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- ÍNDICE NACIONAL DA CONSTRUÇÃO CIVIL VARIA 0,18% EM DEZEMBRO E FICA EM 3,82% EM 2017
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,18% em dezembro, ficando 0,30 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa do mês anterior. Em 2017, esta taxa só foi maior que as dos meses de abril (0,15%) e outubro (0,16%). O indicador acumulado no ano foi de 3,82%, abaixo dos 6,64% registrados em 2016.Em dezembro de 2016, o índice foi 0,49%. Clique aqui para ter acesso à publicação completa. O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.064,76, passou para R$ 1.066,68, sendo R$ 544,97 relativos aos materiais e R$ 521,71 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,14%, caindo 0,53 p.p. em relação ao mês anterior (0,67%). Já em relação a 2016, a taxa subiu 0,13 p.p. Por outro lado, a parcela da mão de obra apresentou variação de 0,22%, ficando próximo do índice de novembro (0,28%). A taxa dessa parcela (0,22%) ficou abaixo da registrada em dezembro de 2016 (1,02%), quando foram firmados quatro acordos coletivos.Nos resultados acumulados de 2017, os materiais tiveram variação de 2,61%, enquanto a parcela do custo referente aos gastos com mão de obra atingiu 5,17%. Em 2016, a parcela dos materiais fechou em 2,92% e a mão de obra, em 10,89%. Região Nordeste tem maior resultado acumulado em 2017 Com alta na parcela dos materiais em seis estados e com variação captada na mão de obra no Rio Grande do Norte, a Região Nordeste apresentou a maior variação regional em dezembro (0,32%). A região registrou também a maior alta do ano, de 4,56%. Já a menor taxa ficou com a região Norte (-0,05%), que apresentou índices negativos em Amazonas, Roraima, Pará e Tocantins. Nas demais regiões os resultados foram: 0,16% (Sudeste), 0,13% (Sul) e 0,11% (Centro-Oeste). Quanto aos custos da construção, os valores, em dezembro, por metro quadrado foram: R$ 1.065,63 (Norte); R$ 991,97 (Nordeste); R$ 1.111,87 (Sudeste); R$ 1.105,39 (Sul) e R$ 1.083,05 (Centro-Oeste). Em dezembro, Rio Grande do Norte registra a maior alta Apesar da convenção coletiva ainda não ter sido firmada, foi captado aumento significativo na parcela da mão de obra no Rio Grande do Norte, registrando assim a maior taxa mensal, 2,38%, aumentando o custo médio por metro quadrado para R$ 963,98. SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL Dezembro/2017 considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL Dezembro/2017 não considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil Fonte: IBGE
- FABRICANTES DE SILICONE E ABNT VISAM REVISAR NORMA
A Comissão Setorial de Silicones, da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) deu um passo importante para aprimorar a regulação sobre aplicações de silicone em fios e cabos, visando melhorar a segurança dos consumidores. Após a regulamentação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) da certificação de fios e cabos revestidos com borracha de silicone, agora a Comissão Setorial de Silicones - constituída pelas fabricantes Dow Corning, Elkem, Momentive e Wacker - está trabalhando em conjunto com a Comissão de Estudos da ABNT, para a revisão da norma referente à instalação elétrica de baixa tensão, a NBR 5410. O documento completo deve ser encaminhado para consulta nacional, na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no segundo semestre deste ano. Resistente a altas temperaturas, a borracha de silicone protege fios e cabos de forma mais eficiente, minimizando risco de fogo na camada de proteção, quando expostos à sobrecarga de calor. O uso de borracha de silicone em condutores tem se mostrado uma solução técnica e economicamente viável, além de competitiva, em relação aos demais materiais, principalmente em circuitos que devem continuar operando em caso de emergência. Isto porque o material mantém suas dimensões originais e isolação, sem expor a parte metálica interna do condutor, evitando curtos circuitos e choques elétricos. “Com a regulamentação do Inmetro, somente produtos fabricados de acordo com as Normas Técnicas em vigor e certificados poderão ser comercializados, aumentando a confiabilidade do material”, afirma Irineu Bottoni, coordenador da Comissão. Essa era uma lacuna no campo regulatório que precisava ser resolvida, como mostrou estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sobre o Potencial de Diversificação da Indústria Química, divulgado em 2015. Com essa normatização, os fabricantes de silicones almejam posicionar o Brasil, em termos de regulação, no mesmo patamar de Estados Unidos, Europa e Ásia.
