o tipo de material adquirido (espessura total e das lâminas), dimensionamento do painel, peso e método de instalação. Em caso de dúvidas ou sugestões de paginação e avaliações para especificação técnica, o departamento de arquitetura da Projeto Alumínio está à disposição, no horário comercial de segunda a sexta-feira, pelo contato (17) 4009-8236. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- COBERTURAS EM VIDRO
*Por Fernando Simon Westphal, consultor técnico da Abividro, engenheiro civil, professor e pesquisador da UFSC Sempre que converso sobre os benefícios dos vidros de controle solar, costumo alertar para os limites de desempenho em determinadas aplicações. Por exemplo, nas coberturas, por mais seletivo que seja o produto aplicado, com o fator solar mais baixo possível e numa composição insulada, o ganho de calor ainda é expressivo e o desconforto localizado é inevitável. Esse desconforto é causado pela incidência direta do sol sobre as pessoas, que mesmo em um ambiente climatizado irão relatar sensação de calor. Diferente de uma fachada na vertical, que recebe um pico de calor em uma hora específica do dia, uma cobertura com inclinação muito baixa recebe mais de 700 watts por metro quadrado (W/m²) por mais de uma hora, entre as 10h e 14h. O pico, às 12h, ultrapassa os 1000W/m². Isso em qualquer latitude brasileira, em dias de céu claro. A variação da linha do equador até o extremo sul não é tão significativa para o plano horizontal. Isso representa muita carga térmica. Caso seja utilizado um vidro com fator solar extremamente baixo, em torno de 0,15, o ganho de calor será de 150W/m². É o mesmo nível de intensidade de aquecimento provocado por um telhado de fibrocimento sem forro, com a diferença que o vidro permite a incidência direta do sol sobre as pessoas abaixo da cobertura, podendo gerar o desconforto localizado. No caso do telhado, o que sentimos é a radiação emitida pela telha aquecida. O desconforto também é significativo. MAS NEM POR ISSO DEVEMOS ABOLIR TAIS APLICAÇÕES EM VIDRO! O grande benefício do vidro é permitir o contato visual com o exterior e acesso a luz natural. Mas o ganho do calor do sol é uma consequência que deve ser colocada na balança. Algumas medidas podem ser empregadas para minimizar ou contornar a situação. A primeira delas é o uso de vidros de controle solar, com fator solar abaixo de 0,25. A serigrafia também pode ser utilizada para criar painéis de vidros translúcidos ou opacos em áreas mais críticas. Mas o melhor resultado, evidentemente, é alcançado com o sombreamento, seja externo ou interno. Existe um pouco de mito acerca do sombreamento interno, de que ele não é eficaz porque “o calor do sol já entrou”. Mas na verdade, quando usamos uma cortina interna em casa, percebemos a diferença significativa em relação à janela quando sem proteção. O sombreamento interno reduz sim o ganho de calor e mantém a zona aquecida próxima ao vidro, facilitando sua transmissão por convecção e condução de volta para o ambiente externo. Cortinas e persianas de cores claras serão bem mais eficazes. Como estratégias de sombreamento externo podemos lançar mão de elementos arquitetônicos da própria edificação ou brises e vegetação (árvores e vasos de grande porte). Cabe à equipe de projeto balancear as medidas e ver até que ponto vale a pena aumentar a transparência ou limitar o acesso visual ao exterior. QUAL O PREÇO DO CONFORTO? Sempre coloco essa questão nas palestras que faço. O vidro é visto como um vilão do efeito estufa. Porém, mesmo os fechamentos opacos provocam tal fenômeno, principalmente, se tiverem baixo nível de isolamento térmico. O vidro leva a pior fama por proporcionar um ganho de calor significativo em relação a fechamentos opacos. Mas o que gera o efeito estufa é a falta de ventilação e renovação de ar. Por exemplo, um contêiner fechado e exposto ao sol terá sua temperatura interna muito elevada, mesmo sendo todo opaco. Entre os arquitetos, o uso do vidro é sempre polêmico, seja por questões de ganho de calor excessivo, ou reflexão desagradável no entorno. Cabe o bom senso em cada caso. Soluções e tecnologias existem para contornar vários problemas. O vidro, sozinho, nem sempre resolve todas as questões. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- VIDRO INSULADO PARA EDIFICAÇÕES
