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- PVC ou UPVC? Qual é a diferença?
“Embora o mercado utilize amplamente a expressão ‘esquadrias de PVC’, os perfis empregados na fabricação dessas esquadrias são produzidos com uPVC (PVC não plastificado), uma versão rígida do PVC especialmente desenvolvida para aplicações estruturais e externas.” Imagem: simafgroup.com/Reprodução Resistente e leve, o PVC comum (ou cloreto de polivinila) torna-se flexível e macio quando produzido com o uso de plastificantes. Quando não são adicionados plastificantes, o material é conhecido como “PVC rígido” — passando a ter a denominação internacional de uPVC (cloreto de polivinila não plastificado) e direcionado principalmente para a produção de esquadrias. Vale lembrar que o PVC comum pode ser adequado para revestimentos, tubos e conexões, entre outras aplicações, graças à sua flexibilidade. Já o uPVC é indicado para a fabricação de janelas e portas devido à sua composição química mais rígida, que ajuda na estabilidade dos perfis utilizados na fabricação de esquadrias. Esquadrias de uPVC também podem ser utilizadas em estruturas de gazebos e pergolados, por exemplo. Semelhanças e diferenças O cloreto de polivinila, mais conhecido no mercado internacional pela sigla original do inglês PVC (PolyVinyl Chloride) é um material de construção forte e leve, que se torna mais flexível e macio com o uso de plastificantes. Este material comum tem inúmeras aplicações em obras. Se não forem adicionados plastificantes no PVC, ele pode ser chamado de “PVC rígido” ou uPVC (sigla para Unplasticized PoliVinyl Chloride, ou cloreto de polivinila não plastificado). PVC e uPVC são materiais semelhantes, mas têm finalidades diferentes. Ambos são muito utilizados na construção civil podendo ser moldados nos mais diferentes formatos. O uPVC é indicado para a fabricação de esquadrias (janelas e portas) por sua composição química específica, enquanto o PVC comum destina-se geralmente à aplicação em revestimentos internos, entre outras finalidades. O que é PVC comum? Por conter diversos ingredientes químicos, o PVC comum precisa de cuidados especiais. Com o uso ao longo do tempo em áreas externas, pode ser necessário remover manchas superficiais devido à reação das substâncias químicas ftalatos e BPA que integram o produto. Como resultado disso, o PVC comum não é utilizado na fabricação de janelas ou portas e não está disponível nos mercados da Europa ou dos Estados Unidos, por exemplo. O que é uPVC? Produtos feitos com cloreto de polivinila não plastificado (rígido) — ou uPVC — não contêm ftalatos ou BPA e são mais seguros para o meio ambiente, tornando-se uma boa escolha. O uPVC é um material que oferece ótima resistência e longa vida útil, e é especialmente adequado para a produção de janelas, graças à sua eficiência térmica e resistência ao desbotamento. Este material oferece inúmeras vantagens, entre elas: ser menos poroso (reduz a necessidade de manutenção), ser rígido (não flexiona) e ser altamente reciclável. Em projetos de construção O uPVC é um material cada vez mais utilizado na indústria de esquadrias, por ter diversas qualidades, por estar disponível em variadas cores e poder ser fabricado para ter a aparência de outros materiais (como, por exemplo, madeira e padrões metálicos). O uPVC também é empregado na fabricação de certos tipos de sistemas de encanamento e drenagem, podendo ser transformado em tubos de diversos tamanhos. Nas residências, é frequentemente usado para tubulações de água. Também pode ser usado para evitar que cabos elétricos fiquem muito quentes. É importante destacar que o uPVC é resistente ao fogo e considerado um material antichama. Ele possui baixa combustibilidade e, devido à sua composição rica em cloro, é autoextinguível: ao entrar em contato com o fogo, ele queima, mas cessa a chama assim que a fonte de calor é removida. As esquadrias de uPVC retardam a passagem do fogo em comparação com outros plásticos, garantindo mais tempo para evacuação do edifício. Quando o material é exposto a altas temperaturas, ele libera substâncias que bloqueiam o oxigênio ao redor das chamas, dificultando a continuidade da queima. Por ser autoextinguível, ele evita que o fogo se alastre rapidamente pelas paredes, janelas, tubulações ou forros. Nas janelas No Brasil, vários fabricantes de esquadrias adotam o termo “PVC” para se referir ao material de suas janelas. Mas, na verdade, o PVC comum propriamente dito não é usado na produção dos perfis que compõem essas