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- STARTUP INTEC BRASIL CONECTA CADEIA PRODUTIVA DA CONSTRUÇÃO CIVIL E AJUDA EMPRESAS
A pandemia provocou mudanças profundas na sociedade e na economia, como o aceleramento da digitalização, novos hábitos de consumo, implantação do home office , entre outras. Por conta dessas transformações, a startup paulista INTEC Brasil, plataforma de informações e contatos para a construção civil, viu seu faturamento crescer 14% em 2020 e o número de clientes disparar 52%. A INTEC Brasil criou um serviço digital para o setor de construção civil que permite que prestadores de serviço e vendedores de materiais entrem em contato com as 14 mil obras em andamento por todo o Brasil. A plataforma monitora as atividades de construtoras e incorporadoras e disponibiliza para seus clientes desde o contato até o andamento daquela obra. A plataforma oferece ainda tecnologia de geolocalização, que permite aos usuários selecionar as regiões onde desejam atuar, e até mesmo um serviço de Customer Relationship Management (CRM), que controla e monitora ações com clientes para maior efetividade de vendas. A startup, que surgiu em 2017, ganhou força no mercado no último ano e provocou uma mudança profunda na rotina dos vendedores e das construtoras, como explica o fundador da empresa, Bruno Silva. “Antes, a equipe comercial batia de porta em porta, nas obras e nos escritórios, para oferecer seu produto ou serviço. Hoje em dia, isso não é mais necessário. É possível fazer todo o processo digitalmente, gerando economia de custos e otimização de trabalho”, diz. “Agora [na pandemia], mais do que nunca, os vendedores vão buscar recursos digitais para oferecer materiais de construção para obras em andamento. Acredito que devemos crescer cerca de 19% em 2021”, afirma o fundador da empresa. A digitalização foi bem aceita no mercado já que, além de promover a continuidade e efetividade do trabalho em um momento de pandemia, as empresas puderam expandir suas fronteiras e fechar acordos em outras cidades e estados. “Nossa missão é facilitar negócios, tanto para grandes quanto para médias e pequenas empresas. Tem mercado para todo mundo. É muito bacana ver como as pessoas aderiram à digitalização. Ficamos muito felizes por fomentar esse processo”, complementa Silva. Fonte: INTEC Brasil/Casa9 Agência de Comunicação
- PORTAS DE ACM, CONHEÇA AS VANTAGENS
Reprodução: Ecoville Portas Especiais e Pinterest Resistência e sofisticação aliadas. Essas são as características que conferiram ao Material Composto de Alumínio (ACM) o destaque não somente nas fachadas, mas também nas portas de entrada de residências. O material proporciona leveza; pintura resistente e durável, não sofrendo facilmente com desgastes do tempo; boa relação térmica (economizando com ar-condicionado); variedade de cores e flexibilidade de limpeza e manutenção. O ACM também é caracterizado por ser um material dobrável, flexível e de fácil manipulação. O painel, que pode ter espessura de 3 a 4 mm e é produzido em um processo de termofusão, segundo o portal Curitiba Portas, desperta a criatividade para a composição de uma fachada ainda mais inovadora. Fontes: Curitiba Portas e Azzos
- MORRE PAULO MENDES DA ROCHA, REFERÊNCIA MUNDIAL NA ARQUITETURA
O profissional, vendedor do Pritzker, maior reconhecimento da arquitetura, faleceu na capital paulista aos 92 anos O arquiteto e professor Paulo Mendes da Rocha, referência mundial na arquitetura, morreu em São Paulo (SP) na madrugada do último domingo (23/05) aos 92 anos, em decorrência de um câncer de pulmão. "Depois de projetar tantos edifícios em concreto e aço, meu pai foi projetar galáxias com as estrelas!", escreveu o filho Pedro Mendes da Rocha nas redes sociais. Rocha se formou 1954 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e, ao longo dos anos, foi se destacando no cenário contemporâneo da arquitetura e se dedicando às disciplinas e aos alunos da FAU Mackenzie. Diversas foram as obras projetadas por ele no país e no mundo, tais como a recuperação da Pinacoteca de São Paulo, SESC 24 de Maio (SP), Museu dos Coches (Portugal), Museu da Língua Portuguesa (SP), Reforma Estação da Luz (SP), Praça do Patriarca (SP), MUBE (SP), Casa do Quelhas (Lisboa), entre outras. Para a diretora da FAU Mackenzie, Angélica Alvim, Rocha representou ao longo de quase 70 anos dedicados à profissão "a arquitetura brasileira de uma maneira exemplar, contribuindo expressivamente para a sua internacionalização, marcada por inúmeros prêmios - Pritzker (2006), Leão de Ouro de Veneza (2016), Imperial do Japão (2016), Medalha de Ouro do Royal Institut of British Architects (2017), Medalha de Ouro pela União Internacional de Arquitetos (2021), prêmio este que coroou sua brilhante carreira". Em 2007, nos 60 anos da FAU-Mackenzie, o professor recebeu o título de Doutor Honoris Causa. O dom de ensinar era inerente a sua personalidade; a cada conferência, encontro ou bate-papo, o mestre transmitia o valor da arquitetura e da vida em sociedade. Já em 2017, o arquiteto esteve na abertura das comemorações dos 70 anos da FAU do Mackenzie, falando de sua trajetória pela faculdade e sua carreira profissional. Para Marco Tullio de Castro Vasconcelos, reitor da UPM e professor "perdemos um arquiteto admirável e um homem com uma visão humanística que sempre se posicionou politicamente em favor da justiça e da dignidade humana." "Um arquiteto e amigo que nos deixa órfãos, pois com ele aprendemos muito sobre arquitetura e a própria vida. Um grande um defensor da vida citadina, das relações e das dinâmicas urbanas e da solidariedade com a qual a arquitetura poderia sempre contribuir", finaliza a diretora. Fontes: Folha de S. Paulo, G1 e Universidade Presbiteriana Mackenzie.