*Por Fernando Simon Westphal, consultor técnico da Abividro, engenheiro civil, professor e pesquisador da UFSC O vidro insulado (vidro duplo com câmara de ar hermeticamente selada) ainda é pouco utilizado em edificações no Brasil. Este tipo de composição foi criada para proporcionar maior isolamento térmico ao envidraçamento. Daí vem o nome “insulado”, que seria a forma “aportuguesada” para o termo em inglês insulated. O isolamento térmico é proporcionado pela câmara de ar, que possui baixa condutividade térmica. Para maior isolamento, o ideal é que fosse uma câmara de vácuo. Mas produzir uma composição a vácuo é tecnicamente complicado, pois a pressão negativa tenderia a deformar as chapas de vidro. Já existem alguns produtos com câmara de vácuo de baixa espessura e espaçadores entre as chapas de vidro, mas ainda utilizados em escala experimental. Como alternativa mais eficiente e viável, há a opção de preencher a câmara com um gás nobre de menor condutividade térmica do que o ar, como o argônio, xenônio e criptônio. Usualmente, o vidro insulado é adotado em países com invernos rigorosos, como em boa parte dos Estados Unidos e da Europa, para evitar a perda de calor das edificações para o exterior, contribuindo para economia de energia em aquecimento. Mas esse tipo de composição também traz benefícios em climas quentes, como acontece nas obras recentes em Dubai, por exemplo. Aqui no Brasil algumas obras residenciais, hotéis, hospitais e alguns edifícios de escritórios em pele de vidro já possuem composições insuladas em suas fachadas. Embora não tenhamos experimentado extremos de temperaturas altas ou baixas em relação a outros países, o uso de vidro duplo com câmara de ar contribui para evitar problemas de desconforto térmico próximo à fachada, seja no pico de calor do verão ou baixas temperaturas do inverno. Isso acontece porque o vidro interno, separado pela câmara de ar, mantém-se em temperatura mais próxima do ar interno da edificação, sofrendo menor variação térmica. Explicando o desempenho do vidro insulado em números, pode-se utilizar uma parede de alvenaria para efeito de comparação. A transmitância térmica de uma parede de blocos de concreto rebocada em ambas as faces é de cerca de 2,5W/m².K (coeficiente de transferência de calor). Isso significa que quando submetida a uma diferença de 1°C (ou 1K), a parede transmite 2,5W de calor em cada m² de área. Por exemplo, uma parede de 10 m² separando um ambiente climatizado a 24°C e exposta ao clima externo a 32°C, irá ganhar 200W de calor para o ambiente interno (2,5 x 10m² x 8°C). O mesmo fluxo de calor ocorrerá no sentido inverso (perda de calor), se no exterior a temperatura estiver a 12°C e a edificação for mantida com aquecimento a 20°C. Uma fachada envidraçada, com vidros laminados de 12mm, resulta em transmitância térmica de 5,5W/m².K, ou seja, mais do que o dobro da parede de alvenaria. Além disso, o vidro é transparente à radiação solar e mesmo que seja um modelo de controle solar, o ganho de calor, quando submetido ao Sol, é superior a uma parede de alvenaria. Mas se considerarmos um vidro insulado composto, por exemplo, por dois vidros de 6mm e câmara de ar de 12mm de espessura, a transmitância térmica cai para 2,8W/m².K, ou seja, praticamente a mesma da parede de alvenaria. Dessa forma, a troca de calor por diferença de temperatura entre o ambiente interno e externo ocorre com a mesma ordem de grandeza do que uma parede de alvenaria (sem considerar o ganho da radiação solar). Portanto, a utilização dos vidros insulados traz maiores impactos no desempenho térmico de edificações localizadas em climas extremos, onde ocorrem grandes diferenças de temperatura entre os ambientes. Isso fica mais evidente em países de climas frios, porque a temperatura do ar externo pode cair abaixo de 0°C, resultando numa diferença de mais de 20°C entre os dois ambientes. No Brasil, a diferença de temperatura entre o ar interno e o ambiente externo não é tão grande quanto a que ocorre em países frios, por isso o impacto na economia de energia muitas vezes não é significativo. Mas o efeito no conforto térmico localizado próximo à fachada será melhor com vidro insulado do que com uma composição monolítica ou laminada. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- PAGINAÇÃO: DETALHES QUE VÃO ALÉM DE QUESTÕES ESTÉTICAS NAS FACHADAS DE ACM
*Por Johnny Vieira de Souza – responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, arquiteto e professor universitário A paginação do ACM certamente é o primeiro assunto a ser pensado nos projetos de fachadas. Os arquitetos geralmente associam o assunto mais à questão estética em relação à fachada e aos outros materiais que irão compor a arquitetura do que a questões técnicas. O que muitos não sabem é que a paginação define quase todos os elementos técnicos do sistema construtivo do ACM, entre eles, o custo de investimento (poderá ser maior ou menor dependendo da perda), a subestrutura, o tipo de material (espessura total e das lâminas), em alguns casos, até o sistema construtivo e detalhes de reforços em abas ou na modulação. CÁLCULO DE APROVEITAMENTO Para obter um bom aproveitamento de material, deve-se considerar uma paginação viável, ou seja, adequada que atenda às medidas da fachada, mas sem esquecer das medidas padronizadas dos painéis comercializados. Para o arquiteto iniciar a concepção estética da instalação, ele deve pensar nas medidas