janelas, como já explicado. Em vez disso, o material utilizado nos caixilhos de boa qualidade é o uPVC, por ser considerado mais eficiente no conforto termoacústico do que os caixilhos de metal (alumínio ou aço) e madeira, por exemplo. O uPVC também pode ser usado como batente ou moldura de portas ou como parte da estrutura envidraçada de jardins de inverno, gazebos e pergolados. Durabilidade Normalmente, perfis de uPVC duram muito tempo. Por resistir às intempéries (penetração do ar, calor, frio, etc.), o uPVC pode ajudar a manter estável a temperatura do ambiente interno de uma edificação. Isso se traduz em contas de energia mais baixas para residências e outros edifícios onde as esquadrias de uPVC são usadas, porque torna-se dispensável o acionamento contínuo do sistema de ar-condicionado para regular a temperatura do ambiente interno. As esquadrias de uPVC podem ser mais caras em termos de custo inicial, mas o material oferece maior expectativa de vida útil. Desse modo, o investimento inicial pode ser diluído no médio ou longo prazo, graças aos benefícios decorrentes do uso e à baixa necessidade de manutenção. O ciclo de vida útil das esquadrias de uPVC — que varia de 15 a 100 anos — atinge uma média superior a 60 anos, segundo o Instituto Brasileiro do PVC. Fonte: edições da revista Contramarco, nº164, nº166 e acervo editorial.
- Especificação de vidros térmicos deve considerar características do projeto
A definição do vidro com isolante térmico em projetos arquitetônicos deve considerar critérios técnicos relacionados ao desempenho da edificação. Fatores como clima, orientação solar, tipo de uso do imóvel e integração com sistemas de climatização influenciam diretamente o conforto térmico e o consumo energético. Entre os principais pontos considerados pela Divinal estão a análise climática e a orientação solar da construção. Em regiões de clima quente, a recomendação é priorizar vidros com maior controle do fator solar, reduzindo a entrada de calor nos ambientes. Já em locais de clima frio, o foco costuma ser a redução do coeficiente U, indicador relacionado à transferência térmica. Fachadas voltadas para oeste e noroeste também exigem atenção especial devido à maior incidência solar ao longo do dia. Tipos de edificação e composição técnica Em edifícios corporativos, a previsibilidade técnica e o desempenho contínuo costumam ser prioridades. Já em ambientes industriais, o controle do ganho de calor pode contribuir para maior estabilidade térmica e redução de custos operacionais. No segmento residencial, a tendência é buscar equilíbrio entre entrada de luz natural, conforto térmico e bem-estar dos moradores. A composição técnica do vidro é outro fator relevante no processo de especificação. Aspectos como espessura das chapas, utilização de câmaras de ar ou gás, aplicação de camadas de controle solar do tipo low-e e o tipo de esquadria influenciam o desempenho final da solução. Para mais informações: divinalvidros.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- E-book aborda desafios da gestão em indústrias de esquadrias
A gestão de vidraçarias e serralherias envolve desafios que vão desde o acompanhamento de vendas até o controle de produção e lucratividade. Com foco nesse cenário, a W.Vetro lançou o e-book gratuito “Os 4 Pilares da Gestão da Indústria de Esquadrias”, voltado especialmente para gestores do segmento. Problemas abordados Entre os problemas destacados no conteúdo estão as vendas sem retorno efetivo, causadas pela ausência de acompanhamento dos orçamentos enviados aos clientes. Outro ponto abordado é a dificuldade de identificar a lucratividade real de cada obra, situação que pode comprometer a sustentabilidade financeira das empresas. O e-book também cita falhas no planejamento da produção, como a descoberta tardia da falta de materiais, além das cobranças constantes de clientes sobre prazos e andamento das obras. Os quatro pilares da gestão presentes no e-book O conteúdo é dividido em quatro áreas consideradas essenciais para a gestão da indústria de esquadrias. Na gestão comercial, o foco está na melhoria do acompanhamento de vendas e na criação de processos que auxiliem os vendedores a fechar negócios com maior clareza e agilidade. Já na gestão financeira, o material aborda conceitos como margem de lucro real, ponto de equilíbrio e formação de preços baseada em dados. Na área de suprimentos, o e-book apresenta estratégias para compra de materiais no momento adequado, buscando reduzir desperdícios e estoques parados. Em operação, o destaque está na previsibilidade dos processos, desde o corte até a instalação final, com o objetivo de diminuir retrabalhos e atrasos. Para mais informações: ebook.wvetro.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Equipamento amplia eficiência na montagem de ferragens para portas de PVC
