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  • CARACTERÍSTICAS E ELEMENTOS CULTURAIS DA ARQUITETURA JAPONESA

    Por Stephanie Fazio Os arquitetos Audrey Dias e Cesar Shundi Iwamizu analisam as características das obras do país Olhos voltados para Tóquio, além das Olimpíadas e, a partir do próximo dia 24 de agosto, dos Jogos Paralímpicos, a arquitetura local também desperta a sensação de êxito. As construções tradicionais japonesas, como casas com tetos em forma de “chapéu” e diferentes templos, possuem influência da cultura chinesa. Já os prédios japoneses modernos utilizam conceitos ocidentais adaptados para atender a paisagem e as necessidades do país, conforme o portal Japan Endless Discovery. A arquitetura do país tem como essência os elementos da natureza, com o emprego de materiais como pedras e madeira, segundo Audrey Dias, arquiteta e sócia-diretora da Aluparts, empresa especializada em consultoria de esquadrias e vidros. Ela acrescenta que é característica das obras do local trabalhar a iluminação e as texturas como forma de oferecer conforto visual e aconchego. “Os vidros estão sempre presentes, pois valorizam a exaltação e a contemplação do meio externo”. “No Japão, geralmente não se pinta a madeira, que é deixada ao natural para que a textura do material possa ser apreciada. Os interiores das casas eram construídos com portas de correr de papel, que podiam ser removidas e reorganizadas para criar ambientes diferentes”, ainda de acordo com o site Japan Endless Discovery. Distante das obras paradigmáticas dos eventos mundiais midiáticos das últimas décadas, a tônica das Olimpíadas de Tóquio foi a reutilização de edifícios, a contenção e o uso consciente dos recursos, de acordo com Cesar Shundi Iwamizu, arquiteto e professor de Projeto Arquitetônico na FAU Mackenzie. Ao todo, foram 43 locais planejados para sediar os jogos: oito deles novos e permanentes, 10 instalações temporárias e 25 já existentes que foram reformadas, segundo o site Casa Cor. “Estão adequados ao momento de crise em que vivemos, mas talvez também relacionados a aspectos da arquitetura tradicional japonesa, como simplicidade, relação com o meio ambiente e flexibilidade dos espaços”, diz o professor. OBRAS ICÔNICAS QUE MARCARAM AS OLIMPÍADAS O Estádio Nacional do Japão, projetado por Kengo Kuma e inaugurado em 2019, foi um dos poucos edifícios produzidos especificamente para o acontecimento dos jogos olímpicos. Escolhido após o abandono do projeto de Zaha Hadid, selecionado em Concurso Internacional de Projeto e alvo de grandes críticas, devido ao alto custo para sua construção e sua escala arrojada, segundo Cesar. Audrey relembra que a obra foi palco principal das Olimpíadas, construído no lugar onde ficava o antigo estádio olímpico, abrigou as cerimônias de abertura e de encerramento, os jogos de futebol e as provas de atletismo. O projeto de Kuma se caracteriza pelo emprego de estruturas mistas, mesclando elementos de concreto armado e cobertura de estrutura metálica e madeira, segundo o professor. O profissional é conhecido por assinar projetos com formas orgânicas e traços inspirados na natureza, que enfatizam a preocupação com os cuidados ambientais, de acordo com Audrey. “Ele ficou internacionalmente famoso por reinterpretar as tradições construtivas japonesas, misturando de forma contemporânea a obra e a paisagem”, aponta. “Do ponto de vista formal, a estrutura se caracteriza pela sequência de beirais que marcam os andares, ao mesmo tempo que protegem as circulações e viabilizam a ventilações cruzadas em seu interior”, detalha o arquiteto. Conforme Audrey, o Estádio Nacional do Japão foi concebido com uma geometria oval, inteiramente envolvida por terraços e um grandioso teto de vidro para melhor aproveitamento da luz do sol, que protagoniza uma especial interação com o espaço. “Já a fachada é composta de beirais sobrepostos de múltiplas camadas de madeira de origem local, que impressionam pela beleza e preciosidade”, descreve. A arquibancada do espaço conta com assentos protegidos sob uma treliça de madeira com estrutura de aço, expondo todo o domínio e tecnologia em engenharia, inteira ela. Além da preocupação em resgatar as heranças culturais japonesas, nesta construção houve também o cuidado em não extrapolar o orçamento previsto para o evento, informa a arquiteta. OUSADIA NO USO DO VIDRO Idealizado pelo arquiteto Rafael Viñoly, o edifício do Fórum Internacional de Tóquio possui hall de recepção com 60 m de altura, composto por uma grandiosa estrutura de aço e vidros laminados de segurança. Para Audrey, o monumento é um exemplo de ousadia e engenharia. Inaugurado em 1997, conta com técnicas de fachada que, até então, não eram conhecidas ou trabalhadas no Brasil. Ela comenta que a obra impressiona pela arquitetura futurista que remete à figura de um barco alongado, “formado por dois grandes arcos envidraçados pendurados e unidos por uma claraboia de vidros, entrelaçada por longos cabos tensionados e vigas arqueadas”, descreve. O grande recinto de entrada cria uma barreira ao longo da linha férrea, ao mesmo tempo que se abre a uma passagem pública capaz de conectar as ruas do bairro, razão que justifica o emprego de estrutura metálica expressiva e grandes áreas envidraçadas, afirma o professor. Escolhido em um dos mais emblemáticos Concursos Internacionais de Projeto dos anos 1990, a obra se caracteriza por sua relação com o entorno, sobretudo, com a linha férrea, que delimita o sítio, e com a geometria irregular do lote, que acomoda de modo sequencial as salas de espetáculos e conferências, de acordo com Cesar . A grande fachada envidraçada permitiu a entrada de luz natural na área do saguão abaixo do solo, relata a arquiteta. “Espaços públicos com assentos, repletos de árvores e ventilação natural refletem um ambiente muito bem projetado para momentos agradáveis”, analisa. REFLEXÕES “Os arquitetos japoneses lidam com projetos verdadeiramente humanos, onde há o perfeito equilíbrio entre as raízes culturais e o moderno”, reflete Audrey. Em sua visão, a arquitetura japonesa aproxima, acolhe e cria vínculos entre o criador e a criatura, com um olhar especial para a formação de conexão entre as pessoas, os espaços e o entorno, explica. A cultura do país se baseia na filosofia Wabi Sabi , que promove a beleza das coisas imperfeitas, incompletas e impermanentes, ou seja, dos elementos modestos, segundo a arquiteta. Após episódios de desastres naturais que marcam a história do país, ela conclui que “viver no Japão é saber que a qualquer momento pode ocorrer um novo tsunami, um terremoto ou até mesmo a erupção de um dos 60 vulcões ativos no país, mas é também acreditar que o melhor para a segurança e o bem-estar de todos está realmente sendo feito”.