oferecidas no mercado. Devido ao processo de fabricação dos painéis de ACM, as chapas possuem duas variáveis na largura (1250 e 1500mm), já no comprimento, por padrão comercial é 5000mm, entretanto, pode ser variável se a obra possuir mais de 600m² de cada cor, ou seja, neste caso é fabricado sob a demanda. É importante salientar que, para considerar a medida do módulo de instalação é necessário acrescentar medidas para abas ou usinagem de topo em cada módulo (figura 1), na qual haverá variação dependendo do sistema de instalação adotado e a necessidade do projeto, sendo o mínimo de 8mm (para sistemas colados) e até 70mm (para sistemas de pino encaixe em fachadas ventiladas), para cada sentido (largura e comprimento) do painel. A definição do tamanho do painel é o primeiro passo, uma vez que ele otimiza o aproveitamento do material, além de definir o investimento relacionado à mão de obra de instalação, que geralmente é cobrado pelo metro quadrado instalado. Módulos que tenham medidas otimizadas, em relação ao tamanho do painel, geram menos resíduos, com perdas menores, que automaticamente trazem maior custo-benefício ao proprietário da edificação, entretanto, as medidas não podem ser justas em relação ao painel, ou seja, sem margem para ajustes na obra. Existem vários meios de considerar margem de segurança em um levantamento técnico de ACM de grandes obras, entre eles cabe destacar que na definição das medidas dos módulos não deve considerar a largura das juntas (8 a 15 mm) e nem os múltiplos dos módulos devem ser exatamente a medida do painel. Estas considerações visam pequenas “sobras” para ajustes de medidas entre o projeto e a obra, caso seja necessário. Qualquer diferença, além da tolerância prevista no mapa de corte dos painéis, implicará em desajustes, ou seja, em compras complementares (já na fase de instalação) para finalizar a obra. Este tipo de solução deve ser evitado, pois pode trazer outras variáveis, como a falta do material do mesmo lote da obra, o que implicará em possíveis diferenças de tonalidades e prazos de entregas maiores devido a este tipo de compra geralmente ser de pequena quantidade. Outra questão importante é o esquadrejamento do painel, que pode ter variáveis de fábrica, conforme define a ABNT NBR 15446. É sempre importante o instalador conferir se realmente os cantos do painel formam ângulos retos. Medir as diagonais conjuntamente com os lados é uma forma de assegurar tal característica. Essas medidas podem ser checadas utilizando um esquadro e uma simples trena (figura 2). A divisão do painel deve ocorrer respeitando a área máxima do módulo em relação a série de ACM utilizada (figura 3). Caso seja necessário a utilização de módulos maiores que a área máxima permitida, deve-se colocar obrigatoriamente reforços estruturais no painel, na subestrutura e/ou nas abas dos módulos. SENTIDO DE PAGINAÇÃO Durante o cálculo de aproveitamento é importante observar o sentido da paginação (setas impressas no filme de proteção), conforme mostra a figura 4, pois não é permitido a rotação dos módulos no mesmo plano de trabalho. A rotação dos módulos na mesma fachada é um tipo de erro que pode prejudicar a estética do revestimento, principalmente nos painéis com acabamentos metálicos, texturizados e com acabamento amadeirado (wood), ocasionando tonalidades diferentes das peças rotacionadas em relação ao restante da fachada, conforme ilustra a figura 5. LOCALIZAÇÃO DO MÓDULO E CARACTERÍSTICAS DO NÚCLEO As características da obra são um fato importante para definir o tamanho do módulo, entretanto, a localização do módulo na obra é outro fator também a ser levado em consideração. Módulos instalados em forros, por exemplo, devem ser menores e ter reforços de bandejas e abas, se for necessário, para evitar abaulamentos ocasionados pelo peso próprio do painel. Módulos com núcleo FR II-A, que pesam geralmente 30% a mais que painéis de núcleo comum (LDPE IV-A), devem ter as mesmas recomendações dos painéis instalados em forro, além de outros fatores técnicos. DICAS DE PAGINAÇÃO Aeroporto Internacional de Vitória (ES)/Reprodução: Projeto Alumínio Para definir uma paginação esteticamente viável para o projeto é importante seguir algumas dicas. 1ª DICA: DEFINIR O POSICIONAMENTO DOS PAINÉIS NA FACHADA O arquiteto deve verificar se o posicionamento dos módulos será horizontal ou vertical. Para definir qual é o melhor sentido de instalação, verifique as medidas da área de instalação do ACM e a relação aos elementos das fachadas, caso existam (pele de vidro, portas, janelas, vãos e outros materiais). Caso não existam os elementos mencionados, verifique as medidas do plano de instalação e veja se a largura ou a altura da fachada terá melhores múltiplos em relação a largura ou comprimento do painel. Obras com bom aproveitamento (entre 90% a 95%) geram bom custo-benefício na compra e instalação do ACM evita desperdícios desnecessários, que possam inviabilizar a utilização do produto, além de gerar pouco resíduo. É importante frisar que o aproveitamento não deve ser de 100%, pois não haverá margem para ajustes entre projeto e obra, caso necessário. 