Foto/Reprodução: Graf Synergy A automação de processos industriais tem avançado de forma significativa no setor de esquadrias e portas de PVC, especialmente em etapas que exigem precisão e repetibilidade. Entre as soluções voltadas para esse cenário está a máquina FAZ IV, desenvolvida pela Graf Synergy para automatizar a pré-montagem e a parafusagem de ferragens em portas de PVC. De acordo com a empresa, o equipamento foi projetado para reduzir a intervenção manual durante o processo produtivo, diminuindo a incidência de erros operacionais e aumentando a velocidade de fabricação. Produção contínua e ciclos reduzidos A estrutura do FAZ IV é composta por duas ou três estações de trabalho, que incluem bancadas de preparação e uma mesa de montagem automática. O sistema permite que uma nova estrutura seja preparada enquanto outra está em processo de montagem, reduzindo tempos de espera e mantendo a continuidade operacional. Segundo as especificações do fabricante, a máquina é capaz de concluir uma porta completa em aproximadamente 50 segundos, independentemente das dimensões do produto. Outro diferencial está na gestão automatizada dos parafusos utilizados no processo. O sistema identifica a ferramenta necessária para cada aplicação, seleciona automaticamente o parafuso adequado e ajusta a profundidade de parafusamento de forma autônoma. Interface guiada reduz dependência operacional O controle das operações é realizado por software proprietário com interface gráfica intuitiva. A plataforma conduz o operador passo a passo durante a montagem, inclusive em situações com diferentes variantes de ferragens, o que reduz a necessidade de experiência prévia para operação do equipamento. A máquina também conta com recursos voltados à integração digital da fábrica, incluindo rastreabilidade completa dos processos, diagnóstico remoto e preparação para integração com sistemas ERP. Para mais informações: grafsynergy.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Contramarco busca otimizar instalação de trilhos para esquadrias
A instalação de esquadrias com trilhos tipo côncavo e U exige precisão no alinhamento e cuidado com acabamentos em obra. Para atender essa demanda, a Vita Componentes apresentou um contramarco desenvolvido para auxiliar na instalação desses sistemas. Segundo as informações divulgadas pela empresa, o produto foi projetado para facilitar o posicionamento dos trilhos e garantir maior precisão entre eixos, atendendo linhas com bitolas de 25mm e 32mm. O sistema também é escalonável, permitindo a adaptação para diferentes quantidades de folhas. Estrutura busca reduzir retrabalhos Entre os diferenciais apresentados estão o canal destinado à fixação dos trilhos com selante e as abas em formato de grapa, desenvolvidas para melhorar a aderência durante o chumbamento. O contramarco ainda acompanha proteção nos canais, com o objetivo de evitar o acúmulo de sujeira antes da instalação definitiva dos trilhos. A proposta da solução é reduzir problemas recorrentes em obras, como cortes de pedras, usinagens fora do padrão, desalinhamento dos trilhos, danos ao piso e tempo excessivo de instalação. Instalação ocorre em etapas Primeiro, é realizado o contrapiso nivelado para apoio do trilho. Em seguida, o contramarco é chumbado com argamassa, preenchendo toda sua extensão e envolvendo as grapas e bases. Depois, as soleiras são posicionadas entre os trilhos e fixadas com selante tipo PU. Com isso, a estrutura fica preparada para receber os trilhos no momento da instalação das esquadrias. Para mais informações: vitacomponentes.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Europa amplia restrições ao uso de vidro simples em reformas
