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- Cinco mitos sobre acústica em edificações e o que dizem os especialistas
O controle de ruídos tem se tornado uma preocupação crescente em residências localizadas em grandes centros urbanos, próximos a vias movimentadas, áreas de obras ou rotas aéreas. Nesse contexto, soluções acústicas aplicadas a esquadrias e janelas ganham espaço no mercado, mas ainda são cercadas por dúvidas e conceitos equivocados. A Atenua Som destaca cinco mitos comuns relacionados ao isolamento acústico residencial e apresenta esclarecimentos sobre cada um deles. 1- Custo ainda é uma das principais dúvidas Um dos principais equívocos, segundo a empresa, é a percepção de que soluções acústicas possuem custo elevado. A fabricante diz que o investimento deve ser analisado em conjunto com os benefícios relacionados ao conforto, à qualidade do sono e ao bem-estar dos moradores. 2- Isolamento vai além do trânsito Outro mito recorrente é a ideia de que janelas acústicas são eficazes apenas contra ruídos de trânsito. De acordo com a Atenua Som, os sistemas podem contribuir para a redução de diferentes fontes sonoras, como música alta, obras, aeronaves, conversas e o tráfego urbano em geral. 3- Instalação sem grandes intervenções A instalação também costuma gerar dúvidas. A empresa afirma que existem soluções que podem ser implementadas sem grandes intervenções estruturais. 4- Soluções para condomínios Entre moradores de edifícios, uma preocupação frequente envolve possíveis alterações na fachada. Segundo a fabricante, há alternativas desenvolvidas para preservar a aparência externa dos prédios, atendendo às exigências de condomínios e normas locais. 5- Aplicação em imóveis antigos A compatibilidade com construções mais antigas é outro ponto abordado pela empresa. A Atenua Som informa que as tecnologias disponíveis atualmente podem ser adaptadas a diferentes tipos de edificações. Para mais informações: atenuasom.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Puxador Thalos aposta em travamento integrado para esquadrias
A Udinese, do Grupo Assa Abloy, anunciou o lançamento do puxador Thalos, solução desenvolvida para unir design, funcionalidade e segurança em projetos de esquadrias. O produto combina as funções de puxador e sistema de travamento em uma única peça. Fabricado em alumínio, o Thalos foi projetado para oferecer resistência à corrosão e durabilidade em diferentes aplicações. O modelo possui 300mm de comprimento e é compatível com perfis da linha 32, atendendo a sistemas amplamente utilizados no mercado de esquadrias. Funcionalidade e segurança Entre os diferenciais apresentados pela empresa está o travamento multiponto integrado, recurso voltado ao reforço da segurança. O produto também conta com versão equipada com chave tetra, ampliando as opções de proteção conforme as necessidades do projeto. Segundo a Udinese, o desenvolvimento do Thalos busca atender à demanda por soluções que conciliem desempenho técnico e estética em empreendimentos residenciais e comerciais. O puxador pode ser aplicado nas linhas Aglo 3.2, Chroma, D'oro, Gold, Mega 32, Prime 3.2 e Venko. Para mais informações: udinese.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Sistema Everest Max conta com versatilidade em diferentes aplicações
A linha Everest Max, da Deceuninck, conta com o sistema de janelas de giro de 60mm de profundidade e utiliza câmaras de isolamento, além de duas gaxetas centrais perimetrais, que contribuem para a estanqueidade entre folha e marco, especialmente nas regiões de canto da esquadria. De acordo com a empresa, o sistema permite diferentes configurações de abertura, incluindo opções de giro vertical e horizontal, tanto para dentro quanto para fora. E também oferece compatibilidade com vidros de 4mm a 36mm, possibilitando a fabricação de diferentes modelos de esquadrias e soluções especiais, como portas camarão e sistemas oscilo-paralelos. Soluções para portas de giro Além das janelas, a linha Everest Max contempla soluções para portas de giro internas e externas. Entre os recursos disponíveis estão fechaduras com bloqueio de segurança, mecanismos de acionamento por chave ou maçaneta, sistemas de fechos multiponto e opções de marco perimetral ou de livre trânsito. Para mais informações: deceuninck.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Torque correto garante segurança e desempenho em sistemas de fixação