  • 5 TENDÊNCIAS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL EM 2024

    As expectativas para o setor da construção civil são otimistas para 2024. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o mercado estará aquecido, impulsionado por obras das prefeituras, com a aproximação das eleições municipais no próximo ano. Segundo a instituição, o crescimento do setor deve ficar em 1,3%. A Prevision, plataforma de Lean Construction, analisa que com a Selic em queda, um maior crescimento é esperado para o próximo ano. Este cenário reforça a importância de acompanhar e se adaptar às novas tendências. Confira as 5 principais inovações que estarão presentes em 2024. 1.Transformação digital As planilhas e métodos tradicionais estão saindo de cena e passando por uma transformação digital. Pequenas empresas que costumavam operar de maneira convencional sentiram a necessidade de integrar os dados, organizando o trabalho de forma mais profissional. A digitalização não apenas simplifica a gestão de projetos, mas também fortalece a comunicação entre as equipes. Além disso, a transparência de dados proporcionada por essas tecnologias não apenas mantém padrões de qualidade, mas também estabelece confiança e satisfação entre os clientes. Essa evolução digital, portanto, não apenas otimiza processos internos, mas também eleva o setor a um novo patamar de profissionalismo e eficiência. 2.Inteligência artificial e automatização Novas tecnologias para a otimização de tarefas, redução de custos e aumento da eficiência nos processos construtivos também serão tendências. A ascensão de robôs e sistemas de automação que desempenham funções repetitivas, lentas ou perigosas, proporcionando uma abordagem mais eficaz e segura no ambiente da obra.  A Inteligência Artificial (IA)  e o Machine Learning surgem como protagonistas para a tomada de decisões assertivas e conectadas com a realidade das obras. A capacidade da IA em analisar grandes conjuntos de dados e aprender com padrões contribui significativamente para a otimização de processos e para a antecipação de possíveis desafios durante o desenvolvimento de um projeto. O Chat GPT, Bard, Novo Bing, entre outros, são exemplos de IA que viralizaram em 2023. 3.BIM A ascensão da tecnologia Building Information Modeling (BIM) na construção civil brasileira não é apenas uma resposta à tendência global, mas também uma evolução impulsionada por mudanças legislativas. A promulgação da Lei das Licitações no Brasil tornou o uso do BIM  obrigatório em licitações do setor público, sendo um marco na adoção dessa tecnologia. A principal vantagem do BIM é a sua capacidade de gerar automaticamente quantidades precisas de materiais e componentes de projetos. Essa automação não apenas aumenta a precisão, mas também melhora a eficiência, reduzindo retrabalhos e proporcionando economia de tempo e recursos. Além disso, também promove práticas sustentáveis na construção civil. 4.Sustentabilidade A urgência das questões climáticas tornou-se uma demanda constante. Além de atrair investidores e consumidores cada vez mais conscientes, a integração de práticas sustentáveis na construção civil demonstra um comprometimento com a responsabilidade social e ambiental. 5.Experiência do cliente Este tópico é a chave para o sucesso e a reputação das empresas. Através do compartilhamento de informações, as empresas, além de atraírem o cliente, também o fideliza. Automatizando processos, as equipes possuem mais tempo para oferecer um atendimento mais humanizado aos clientes, mais do que solucionar os problemas, eles desejam personalização e transparência. Isso agrega valor ao serviço, gerando uma reputação sólida da empresa no mercado. Fonte: Prevision