- VIDRO CURVO: A ESTRELA DA FACHADA
A obra do Centro Tsai para o Pensamento Inovador da Universidade de Yale (EUA) explora o uso de painéis de vidro curvo de 6,7 m de altura O Centro Tsai para o Pensamento Inovador da Universidade de Yale, localizado em Connecticut (EUA), tem forma elíptica única e o vidro como estrela da obra, estando centralmente posicionada em um pátio. O projeto foi desenvolvido pelo escritório Weiss/Manfredi. Paredes curvas de vidro transparente estimulam a circulação dentro e ao redor do centro e permitem que o restante da universidade veja e participe do trabalho em andamento. As unidades de vidro curvas de 6,7 m de altura alternam entre curvas convexas e côncavas, o que fornece estabilidade lateral, eliminando a necessidade de montantes. Conforme o compromisso de Yale com a sustentabilidade, o projeto substituirá a atual praça pavimentada subutilizada por um novo jardim plantado, reduzindo significativamente o escoamento de água e incentivando a atividade externa durante todo o ano. O prédio e a reforma da praça estão atualmente em vias de receber a certificação LEED ouro. Reprodução: Weiss/Manfredi Fonte: Weiss/Manfredi
- PODCASTS PARA SE ATUALIZAR SOBRE AS ÁREAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E ARQUITETURA
Por Stephanie Fazio Consumir um conteúdo diversificado e de qualidade é uma maneira eficiente de se atualizar sobre o mercado da arquitetura e construção civil. Os podcasts, programas em áudio sob demanda, vêm se tornando cada vez mais populares entre os brasileiros. Segundo pesquisa realizada Ibope, em 2019, cerca de 40% da população de internet do Brasil, o que resulta em 50 milhões de brasileiros, já ouviu podcasts. Plataformas de streaming como Google Podcasts, Spotify, Apple Podcasts, Deezer, Soundcloud , entre outras, são os meios de acesso para esse tipo de conteúdo, que não tem limites para a variedade de temáticas e criatividade na produção. Neste post, preparamos uma lista com alguns programas de áudio para se atualizar sobre o setor no seu momento e local favoritos. Confira: Podcast Contramarco Recém-lançado, o nosso conteúdo quinzenal fala sobre os temas das edições da Revista Contramarco, além de notícias do setor. DiárioCast - O podcast da construção civil Os episódios desse podcast falam sobre o diário de obra da construtora Monte Bello. O conteúdo engloba a construção civil, canteiro de obras, arquitetura e mercado imobiliário de forma descontraída. In Loco Podcast Conversas sobre o mundo da arquitetura, engenharia e construção civil podem ser consumidas neste programa. Cenário Construtivo A cada 15 dias é disponibilizado um novo episódio com conteúdo nas área de projetos, planejamento e gestão de obras, BIM, tecnologia e inovação. IDEAcast | ARQUITETURA Produzido pelo portal Idearkitetura, o programa traz episódios diversificados sobre a área. Café com Arquitetura Nesse podcast, a conversa é sobre arquitetura, sejam dicas da área ou dúvidas frequentes. Arquitetura em Tudo O programa busca garimpar na vida real os mais variados assuntos relacionados à arte de fazer ou sentir a arquitetura.
- VEJA COMO MELHORAR A PRODUÇÃO DAS ESQUADRIAS
Executivos trazem estratégias para aprimorar o desempenho na serralheria Por Stephanie Fazio Desde o perfil até a finalização da produção, as esquadrias passam por várias etapas, como: preparação, corte, proteção, acabamento e colagem, usinagem, montagem, entre outras, dependendo da matéria-prima do produto. A tecnologia também desempenha um papel fundamental no processo, seja com o maquinário específico ou com softwares de gestão da serralheria. Em meio a tantos processos e equipamentos, como aprimorar a produção de esquadrias? A produtividade de uma fábrica de esquadrias se dá no acompanhamento dos processos, o que possibilita a correção de erros. Levando, consequentemente, ao aumento contínuo de produção atrelado à qualidade, segundo Luís Felipe Dias Corrêa, sócio e gerente de produção da Pádua Esquadrias, empresa com sede em Lucas do Rio Verde (MT). “Não pode faltar um bom sistema, elaborado e voltado para acompanhar esse passo a passo. Máquinas modernas estão aí para facilitar cada vez mais o nosso dia a dia”, diz o gerente. Exemplos de produtos da Pádua Esquadrias/Reprodução O aumento da produção de portas e janelas está ligado diretamente a alguns fatores, como: padronização e mapeamento dos processos da empresa; ter um layout de produção bem organizado e que favoreça a movimentação dos colaboradores; profissionais bem capacitados e treinados; e uma gestão de operação que focaliza o sistema produtivo na perspectiva de melhoria contínua, define Laura Silva Soares Nunes, diretora comercial e operacional da Alumishow, de Montes Claros (MG). “Os equipamentos essenciais para obter um produto de qualidade são: serras pneumáticas, que tenham seu disco afiado ou trocado com periodicidade; estampos de usinagens, que garantem um padrão de acabamento; parafusadeiras; aplicadores pneumáticos; seccionadoras; entestadeiras; pantógrafos; furadeiras de bancada; refiladeiras, entre outros”, cita Laura. QUAL LAYOUT DE FÁBRICA DEVE SER IMPLANTADO? Para Corrêa, um layout planejado e análises de processos e de produtos fazem a diferença no momento da produção. O executivo conta que assim é possível extrair o melhor de cada momento da fabricação das esquadrias. Segundo Laura, uma das decisões mais importantes a ser tomada durante o planejamento é o layout da estrutura da fábrica de esquadrias. O modelo pode atrasar ou otimizar os processos realizados no dia a dia. “Quando bem desenhado favorece vários outros processos conhecidos por aumentar a produtividade. Existem quatro tipos de layouts: funcional, celular, linear e posicional”, cita. Fonte: Laura Nunes, diretora comercial e operacional da Alumishow “Para empresas que trabalham com um mix de produtos o mais indicado é o funcional, pois a linha de produção é dividida em corte, usinagem, montagem, envidraçamento, inspeção de qualidade e expedição, onde cada setor desempenha uma determinada atividade em relação à esquadria”, explica Laura, acrescentando que, para uma fábrica de grande porte com variação de produtos, o ideal é o celular, já para uma serralheria de itens padronizados de grande porte, com baixa variabilidade de produto, o ideal é o linear. “E, por último, em uma serralheria pequena o ideal seria o posicional”, completa. Corrêa acredita que o layout ideal varia de acordo com o objetivo da empresa, do posicionamento da marca no mercado e de seu público-alvo. “Existem variantes com colocação geográfica da empresa, em relação ao fornecedor de alumínio, por exemplo, que vai ditar muito sobre o seu estoque. Então, é preciso uma análise antecipada para definir o que melhor se aplica em cada caso”. CARACTERÍSTICAS DAS ESQUADRIAS DO FUTURO Recentemente, uma equipe de engenheiros da Universidade Alemã Friedrich Schiller desenvolveu uma janela que, além de mudar sua opacidade, também capta energia dos raios solares. Segundo os pesquisadores, estas esquadrias contam com o design da Linha de Fluidos Wide-Area – LaWin, tecnologia que utiliza uma suspensão fluida de partículas de ferro. “Esse fluido está contido dentro da janela em uma série de longos canais verticais, o que permite que a janela altere a opacidade, além de absorver e distribuir o calor no ambiente”, conforme