Definido como a força aplicada durante o aperto de um parafuso ou fixador, o torque é um dos fatores mais importantes para garantir a segurança, a estabilidade e o desempenho das uniões mecânicas em diferentes aplicações da construção civil e da indústria. A aplicação correta do torque influencia diretamente a eficiência das fixações, evitando problemas como folgas, vibrações, deformações e falhas estruturais. Quando o aperto é realizado acima do recomendado, há risco de danos às peças e aos próprios fixadores. Já o torque insuficiente pode comprometer a firmeza da união e reduzir a durabilidade do sistema. Controle no aperto aumenta a durabilidade das fixações Em esquadrias de alumínio, estruturas metálicas e sistemas industriais, o controle do torque é considerado essencial para assegurar a integridade das instalações e o bom funcionamento dos componentes ao longo do tempo. Especializada em fixadores em aço inoxidável, a Inox-Par destaca a importância da aplicação adequada do torque para garantir fixações seguras e confiáveis. Segundo a empresa, seus produtos são desenvolvidos para suportar a aplicação do torque ideal, contribuindo para maior resistência, estabilidade e desempenho nas mais diversas aplicações. Para mais informações: inoxpar.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Mercado em pauta: Principais resultados da evolução do mercado de esquadrias de alumínio
*Por José Carlos Garcia Noronha – Administrador de empresas, pós-graduado em Gestão Empresarial e Marketing, consultor há mais de 50 anos na área de alumínio para a construção civil, ex-executivo de grandes companhias do setor. Concluímos os levantamentos estatísticos da demanda de esquadrias de alumínio no mercado nacional em 2025, cujo resultado foi de crescimento em 5,9% sobre o ano de 2024. O destaque ficou com a região Nordeste, que cresceu 7,2%. A distribuição da demanda foi de 54,2% para a região Sudeste e o restante de 45,8% para as demais regiões. Os resultados foram bons, em virtude de que já são cinco anos de crescimentos consecutivos. O acumulado da demanda de esquadrias de alumínio está em 45,9% desde 2021 a 2025 (ver gráfico acima). Observamos pelo gráfico que as esquadrias de alumínio têm uma elasticidade de 1,7% sobre o PIB Construção Civil, e de 2,6% sobre o PIB Brasil. Residencial vertical Precisamos estar sempre acompanhando os movimentos do mercado imobiliário residencial vertical. Vamos examinar os dados disponíveis da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que nos mostram que os anos de 2024 e 2025 foram de crescimento, inclusive expressivo. Os lançamentos cresceram em 2024 sobre 2023 cerca de 26,1%, e em 2025 sobre 2024 cerca de 10,6%. As vendas cresceram em 2024 sobre 2023 cerca de 23%, e em 2025 sobre 2024 cerca de 5,4%. Demanda O período de maturação para aquisição das esquadrias de alumínio gira em torno de 14 a 20 meses do lançamento, então teremos boas demandas em 2026, que irão até o terceiro trimestre de 2027. A partir do quarto trimestre de 2027, vamos depender do andamento dos lançamentos e vendas do primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2026 para podermos projetar o quarto trimestre de 2027 e o ano de 2028. Outro fator muito importante é o acompanhamento da commodity alumínio, cotada na Bolsa de Londres, LME metal alumínio. Continua numa curva ascendente e, vale lembrar, que no dia 14 de maio de 2026 atingiu US$3.768,00/tonelada. Oscilações do mercado Estamos em um momento de atenção. É preciso analisar diariamente a cotação e as notícias para entender o que está ocorrendo no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz, e