  • O ISOLAMENTO TERMOACÚSTICO EM UMA OBRA

    Profissionais explicam os benefícios de soluções acústicas na construção civil *Por Emanuelle Ormiga, sob supervisão da profissional habilitada Stephanie Fazio Na construção civil, as soluções acústicas servem basicamente para reduzir a passagem de ruído de um ambiente para outro, bem como a manutenção da temperatura interna, proporcionando maior conforto acústico para os usuários do espaço em questão. “Ou seja, é a redução do impacto indesejado de um ambiente em outro”, explica J’Ane Senra, gerente de canais para a América Latina em soluções de construção de desempenho na DuPont, empresa química multinacional americana. De uma maneira geral, a poluição sonora dos grandes centros pode causar diversos danos à saúde, desde simples falta de concentração e dores de cabeça, até casos mais graves. Desde 2013, a ABNT NBR 15.575 - Edificações Habitacionais apresenta o requisito de desempenho acústico a ser cumprido pelas construções, comenta Anderson Oliveira, gerente técnico sênior do Grupo Soprema, especialista em membranas de impermeabilização à base de betume, asfaltos modificados e primers de aplicação. “Na referida norma, há ensaios para medidas de isolamento nas paredes entre as unidades habitacionais, entre pisos, mas também trata do isolamento das paredes externas”, acrescenta. “Um dos pontos importantes é que, quando falamos em paredes externas, podem ser paredes fechadas ou com aberturas (janelas e esquadrias), neste caso, para a norma não se trata do resultado de um ou outro produto, mas do sistema como um todo, ou seja, o isolamento do conjunto (parede, esquadria, etc) deve atender aos valores mínimos especificados na norma. Por isso, é importante para as construtoras o desenvolvimento de estudos e projetos buscando tornar o ambiente interno menos impactado pelo ruído externo”, afirma o gerente técnico. COMO É FEITO O ISOLAMENTO TERMOACÚSTICO EM UMA OBRA? Para J’Ane, cada projeto terá uma necessidade específica e, consequentemente, uma solução adequada. Por isso, é importante entender quais soluções possuem a especificação técnica necessária para performar de acordo com o desempenho termoacústico desejado para a edificação, além dos cuidados necessários para a manutenção da performance dessas soluções a longo prazo. “Por isso, quando se projeta a solução termoacústica, deve considerar o sistema como um todo e não somente o isolamento em si. É necessário projetar soluções para fachadas, esquadrias, bem como soluções entre pisos e para as coberturas/telhados”, comenta a gerente de canais. POR QUE PROJETOS COM PROTEÇÃO TERMOACÚSTICA SÃO ENERGÉTICAMENTE MAIS ECONÔMICOS? Oliveira explica que o Brasil é um país tropical, no qual a média das temperaturas é considerada alta para os níveis mundiais. Apesar disto, ele afirma que o uso de isolamento, ou mesmo o número de projetos específicos de isolamento térmico, é bem abaixo de outros países. Em contrapartida, devido ao clima quente, empresas e residências têm utilizado cada vez mais o recurso do uso de condicionadores de ar, gerando alto consumo de energia elétrica. “Um projeto adequado de isolamento permitirá a utilização de técnicas construtivas que impedem a entrada de calor, evitando ou reduzindo o uso do ar-condicionado. O sistema correto de isolamento contribui na eficiência energética de longo prazo, tornando o consumo de energia econômico ao longo da vida útil da construção”, pontua o gerente. J’Ane afirma que esses projetos possibilitam um melhor gerenciamento da temperatura, infiltração de ar e umidade. “Esses fatores contribuem com a manutenção da temperatura interna para geração de um ambiente mais confortável, reduzindo a utilização do sistema de climatização e, consequentemente, o consumo de energia, ou seja, minimiza os impactos ao meio ambiente e gerações futuras”, completa. Por fim, a gerente afirma que um ambiente mais confortável térmico e acústico, impacta desde a saúde física e psicológica das pessoas, até sua performance e produtividade. E, finalmente, gera maior valor a edificação. Anderson Oliveira e J’Ane Senra. Reprodução: 2PRÓ Comunicação

  • EM QUE MOMENTO A ESQUADRIA ENTRA NA OBRA?