o Portal Solar. Outro benefício da janela inteligente é que, além de captar a luz do sol e transformar em energia, elas suportam sistemas de ar-condicionado interno. Com isso, é possível resfriar o ambiente utilizando a energia que é gerada pelas esquadrias, ainda segundo o portal. Sobre o tema, Corrêa relembra que entre os produtos voltados para essa necessidade térmica há também os vidros, que são utilizados em suas variedades dependendo da necessidade do cliente. “Porém, um sistema integral voltado para captação de energia solar acredito ser o futuro sim, principalmente no Mato Grosso, devido ao longo período seco que temos”, reflete. Esquadrias inovadoras com componentes tecnológicos que facilitem a vida do cliente, como: motores e fechaduras de acesso remoto, via internet, controle biométrico e facial em fechaduras, automação, entre outros sistemas, são observados por Laura como tecnologias que ainda estarão presentes daqui a alguns anos. “Um exemplo disso é o crescimento da venda de vidros especiais e sistemas para permitir a instalação de vidros fotovoltaicos e de controle solar, que conseguem fazer essa captação de energia solar e que estão cada vez mais sendo usados em prédios e residências. Vidros insulados e produtos que tenham uma preocupação com a questão da sustentabilidade estarão sempre em crescimento”, avalia a diretora. Um bom software é fundamental para uma serralheria, pois através dele é possível calcular os custos de produção das esquadrias; a estrutura completa desde a chegada do material até a finalização da produção e da venda; obter relatórios gerenciais completos; criar projetos sob medida, que evitam o desperdício de materiais; estabelecer o planejamento e otimização de perfis e chapas para produção, entre outros benefícios. “A possibilidade de integração dos programas de cálculo com softwares gerenciais se torna uma importante ferramenta para fazer a integração da fábrica geral, desde a venda até a instalação, tendo um controle eficiente de todas as etapas. Exemplo de outras tecnologias utilizadas são programas da área de engenharia e arquitetura como SketchUp, AutoCad e Revit”, aponta Laura. Corrêa afirma que é de suma importância a utilização de um software, desde o controle financeiro e planejamento de estoque até a venda final. Conseguir cruzar e unir essas informações em um local que traga relatórios para análises e acompanhamentos de desempenho ajuda no crescimento contínuo da serralheria, relata o executivo da Pádua Esquadrias. A FIGURA DO GESTOR O gerente de produção observa que uma gestão ineficaz pode afetar o resultado do produto final e a empresa como um todo, abalando desde a motivação da equipe para desenvolver o trabalho até a satisfação final do cliente. “Engajamento com os processos, fazer mais com menos, extrair o melhor de cada colaborador, essas seriam algumas características importantes para lidar com a rotina de uma serralheria”, comenta. Além disso, segundo Laura, o gestor de uma fábrica de esquadrias deve conhecer as normas técnicas, o mercado e, principalmente, os seus produtos. A falta dessas competências pode causar itens com qualidade e desempenho comprometidos. Fábrica da Alumishow e aplicação das esquadrias em obras/Reprodução “A falta de conhecimentos do produto pode trazer riscos à segurança dos usuários e a falta de credibilidade no mercado acarretará em frustrações por não atender às expectativas dos seus clientes. Como características essenciais considero que o gestor, além de conhecimentos técnicos, deve ser proativo, criativo e ter um bom planejamento estratégico”, descreve a executiva da Alumishow. A capacitação também está entre os itens primordiais para melhorar a produção das esquadrias. Corrêa conta que já realizou os seguintes cursos: Planejamento, Programação, Controle da Produção e Estoques (PPCPE), da Abravidro; Montagem e Instalação em Portas Revestidas em ACM, do Canal do Serralheiro; e Como Precificar Corretamente na Indústria de Esquadria, do Canal do Serralheiro. Para ele, o aprendizado é contínuo e se dá conforme as mudanças do mercado. O desenvolvimento de novas habilidades fomenta o crescimento da equipe, trazendo desempenhos melhores no resultado final. Laura enumera alguns cursos que fez para aprimorar seu trabalho, entre eles: MBA em Gestão Empresarial, na FGV; Curso de Portas em ACM, do Canal do Serralheiro e Projetta Alumínio; Fachadas Glazing - Fórum de Tecnologias e produção de fachadas, do Canal do Serralheiro; Workshop Esquadrias de Alto Padrão para o Mercado de Luxo, do Canal do Serralheiro; e Workshop Padronização de Processos, do Canal do Serralheiro. Ele destaca também a presença em feiras do ramo, como FESQUA, SAIE VETRO e Glass South America.
- SAIBA COMO OBTER SUCESSO DESDE A MONTAGEM DA SUA VIDRAÇARIA
Por Stephanie Fazio O sucesso nos negócios é o sonho mais almejado de todo o empreendedor, mas montar a própria empresa pode não ser uma tarefa fácil. Para auxiliar os profissionais que estão pensando em abrir uma vidraçaria ou até os que desejam obter ainda mais êxito em uma empresa que já está no mercado, preparamos algumas dicas. Segundo o portal Egestor, os sete primeiros passos para obter uma vidraçaria de sucesso são: investir em conhecimento técnico; oferecer de serviços de extrema qualidade, que sejam, no mínimo, iguais (e preferencialmente superiores) aos serviços já desempenhados pelos concorrentes. Outras dicas são ter uma localização em um ambiente de fácil acesso e com boa circulação de pessoas; ter uma estrutura básica, com espaço de vendas e fabricação; contratar funcionários treinados; pensar no investimento para um negócio de pequeno ou grande porte; e divulgar a marca nas redes sociais, para torná-la conhecida. O Sebrae possui um guia para os profissionais que desejam iniciar o seu negócio, disponível em: www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/como-montar-uma-vidracaria,f6987a51b9105410VgnVCM1000003b74010aRCRD Veja mais algumas orientações no vídeo abaixo: Saiba mais em: blog.egestor.com.br/como-montar-uma-vidracaria/ Fontes: Egestor e Sabre
- ELAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Conheça três histórias de representatividade e empoderamento na área Por Stephanie Fazio Reprodução: Fise e acervo pessoal “O setor é formado basicamente por mulheres e os homens ajudam sempre que solicitado. Acredito que o grande diferencial está na observação dos detalhes e zelo na execução das atividades das mulheres”, diz Silvia Carvalho de Santana, preparadora de produtos da Fise, fabricante de componentes para esquadrias, com sede na região de Capela do Socorro, zona sul de São Paulo (SP). Ela atua no setor há sete anos e conta que está sempre buscando se capacitar. “Organizo o setor e distribuo as atividades, conforme a demanda, para atender os prazos estipulados dos produtos”, descreve. Fabilma Aguiar, supervisora de vendas da Vidraçaria Rochedo, de Maceió (AL), afirma que o fato de ser mulher e trabalhar no setor da construção civil, ainda dominado por homens, não causou nenhum impacto ou dificuldade adicional ao assumir o cargo junto à equipe. “Pelo contrário, nos damos super bem, principalmente na questão de fechamento de vendas, não existe essa relação de separação de sexo, mas sim, o que cada pessoa pode desempenhar em cada cargo”, argumenta. O convite para o emprego