Países como Noruega, Suíça e Alemanha vêm deixando mais rígidas as regras para o uso de vidro simples em janelas. A mudança acompanha diretrizes da União Europeia voltadas à eficiência energética dos edifícios e tem impulsionado a adoção de esquadrias com vidro insulado duplo ou triplo. Eficiência térmica e redução no consumo de energia As medidas fazem parte da Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD - Energy Performance of Buildings Directive), criada para reduzir o desperdício de energia em imóveis urbanos. Segundo as normas, reformas e obras precisam diminuir as chamadas “pontes térmicas”, responsáveis pela perda de calor em regiões de clima frio ou temperado. Os sistemas mais modernos utilizam duas ou três lâminas de vidro separadas por câmeras preenchidas com gases. Por ser mais denso que o ar, o gás reduz a troca de calor entre o ambiente interno e o externo, ajudando a manter a temperatura estável dentro da residência e diminuindo a necessidade de aquecimento artificial durante o inverno. Conforto acústico Além da eficiência térmica, o envidraçamento múltiplo também contribui para o conforto acústico. A combinação de vidros laminados com diferentes espessuras reduz a propagação de ruídos vindos do trânsito e de áreas urbanas movimentadas. Entre os benefícios associados à substituição das esquadrias estão a redução de correntes de ar frio, menor incidência de condensação nas superfícies e a valorização dos imóveis no mercado imobiliário. Mudanças climáticas impulsionam novas exigências As novas exigências também fazem parte das estratégias europeias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, já que edifícios mais eficientes demandam menos energia para climatização. Instalação exige estrutura reforçada Apesar das vantagens, a instalação de vidros insulados duplos e triplos exige adaptações técnicas. O peso maior das esquadrias demanda estruturas reforçadas e perfis de alumínio ou PVC com alta resistência. Fontes: revistaforum.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Sistema de sobrepor aposta em conforto acústico sem necessidade de reformas
Foto/Reprodução: Euroshow A redução dos ruídos externos é a principal proposta da Euro Acoustic, sistema de janelas de sobrepor desenvolvido pela Euroshow, projetado para minimizar a entrada de sons externos sem exigir grandes intervenções na estrutura do imóvel. O sistema conta com tripla vedação e estrutura compatível com diferentes composições de vidros, recurso que contribui para potencializar o isolamento acústico. A proposta é criar ambientes mais silenciosos e adequados para atividades como descanso, trabalho e concentração, especialmente em regiões com altos índices de ruído. Instalação simplificada Um dos diferenciais do sistema está no modelo de instalação. A Euro Acoustic é aplicada diretamente na parte interna do ambiente, dispensando obras e alterações na alvenaria. Dessa forma, a solução preserva a fachada original do imóvel e reduz o impacto da instalação. Segundo a fabricante, o processo é rápido e limpo, característica que pode facilitar a adoção do sistema em projetos de retrofit, apartamentos e edificações já concluídas. Para mais informações: euroshow.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Solução automatizada busca ampliar vedação e acabamento em esquadrias
Foto/Reprodução: Tekna A Tekna desenvolveu a máquina TKE 259 para a aplicação de vedante nas secções dos perfis antes da montagem com esquadros. De acordo com a empresa, o equipamento foi projetado para contribuir com a qualidade estética e funcional da caixilharia, além de auxiliar na proteção contra corrosões e no desempenho de vedação contra passagem de ar, água, ruído e variações térmicas. Segundo a fabricante, a solução combina a máquina com um vedante específico desenvolvido para o processo, permitindo maior facilidade de uso e baixa necessidade de manutenção. O sistema também busca otimizar a aplicação do material nas junções dos perfis, reduzindo desperdícios e minimizando a necessidade de limpeza de rebarbas externas após a montagem. Aplicação manual dos perfis A aplicação do vedante ocorre com o posicionamento manual do perfil junto à placa de aplicação, utilizando suportes laterais e topes de guia para auxiliar no alinhamento. Após o tratamento das superfícies, os perfis podem ser montados com diferentes tipos de esquadros, incluindo modelos de mola, de roscar, de aplainar e de chanfrar. Vedante voltado à proteção contra corrosão O vedante utilizado no equipamento foi desenvolvido em parceria com uma empresa química internacional e é composto por borrachas e resinas sintéticas. O material é monocomponente e, após a evaporação do solvente, se transforma em uma camada de borracha com propriedades de resistência e aderência. Para mais informações: tekna.it Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Por que Grandes Obras Não Podem Prescindir de uma Consultoria de Fachadas em ACM