2ª DICA: VARIÁVEL SEMPRE NO COMPRIMENTO DO PAINEL A medida variável da fachada deve ficar sempre no comprimento do painel. Esta dica é importante, porque a fabricação dos painéis tem padrão na largura, ou seja, medidas de 1250 e 1500mm em quase todos os acabamentos. Se o arquiteto optar por colocar as medidas com maiores variáveis no sentido da largura dos painéis, a perda será muito maior. 3ª DICA: UTILIZE UMA ÚNICA LARGURA DE PAINEL NO PROJETO DE PAGINAÇÃO A utilização de medida de largura única no projeto poderá não ser um diferencial importante do ponto de vista estético, mas é preponderante na encomenda dos painéis, pois gera maior agilidade de produção e entrega por parte do fabricante, além de facilitar o controle e gerenciamento dos painéis no estoque da obra (evita equívocos de troca de medidas no momento do corte). Obras com duas larguras de painéis (1250 e 1500mm) geralmente necessitam de quantidade mínima em cada medida (600m²) para fabricação. 4ª DICA: SEMPRE CONSIDERE PINGADEIRAS INFERIORES E SUPERIORES A consideração de pingadeiras inferiores e superiores em marquises, chapim e rufos devem ser levadas em conta nas paginações de ACM, pois alteram as medidas dos módulos nestes trechos. Geralmente, as peças com pingadeiras são separadas, para facilitar a instalação. Em instalações horizontais (tampos de forros, coberturas e rufos), sempre considere 10% de inclinação, para evitar o acúmulo de água e sujeira sobre o módulo. 5ª DICA: SEMPRE CONSIDERE SUBESTRUTURA A subestrutura (alumínio ou aço) deve ser considerada em todas as instalações de ACM, tanto internas como externas. Por padrão, são considerados 100mm de afastamento, mas poderá haver variáveis para menos ou mais, dependendo das condições da obra. Este fator aumentará as medidas nas extremidades das fachadas e em módulos que estejam nos perímetros de portas, janelas e vãos, devido ao acabamento necessário para esconder a subestrutura avançada em relação a parede da edificação. 6ª DICA: EVITE COLOCAR JUNTAS EM CANTOS DAS FACHADAS Por questões estéticas associadas diretamente à instalação, as juntas nunca deverão estar nos cantos “quinas” das fachadas. A paginação ideal deve considerar módulo em formato de “L” nos cantos das fachadas, pois a usinagem no centro do painel dará melhor acabamento. 7ª DICA: UTILIZE MÓDULOS DE 1660MM DE COMPRIMENTO A divisão dos painéis de 5000mm de comprimento por três, ou seja, em três partes de 1666mm é a melhor solução técnica e pode ser aplicável na maioria das obras e séries 4300 e 4500. Esta divisão, além de ser otimizável no comprimento evitando perdas, é prática para instalação, pois os módulos são manuseados mais facilmente, principalmente em fachadas altas. 8ª DICA: NUNCA UTILIZE PAINÉIS INTEIROS NA PAGINAÇÃO Este tópico é mais uma regra do que uma dica. Nunca se deve utilizar painéis inteiros (1250x5000mm ou 1500x5000mm) como módulo. Módulos grandes exigem juntas largas para dilatação, além de não possuir condições físicas para manter a planicidade, tendo a estética prejudicada. Além disso, a instalação poderá ser prejudicada, principalmente em obras altas, devido ao tamanho e o peso para manuseio. 9ª DICA: CONSIDERE MARGEM DE SEGURANÇA Em todos os levantamentos devem ser considerados margem de segurança. A margem deve variar de 3% a 10%, dependendo do tamanho e complexidade da obra. Os painéis comprados com esta finalidade devem ser o de maior medida e por cor (caso exista mais de uma na obra). 10ª DICA: MEDIDAS ESPECIAIS NO COMPRIMENTO Obra Monvert, Salvador (BA)/Reprodução: Projeto Alumínio A Projeto Alumínio fabrica painéis com medidas especiais no comprimento. Caso a paginação do projeto necessite de medidas diferentes dos múltiplos de 5000mm, mediante a lote mínimo, poderão ser fabricadas chapas especiais. Em caso de dúvidas ou sugestões de paginação e avaliações para especificação técnica, o departamento de arquitetura da Projeto Alumínio está à disposição no horário comercial de segunda a sexta-feira pelo contato (17) 4009-8236. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- SISTEMAS DE FACHADAS SÃO TEMAS CONSIDERADOS "BÁSICOS" EM CURSOS DE NÍVEL SUPERIOR