como o conflito reflete diretamente nas oscilações de preços, impactando no custo dos produtos ligados ao alumínio. Apesar das adversidades, o mercado imobiliário continua numa curva de crescimento, inclusive já conquistada em 2024 e 2025. Eu acredito que em 2026, a indústria de esquadriais de alumínio continuará crescendo, com índice um pouco menor que 2025, mas crescendo e, numa previsão otimista, deverá chegar entre 3,5% e 4,2% positivos sobre 2025. Indicadores Vale observar em um dos gráficos em destaque as variações dos indicadores IGP-M, INCC-M e IPCA sendo comparados de janeiro a abril de 2026 versus janeiro a abril de 2025. Examinamos o período de janeiro a abril de 2026 e o IGP-M acumulou 2,93%, o INCC-M acumulou 2,39%, o IPCA acumulou 2,60%, o LME acumulou 25,23%, o Dólar acumulou -7,69% e a conversão em reais (LME x Dólar) acumulou 15,60%. Comparando com o período de janeiro a abril de 2025, o IGP-M acumulou 1,23%, o INCC-M acumulou 2,21%, o IPCA acumulou 2,48%, o LME acumulou -6,20%, o Dólar acumulou -5,15% e a conversão em reais (LME x Dólar) acumulou -11,02%. Concluímos que o IGP-M, INCC-M e o IPCA no período de janeiro a abril de 2026 cresceu numa linha muito próxima à do ano de 2025. Já o LME no mesmo período cresceu numa curva ascendente muito forte em 2026. O dólar, ao contrário, teve uma queda e a conversão em reais cresceu numa curva não tão forte, sendo aliviada pela queda do dólar. No gráfico comparativo podemos ter uma confirmação visualmente bem melhor. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- Equipamento amplia opções de usinagem CNC compacta para perfis de alumínio, PVC e aço
A busca por processos industriais mais eficientes e automatizados tem impulsionado o desenvolvimento de equipamentos cada vez mais versáteis e compactos. Nesse contexto, a SBZ 118, da Elumatec, surge como uma alternativa voltada à usinagem CNC de perfis de alumínio, PVC e aço de paredes finas, reunindo recursos de automação, produtividade e otimização de espaço. De acordo com a Elumatec, a SBZ 118 pode ser configurada para realizar usinagens em até cinco lados do perfil. Com capacidade de processamento de perfis de até 3 metros de comprimento, o equipamento é considerado um dos modelos mais compactos da linha de máquinas CNC da fabricante. Automação e eficiência A SBZ 118 incorpora tecnologias voltadas à automação industrial, incluindo detecção automática de fixadores, posicionamento automatizado de grampos e prevenção de colisões durante a usinagem. Outro destaque está no motor de fresagem Power Torque, que possui controle fechado de rotações, proporcionando partidas e paradas rápidas do fuso. Software A conectividade também faz parte da proposta do equipamento. A SBZ 118 é compatível com a plataforma eluCloud, permitindo integração com ambientes digitais de produção e monitoramento. Além disso, oferece recursos de manutenção remota via internet e programação por meio do software eluCam, que possibilita a inserção de programas diretamente no terminal operacional, inclusive durante o processamento das peças. Para mais informações: elumatec.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Linha de esquadrias de alumínio destaca design mais leve
Foto/Reprodução: Hydro Desenvolvida pela Hydro, a linha Gold Slim foi criada para atender às demandas do mercado de esquadrias. De acordo com a empresa, o sistema se destaca pelo design mais leve e pelas características técnicas voltadas ao conforto e à segurança das edificações. Segundo a Hydro, a Gold Slim oferece desempenho acústico e estanqueidade, características relacionadas à redução da passagem de ruídos e à proteção contra infiltrações de água e ar. A proposta da linha acompanha tendências que priorizam perfis mais discretos e soluções voltadas à integração entre desempenho estrutural e acabamento visual. O sistema pode ser aplicado em diferentes tipologias de esquadrias, incluindo janelas de correr, janelas integradas com persiana, portas de correr e portas integradas com persiana. Aplicações para diferentes padrões de projetos A Gold Slim está presente no portfólio de sistemas residenciais e comerciais da Hydro. O catálogo da linha apresenta opções para portas e janelas de correr em múltiplos planos, portas de giro e sistemas integrados com persianas. Normas técnicas Além da variedade de aplicações, o sistema foi desenvolvido de acordo com parâmetros técnicos da norma ABNT NBR 10821/2017, que estabelece requisitos mínimos de desempenho para esquadrias externas em edificações residenciais e comerciais no Brasil. Para mais informações: hydro.