*Por Johnny Vieira de Souza – Consultor de ACM, responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, diretor técnico da Móduly Solutions, arquiteto e professor universitário A evolução do Aluminum Composite Material (ACM) no mercado brasileiro é inegável. De revestimento corporativo a protagonista na arquitetura residencial de alto padrão e em complexas frentes comerciais, o material conquistou os projetistas por sua plasticidade, variedade de texturas e tecnologias de pintura ancoradas em garantias de performance de alta resiliência (como as resinas PVDF’s e Poliésteres, ambas com suas variáveis). No entanto, o amadurecimento do mercado nos impõe uma reflexão urgente: a complexidade das fachadas contemporâneas já não comporta mais o empirismo na instalação. Grandes obras executadas sem um projeto executivo de consultoria especializado são receitas prontas para o desperdício, patologias precoces e disputas judiciais. Reforma do Estádio do Mirassol FC teve consultoria especializada em ACM/fachada. Foto: Johnny Architecture A Evolução do ACM: De Coadjuvante a Protagonista Técnico Historicamente, a consultoria de ACM no Brasil não existia de forma isolada; ela costumava estar acoplada à consultoria de esquadrias e vidros. O composto de alumínio entrava no escopo quase como um mero coadjuvante, funcionando mais como um elemento de fechamento e compatibilização do que como um sistema construtivo que demandasse um projeto específico. Esse cenário era reflexo de um mercado onde o acesso a informações técnicas robustas sobre o ACM era escasso e restrito, impulsionado principalmente pela ausência de fabricantes nacionais e pela falta de empresas focadas exclusivamente em treinamentos, desenvolvimento e consultoria especializada. Por ser um material leve — teoricamente menos "perigoso" quando comparado ao vidro, ou com menor histórico imediato de problemas de vedação do que uma esquadria —, o ACM foi negligenciado do ponto de vista de engenharia de fachadas por muito tempo. O panorama atual, contudo, é completamente diferente. O ACM e seus componentes associados deram um salto tecnológico sem precedentes. A introdução de novas linhas de produtos, ligas e espessuras diversificadas, tecnologias de pintura de altíssima durabilidade, sistemas complexos de instalação, acessórios específicos e soluções avançadas para manutenção preventiva mudaram as regras do jogo. Hoje, o material alcançou um patamar de relevância técnica que exige atenção rigorosa das construtoras, seja pela vasta diversidade de suas aplicações na arquitetura moderna, pelo alto montante do investimento financeiro envolvido ou pela imensa responsabilidade civil e estrutural que ele representa. Móduly Solutions é uma empresa especializada em Consultoria de ACM e elaborou o projeto executivo do estádio do Mirassol FC. Foto: Reprodução Custo do Empirismo: O Perigo de Deixar o Projeto nas Mãos do Instalador Diante dessa nova realidade complexa, perpetuar o velho hábito de delegar o detalhamento construtivo diretamente à empresa instaladora durante o canteiro de obras tornou-se um risco insustentável. Embora o mercado conte com instaladores qualificados, o conflito de interesses é inerente ao processo. O foco principal de quem instala está, compreensivelmente, na produtividade e na velocidade de montagem. Sem uma diretriz de projeto rígida, isenta e calculada por uma consultoria independente, o instalador tenderá a adotar soluções que otimizem o seu próprio tempo de execução. Isso frequentemente resulta em subdimensionamento estrutural (ausência de cálculo de pressão de vento), falta de planos de corte otimizados e uma enxurrada de pedidos de aditivos técnicos assim que os primeiros imprevistos geométricos surgem na estrutura real da obra. O Caso Real da Construtora "Sem Norte" Para ilustrar a gravidade desse cenário na realidade do mercado, uma grande construtora me procurou recentemente para expor um problema que se repete obra após obra em seu portfólio. Diante da ausência de um projeto executivo de ACM para um de seus novos empreendimentos, a empresa cotou o escopo com seis instaladores diferentes. O resultado foi um verdadeiro apagão de governança técnica: cada uma das seis empresas levantou um quantitativo de material diferente e propôs o seu próprio método de instalação. Em resumo, a construtora viu-se completamente sem um norte. Não possuía um quantitativo confiável para negociar insumos, nem mesmo o ACM, nenhum método assertivo para fiscalizar a execução e, pior, assumiu o risco iminente de sofrer futuramente com manifestações patológicas graves — que, fatalmente, não