    Arquitetos e engenheiro pontuam sobre as etapas de uma obra, o momento certo para colocar as esquadrias e os problemas de uma instalação incorreta *Por Emanuelle Ormiga Na construção civil, as esquadrias são os elementos que possibilitam o fechamento de vãos diversos, são estruturas que dão vida a aplicações essenciais para uma edificação, como portas, janelas, persianas, divisórias, entre outros. Considerando a sua finalidade, a esquadria é um dos principais elementos na construção civil e agrega benefícios relacionados à estética, funcionalidade, bloqueio de intrusos e intempéries, bem estar, conforto e segurança dos usuários. A esquadria é essencial tanto para a função estrutural quanto para a estética de um edifício. “Ela inclui elementos que não apenas delimitam e protegem os espaços internos, mas também contribuem significativamente para a aparência externa do edifício. A escolha dos materiais e o design das esquadrias podem influenciar a identidade arquitetônica do projeto e a primeira impressão que um edifício transmite”, afirma Fábio Morais, engenheiro e vice-presidente de Design & Construction da Brookfield Properties. Ronaldo Nunes, arquiteto e coordenador de projetos e obras da Construcap, acrescenta que as esquadrias são essenciais por trazer, além da funcionalidade e estética, segurança ao ambiente através de sua resistência. Rodrigo Andreoli, arquiteto do escritório que leva seu nome, pontua o conforto térmico que traz para o projeto, com sistemas de uPVC em vários tipos de acabamentos, como laminados, cores sólidas e amadeiradas. Falando sobre as etapas da construção, a de um edifício geralmente segue uma sequência de etapas bem definidas, de acordo com Nunes. “Cada etapa é importante para garantir que o projeto seja concluído com qualidade e dentro dos padrões esperados”, acrescenta o arquiteto, que apresenta as principais etapas de uma construção: PLANEJAMENTO E PROJETO: Levantamento de necessidades: Definição do que se deseja construir, como o tipo de edificação e suas características; Estudo de viabilidade:  Avaliação dos aspectos econômicos e técnicos do projeto; Elaboração do projeto:  Criação dos desenhos arquitetônicos e engenharia estrutural, elétrica e hidráulica; Aprovação e licenciamento: Obtenção das permissões e licenças necessárias junto aos órgãos competentes. 2. PREPARAÇÃO DO TERRENO: Terraplenagem: Limpeza e nivelamento do terreno; Marcação:  Delimitação das áreas onde serão feitas as fundações e a construção. 3. FUNDAÇÃO: Escavação: Abertura das valas para as fundações; Fundações:  Construção das fundações, que podem ser rasas (sapatas, blocos) ou profundas (estacas). 4. ESTRUTURA: Paredes e divisórias:  Levantamento das paredes e divisórias internas; Lajes e cobertura:  Construção das lajes e da cobertura do edifício; Esquadrias:  Instalação de portas e janelas. 5. INSTALAÇÕES: Elétrica:  Passagem de cabos, instalação de pontos de luz, tomadas e quadro de distribuição; Hidráulica: Instalação de tubulações de água e esgoto, e dispositivos sanitários; Gás: Instalação do sistema de gás, se aplicável. 6. ACABAMENTOS: Revestimentos: Aplicação de revestimentos nas paredes e pisos, como cerâmicas, porcelanatos ou laminados; Pintura: Pintura interna e externa das superfícies; Instalação de acessórios: Colocação de acessórios como rodapés, luminárias e fixações de móveis. 7. FINALIZAÇÃO E ENTREGA: Limpeza final: Limpeza completa do local de construção para remover resíduos e detritos; Inspeção final:  Verificação da qualidade e conformidade com o projeto e normas técnicas; Correção de defeitos:  Realização de ajustes e reparos finais; Entrega:  Entrega formal do imóvel ao proprietário ou cliente. 8. PÓS-CONSTRUÇÃO: Garantia e manutenção:  Atendimento de eventuais problemas que possam surgir após a conclusão da obra, conforme garantias oferecidas pelo construtor. “Cada uma dessas etapas é crucial para o sucesso do projeto e pode variar um pouco dependendo do tipo de construção e das especificidades do projeto. O momento certo para colocar as esquadrias (portas e janelas) em uma obra depende de vários fatores, mas geralmente elas são instaladas após a conclusão das etapas principais da estrutura e antes do acabamento final”, conclui Nunes. Para Andreoli, uma instalação correta é fundamental, dê preferência à empresa que fabricou as esquadrias para fazer a instalação com equipe própria. “Talvez o principal problema que assola muitos edifícios comerciais é a infiltração de água. Mesmo com sistemas modernos, como o unitizado, ainda a instalação requer uma mão de obra qualificada que em alguns momentos deixam a desejar, gerando problemas nas instalações que levam as infiltrações citadas”, completa Morais. Nunes comenta alguns dos problemas que podem ocorrer devido a uma instalação inadequada: PROBLEMAS DE VEDAÇÃO: Infiltração de água:  Se as esquadrias não forem bem vedadas, podem ocorrer infiltrações de água, levando a danos nas paredes e pisos, mofo e problemas de deterioração; Perda de ar: Falhas na vedação podem resultar em perdas de ar condicionado ou aquecimento, afetando a eficiência energética e o conforto. PROBLEMAS DE FUNCIONALIDADE: Dificuldades de abertura e fechamento: Se as esquadrias não forem instaladas corretamente, podem apresentar dificuldades para abrir ou fechar, ou podem ficar desalinhadas; Ruídos:  Instalações incorretas podem resultar em ruídos indesejados, como batidas ou rangidos, devido a um ajuste inadequado. DESEMPENHO TÉRMICO E ACÚSTICO: Isolamento térmico: Uma instalação incorreta pode comprometer o isolamento térmico das esquadrias, levando a maior perda de calor ou ganho de calor, o que afeta a eficiência energética do edifício; Isolamento acústico:  A vedação inadequada pode diminuir o isolamento acústico, permitindo a passagem de ruídos externos e reduzindo a privacidade. DANOS ESTRUTURAIS E ESTÉTICOS: Danos à estrutura: Uma instalação incorreta pode causar danos às estruturas ao redor das esquadrias, como rachaduras e deformações; Estética comprometida: Erros na instalação podem afetar a aparência estética do edifício, resultando em desníveis, folgas e desalinhamentos visíveis. PROBLEMAS DE MANUTENÇÃO E DURABILIDADE: Manutenção aumentada: Instalações inadequadas podem resultar em maior necessidade de manutenção e reparos, aumentando os custos a longo prazo; Durabilidade reduzida:  A vida útil das esquadrias pode ser reduzida se não forem instaladas corretamente, devido ao desgaste prematuro ou danos. SEGURANÇA: Segurança comprometida:  Esquadrias mal instaladas podem comprometer a segurança do edifício, tornando-o mais vulnerável a invasões e acidentes. Para evitar problemas de uma instalação incorreta, Nunes diz ser essencial contratar projetistas e consultores especialistas, e até mesmo quando necessário, efetuar-se ensaios de resistência dos materiais utilizados e até mesmo utilização de simulações em túnel de vento para uma análise mais profunda e garantir o desempenho esperado. “Com o desenvolvimento de projeto específico, se obterá especificação adequada do material de estruturação/sustentação das esquadrias e dimensionamento corretos dos vidros por serem utilizados, ainda assim, garantir que as esquadrias sejam instaladas por profissionais qualificados e que sigam as especificações do fabricante e as normas de construção”, explica. “Outro hábito oportuno e indicado é o de montar um protótipo para análise de desempenho e estética para aprovação de todos os profissionais envolvidos na obra e do cliente final. Além disso, realizar inspeções e manutenções regulares pode ajudar a identificar e corrigir quaisquer problemas antes que eles se agravem”, finaliza o arquiteto.