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Muchtek destaca linha Ecolife para esquadrias de PVC
Especializada no desenvolvimento de sistemas de perfis de PVC para esquadrias de médio e alto padrão, a Muchtek é uma das empresas confirmadas na FESQUA 2026. A companhia atua em diversos países como Argentina, Chile, Brasil e México. Linha Ecolife Entre os produtos destacados pela empresa está a Linha Ecolife, desenvolvida dentro do sistema de duplo contato. De acordo com a empresa, a solução foi projetada para oferecer eficiência de montagem, além de desempenho em isolamento térmico e acústico, estanqueidade ao ar e à água por meio de junta coextrudada. O sistema permite abertura interna ou externa e possibilita a fabricação de janelas do tipo patagônica, atendendo diferentes necessidades arquitetônicas. Diferentes configurações para aplicações variadas A linha oferece diferentes configurações de esquadrias. A Eco Fix é destinada a panos fixos, enquanto a Eco Hung atende aplicações do tipo guilhotina. Já a Eco Slide foi desenvolvida para sistemas deslizantes com folhas fixas e móveis, ampliando as possibilidades de utilização em projetos residenciais e comerciais. Outro destaque é a Mini Slide, solução de correr leve que busca simplificar os processos de fabricação e instalação. Para mais informações: muchtek.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Fachadas valorizam o imóveis e a paisagem onde estão inseridas
Na visão da arquiteta Isabella Nalon, tanto a fachada frontal, como a posterior, denotam a coerência e a identidade do projeto de arquitetura Para a arquiteta Isabella Nalon, as fachadas funcionam em torno de formatos, cores, paisagismo e iluminação | Fotos: Julia Herman A fachada não se trata apenas de um plano voltado para a rua. Na arquitetura contemporânea, ela integra um sistema mais amplo que envolve percurso, permanência e relação com o entorno. Além da alcunha de cartão de visitas, a frente da casa denota escolhas projetuais que dizem respeito às formas, características do terreno e as predileções dos moradores. Nos projetos da arquiteta Isabella Nalon, essa abordagem é evidente. A leitura da casa se constrói em camadas, onde as fachadas da frente, laterais e fundos recebem o mesmo grau de atenção. A composição privilegia proporção, materialidade e continuidade, evitando soluções isoladas “A fachada precisa comunicar e acolher. Ela não é só imagem, é experiência e o primeiro impacto que qualquer pessoa recebe sobre a edificação”, considera a profissional. Tipos de fachada Antes de falar sobre estilos arquitetônicos, Isabella propõe o entendimento das subdivisões do elemento. Em casas localizadas em áreas urbanas, a primeira delas é a fachada com portão – essencial para prover segurança e delimitar o perímetro do terreno onde está localizada. “O modelo escolhido deve ser condizente com a arquitetura e proporcional com as medidas, permitir a ventilação para o interior da residência e considerar uma estrutura calculada para suportar o peso do item e sua movimentação”, orienta. Segundo a arquiteta Isabella Nalon, ferro, aço, alumínio e madeira são os materiais mais usados na produção dos portões. Quanto ao desenho, ela diz que depende de cada projeto, podendo variar desde composições mais clássicas até os modelos rústicos contemporâneos, marcado por linhas retas e minimalistas | Projetos: Isabella Nalon Arquitetura | Fotos: Luis Gomes e Julia Herman Seja a fachada