de supervisora, que assumiu há mais de um ano, realizando orçamentos solicitados online, veio de uma indicação pós-faculdade. Paula Silveira Bettiol, engenheira química e mestre em ciência e engenharia de materiais, atua como assistente de controle de qualidade no setor de extrusão de alumínio, na Alumasa, produtora de perfis de alumínio, localizada em Urussanga (SC). “Analiso propriedades mecânicas e dimensionais, segundo normas vigentes de diferentes perfis e ligas de alumínio, desenvolvo instruções de trabalho específicas para processos críticos de produção e realizo inspeções de produto acabado, bem como análise de indicadores”, descreve Paula. A engenheira química trabalha na área há oito anos. Sua primeira oportunidade no setor de anodização para alumínio foi como estagiária, em 2013, enquanto ainda cursava a faculdade. Assim como Silvia e Fabilma, ela relata que não sofreu nenhuma discriminação de gênero na empresa. “A equipe sempre foi muito receptiva e solícita, mesmo sendo composta em quase sua totalidade por homens; trabalhamos de igual para igual”, comenta. O fato de ser mulher nunca foi um ponto que apresentou dificuldade profissional para Paula, “apesar de ser um campo de trabalho majoritariamente masculino, o que realmente vale é o quanto você se qualifica para conseguir uma vaga dentro deste ramo; neste caso, é de suma importância estudar e se qualificar, isso gera um diferencial como profissional dentro do mercado de trabalho”, diz. REPRESENTATIVIDADE E VALORIZAÇÃO Nos últimos dez anos, o Ministério do Trabalho e Emprego estima que a absorção de mulheres na construção civil cresceu quase 50%. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, mais de 200 mil mulheres atuam na construção civil, um mercado que cresceu 120% entre 2007 e o primeiro semestre de 2018, passando de 109.006 trabalhadoras registradas em 2007, para 239.242 em 2018. Apesar desses dados, a presença delas na construção civil ainda é muito baixa. Segundo o presidente do Sinduscon-DF, Dionyzio Klavdianos, as mulheres representam apenas 10% do total de trabalhadores da construção civil. “Se concentram em atividades administrativas. Quando vamos para os canteiros de obras, nas funções como pedreiro, pintor, esse percentual cai a quase zero”, detalhou em entrevista à Agência Brasília, em 2020. Entre os fatores que contribuíram para o aumento da participação feminina nesse mercado, estão: busca de novos desafios profissionais; maior receptividade das empresas para contratação; incentivos na capacitação da mulher para o setor; avanços tecnológicos no canteiro de obra, que dispensam cada vez mais a força física e privilegiam a qualificação profissional; entre outros — conforme o portal Business Integrator. Para incentivar ainda mais as mulheres a trabalharem na área e acabar com o preconceito arraigado na sociedade, Silvia acredita que se deve mostrar na prática o desenvolvimento das mulheres que atuam neste ramo e que não há diferença nas tarefas realizadas por mulheres ou homens. “As mulheres têm capacidade intelectual, principalmente de se desenvolver racionalmente com eficácia, rapidez e, se possível, trabalho braçal”, ressalta Fabilma. “É importante expor e mostrar às nossas meninas, desde crianças, que mulheres são capazes de ser o que elas quiserem, como: engenheiras, arquitetas, mestres de obras, pesquisadoras e cientistas. Fazer com que essa informação chegue até elas, através de meios de comunicação, visitas técnicas, brinquedos, pela escola, entre vários outros meios, é de suma importância”, afirma Paula. Segundo a engenheira química, precisamos trazer exemplos de profissionais para as mais jovens, demonstrando a representatividade e plantando sementes de esperança e vontade, que poderão ser colhidas no futuro. Ela relembra que foi assim que se inspirou a se tornar uma delas, vendo uma engenheira química atuando dentro da indústria de cerâmica há catorze anos atrás. Silvia conta que para ser reconhecida em seu trabalho foi fundamental dominar os equipamentos com que atua, obtendo assim um melhor proveito do serviço e atingindo os objetivos do setor. “A minha relação com os demais funcionários é muito boa, pois há respeito de ambos os lados”, explica. De acordo com Paula, não existe uma competição entre homens e mulheres na Alumasa, pois todos sempre são ouvidos e trabalham para alcançar os objetivos juntos. “O reconhecimento é só uma consequência natural ao resultado de um bom trabalho desenvolvido e, dentro de nossa empresa, esse processo não é diferente”, conclui.
- A DIRETORA: UM CONTINENTE SOB SUA CONDUÇÃO
Tônia Lima, diretora da Kömmerling da América do Sul, conta um pouco sobre sua carreira Por Stephanie Fazio Natural do Rio Grande do Sul, Tônia Lima iniciou sua trajetória na construção civil aos 26 anos. Após um convite do coordenador comercial de uma outra empresa ligada ao mercado de esquadrias de PVC, para olhar para as janelas de modo profissional, ela passou a trabalhar como vendedora do produto. Ganhando experiência no ramo, Tônia conquistou o reconhecimento do mercado e, em 2014, passou a integrar a equipe da marca internacional Kömmerling, do grupo profine, sediado na Alemanha. Tempos depois, tornou-se diretora comercial de vendas. Em 2017, formada em Administração, foi convidada para liderar a direção da empresa no Brasil — mais um desafio que aceitou, contando com o suporte dos colaboradores da marca e, inclusive, de Peter Mrosik, proprietário do grupo profine. Três anos depois, veio uma nova e importante promoção: hoje, Tônia é a diretora da marca Kömmerling da América do Sul. Segundo a executiva, ela e sua equipe atuam sempre com base nos princípios do grupo profine, transmitindo aos seus clientes, os fabricantes de esquadrias, as qualidades e a segurança necessárias para que todos possam traduzir isso aos seus clientes, os consumidores finais. O conjunto de experiências vividas na área garantiram a Tônia conhecimentos da realidade do mercado das janelas, desde a concepção de um projeto arquitetônico e da obra em si até a aplicação desses produtos em uma edificação. Para saber mais sobre essa bem-sucedida trajetória e sobre os bastidores da “família Kömmerling”, a equipe Contramarco realizou uma entrevista com a executiva. Acompanhe. REVISTA CONTRAMARCO: Comente brevemente sobre a sua trajetória profissional na indústria de esquadrias. TÔNIA LIMA: Antes de iniciar no mercado de janelas de PVC, eu já atuava no mundo da construção civil e por este motivo tive facilidade de migrar para um novo segmento dentro deste nicho. A oportunidade que recebi de aprender e trabalhar com esquadrias de PVC me geraram grande conhecimento e expertise de base para atuar em todas as pontas do mercado. Conheci a realidade do mercado das janelas desde a concepção de um projeto arquitetônico, bem como a realidade de obra para aplicação desses produtos. Atuar dia a dia na base foi uma grande oportunidade e tenho isso como um diferencial profissional, principalmente para que hoje eu possa entender o mercado com a visão de um todo: saber o que o cliente final necessita como produto me dá segurança e a possibilidade de ir direto ao ponto. Sendo assim, junto do grupo profine consigo desenvolver e criar soluções certeiras, sejam no âmbito de produtos ou de serviços. REVISTA CONTRAMARCO: Em 2017, você assumiu a direção da