  • Canal do Serralheiro forma e qualifica serralheiros em todo o Brasil

    Empresários, trabalhadores e novos empreendedores em diversos segmentos da serralheria, já passaram pelos cursos, palestras e consultorias oferecidas de forma online e presencial pelo Canal do Serralheiro. Fundado há mais de 20 anos por Alexandre Araújo, professor MSc e palestrante, a iniciativa tem formato familiar e conta com a colaboração de Andreia Araújo (diretora financeira), Júnior Araújo (gestor de novos negócios e expansão) e Andrey Araújo (gerente de contas). O site já formou mais de 15 mil alunos em todo o Brasil e impactou mais de 7.500 empresas por meio de seus projetos e consultorias. Em uma de suas últimas iniciativas, em parceria com a Faculdade Anhanguera, foi lançado o curso de pós-graduação “Engenharia de Esquadrias de Alumínio e Fachadas Envidraçadas", o primeiro no Brasil e na América Latina. Iniciativa O curso tem como proposta formar especialistas na área, capacitados para projetar, calcular, orçar e gerenciar obras com precisão, técnica e segurança, sempre em conformidade com as normas vigentes. A formação também aborda tecnologias inovadoras e as melhores práticas de gestão no setor de esquadrias. Segundo Alexandre Araújo, CEO do Canal do Serralheiro e idealizador do projeto, o objetivo é elevar o nível técnico dos profissionais e proporcionar reconhecimento no mercado. A pós-graduação vem para preencher uma lacuna importante de especialização em esquadrias e fachadas, que são áreas estratégicas na construção civil. O curso ensina conhecimentos específicos sobre cálculos estruturais, normas técnicas e materiais avançados, como alumínio e vidro. Corpo Docente A formação conta com renomados docentes, como: Alexandre Araújo , CEO do Canal do Serralheiro e mestre em Sistemas de Gestão pela UFF. Audrey Dias , arquiteta com mais de 25 anos de experiência no setor; Fabiola Beltrame , engenheira, coordenadora de comissões da ABNT e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Fernando Westphal , engenheiro e doutor em eficiência energética pela UFSC; Magda Reis , arquiteta e doutora em Tecnologia da Arquitetura pela FAU USP; Paulo Gentile , engenheiro e especialista em gestão de projetos com mais de 32 anos de mercado. O objetivo é oferecer informações completas e atualizadas sobre um setor em constante crescimento nos últimos anos. Reconhecimento De acordo com a plataforma, participar desta pós-graduação significa não apenas adquirir conhecimento técnico, mas também conquistar um status diferenciado no mercado. Por ser pioneira, a especialização prepara os primeiros especialistas certificados no Brasil, abrindo portas para oportunidades de emprego e possibilidades de empreender na área. “A expectativa é de que o curso ajude a estabelecer um padrão de excelência na indústria de esquadrias, preparando os profissionais para os desafios atuais e futuros do mercado”, informam os organizadores. Outros cursos Além da pós-graduação em Engenharia de Esquadrias de Alumínio e Fachadas Envidraçadas, o Canal do Serralheiro oferece outros cursos em seu extenso catálogo, tais como: Pós-graduação em Gestão Inovadora em Fábricas de Esquadrias; Curso: O Segredo do Planejamento Estratégico das Grandes Fábricas de Esquadrias; Curso Online: Master Pele de Vidro. Para mais informações:   canaldoserralheiro.com.br Colaborou: Leonardo Matias Simões (Estagiário)

  • Associações e entidades fortalecem a base técnica e institucional da construção civil