principal, no caso de condomínios, ou aquela que marca a frente da edificação, a fachada frontal pode ser compreendida como um elo entre o espaço público e o privado. Recursos como os recuos laterais criam zonas intermediárias que ajudam a controlar a incidência solar direta, além de estabelecer hierarquia e profundidade na composição. Isabella destaca a importância de escolher materiais adequados para uma fachada eficiente e afirma que essas definições exercem um impacto direto no comportamento térmico da fachada. Materiais com maior inércia térmica, como concreto e alvenaria, absorvem e liberam calor de forma mais lenta, enquanto soluções mais leves respondem mais rapidamente às variações de temperatura. Situada dentro de um condomínio, a arquiteta Isabella Nalon optou pelo branco para colorir a volumetria e as linhas retas da fachada principal da residência localizada na cidade de Itu, interior de São Paulo (SP) | Fotos: Julia Herman Além disso, reforça que revestimentos claros na forma de concreto aparente, pedras naturais, lastras e porcelanatos ajudam a reduzir o ganho térmico. “Os brises e painéis vazados funcionam como filtros solares que controlam a incidência de luz e contribuem para uma temperatura agradável na parte interna da casa”, orienta. Mas o conceito de fachada não para por aí: ela explica que a fachada lateral também exerce grande importância nos projetos. Junto com a valorização da arquitetura e a privacidade, o cuidado com essa face coopera para a comodidade visual e de temperatura tanto por conta do material que a reveste, como pela inclusão de esquadrias. Seguindo as normas municipais, que indicam o espaçamento mínimo para, pelo menos um recuo lateral, essa fachada interage para com o caminho rumo ao fundo da edificação. Na reforma desta residência que mescla linhas retas com um toque clássico devido aos detalhes que emolduram as esquadrias e o guarda-corpo de ferro, a arquiteta Isabella Nalon incluiu um paisagismo para conectar os moradores com a natureza e ajudar no sombreamento lateral da fachada | Fotos: Julia Herman Por último, e não menos importante, as fachadas posteriores são fundamentais, uma vez que as aberturas preenchidas pelas esquadrias –janelas ou grandes portas de vidro que dão acesso ao lado de fora da casa –, favorecem a ventilação cruzada e iluminação natural. Esse tipo de solução reduz a dependência de climatização artificial e melhora o desempenho energético da edificação. A fachada posterior dessa residência se integra com a área de lazer | Projeto: Isabella Nalon Arquitetura | Foto: Julia Herman Melhores cores para fachadas O tom off white cobriu toda fachada essa residência | Projeto: Isabella Nalon Arquitetura | Foto: Julia Herman De acordo com Isabella, decidir da cor da fachada vai muito além da estética: interfere diretamente no bem-estar térmico. Em regiões com alta incidência solar, como grande parte do Brasil, essa decisão se torna ainda mais relevante. “A cor não pode ser pensada de forma isolada, uma vez que ela faz parte de um conjunto de decisões que envolvem materiais, orientação solar, presença de beirais e o uso do paisagismo como estratégia de sombreamento”, argumenta. Cores escuras como preto, cinza escuro, azul marinho e tons fechados de marrom possuem baixa refletância. Isso significa que absorvem maior quantidade de radiação solar, aquecem as superfícies e podem elevar a temperatura interna dos ambientes. “Esse efeito não inviabiliza seu uso, mas exige uma aplicação estratégica”, pontua a profissional. Por outro lado, tonalidades claras refletem a maior parte da radiação solar e contribuem para cômodos mais frescos. Branco e off-white apresentam alta eficiência térmica, enquanto bege, tons de areia e cinza claro equilibram desempenho e estética. Cores como azul claro e verde claro também aparecem como alternativas, trazendo leveza visual e menor absorção de calor. Na espécie de edícula onde instalou a academia dos moradores, a arquiteta Isabella Nalon investiu no revestimento de porcelanato que remete às ripas de concreto para revestir o piso e as paredes externas | Foto: Julia Herman Fonte: dc33 Comunicação | Henrique Araújo