terão cobertura de garantia por parte do fabricante, já que o material terá sido instalado fora das normas técnicas e das diretrizes de performance do fabricante do painel. "Uma fachada sem projeto executivo de consultoria não pertence ao contratante; pertence ao improviso de quem a instala." A Definição do Sistema Construtivo como Pilar de Performance Projetar uma fachada em ACM vai muito além de escolher a cor do painel. A definição do sistema de fixação — seja por bandejas parafusadas, sistemas pendurados ou inovações de alta performance com juntas secas e encaixes otimizados, como o sistema Dry Click (leia mais aqui) — precisa ser determinada na fase de engenharia, avaliando o comportamento térmico, mecânico e a facilidade de manutenção. Sistema Dry Click está na segunda geração, com friso de multipolímeros que promove estanqueidade. Foto: Moduly Solutions Quando a consultoria define o sistema construtivo ideal antes da compra dos materiais, ela garante a intercambiabilidade de componentes e estabelece critérios rígidos de conformidade. Há de se destacar, inclusive, que as escolhas de paginação impactam diretamente o custo de usinagem e o consumo de componentes de fixação. Muitas vezes, por falta de alinhamento com a engenharia de produção, arquivos de corte chegam à fábrica prevendo microperfurações (como furos de 4x4 mm). Diferente de telas expandidas ou chapas maciças perfuradas convencionais, a usinagem do ACM é realizada por fresas/punções com menos ferramentas, cujo custo operacional é calculado por hora-máquina. Quanto menor o diâmetro do furo, maior é a quantidade de passadas e o tempo de processamento necessário. Uma paginação mal planejada eleva o valor do metro quadrado a patamares economicamente inviáveis. Para colocar a estética em sintonia com a realidade fabril, cabe à consultoria propor limites técnicos viáveis (como furações superiores a 20 mm), que mantêm exatamente a mesma proporção de área aberta (por exemplo, 25% AA) e otimizam o tempo de máquina em até 50% em relação a diâmetros excessivamente reduzidos. Engenharia Preditiva contra a Sujidade e a Percepção de Escala A durabilidade de uma fachada de ACM não se mede apenas pela resistência estrutural, mas pela sua capacidade de envelhecer com dignidade. A falta de projeto executivo é a maior causadora de patologias estéticas, que destroem o valor visual e comercial do imóvel em poucos anos. A consultoria técnica atua cirurgicamente na geometria dos detalhes para mitigar riscos estéticos e garantir a leitura correta do projeto: Adoção de Pingadeiras Eficientes: O escorrimento da água da chuva sobre a face externa do ACM carrega a poeira acumulada nas superfícies horizontais, criando as famosas e indesejadas "manchas de choro". O projeto de consultoria detalha pingadeiras metálicas com o correto distanciamento da face do revestimento, interrompendo o fluxo da água e direcionando-a para fora da área visível da fachada. Inclinações Obrigatórias em Elementos Horizontais: Coroamentos, platibandas e peitoris revestidos em ACM jamais podem ser executados em nível absoluto (0°). O projeto deve prever inclinações internas calculadas nas peças horizontais, garantindo o escoamento correto e impedindo o empoçamento d'água que degrada selantes e acelera a incrustação de poluentes. Escala do Observador e Permeabilidade Visual: Furos excessivamente pequenos não dão escala para quem observa a fachada de longe, principalmente porque o ACM é um material composto mais espesso do que chapas sólidas ou telas finas. Graficamente, furações de 40 mm, por exemplo, já parecem significativamente menores quando observadas com o recuo do pedestre. Se adotados diâmetros ínfimos, o efeito estético e a permeabilidade visual simplesmente desaparecem na leitura da edificação. Fachada com perfuração de 40mm personalizada da linha Dot modelo Orbit - Série Modulyne da Móduly Solutions. Foto: Johnny Architecture Ocultamento da Subestrutura: Detalhes cruciais, como a especificação de pintura preta para os perfis da subestrutura de fixação traseira, devem ser determinados em projeto. Sem isso, os elementos estruturais metálicos ficam aparentes através dos furos da paginação, quebrando a harmonia visual projetada. Elaboração do projeto técnico da estrutura da fachada do estádio do Mirassol FC contou com escaneamento por drone. Foto: ATS O Retorno Financeiro da Engenharia: A Matemática do ROI em Fachadas Para os gestores que ainda enxergam a consultoria técnica como um custo adicional de projeto, basta analisar