    A indústria conta com o apoio de diversas organizações de classe que contribuem para o desenvolvimento técnico, normativo e institucional da cadeia produtiva, que atuam em áreas como capacitação, representação política, normalização de produtos e fomento à inovação, com foco na qualificação dos profissionais e na melhoria dos processos e materiais utilizados.  A Abal (Associação Brasileira do Alumínio) é uma das principais entidades voltadas ao setor de materiais, com atuação em toda a cadeia do alumínio, incluindo sua aplicação em esquadrias e fachadas. A entidade promove estudos de mercado, incentiva o uso do alumínio em construções e participa da formulação de políticas públicas e normas técnicas.  Saiba mais: https://abal.org.br/   A Afeal (Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio) atua diretamente na qualificação do mercado de esquadrias metálicas no Brasil. Com foco na valorização do alumínio como material construtivo, a associação promove a profissionalização do setor por meio de certificações, treinamentos, estudos técnicos e articulação com órgãos reguladores. Saiba mais: https://afeal.com.br/   No âmbito regional e setorial, a Ascevi (Associação Catarinense das Empresas Vidreiras) reúne empresas do setor vidreiro em Santa Catarina, com ações voltadas à capacitação, defesa de interesses locais e incentivo ao uso correto e seguro do vidro em edificações, incluindo fachadas. Saiba mais: http://www.ascevi.com.br/site/   A Aspec PVC tem como foco o setor de esquadrias em PVC, promovendo o uso desse material na construção civil e atuando junto a fabricantes e fornecedores para garantir padrões de qualidade e desempenho.  Saiba mais: https://pvc.org.br/   No campo sindical, o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e o Siescomet (Sindicato da Indústria de Esquadrias e Construções Metálicas do Estado de São Paulo) representam empresas do setor da construção e da indústria metalúrgica, incluindo fabricantes de esquadrias metálicas. Ambos atuam na negociação coletiva, assessoria técnica e jurídica, além da promoção de cursos e eventos ligados à construção civil e seus segmentos produtivos.  Saiba mais: https://sindusconsp.com.br/   http://www.siescomet.com.br/   A atuação dessas entidades contribui para a articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva, promovendo o intercâmbio de informações técnicas e a construção de diretrizes comuns para o setor. Com isso, buscam garantir a conformidade com normas, melhorar a competitividade das empresas e acompanhar as transformações do mercado da construção civil.   Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Soluções tecnológicas impulsionam a indústria de esquadrias no Brasil

    Foto/Reprodução: Faktory Softwares A empresa brasileira especializada em softwares para o setor de esquadrias Esquadgroup tem se destacado pelo desenvolvimento de ferramentas que integram cálculo técnico e automação. Com mais de 30 anos de experiência no mercado, a empresa reúne três unidades de negócio — Alumisoft, Preference e Faktory — que contam com diversos produtos e soluções, entre os quais estão os dois exemplos abaixo. Projetos de alta complexidade O PreFSuite é uma plataforma de modelagem paramétrica que permite o desenvolvimento detalhado de esquadrias e fachadas em 3D. A solução é resultado de uma parceria com uma empresa europeia, e foi pensada para atender empresas que atuam com obras de grande porte ou com especificações diferenciadas. Compatível com perfis de alumínio, PVC e madeira, o sistema permite simulações visuais em tempo real e integração com maquinários de usinagem e corte automatizado.  Entre seus diferenciais, estão os módulos adicionais como o PrefBIM, que possibilita compatibilidade com plataformas de modelagem de informações da construção (Building Information Modeling), e o PrefCAM, que conecta diretamente os projetos ao chão de fábrica. Com essas integrações, o PreFSuite permite maior controle de padronização de processos e redução de erros na execução de obras técnicas e personalizadas.  Para a indústria de esquadrias e vidro O Faktory é um sistema ERP (Enterprise Resource Planning) que centraliza as operações administrativas, financeiras e produtivas em uma única plataforma. Desenvolvido com base nas rotinas do segmento, o software oferece funcionalidades que atendem desde o gerenciamento de orçamentos e vendas até o controle de estoque, produção, instalação e fluxo de caixa.  Um dos diferenciais do Faktory está na sua escalabilidade. Com versões como Faktory One, Smart e Pro, a solução se adapta a diferentes portes de empresas, desde pequenos fabricantes até grandes indústrias com múltiplos centros de custo. O sistema também disponibiliza aplicativos voltados para o chão de fábrica, dashboards de indicadores de desempenho e ferramentas de controle logístico, como rastreamento de entregas e instalação. Para mais informações: www.esquadgroup.com.br   Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Linha de fachadas comerciais Cebrace tem diversas opções

    FOTO:  Reprodução/ Cebrace Fruto de uma joint-venture  entre dois dos maiores grupos produtores de vidro plano do mundo: a Saint-Gobain (França) e a NSG (Japão), a marca, fundada em 1974 reúne em seu processo de fabricação o know-how e a tecnologia dos dois grupos da indústria vidreira. Considerada uma das líderes no mercado brasileiro de vidro plano e uma das maiores produtoras de vidros e espelhos da América do Sul, a marca tem em seu catálogo diversas opções para fachadas comerciais. Modelos A empresa oferece uma variedade de produtos para atender às necessidades específicas de cada projeto com o objetivo de combinar desempenho, design , economia e conforto para edifícios comerciais.  A linha de proteção solar dispõe de diferentes aspectos, variedade de cores, tonalidades e espessuras para usos em fachadas, edifícios, shopping centers , hotéis, janelas, entre outros. Confira os principais modelos disponíveis no portfólio: Cool Lite linha BR: linha de vidros que nasceu especialmente para atender o mercado brasileiro de arquitetura. Combina solução estética com desempenho no controle de entrada de luz e calor. Com aplicações em vidros laminados. FOTO:  Reprodução/ Cebrace Cool Lite linha K: vidro de proteção solar seletiva, que permite a entrada de luz natural ao mesmo tempo que reduz o calor e bloqueia os raios UV. Aplicável para laminado e insulado, é indicado para ambientes que exigem eficiência térmica e conforto visual. FOTO:  Reprodução/ Cebrace Cebrace Laminado: composto por duas chapas intercaladas por uma película plástica resistente, limita a entrada dos raios UV, reduz ruídos externos e traz uma maior segurança. Possui aplicações em vidro laminado e insulado. FOTO:  Reprodução/ Cebrace Cool Lite linha S:  uma das linhas de maior sucesso da marca, esse vidro de proteção solar é versátil, compatível com monolítico, laminado e insulado, e pode ser utilizado em diversos tipos de projetos, com desempenho térmico e visual. FOTO:  Reprodução/ Cebrace Cool Lite linha SK: vidros de proteção solar com maior seletividade e desempenho, permitem grande passagem de luz, reduzindo o calor e a entrada dos raios UV nos ambientes, tendo a característica de muito mais luz ao ambiente e com sensação térmica menos acalorada. Com aplicação em vidro laminado e insulado. FOTO:  Reprodução/ Cebrace Cebrace Reflecta: vidro com aspecto refletivo, indicado para quem busca privacidade sem perda de visibilidade. Ele tem como característica bloquear o calor e os raios UV, e pode ser aplicado em vidros monolíticos, laminados ou insulados.  FOTO:  Reprodução/ Cebrace Fonte: cebrace.com.br Colaborou:  Leonardo Matias Simões (Estagiário)