- Sistema de portas dobráveis amplia integração entre ambientes com abertura de até 6 metros
Projetos arquitetônicos que priorizam integração entre ambientes e aproveitamento de espaço têm impulsionado a procura por sistemas de portas dobráveis no mercado da construção civil. Nesse contexto, a Roto Fermax disponibiliza ao mercado o sistema Roto Patio Fold. De acordo com a empresa, o sistema foi desenvolvido para aplicações em residências, hotéis, lojas e espaços gastronômicos, e utiliza ferragens premium para portas dobráveis, permitindo a abertura total dos vãos e criando áreas de passagem mais amplas e integradas. Abertura total e aproveitamento de espaço Uma das principais características apontadas pela Roto Fermax, é a possibilidade de atingir até seis metros de largura total da moldura, permitindo a conexão entre ambientes internos e externos sem comprometer a circulação. O sistema Roto Patio Fold pode ser utilizado em esquadrias de alumínio, madeira ou PVC. Movimento silencioso e foco no conforto O sistema conta com carros de rolamento otimizados e rodas de PVC no lugar de aço inoxidável, solução que contribui para um deslizamento mais silencioso e confortável durante a abertura e o fechamento das folhas, segundo a fabricante. Outro diferencial está na chamada “solera”, estrutura voltada ao conforto de passagem e à eficiência energética do ambiente. Entre os acessórios disponíveis estão maçanetas planas, dobradiças ajustáveis com fixação oculta e opções de abertura para dentro ou para fora. Para mais informações: rotofermax.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Gerdau é homenageada em premiação global da indústria do aço
Família fundadora da maior empresa brasileira produtora de aço recebe o Steel Vision Award, que celebra a trajetória visionária de empresas do setor Foto/Reprodução: Divulgação A família Gerdau Johannpeter, controladora da Gerdau, empresa brasileira produtora de aço, foi homenageada no evento Global Steel Dynamics Forum, organizado pela World Steel Dynamic, ocorrido hoje (17) em Nova York, nos Estados Unidos. A companhia recebeu o Willy Korf / Ken Iverson Steel Vision Award, reconhecimento concedido a lideranças que não apenas transformaram o mercado com inovação e eficiência, mas que também possuem um legado de integridade e visão de futuro no setor do aço global. A homenagem reconhece a história centenária da Gerdau, bem como reforça o protagonismo da companhia no processo de internacionalização da indústria brasileira e sua presença consolidada no mercado mundial do aço. André Bier Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, e Guilherme Chagas Gerdau Johannpeter, vice-presidente do Conselho de Administração da Gerdau, receberam a premiação em nome da empresa, em um reconhecimento que valoriza a trajetória da companhia e de todos os seus colaboradores. “Receber este prêmio é uma honra imensa e um enorme reconhecimento à história de mais de 125 anos da Gerdau. Compartilho esse prêmio com cada um de nossos colaboradores, clientes, parceiros e acionistas, cujo compromisso diário com a integridade e a excelência nos permite moldar o futuro do aço”, afirma Johannpeter. Fundada em 1901 como uma fábrica de pregos em Porto Alegre (RS), a Gerdau se tornou a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. Nos anos 1940, a companhia iniciou sua operação de produção de aço com a aquisição da Riograndense, em Sapucaia do Sul (RS). Já nas décadas de 1970 e 1980, seu caminho ultrapassou as fronteiras gaúchas, entrando em Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. A internacionalização ocorreu nas décadas seguintes, com aquisições e expansões no Uruguai, Canadá, Argentina, Estados Unidos, Peru e México. O Willy Korf / Ken Iverson Steel Vision Award foi criado em 1991. Em 2001, Jorge Gerdau Johannpeter, na época CEO da Gerdau e membro da família controladora, também recebeu o prêmio, sendo reconhecido pela expansão internacional da companhia e pela modernização da produção por meio do modelo de mini-mills. Fonte: Gerdau é homenageada em premiação global da indústria do aço por sua história centenária | Gerdau Brasil