a matemática real do canteiro de obras. Atualmente, o custo de uma fachada em ACM de alto padrão oscila entre R$ 850,00 e R$ 1.250,00 por metro quadrado. Em contrapartida, o investimento em um projeto completo de consultoria especializada representa apenas cerca de 2% a 5% desse valor. Essa conta não apenas fecha, como se paga logo nas primeiras etapas da obra pelo princípio da eficiência. Uma fachada que conta com engenharia preditiva e projeto executivo atinge, habitualmente, uma redução de 10% a 20% no consumo de materiais, graças à otimização de modulação e eliminação de desperdícios de chapas e subestruturas. Além da economia direta de insumos, a consultoria entrega ativos financeiros indispensáveis: isonomia comercial (garantindo que todos os instaladores concorrentes cotem rigorosamente o mesmo escopo técnico e quantitativo), segurança jurídica (pelo respaldo das garantias dos fabricantes de pintura e painéis) e previsibilidade de cronograma. Conclusão Tratar a fachada em ACM como um mero item de "acabamento de canteiro" é um erro que custa caro ao bolso dos investidores e à reputação das construtoras. O projeto de consultoria de fachadas não é um custo adicional; é uma ferramenta de blindagem, economia e garantia de longevidade. Garantir que o projeto dite as regras para o instalador — e não o contrário — é o único caminho para que a arquitetura alcance a eficiência, a beleza duradoura e o alto desempenho que as tecnologias de revestimento atuais têm a oferecer. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- Fesqua 2026 destaca robôs, inteligência artificial e automação como resposta à falta de mão de obra
Feira amplia área de exposição em 25% e reúne indústria para discutir como tecnologias inteligentes estão transformando a produtividade, a qualificação profissional e o futuro da fabricação de esquadrias no Brasil Em um cenário de dificuldade crescente para contratação e retenção de profissionais qualificados na indústria brasileira, a automação tem ganhado espaço como alternativa para aumentar produtividade e reduzir gargalos operacionais. O tema será um dos destaques da 16ª Fesqua – Feira Internacional da Indústria de Esquadrias, que acontece no São Paulo Expo, entre os dias 9 e 12 de setembro. A discussão ganha relevância diante dos desafios enfrentados pelo mercado de trabalho. De acordo com pesquisa realizada pelo FGV Ibre, em outubro de 2024, 58,7% das empresas brasileiras relataram dificuldades para contratar novos funcionários ou reter trabalhadores. Entre as empresas que enfrentam esse cenário, quase 80% apontam a contratação como o principal desafio relacionado à gestão de mão de obra. Segundo Fernando Rosa, gerente-geral da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (AFEAL), a automação surge como uma alternativa importante para minimizar os impactos da escassez de profissionais, embora não substitua totalmente a necessidade de qualificação humana. “A automação é uma das alternativas para reduzir o gargalo da falta de mão de obra qualificada, mas é uma solução parcial. Em vez de operadores tradicionais, crescerá a demanda por operadores especializados. A automação não substitui o ser humano totalmente, mas potencializa a capacidade produtiva dos colaboradores existentes”, afirma. Rosa ainda destaca que a entidade vem investindo em ações de capacitação profissional, como a Academia AFEAL e parcerias com o SENAI, com o objetivo de apoiar a formação de mão de obra para o setor. Robô Lucca Entre as empresas expositoras que apresentarão soluções voltadas a esse novo momento do mercado está a Voilàp Brasil, que levará à feira equipamentos integrados com sistemas inteligentes de gestão industrial. A companhia atua com centros de usinagem CNC, linhas de corte automatizadas, robôs de movimentação e softwares de monitoramento de produção em tempo real. Segundo Javier Diaz, CEO Latam da Voilàp, a digitalização da indústria também exige novos perfis profissionais. “O operador tradicional dá lugar a um profissional mais analítico e multidisciplinar, capaz de interagir com sistemas digitais e interpretar informações em tempo real.” A empresa também apresentará conceitos ligados à Indústria 4.0 e aplicações de Inteligência Artificial voltadas à manutenção preditiva, otimização de cortes e integração entre equipamentos. Entre as novidades está o robô Lucca, desenvolvido em parceria com uma montadora chinesa, capaz de operar de forma integrada às máquinas da linha de produção. Outra expositora da feira, a FISE, aposta