*Por Mario Henrique da Silva, serralheiro e professor do Senai Eu costumo dizer que as coisas mais “simples” são as mais difíceis de enxergar, isso vale também para os sistemas de fachadas. Há cerca de cinco anos para cá, estou com praticamente 70% de turmas que formaram serralheiras, a maioria delas arquitetas, profissionais de compra e venda de materiais na área de esquadrias e engenheiras, as salas também são compostas por serralheiros. Os alunos formularam muitas perguntas durante o curso sobre sistemas de fachadas, praticamente a totalidade da turma não conhecia ou sabia diferenciar o sistema de fachada Pilkington Profilit, fachada Pele de Vidro, fachada Structural Glazing, sistema Stick, sistema Unitizado, entre outros modelos. Isto levando em consideração, somente, os profissionais que participaram do curso que eu ministrei, de 160h, nas unidades do Senai da Vila Leopoldina e agora em Osasco, em São Paulo (SP). Mesmo sendo um curso básico e não compreendendo a parte de fachadas, acabamos introduzindo o assunto na matéria de leitura e interpretação de projetos e desenho de arquitetura. Este contexto é preocupante, pois é determinante para o planejamento e a escolha da fachada da edificação em que eles estão ou estarão envolvidos. Verifiquei também, por relato dos próprios profissionais, que no curso de engenharia civil e no de arquitetura o tema de fachada é superficial, porém temos as matérias que fazem parte dos cursos, como “Tecnologia das Construções”, “Estruturas de Materiais”, “Projeto e Instalações Prediais”, “Planejamento e Edificações de Conjuntos Arquitetônicos”. As universidades deveriam abranger mais os sistemas de fachadas. Lembrando que temos nos projetos de fachada as construções especiais, especialidades no conjunto da obra e outros elementos, que determinam, em alguns casos, a falta de coerência na escolha do projeto técnico de arquitetura, que gera uma decisão por um sistema ineficiente, um orçamento que determina um custo com falta de equilíbrio no custo-benefício, conferindo aditivos na execução, retrabalho e um problema que é preocupante: o improviso na execução por falta de projeto eficiente, sem mencionar os acidentes. Estes problemas se agravam quando é levado em conta a diminuição de custos de execução no planejamento, não determinando um estudo de caso para verificação de qual é o melhor sistema para aquela edificação, considerando o número de pavimentos, o tipo da edificação, as dimensões da fachada, entre outros pontos. Para minimizar esta condição, talvez fosse interessante criar um “caderno de esquadrias” direcionado para sistemas de fachadas, introduzindo informações técnicas sobre as características de utilização e a eficiência dos sistemas de acordo com as condições de planejamento e necessidades para os projetos de edificações. É importante para todo o processo de planejamento a presença de profissionais qualificados, principalmente em fachadas, pois não é só o fator visual que está em jogo, mas a eficiência de iluminação, reposição de elementos, a facilidade na manutenção, eficiência de ancoragem, estanqueidade, ou seja, a fachada tem que atender as normas vigentes, respeitando o projeto, o desenho de montagem e as características da edificação. Embora existam catálogos técnicos eficientes, com informações relevantes sobre a montagem, normas e o produto, há uma lacuna entre a informação e a condição de interpretação de utilização destes produtos na prática. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- O VIDRO E AS NORMAS DE EFICIÊNCIA
*Por Fernando Simon Westphal, consultor técnico da Abividro, engenheiro civil, professor e pesquisador da UFSC As primeiras normas de eficiência energética em edificações surgiram na década de 1970, como resposta à crise do petróleo e a necessidade de redução de consumo de energia em países dependentes de combustíveis fósseis. Nos Estados Unidos, a primeira versão da norma de eficiência, a Standard 90.1, foi publicada pela Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar-Condicionado (ASHRAE), em 1975. Desde então, o documento tem sido revisado periodicamente e utilizado como referência em programas de certificação ambiental, como o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed - Liderança em Energia e Design Ambiental, em tradução livre) ou como inspiração ao desenvolvimento de normas de outros países, como a etiquetagem do Procel, aqui no Brasil. Essas iniciativas ganharam mais evidência em países de climas frios, com alta dependência de combustíveis fósseis para o aquecimento. Dessa forma, os requisitos de desempenho são direcionados, em sua maioria, ao isolamento térmico da edificação e eficiência dos sistemas de aquecimento e ar-condicionado. Em relação aos vidros e esquadrias, essas normas estabelecem limites de fator solar e transmitância térmica (U-value) da esquadria completa – conjunto vidro e perfis. É comum a exigência de perfis com maior isolamento térmico, tais como o PVC e alumínio com thermal break (sistema de esquadrias inovador que elimina a troca de temperatura entre interior e exterior) e o uso de vidro insulado duplo ou triplo. Em geral, os requisitos são apresentados em tabelas em função do clima, orientação solar e área de janela da fachada. Prédios com maior área transparente deverão adotar sistemas de envidraçamento