- Como resíduos da indústria química estão sendo reaproveitados de forma sustentável
*Por Laia Rodriguez, Supervisora de EHS da Viapol A indústria química, tradicionalmente associada a processos intensivos em consumo de recursos e geração de resíduos, tem passado por uma transformação relevante nos últimos anos. Pressionadas por regulações mais rigorosas, demandas ambientais e metas de sustentabilidade, as empresas do setor têm investido em soluções para reaproveitar resíduos e reinseri-los na cadeia produtiva, reduzindo impactos e criando oportunidades de negócio. Esse movimento está diretamente ligado aos princípios da economia circular, que propõe a substituição do modelo linear, extrair, produzir e descartar, por um sistema regenerativo, no qual resíduos se tornam insumos para novos processos. Na prática, isso significa transformar subprodutos em matérias-primas, energia ou novos materiais. Um dos caminhos mais adotados é a valorização energética de resíduos. Compostos que antes seriam descartados passam a ser utilizados como fonte de energia em processos industriais, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. Segundo a Agência Internacional de Energia, a recuperação energética pode contribuir significativamente para a redução de emissões de carbono em setores industriais intensivos. Outra frente importante é a reciclagem química, tecnologia que permite decompor resíduos, especialmente plásticos, em seus componentes básicos para a produção de novos materiais com qualidade equivalente à matéria-prima original. Diferentemente da reciclagem mecânica, esse processo amplia o potencial de reaproveitamento, inclusive de resíduos mais complexos ou contaminados. Além disso, a inovação em processos industriais tem possibilitado o reaproveitamento interno de subprodutos. Em muitos casos, resíduos gerados em uma etapa da produção são reintegrados em outra, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência. Essa prática, conhecida como simbiose industrial, também pode ocorrer entre diferentes empresas, criando ecossistemas em que o resíduo de uma se torna recurso para outra. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a adoção de práticas sustentáveis na indústria tem avançado no Brasil, impulsionada tanto por exigências regulatórias quanto por ganhos de competitividade. Portanto, as empresas que investem em gestão eficiente de resíduos tendem a reduzir custos operacionais e melhorar sua imagem perante consumidores e investidores. Outro destaque é o desenvolvimento de novos materiais a partir de resíduos químicos. Pesquisas recentes têm explorado a conversão de subprodutos industriais em insumos para construção civil, agricultura e até mesmo para a produção de biocombustíveis. Essa diversificação amplia o valor econômico dos resíduos e reduz a necessidade de extração de recursos naturais. Apesar dos avanços, os desafios ainda persistem. O alto custo de implementação de tecnologias, a necessidade de infraestrutura adequada e a complexidade regulatória podem limitar a adoção em larga escala. Além disso, a viabilidade econômica depende, muitas vezes, da escala e da integração entre diferentes atores da cadeia produtiva. Ainda assim, a tendência é clara. A transição para modelos mais sustentáveis na indústria química não é apenas uma resposta às pressões ambientais, mas também uma estratégia de inovação e geração de valor. Ao transformar resíduos em recursos, o setor avança rumo a uma operação mais eficiente, resiliente e alinhada às demandas de um mercado cada vez mais consciente. Nesse novo cenário, o que antes era visto como passivo ambiental passa a ser reconhecido como ativo estratégico, um recurso capaz de impulsionar a sustentabilidade e redesenhar o futuro da indústria.