empresa, quais foram os maiores desafios dessa etapa? TÔNIA LIMA: Ter a gestão de uma empresa já é um grande desafio, principalmente em um mercado instável economicamente e politicamente como o nosso. E dirigir uma empresa com uma marca como a Kömmerling tem um desafio por si só. O que me deu segurança e tranquilidade em assumir a gestão foi, basicamente, me apoiar em três pontos específicos. O primeiro é meu perfil pessoal, me manter em constante aprendizado é uma característica que me ajuda muito, pois me vejo uma eterna aprendiz. Tenho coragem para assumir o que não sei e os pontos que preciso aperfeiçoar, sei destacar minhas habilidades e utilizá-las para beneficiar tanto minha equipe quanto os clientes. Também destaco como segundo ponto que meus valores pessoais são congruentes com os princípios de atuação da Kömmerling, isso dá muita fluidez entre a empresa e a direção, pois sabemos que estamos indo para o mesmo destino, com limites muito bem definidos entre as margens de conduta para os produtos, clientes, colaboradores e o resultado da empresa. E terceiro: conhecer a base! Saber o que o cliente final precisa como produto e serviços é importantíssimo! Então, eu tive muita clareza que com uma construção sólida de relacionamento poderia contribuir muito com nossos parceiros para gerar ainda mais negócios e expandir suas indústrias de maneira sustentável a longo prazo. REVISTA CONTRAMARCO: O fato de ser mulher causou algum impacto ou dificuldade adicional ao assumir o novo cargo junto à equipe? TÔNIA LIMA: Não. Tive uma grande aceitação por parte dos meus colegas, principalmente. Quando assumi, 90% da equipe eram homens e por serem profissionais, inteligentes, à frente da cultura e seres humanos incríveis, não passei por nenhuma situação desconfortável e de tamanho preconceito como sei que outras mulheres já passaram e passam no dia a dia. Eles me deram muito suporte e apoio pois, além de serem homens, também estavam deixando de ser meus colegas do mesmo nível hierárquico para serem meus liderados. E mesmo com esses dois fatores, pude desenvolver meu trabalho com todo o apoio deles. REVISTA CONTRAMARCO: Se possível, comente sobre a importância e a capacidade das mulheres em posições de comando nas empresas. TÔNIA LIMA: Sei que ainda somos minorias. Em nosso mercado de esquadrias de PVC essa questão de gênero ainda se destaca muito para o gênero masculino. Não temos muitas mulheres, sei que estou fazendo uma frente importante para que outras possam ter uma referência e continuarem firmes em suas jornadas profissionais. Sei que minha trajetória pode servir de exemplo para quem quiser atuar desde a operação até o nível estratégico. Dentro da própria Kömmerling, nos dias atuais, essa porcentagem já está mais equilibrada: 60% homens e 40% mulheres. A equidade de gênero no mercado de trabalho já é um caminho sem volta. Essa diversidade é comprovadamente um grande diferencial competitivo das empresas mais modernas, principalmente no que tange ao fator de eficiência, produtividade, criatividade, inovação, harmonia e qualidade em todos os aspectos de uma empresa. REVISTA CONTRAMARCO: Em algumas publicações nas redes sociais percebemos que a “família Kömmerling” está sempre unida e engajada. Qual a importância dessa equipe para você? Como se dão os relacionamentos internos? Fotos: Colaboradores Kömmerling/Reprodução TÔNIA LIMA: Meu desenvolvimento como ser humano foi pautado pela metodologia do esporte, pois fui atleta por muitos anos. Esse espírito de time faz parte do meu modelo como ser humano e como profissional é uma característica forte na minha gestão ter este modelo de união. O mote “juntos somos mais fortes” para mim é real e tangível. Cada colaborador é único e tem suas habilidades destacadas perante os demais, porém, unindo essas habilidades construímos algo muito mais forte, consistente e sustentável para todos. Assim é no dia a dia. Temos desafios, temos embates internos, porém todos os conflitos que temos é para que possamos sempre construir algo melhor ainda, tanto para a empresa como para cada profissional que se mantém em constante desenvolvimento. A sinergia da equipe com o lema do grupo profine “nunca estar parado, estar sempre em movimento” faz parte do engajamento e comportamento da equipe com a empresa e com os clientes. REVISTA CONTRAMARCO: Em 2020, a Kömmerling mudou de sede, participou, juntamente com a Perfect PVC, de um projeto do ator Bruno Gagliasso, dentre outros diversos destaques. Já neste ano, o grupo profine recebeu a certificação “VinyPlus Product Label”, selo de sustentabilidade para produtos de construção em PVC. Quais novidades da marca e do grupo ainda estão por vir e podem ser adiantadas? Fotos: Sede da Kömmerling em Osório (RS)/Reprodução TÔNIA LIMA: Com a mudança de sede para Osório (RS), em um terreno de 50.000m², iniciamos a caminhada de uma nova e grande jornada. Desde essa importante decisão, toda a operação da profine Brasil se mantém focada em garantir o desenvolvimento dos parceiros fabricantes de esquadrias Kömmeling, bem como do mercado das janelas de PVC em toda a América do Sul. Todas as contratações, parcerias, conquistas, lançamentos e decisões da profine Brasil tem como base os três pilares da marca Kömmeling, são eles: segurança, conforto e sustentabilidade. Por isso, todas as novidades que já foram divulgadas e as que ainda estão por vir possuem sinergia com a missão de tornar o mundo um lugar melhor para se viver. ( #asuajanelaparaummundomelhor ) REVISTA CONTRAMARCO: Nas redes sociais notamos que a sua família sempre está muito presente no seu cotidiano pessoal. Descreva o seu dia a dia, relacionando trabalho e família. TÔNIA LIMA: Resiliência é uma das minhas fortalezas como ser humano e profissional. Diversos desafios fizeram parte da minha trajetória de vida e sempre fui capaz de atravessá-los por causa de minha rede de apoio, que é minha família. Tenho-os como suporte e também como geradores de força para um presente e um futuro melhor. Devido à pandemia tive a oportunidade de usufruir melhor do convívio com eles, as viagens diminuíram drasticamente e assim pudemos manter convivências familiares que antes não eram tão possíveis por causa de minha ausência em casa. Ótimo período para estreitarmos ainda mais nossas relações e nos conhecermos melhor como indivíduos e como família. REVISTA CONTRAMARCO: Para você, qual é o caminho para atingir o sucesso no segmento? TÔNIA LIMA: Aceitar que a curva de crescimento do nosso mercado ainda é pequena perante os mercados europeus e que, com isso, é preciso ter consistência em transmitir ao cliente final os benefícios de uma janela de PVC, ser um transformador de mercado, atuar sempre de maneira sistêmica junto aos profissionais de arquitetura, engenharia, com os fabricantes de janelas, com a entidades de classe do setor e com fornecedores de insumos. Enfim, envolver toda a cadeia produtiva de janelas de PVC e ter clareza de que esse resultado se colherá a médio e longo prazo. REVISTA CONTRAMARCO: Quais qualidades um bom administrador de empresas deve possuir? TÔNIA LIMA: Ter visão sistêmica, ser um bom ouvinte, estudar mercados distintos do seu, acompanhar a nova geração em tecnologia e inovação. Ser verdadeiramente interessado pelo mercado no qual está atuando e no impacto que sua empresa proporciona à sociedade.