mais isolados. Se a edificação for construída em um clima quente, há também um limite máximo de fator solar ou ganho de calor solar do vidro. Pode haver uma compensação com elementos de sombreamento externo ou ainda a verificação de desempenho por meio de simulação computacional. No Brasil, a etiquetagem do Procel não apresenta os requisitos de maneira explícita, na forma de uma tabela, mas apresenta equações ou meta modelos na qual o projetista deve confirmar se as características da edificação resultam em indicadores de consumo de energia aceitáveis. A avaliação também pode ser feita por simulação computacional. No caso de simulação, as normas adotam basicamente a mesma metodologia. O modelo do projeto do edifício é simulado em programa que calcula o consumo de energia em ar-condicionado e demais sistemas elétricos da edificação. O desempenho é comparado com um modelo de referência, que nada mais é do que o próprio projeto da edificação, mas com características de envoltória que atendam à norma. Assim, é possível executar um projeto com fachada fora dos requisitos prescritivos da norma, desde que o aumento no consumo de energia para climatização seja compensado de outra forma, como por exemplo, explorando a ventilação natural ou equipamentos mais eficientes. Essa é uma estratégia comum para os edifícios em pele de vidro certificados pelo Leed no Brasil. Em geral, todas as fachadas desses edifícios têm desempenho inferior ao padrão da norma, até porque os requisitos são muito restritivos. Para se ter uma ideia, para um edifício de escritórios localizado em São Paulo, e que tenha 50% de área transparente na fachada, a norma americana e, consequentemente, a certificação Leed, estabelece que o consumo de energia do projeto deve ser inferior ao de um modelo com 40% de área de janela e esquadrias com fator solar de 0,25 e transmitância térmica de 4,0 W/m².K. No Brasil, esse tipo de fachada costuma ser executada com vidros de fator solar em torno de 0,35 e transmitância térmica de 5,6 W/m².K. Isso significa maior ganho de calor solar e trocas térmicas por condução através do vidro, compensados por sistemas de iluminação e ar-condicionado de alta eficiência, resultando em consumo de energia menor do que o modelo de referência. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- SERRALHEIRO DE ALUMÍNIO: UM PROFISSIONAL MUITO PROCURADO NO MERCADO DE TRABALHO
*Por Mario Henrique da Silva, serralheiro e professor do Senai Estas foram as perguntas que mais recebi na FESQUA: “Tem um serralheiro de alumínio para indicar? Sabe se algum aluno formado seu está disponível?”. Por este motivo, resolvi falar do profissional serralheiro de alumínio! A palavra serralheiro é de origem latina, mas foi a França que realmente designou a profissão de serralheiro. Assim as palavras serrure, serrurerie e serrurier, (fechadura, serralharia e serralheiro, respectivamente), deram o nome deste profissional. Foi a partir do século XII que o serralheiro apareceu verdadeiramente com os artistas dos outros ofícios e adquiriu toda sua importância, produzindo trabalhos que são autênticas maravilhas de composição e execução. No século XIII, foi dividido em três grupos: os ferreiros conhecidos e menos importantes hoje; os serralheiros de Paris, fabricantes de chaves e fechaduras; e os serralheiros de latão, fabricantes de fechaduras de latão para cofres e caixas, com a industrialização, deixaram de existir. O serralheiro tem na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) o código 7244-40. Segundo essa classificação, o serralheiro abrange especificações também como: serralheiro de esquadrias, serralheiro de manutenção, serralheiro de produção, serralheiro protótipos, serralheiro modelista, serralheiro riscador, serralheiro artístico, serralheiro industrial, serralheiro preparador, serralheiro montador e ajudante de serralheiro. As ocupações determinam o nível de instrução mínimo fundamental, ou seja, primeiro grau completo. Tendo as seguintes funções: Constrói, monta, modela e repara ou trabalha de outra forma; Estuda a peça a ser construída, interpretando desenhos, modelos, especificações e outras instruções para determinar materiais e o roteiro de trabalho; Eventualmente, em alguns casos, pode instalar a esquadria ou estruturas no local determinado. CARACTERÍSTICAS QUE NORTEIAM A PROFISSÃO Nas características pessoais, o profissional deve ter aptidão para trabalhar em equipe, ser detalhista, analítico, ter consciência de prevenção em relação à saúde e meio ambiente, ser metódico e responsável. Para construir, montar e modelar, o profissional precisa conhecer medidas, ferramentas, dispositivos, materiais, acessórios e componentes, saber conversões de medidas, conhecer e utilizar equipamentos de proteção individual e coletiva, procedimentos e descartar materiais e produtos seguindo normas ambientais. Além disso, precisa