em soluções voltadas à simplificação da instalação e à redução de falhas operacionais. Entre os lançamentos que serão apresentados estão sistemas de movimentação minimalistas, componentes com instalação facilitada e o novo motor autovolt, desenvolvido para operar tanto em redes 110V quanto 220V, reduzindo riscos de queima e perdas para os clientes. Para André Martinho, CEO da FISE, a Inteligência Artificial tende a se tornar indispensável em toda a cadeia produtiva. “Eu não vejo mais a IA como uma aplicação de empresas que querem se diferenciar. Vejo a utilização da IA como um quesito de sobrevivência. Quem utilizar a inteligência artificial vai conseguir uma otimização de processos muito importante, especialmente diante do custo e da escassez de mão de obra comprometida.” A automação também é defendida por Luis Tavares, diretor do Grupo Contramarco e responsável pela Fesqua, que vê a tecnologia como resposta prática aos desafios enfrentados pela indústria. “A indústria de esquadrias no Brasil vive um desafio real: a falta de mão de obra qualificada. A automação é uma solução para essa escassez. Não é sobre substituir pessoas, e sim utilizar tecnologia e automação para padronizar processos, reduzir erros e aumentar a produtividade.” Segundo o executivo, o uso de máquinas automatizadas, centros de usinagem e softwares contribui diretamente para a eficiência e a rentabilidade das empresas. “A automação também torna o setor mais atrativo para jovens, que desejam atuar com tecnologia”, afirma. Tavares destaca ainda que o próprio mercado já vem se movimentando para acelerar essa transformação tecnológica. “Recentemente anunciamos a aquisição de 50% da Digital Tech Show, uma feira de tecnologia e automação de processos, já visando essa transformação na indústria de esquadrias. Fesqua 2026 | Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 9 a 12 de setembro de 2026 Horário: 4ª a 6ª - 13h às 20h | Sáb. - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP Mais informações: fesqua.com.br
- Construsul BC: Contramarco participa como parceiro de mídia
De 26 a 29 de maio de 2026, Balneário Camboriú (SC) recebe a terceira edição da Feira da Indústria da Construção e Acabamento (Construsul BC), que acontece no Expocentro, localizado na Avenida Marginal Oeste, nº4250, Bairro Jardim Parque Bandeirantes, na cidade do litoral catarinense. Fortalecendo a divulgação e a cobertura do evento na região Sul, por meio dos nossos canais de comunicação, o Grupo Contramarco participa com um estande na feira, gerando conexões e acompanhando de perto os principais destaques da Construsul BC — e com a presença de Luis Tavares, diretor do Grupo, no evento simultâneo “Glass Talks”, realizado pela ASCEVI dentro da feira, no dia 28 de maio às 18h00, na palestra do engenheiro e perito judicial Mauricio de Souza, sobre vidros de segurança em guarda-corpos. Para mais informações, acesse: https://feiraconstrusulbc.com.br/home/
- Curiosidade: muxarabi, tradição que molda fachadas, portas e janelas
Foto/Reprodução: Wikipédia Elemento de origem árabe-islâmica, o muxarabi, ou mashrabiya, surgiu no Oriente Médio e no norte da África como treliças de madeira vazadas aplicadas em janelas e varandas. Sua função principal sempre foi equilibrar privacidade, ventilação e controle da luz natural, permitindo “ver sem ser visto” e contribuindo para o conforto térmico em climas quentes. Chegada ao Brasil e uso tradicional Foto/Reprodução: Pinterest O muxarabi foi introduzido no Brasil por volta de 1530, trazido pelos colonizadores portugueses. Se tornou comum na arquitetura colonial, especialmente em fachadas, portas e janelas de casarões e sobrados em regiões mais quentes, onde ajudava a controlar a entrada de luz e calor. Após perder espaço no século XIX, o elemento foi retomado no século XX e voltou a integrar projetos arquitetônicos. Aplicações em fachadas, portas e janelas Foto/Reprodução: Pinterest Na arquitetura contemporânea, o muxarabi é utilizado como solução versátil nesses elementos construtivos. Em fachadas, funciona como um filtro solar, semelhante a brises, reduzindo a incidência direta de radiação. Em portas e janelas, favorece a ventilação cruzada e garante privacidade sem bloquear totalmente a iluminação natural. Hoje, além da madeira, pode ser encontrado em materiais como alumínio e PVC, mantendo sua função original aliada a novas possibilidades estéticas. Fontes: casacor.abril.com.br ; pt.wikipedia.org Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)