- A EXPANSÃO DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Veja a posição dos estados brasileiros no ranking de geração distribuída e saiba as vantagens do sistema Por Stephanie Fazio “Manutenção quase zero e eventual limpeza a cada 120 dias”, conta Hari Hartman, dono da fábrica de roupas Polo Salvador, que instalou os painéis solares em 2014. Hoje, a energia solar fotovoltaica é utilizada em todo o território nacional. “Falando em grandes números, o primeiro lugar onde se tem mais energia solar fotovoltaica de geração distribuída, que é quando as empresas e residências investem em seus próprios painéis, é o estado de Minas Gerais. Em segundo lugar, vem o Rio Grande do Sul, depois São Paulo e em quarto lugar, o Mato Grosso”. Juntos, esses quatro estados representam pouco mais da metade de toda a geração distribuída do Brasil”, explica Guilherme Susteras, coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e sócio-diretor da Sun Mobi. Conforme dados da Absolar, existem 285.366 sistemas fotovoltaicos ligados à rede, o que contribuiu para que a produção de energia elétrica fotovoltaica batesse recordes, mantendo uma média diária de 753,1 megawatts (MW). O uso da energia solar no Brasil corresponde a 1,7% de toda a matriz energética brasileira, sendo a energia solar residencial responsável por 72,6% do total, seguida por empresas de comércio e serviços (17,99%) e pela energia solar rural (6,25%). Ainda de acordo com a associação, em 2020, o Brasil ultrapassou 5 gigawatts (GW) de potência operacional em energia solar fotovoltaica em usinas de grande porte e pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos. Para o dono da fábrica, as vantagens da fonte solar são as linhas de financiamento facilitadas com juros baixos nos bancos públicos e menor burocracia, especialmente, nos bancos privados; a elevada durabilidade dos materiais, painéis solares com garantias na ordem de 20 anos e inversores com até 10 anos; a amortização dos investimentos entre 5 e 8 anos; e a consciência coletiva da preservação ambiental, que impacta na imagem dos negócios e das residências. “Além da economia dos investimentos mensais em energia da empresa, que custavam mais de 3 mil reais, caindo para 80 reais, os painéis têm dado uma visibilidade positiva no quesito sustentabilidade da empresa. Vários sistemas têm sido utilizados, como cobertura de bicicletário, por exemplo, estimulando o uso de bicicletas”, relata o empresário. Na opinião de Hartman, o crescimento da utilização de painéis solares no País se deve ao alto custo da energia fornecida pelas concessionárias, além do cenário futuro acenar para o aumento por quilowatt-hora (kWh). Soma-se a isso, o estímulo do governo ao uso de energia a partir de fontes alternativas, com redução ou eliminação do imposto estadual ICMS a partir de 2015 na Bahia. DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO Os investimentos estão ficando cada vez mais acessíveis com o avanço da tecnologia e redução dos custos na captação de energia solar. Com o aumento da tarifa de energia elétrica, mais e mais pessoas estão se tornando adeptas ao sistema, de acordo com Susteras. “Existem linhas de financiamento muito interessantes, em que você substitui a conta de energia que pagava e passa a investir no financiamento. Depois de quatro ou cinco anos, dependendo do financiamento, o sistema já está quitado. Após o período, você tem 20 anos pelo mesmo sistema e não precisa mais pagar conta de energia”, argumenta o coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída. Conforme Susteras, existem modalidades de energia solar por assinatura, em que a pessoa não precisa fazer investimento nenhum, a empresa responsável é quem faz por ela. “A pessoa vai pagando uma mensalidade para ter acesso à energia solar, que não necessariamente precisa estar no próprio telhado de seu imóvel. Na geração remota ou compartilhada, você tem usinas construídas no interior, com mais sol e maior estrutura elétrica para absorver essa energia, assim a pessoa recebe a energia no seu apartamento, na sua casa alugada ou no seu comércio na cidade”, destaca. Segundo Hartman, o incentivo para investir nessa fonte de energia poderia ser por subsídio do governo e/ou estímulo para abater parcela dos investimentos em energia renovável. Ele também cita como possibilidade de maior acesso o incentivo com condições diferenciadas para a instalação de pequenas usinas fotovoltaicas em empresas de pequeno e médio porte. “Temos um enorme potencial para estes empreendimentos pela sua quantidade”, comenta. Outros meios relatados pelo proprietário da Polo Salvador para a democratização do acesso a esse tipo de energia são: o aumento da capacidade de geração dos painéis fotovoltaicos e, consequentemente, a redução dos preços; ocupação de um espaço físico menor; e a cultura de preservação do meio ambiente para as próximas gerações, que não permitirá mais a energia hídrica, embora limpa, pois inunda muitas regiões de terra produtiva, argumenta. Susteras observa que todos os negócios englobam desafios e burocracias e, com a energia solar, não é diferente. “O legal é que é um setor que cresce, mesmo na pandemia, então é bastante sustentável economicamente, além de ser um setor que permite que pessoas com formação técnica possam desempenhar suas funções, gerando emprego de alto valor agregado. De fato, é um espaço que as pessoas podem empreender e escolher o elo da cadeia, podendo ser o instalador de sistemas, o importador, locador de usinas; enfim, a criatividade do empreendedor é o que vai limitar o espaço que ele quiser ocupar nesse mercado”, descreve. Na opinião do coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída, a disponibilidade de crédito é um fator chave para o sucesso. Ele relata que a imagem de que “é muito caro” e “não tem muito investimento” está ficando para trás, pois já existem sistemas acessíveis para todos os bolsos, tamanhos e tipos de imóveis. “Essa imagem de que a energia solar é um luxo para poucos, acabou. A energia solar é acessível para todos, nas diferentes modalidades. De fato, é um mercado que só tem a crescer”, salienta Susteras. A maioria das unidades consumidoras são residenciais. “Em termos de tamanho, as residenciais e comerciais juntas representam cerca de 60 a 65% na média. O bacana é que essa modalidade de geração solar é bem flexível, então você tem desde casas populares que tem um painelzinho no telhado até casas maiores, lojas, shoppings, prédios governamentais, escolas, entre outros locais”, destaca o coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída. A pesquisa “New Energy Outlook 2020”, da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), estima que, em 2050, a energia solar vai ser a principal fonte de energia no Brasil. “É difícil fazer previsões a longo prazo, se olharmos para 20 a 30 anos atrás, várias coisas que a gente tem hoje nem imaginávamos que existiriam. Muita coisa pode acontecer com a tecnologia que ainda vai surgir. Contudo, é importante dizer que a energia solar fotovoltaica não é a energia do futuro, ela é a energia do presente, já faz parte do dia a dia das pessoas e é tendência que continua no curto prazo”, diz. Mais informações: absolar.org.br