interpretar desenho técnico, desenho de arquitetura, projetos de esquadrias de alumínio, conhecer normas técnicas e interpretar o catálogo técnico, conhecer sobre layout, software de planilhas de corte e otimização de cortes em materiais e saber planejar. Para a utilização de produtos químicos, precisa ter conhecimento da Ficha de Informações de Produtos Químicos (FISPQ). POR QUE É IMPORTANTE CONHECER SOBRE DESENHO TÉCNICO? Para interpretar os projetos de sistemas homologados, interpretar os gráficos de diagramas de dimensões, identificar alternativas construtivas, identificar usinagens e aplicar detalhes construtivos e normativos. POR QUE É IMPORTANTE CONHECER LAYOUT? Para montar no ambiente de produção uma sequência lógica, otimizando tempo e aproveitando o máximo o espaço para trabalhar menos e produzir mais. POR QUE CONHECER OTIMIZAÇÃO DE CORTES? Para não fabricar além da produção com um volume de sobras além do planejado, evitando falta de material e o corte fora de medidas, sendo eficiente no aproveitamento do material e no seu manuseio. POR QUE É IMPORTANTE CONHECER FERRAMENTAS E DISPOSITIVOS? O Brasil ocupa, segundo dados governamentais, o terceiro lugar no mundo em número de acidentes de trabalho, isto porque, só são computados os acidentes de profissionais com carteira de trabalho assinada. Conhecer as ferramentas ajuda a evitar acidentes, prevenir danos no equipamento e, consequentemente, diminuir a qualidade da operação produzida pela máquina, não se pode esquecer que equipamento parado para manutenção é mais que prejuízo. O conhecimento das ferramentas também otimiza o tempo de execução da operação, economizando energia e diminuindo riscos de acidentes. Existe um elemento que vem com o equipamento que dificilmente é utilizado: o manual da máquina, que deve ser conhecido e ter suas especificações respeitadas. Dois problemas críticos na utilização das máquinas são a remoção da proteção e a não utilização dos mordentes para fixação do perfil para corte. Os três itens que mais causam acidentes no corte são: palheta, arremate e baguete. POR QUE É IMPORTANTE PLANEJAR? Para evitar que se trabalhe muito e que a produção seja pouca, trabalhar sem ter um planejamento é como ir andando sem saber o que fazer, é improvisado. Tem um custo muito alto. Não se pode esquecer que o serralheiro de alumínio deve estar se atualizando constantemente, sempre buscando conhecer as tendências de mercado em relação aos produtos, projetos de montagens, acessórios e normas técnicas. Vou continuar falando mais sobre segurança no trabalho no próximo artigo, pois é importante que o serralheiro de alumínio tenha conhecimento das normas regulamentadoras, as “NRs”, como a NR35 (trabalho em altura), NR26 (sinalização de segurança) e as que fazem parte da condição diária de trabalho. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- SELANTES DE SILICONE EM INSTALAÇÕES DE ACM E COLAGENS ESTRUTURAIS DE VIDRO
*Por Johnny Vieira de Souza – responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, arquiteto e professor universitário, e Gouveia Júnior, consultor master Dfix, GE e Sika Frederic Stanley Kipping, químico inglês (1863 – 1949) foi pioneiro nas pesquisas de polímeros de silício, ajudou a sintetizá-lo e nomeou o produto em 1901. O silicone, cujo elemento principal é o silício, que junto com o oxigênio, é constituído o núcleo químico inorgânico, tem em sua aplicação a excelente capacidade de flexibilidade, sendo resistente aos raios ultravioletas (UV) do sol e à chuva, vento, frio, calor, oxidações, entre outras condições. Muito utilizado na construção civil, os selantes, assim como diversos materiais, sofreram escassez de matéria-prima durante a pandemia. A China, maior país processador do óleo base, passou por dificuldades na produção e a oferta no mercado diminuiu, o que gerou a falta do produto, que ainda não foi totalmente restabelecida. Os selantes à base de silicone servem tanto para selagens (ex: juntas de dilatação do ACM em fachadas vedadas), como também para fixação de substratos (ex: fachadas de pele de vidro – structural glazing). A Projeto Alumínio tem em seu portfólio silicones para as duas ocasiões e trabalha com dois dos maiores fabricantes do Brasil: Sika e Momentive GE, que buscam constantemente por tecnologia e inovações, como produtos que não exultam óleo. Assim como qualquer outro produto de cunho técnico, o silicone deve ser adquirido e instalado por profissionais capacitados, observando condições de instalação associadas à atmosfera, região, altura de instalação e o tipo de produto adquirido. A Projeto Alumínio trabalha com silicones neutros (com variedade de cores) e estruturais (preto), sendo comercializados em cartuchos, sachês ou tambores (kits estruturais). Em caso de dúvidas relacionadas ao processo de aplicação ou especificação do produto, o instalador poderá entrar