  • Inox-Par une inovação e sustentabilidade em seu catálogo

    FOTO: Reprodução/ Inox-Par Atuando desde 1986 no mercado de fixadores e componentes de aço inoxidável, a marca continua a expandir seu portfólio, oferecendo opções cada vez mais completas, que vão desde parafusos, porcas e arruelas standard até linhas especiais. “Fabricamos e importamos fixadores em aço inox há mais de 40 anos. Hoje contamos com um estoque de milhares de itens prontos para entrega, incluindo parafusos, porcas, arruelas, barras roscadas, prisioneiros, chumbadores, grampos, rebites, pinos de solda, abraçadeiras e peças especiais”, comenta Eduardo Bragança, diretor comercial da Inox-Par. Segundo Bragança, a empresa também oferece produtos 100% passivados, garantindo alta qualidade na fixação, resistência às intempéries, segurança reforçada e maior vida útil dos materiais. FOTO: Divulgação/ Inox-Par: Parafuso T Linha Solar Para atender às demandas de usinas e telhados fotovoltaicos, a Inox-Par dispõe de uma linha especial com diversos produtos para painéis solares, como ganchos, hastes, grampos, parafusos especiais e outros fixadores. “Nossas soluções para fixação de painéis solares possuem estrutura resistente às intempéries, assegurando eficiência, segurança e economia nos projetos. Além disso, contamos com qualidade garantida e assistência técnica permanente”, destaca o diretor  Bragança acrescenta que a Linha Solar fornece tudo o que é necessário para garantir painéis solares robustos, firmes, duradouros e de alta qualidade. FOTO: Divulgação/ Inox-Par: Linha Solar  Soluções sustentáveis Com foco em produtos que reduzem o impacto ambiental e aumentam a eficiência energética na construção civil, a Inox-Par busca oferecer soluções que proporcionem maior durabilidade e facilidade de uso, priorizando a saúde e a segurança. “Além de criar e apoiar iniciativas sociais junto a comunidades e instituições, promovemos atividades lúdicas denominadas ‘Iluminando Famílias', que visam a prevenção da violência, realizamos doações de sistemas de energia solar em parceria com o QuiloWatt do Bem”, ressalta o diretor sobre o compromisso social da marca. A empresa, de acordo com Eduardo, ainda adota práticas que minimizam o impacto ambiental, como o reúso de água, descarte correto de resíduos e reciclagem de sobras, rebarbas e excedentes. “Oferecer produtos de inox 100% passivados também contribui para a longevidade das aplicações onde são inseridos”, finaliza. Fonte:   inoxpar.com.br / Eduardo Bragança, diretor comercial da Inox-Par Colaborou: Leonardo Matias Simões (Estagiário)

  • Filme de proteção reduz danos e retrabalho em obras

    Foto/Reprodução: PradoFlex A PradoFlex, empresa especializada em soluções de proteção para o setor da construção civil, oferece ao mercado um filme protetor desenvolvido especialmente para esquadrias e vidros. O produto tem como objetivo preservar os materiais durante  o transporte, manuseio e processo de instalação, evitando danos que possam comprometer as peças.  Entre os tipos de proteção oferecidos, o filme atua contra riscos, abrasão, oxidação, além de respingos de tintas e contato com óleos. A aplicação do produto busca minimizar perdas e evitar retrabalhos, o que contribui para mais eficiência nos canteiros de obra.  O material possui características que facilitam o uso, como fácil aplicação e remoção, além de não deixar resíduos de adesivo após ser retirado. Outro diferencial é sua alta durabilidade e resistência, incluindo proteção contra raios UV, o que garante desempenho mesmo em ambientes com exposição prolongada ao sol.  A PradoFlex é voltada a fabricantes e instaladores que buscam maior controle de qualidade e segurança na entrega de esquadrias e vidros, alinhando proteção ao acabamento final dos projetos.  Para mais informações: pradoflex.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Equipamentos de alta precisão ganham espaço nos fabricantes de esquadrias