- ESQUADRIA: BARREIRA CONTRA A ENTRADA DE ÁGUA
Especialistas comentam sobre prejuízos causados por problemas de estanqueidade e falam de prevenção Por Stephanie Fazio Chuvas rápidas, mas intensas, principalmente no verão, podem causar transtornos e prejuízos. Esses momentos acentuam a importância de contar com esquadrias que possuam um sistema de vedação eficiente, evitando respingos internos e infiltrações. Quando há entrada de água pelas portas e janelas, outros problemas podem surgir, como manchas, bolor e mofo na parede do imóvel, danificação de móveis, entre outros prejuízos. A falta de vedação compromete ainda a acústica, favorecendo a entrada de ruídos. “A não utilização dos componentes corretos, pode acarretar diversos problemas nos caixilhos e no ambiente, além de eventualmente ocasionar a sensação de assovio do vento, impactando diretamente o bem-estar do usuário”, conta João Vieira, diretor de negócios da Udinese Assa Abloy. Para Helio Donizeti Batista, gerente técnico da Perfil Alumínio, a maneira mais eficaz de solucionar problemas com a estanqueidade é usar produtos testados no Programa Setorial da Qualidade (PSQ), através do qual são analisadas todas as esquadrias de acordo com a norma ABNT NBR 10.821. “A Perfil Alumínio foi pioneira na adesão do programa com o maior número de produtos homologados e que continua realizando novos testes na Tesis, órgão homologado pelo governo”, relata. “Utilizar sempre esquadrias e componentes homologados que atendam as normas vigentes, lembrando sempre que os componentes são essenciais para garantir a total eficiência do sistema da esquadria”, orienta Vieira sobre a prevenção de problemas de vedação. Além disso, escolher um produto que seja certificado e testado, garante maior durabilidade e resistência, por isso, as chances de funcionarem perfeitamente por longos períodos são maiores, segundo informações da Sasazaki, fabricante de portas e janelas. Outra maneira de evitar infiltrações de água é a manutenção preventiva das portas e janelas, conforme Vieira. “O proprietário deve sempre seguir as recomendações de limpeza e manutenção dos caixilhos, evitando assim o acúmulo de impurezas nos elementos de vedação, que impedem a correta drenagem das esquadrias”, explica. No momento de adquirir uma esquadria, o consumidor precisa estar atento a diversos itens. De acordo com Batista, a esquadria deve ter a dimensão correta e precisa haver uma vedação eficiente nos encontros com o vão onde é fixada. “As guarnições devem ter dureza adequada nos batentes e nas fixações de vidros. Além disso, precisa existir vedação nos encontros das folhas de correr, principalmente”, aponta. ESQUADRIA FUNCIONANDO DE FATO Não basta o sistemista projetar um produto eficiente e testar de acordo com a norma, se o projeto arquitetônico não prever contramarcos adequados para receber a esquadria, segundo o gerente técnico. “A água pode infiltrar entre o contramarco e a parede, caso não tenha vedação adequada por parte da obra. A infiltração pode passar entre o contramarco e a esquadria e, se a vedação não for bem feita pelo instalador, pode passar pelos marcos das esquadrias, caso a vedação não venha de fábrica nos encontros a 90 graus”, descreve Batista. Ele complementa que a água pode também passar entre as folhas e os marcos, se as partes não estiverem esquadrejadas e com seus vedadores colocados nas posições indicadas pelo sistemista do produto. “Todos esses cuidados estão nos catálogos da Perfil Alumínio, que também treina seus vendedores e clientes sempre no lançamento de um novo produto, seja no Centro de Treinamento de Vila Velha (CTP) ou nos pontos de revendedores licenciados da marca”, comenta. Nesses casos, o pedreiro deve, antes, verificar se não existem falhas construtivas ou fendas entre a esquadria e a alvenaria. Outra recomendação é checar a qualidade dos materiais usados na vedação ou se eles estão ressecados. “Primeiro, o profissional remove o desgastado. Depois, aplica argamassa e silicone estrutural, para corrigir os pontos de infiltração”, explicou Marcelo Palermi, instrutor de práticas profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em entrevista ao portal Mapa da Obra. A vedação de portas e janelas garante a estanqueidade da solução como um todo. Segundo o gerente técnico da Perfil Alumínio, marca que também atua como sistemista, além de extrusora e pintora, devemos pensar em vedação por tipologia. Fita de vedação e guarnições de EPDM (ou silicone) são as mais adequadas aos batentes e folhas de correr. Já o silicone, que também tem uma função importante na vedação, é usado nos encontros de marcos, folhas, e entre a esquadria e a parede. “Todo o contorno da esquadria deve estar bem vedado. Mesmo assim, a manutenção periódica das vedações é essencial, porque o ressecamento de componentes e acessórios da caixilharia ocorre com a ação do tempo, ao longo dos anos”, disse Palermi em entrevista ao portal Mapa da Obra. COMO A ESTANQUIDADE DE UM SISTEMA É PENSADA? A Udinese Assa Abloy, a Perfil Alumínio e a Igê Esquadrias lançaram em parceria, recentemente, o Sistema Sophia Silence, solução que proporciona 41 dB de corte acústico, nível comprovado após a execução de testes no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), conforme as empresas. Vieira relata que por se tratar de um sistema pioneiro, não existiam componentes no mercado que atendessem a solução. “Desta forma, a parceria das três empresas foi fundamental para o desenvolvimento de componentes exclusivos para o sistema. Esses acessórios entregam a estanqueidade e a robustez que a esquadria precisa”, destaca. No Sistema Sophia Silence, tudo foi pensado para inibir a entrada de ar e água, através de trilhos e folhas com vedação de silicone perimetral de forma planificada, informa Batista. O estudo da estanqueidade aconteceu entre as três empresas por alguns meses, onde foram debatidas ideias sobre perfis, componentes e guarnições, para obter o produto que foi lançado no final de 2020. Para chegar aos 41 dB de resultado, foram precisos elementos como um bom projeto de alumínio, vedações em silicone de alta performance e componentes funcionando de forma a compor com os outros materiais com precisão milimétrica, conforme Batista. “É importante que os escritórios de arquitetura, construtoras e consultores especifiquem produtos testados no PSQ e que fabricantes de esquadrias sejam certificados junto ao mesmo programa”, afirma o gerente técnico. Vieira concorda com a visão e relata que observando a necessidade do mercado, constantemente a marca investe em seu Centro Tecnológico Udinese (CTU), realizando testes práticos de todos os componentes, levando-os ao limite, para assegurar a total qualidade dos produtos. Imagens: Udinese Assa Abloy “A Udinese está sempre atenta em desenvolver componentes que melhorem a performance da esquadria, como o veda porta para sistemas de giro, caixas dreno, que será lançado em breve”, comenta. Mais informações: https://www.udinese.com.br/pt-br/site/udinesecombr/ https://www.perfilaluminio.com.br/ https://www.mapadaobra.com.br/negocios/vedacao-de-janelas/
- COMO TRABALHAR COM O CLIENTE?