em contato com a equipe técnica da Projeto Alumínio. Os selantes são utilizados para vedar juntas ou aberturas entre dois substratos, onde o papel principal é impedir que a água ou outras substâncias adentrem na estrutura. Eles suportam a movimentação de ambas as partes, muitas vezes selam a passagem de gases. Os selantes acéticos são utilizados, na maioria dos casos, em ambientes úmidos ou que apresentam algum contato com água, e não são recomendados para aplicação sobre superfícies metálicas sem acabamento ou substratos cimentícios. Para o ACM, os selantes neutros são indicados, e podem ser encontrados com cura alkoxy (menos comum devido a liberação de metanol no processo de cura) e oxímica (facilmente encontrado em lojas de materiais de construção, liberando a oxima na cura). A maioria dos selantes utilizados no Brasil são considerados RTV (Room Temperature Vulcanizing) ou seja, produtos de vulcanização à temperatura ambiente. É importante salientar que no momento da compra, o cliente deve verificar junto ao fabricante o respaldo técnico do produto oferecido. O investimento com selante é baixo, em relação ao custo total por metro quadrado da fachada, ou seja, economias neste tipo de produto poderão custar caro no futuro. Atualmente, no mercado brasileiro, há diversos selantes de baixa qualidade sendo comercializados, a utilização destes produtos, com o passar do tempo, ocasionam problemas nas edificações relacionados a desbotamento, fissuras e até esfarelamento. Outra situação facilmente encontrada nas instalações de fachadas com ACM é a utilização de selantes Poliuretano (PU), que não são eficientes na vedação de fachadas devido a pouca resistência a intempéries, porém apresentam uma vantagem se comparado ao silicone neutro, ele pode ser pintado. O silicone neutro é um dos acessórios de instalação do ACM em sistemas de fachadas vedadas e atende perfeitamente as selagens das juntas de dilatação. Ao utilizar silicone nas fachadas de ACM, é importante sempre seguir as regras abaixo: Sempre utilizar silicone de cura neutra, jamais utilizar silicone acético; A proporção de aplicação do silicone nas juntas de dilatação do ACM deve ser considerada sempre a proporção de 2X a largura em relação a profundidade, sendo a profundidade mínima 4mm (figura 01); O silicone neutro não adere ao núcleo do ACM (FR II-A ou LDPE IV-A), portanto, em todas as juntas deve haver usinagem de topo no ACM (figura 01); A aplicação do silicone neutro deve sempre permitir a movimentação do produto na expansão térmica, ou seja, deve ser aderido somente a duas superfícies e jamais em três. Em juntas com ACM tipo bandejas deve-se utilizar o tarucel (evita o contato com a terceira superfície), em juntas de ACM tipo coladas, deve-se colocar uma fita antiaderente no fundo para evitar o contato com a terceira superfície (figura 01); Nunca aplicar o silicone em altas temperaturas ou com a superfície muito quente, pois pode ocasionar deformações no processo de cura, tendo a estética prejudicada; Sempre limpar com álcool isopropílico as áreas em que serão aplicadas o silicone; Aguardar a cura total do produto, antes de movimentar as peças. COLAGENS ESTRUTURAIS A colagem estrutural de vidro nas fachadas (structural glazing) deverá ser realizada com base em um processo que é iniciado através da obtenção de informações específicas da obra, que deverão ser preenchidas por meio de formulário, sendo: localização; tamanho, tipo e espessura dos vidros; e tipo de perfil e acabamento. Na etapa posterior, é exigido o envio dos vidros, perfil e espaçador para o fabricante do produto realizar análises em laboratório, atendendo a NBR15737, além de ensaios e acompanhamentos específicos. É importante ressaltar que o acompanhamento das colagens deverá ser realizado pelo fabricante ou distribuidor para garantir e certificar a mão de obra junto aos procedimentos exigidos. Um dos principais problemas apontados por instaladores é o tempo de cura dos silicones estruturais (de 7 a 10 dias), a demora gera desconforto e problemas de espaço físico nas empresas que realizam a mão de obra. Para sanar esta dificuldade, fabricantes desenvolveram produtos que aceleram o processo e reduzem o tempo para até um dia e, em alguns casos, sem a utilização do primer. Trabalhadas cada vez mais por arquitetos, as fachadas de vidro têm tido crescente utilização no mercado mundial. Neste tipo de construção, o sistema stick é o mais comum, é um sistema no qual é realizado com base em etapas e montado peça a peça. Devido o porte e a agilidade de montagem, em grandes obras, atualmente o sistema unitizado é o mais utilizado, neste sistema a montagem é em módulos, aplicando o vidro em conjunto com o ACM (em alguns casos) e depois de prontos, são içados para serem instalados. Fonte: Projeto Alumínio *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.