    Foto/Reprodução: Fom Industrie Brasil A Fom Industrie Brasil, uma das referências no fornecimento de máquinas para a indústria de transformação de alumínio, vem ampliando sua atuação no mercado com soluções modernas voltadas para desempenho e precisão. Entre os destaques do seu portfólio estão o centro de usinagem EMC 370, o exclusivo sistema X-Flow, o centro de usinagem com quatro eixos e a máquina de corte e cabeçote duplo Blitz Fw (foto acima). A empresa informa que o EMC 370 foi desenvolvido para lidar com processos de usinagem mais exigentes, oferecendo resultados precisos e eficientes, principalmente em perfis de alumínio. É uma máquina robusta, que pode ser integrada a sistemas automatizados, ideal para linhas de produção de médio a grande porte.  O sistema X-Flow foi criado para tornar o processo de usinagem mais rápido e eficiente. Ele ajuda a reduzir o tempo de produção e o desperdício de material, contribuindo para mais economia e padronização, fatores importantes para quem busca competitividade no setor.   Já o centro de usinagem com quatro eixos controlados atende empresas que precisam de cortes e perfurações detalhadas. Uma de suas vantagens é a versatilidade: com controle automatizado, ele realiza várias operações em uma única etapa, aumentando a produtividade e garantindo mais qualidade nas peças finais.  Em relação à linha de corte, a máquina Blitz Fw se destaca pela precisão nos cortes em diferentes ângulos. Projetada para trabalhar com alumínio, ela combina velocidade e estabilidade, fornecendo um acabamento uniforme e medidas exatas, mesmo em produções intensas.  Para mais informações: www.fomindustrie.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • VIDRO LOW-E PODE SER LAMINADO?

    *Por Fernando Simon Westphal, consultor técnico da Abividro, engenheiro civil, professor e pesquisador no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sócio da ENE Consultores e palestrante em eventos do setor O vidro low-e é um vidro de controle solar, cujo revestimento metálico resulta em acabamento de baixa emissividade, por isso o nome “low-e”, do inglês low emissivity . A vantagem da superfície de baixa emissividade é reduzir a capacidade de irradiação de calor depois do vidro ser aquecido. Esse comportamento é benéfico, tanto em climas frios, reduzindo a perda de calor interno da edificação, quanto em climas quentes, evitando o ganho de calor do ambiente externo para o interno. Além da baixa emissividade, em geral, os vidros low-e  são mais claros, embora consigam cortar boa parte do calor do sol. Apresentam altas taxas de transmissão luminosa, combinadas a um baixo ganho de calor solar, ou seja, um baixo fator solar. Essa relação entre transmissão de luz e fator solar corresponde ao que chamamos de índice de seletividade (IS). Quanto maior o IS, mais eficiente é o vidro. Tudo isso é proporcionado pela composição especial do coating , o revestimento metálico de controle solar, que no caso dos vidros low-e  geralmente possui uma ou mais camadas de prata, conferindo alta seletividade. A baixa emissividade é uma característica dos metais polidos, que consiste em dificultar a emissão de calor. Um exemplo comum de material com baixa emissividade é o papel alumínio que utilizamos na cozinha. Embora ele conduza bem o calor, podendo ficar aquecido, há uma dificuldade na irradiação desse calor, mantendo os alimentos aquecidos por mais tempo. Se você colocar a mão próxima ao alumínio aquecido, não vai perceber que ele está quente. A menos que encoste nele. Esse mesmo princípio é utilizado nos cobertores térmicos, para preservar o corpo das pessoas aquecido, dissipando menos calor; e na garrafa térmica, para evitar a troca de calor entre o interior da garrafa e o meio externo. No caso do vidro, a baixa emissividade atua evitando a emissão de calor do vidro aquecido. Mas para isso, a face metalizada deve estar exposta ao ar e protegida contra intempéries. O vidro deve ser utilizado numa composição insulada, com o revestimento metálico voltado para a câmara de ar. Em climas quentes, a superfície low-e  deve estar no vidro externo, voltada para o interior da câmara, ou seja, no sentido de fora para dentro. Em climas frios, deve-se inverter a posição, evitando a emissão de calor de dentro para fora. Nessas situações, a superfície low-e deve estar no vidro interno, mas voltada para o interior da câmara de ar. Explicando de forma resumida, o vidro low-e  deve ser utilizado em composições insuladas, sempre com a face de baixa emissividade voltada para a câmara de ar. Dessa forma, o vidro evita a transmissão de calor do lado mais quente para o mais frio. Para aproveitar essa capacidade de baixa irradiação de calor o material precisa estar exposto ao ar. Isso é crucial. Caso esteja em contato com outro material, a condução de calor irá ocorrer normalmente e a emissão passará a ser feita pelo material adjacente. Então, se um vidro low-e  é laminado com o coating  contra o PVB, o benefício da baixa emissividade é perdido e o vidro irá transmitir o calor por diferença de temperatura igual a um vidro comum. Mas isso vale apenas para a condução de calor através do vidro. Quanto ao filtro de calor do sol, tanto faz se o vidro low-e  está laminado ou não, ele continua com a mesma eficiência. Em resumo, o vidro low-e é útil para reduzir a transmissão de calor por diferença de temperatura através de um vidro insulado. No caso de vidros laminados com a face metalizada voltada ao PVB o vidro low-e  não faz diferença alguma na transmissão de calor por diferença de temperatura. Quanto ao filtro do calor do sol, geralmente os vidros low-e  possuem maior reflexão de calor do que de luz. Para funcionar como um isolante térmico, o vidro low-e deve ser utilizado na versão insulada, com o coating  voltado para o interior da câmara de ar. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

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