Profissionais de serralheria e arquitetura dão dicas para atrair e fidelizar consumidores Por Stephanie Fazio Vender um produto ou serviço pode ser uma tarefa desafiadora. Depende do perfil do cliente , que pode variar entre insatisfeito, indeciso, inseguro, “sabe tudo” e até sem limites, procurando pelo vendedor fora do horário de trabalho e exigindo um retorno imediato, de acordo com o portal Agendor. Quem está atrás do balcão precisa estabelecer com o cliente um relacionamento próximo e harmonioso, ou seja, um rapport — conceito do ramo da psicologia que inclui três componentes comportamentais: atenção mútua, positividade de ambos os lados e coordenação . “Acredito que um bom vendedor deve ser comunicativo, proativo, persistente, ter conhecimento sobre o produto, habilidade de criar um rapport , saber argumentar e buscar identificar a necessidade real do seu cliente”, comenta Laura Silva Soares Nunes, diretora comercial da Alumishow Esquadrias de Alumínio, destacando que, assim, o atendimento terá sempre um diferencial positivo. TRANSFORMANDO INSATISFAÇÃO EM FIDELIDADE Diante de um cliente insatisfeito, a diretora comercial relata que procura retornar de forma ágil e atenciosa, sem minimizar a situação do cliente. Ela afirma que quando tem dúvidas pede um tempo para tentar entender e trazer possíveis soluções para resolver o problema da pessoa com a empresa. “Vivemos em uma época em que os consumidores buscam respostas rápidas e eficientes”, diz, acrescentando que procura sempre se desculpar pelo acontecimento e acompanhar até o final a resolução da reclamação, mostrando ao cliente que ele estava certo no momento em que escolheu a sua empresa. Renan Pinotti, arquiteto da Fibra Arquitetura, concorda com a visão da diretora. “Seja por e-mail, telefone ou WhatsApp é importante um retorno rápido ao cliente. Claro, dentro do possível para que a informação tenha validade e esteja correta, mas com tantos meios de conexão, fica difícil passar dias sem dar um retorno”, observa o arquiteto. Para Laura, os vendedores devem trabalhar sempre com transparência, contratos, cronogramas e ter um canal de comunicação direta com o cliente. Em sua empresa, geralmente, são criados grupos das obras com os clientes e envolvidos na execução do serviço. “O mais importante é tentar estabelecer uma comunicação clara e honesta com as pessoas envolvidas para evitar problemas, seja presencialmente, por telefone ou redes sociais”, salienta Pinotti. Segundo o arquiteto, o primeiro passo para sanar um problema consiste em identificar o que está gerando a insatisfação. Em seguida, deve-se verificar se é possível ou não resolver a questão e, por fim, tentar gerar e apresentar a solução para o cliente. “Às vezes, é simplesmente alguma coisa que não foi comunicada de forma que ambas as partes entendessem ou, então, a solução de um imprevisto ocorrido em obra”, conta. COMO ATRAIR CONSUMIDORES? Laura revela que a marca investe em parcerias, utilizando como estratégia para a prospecção de novos clientes o bom relacionamento com arquitetos, engenheiros, construtores e influenciadores digitais. “Também realizamos eventos presenciais, trazendo grandes nomes do setor da construção civil e do ramo de esquadrias de alumínio, lives com entrevistas e bate-papos para tirar dúvidas dos clientes e parceiros; brindes e promoções também acontecem”, diz. Atualmente, as empresas bem-sucedidas procuram estar sempre próximas do cliente. Para estabelecer essa ligação, as redes sociais são um canal muito utilizado. “As pessoas conseguem entender um pouco melhor sobre o perfil das empresas que estão contratando e também conhecer o nosso dia a dia. Isso permite aproximar mais as pessoas por afinidades e interesses em comum”, constata Pinotti. Conforme a diretora da Alumishow, divulgar o cotidiano do negócio fortalece a marca, ajudando a expandir o alcance da empresa, atrair e fidelizar clientes. Nesse sentido, o uso do aplicativo WhatsApp se tornou um importante meio para a geração de negócios. DIFERENCIAIS QUE GANHAM O MERCADO Um grande diferencial para o serralheiro gerar negócios é ter conhecimento sobre o produto, normas técnicas e inovações do setor. “Agilidade, eficiência no retorno do orçamento e identificação da real necessidade do cliente são fatores que afetam a decisão de fechamento da obra”, destaca Laura. “Durante o atendimento, uma coisa que não deve ser feita com cliente é passar uma informação que não seja verdadeira referente a preço, prazo ou viabilidade técnica”, reitera Pinotti. “Na dúvida, é sempre melhor verificar a informação antes de passá-la para o consumidor”. O arquiteto comenta que os principais fatores que interessam ou desinteressam clientes estão relacionados à expectativa deles. Questões como viabilidade, prazo, preço e entendimento são as que mais importam para o consumidor. “Se você está em uma conversa com o cliente e percebe que não está falando a mesma linguagem dele ou não consegue atendê-lo da forma que ele espera, isso vai desinteressá-lo”, explica. Laura afirma que os profissionais da área de serralheria e vidraçaria devem sempre estar atualizados, buscando por informação e conhecimento em diferentes meios: eventos, feiras, livros, revistas e workshops específicos do segmento e da área da construção civil. Assim, quem estiver atualizado irá se manter sempre à frente da concorrência para surpreender e fidelizar clientes. ESTRATÉGIAS PARA O FUTURO A diretora conta que o planejamento estratégico da Alumishow para 2021 inclui diversas ações de marketing em redes sociais, rádio, painéis de LED e outdoors em regiões estratégicas para o público da empresa. Dentre as iniciativas para 2021 estão eventos com arquitetos e construtores para a apresentação de novos produtos, inauguração de uma casa modelo decorada com os mostruários de linhas vendidas na empresa, e credenciamento para trabalhar com linha de alto padrão. Pinotti destaca que uma das estratégias da Fibra Arquitetura para o próximo ano é consolidar a proximidade com os clientes e prospects ( potenciais clientes) e “comunicar de forma clara para alcançar pessoas que estejam alinhadas com os mesmos princípios e valores da empresa”. Ele acrescenta que a marca espera criar mais conteúdos voltados ao público residencial e de condomínios e, possivelmente, retomar os eventos presenciais em 2021.