- PRIMEIRA FASE DO CARTÃO REFORMA INJETARÁ MILHÕES NO VAREJO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
O Ministério das Cidades divulgou recentemente a lista dos municípios contemplados na primeira fase do programa Cartão Reforma, que pretende reduzir o déficit habitacional qualitativo, que atinge cerca de 8 milhões de domicílios do País, segundo o Censo 2010, com base na liberação de recursos para compra de materiais de construção a serem utilizados em reformas, ampliação ou conclusão das unidades habitacionais. Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), serão liberados R$ 87,3 milhões nesta primeira etapa, divididos entre 94 municípios de 12 Estados. A expectativa é que mais de 17 mil famílias sejam atendidas. A FecomercioSP estima que o varejo de materiais de construção no Brasil movimente em torno de R$ 11 bilhões por mês, em média, de modo que os recursos liberados nessa etapa do programa representam 0,8% desse total. Contudo, mesmo que os recursos financeiros sejam pouco significativos, eles são bem-vindos neste momento de recuperação, principalmente para as micros e pequenas empresas. O setor foi um dos mais atingidos pela crise econômica do País entre 2014 e 2016. Estado de São Paulo Sete municípios paulistas foram contemplados nessa primeira etapa do programa - Carapicuíba, Franco da Rocha, Osasco, Praia Grande, Santana de Parnaíba, Santo André e Ubatuba - totalizando R$ 8,5 milhões em recursos que devem atender quase 1,7 mil famílias. Em parceria com Sincomavi, que representa a categoria, a FecomercioSP realizou uma simulação dos impactos do programa Cartão Reforma no varejo de materiais de construção nas regiões que abrigam esses municípios. Os cálculos foram feitos com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela entidade. Da tabela, observa-se que a região de Osasco, a qual abriga os municípios de Carapicuíba, Franco da Rocha, Osasco e Santana Parnaíba, receberá o maior montante de recursos, de pouco mais de R$ 5 milhões, beneficiando mais de mil famílias. Considerando que o faturamento médio mensal do varejo de materiais de construção na região ao longo de 2017 foi de R$ 172,6 milhões e que os recursos sejam gastos de maneira imediata, o Cartão Reforma alavancaria as vendas do segmento na região em 2,9%, o maior impacto entre as regiões analisadas. Em seguida, estão as regiões do Litoral (1,5%), Taubaté (0,6%) e ABCD (0,3%). Vale ressaltar que, à medida que novos editais forem lançados com mais municípios aderindo ao programa, esse impacto deve aumentar. Regiões ABCD - Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul. Litoral - Barra do Turvo, Bertioga, Cajati, Cananeia, Cubatão, Eldorado, Guarujá, Iguape, Ilha Comprida, Itanhaém, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Mongaguá, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Peruíbe, Praia Grande, Registro, Santos, São Vicente, Sete Barras. Osasco - Barueri, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Embu, Embu Guaçu, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista. Taubaté - Aparecida, Arapeí, Areias, Bananal, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Canas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Cunha, Guaratinguetá, Igaratá, Ilhabela, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lavrinhas, Lorena, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Queluz, Redenção da Serra, Roseira, Santa Branca, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São José do Barreiro, São José dos Campos, São Luiz do Paraitinga, São Sebastião, Silveiras, Taubaté, Tremembé, Ubatuba.
- EMISSÕES DE GÁS CARBÔNICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
O segmento de construção e edificações precisará melhorar em 30% sua eficiência energética até 2030 para manter o planeta no caminho rumo às metas do Acordo de Paris. É o que revela um novo relatório da ONU Meio Ambiente, divulgado pela Aliança Global. Levantamento aponta que essa área produtiva responde por 39% das emissões de gás carbônico associadas ao consumo e à produção de energia. A pesquisa indica que, em 2016, a superfície de áreas construídas alcançou a marca de 235 bilhões de metros quadrados. Ao longo dos próximos 40 anos, outros 230 bilhões serão erguidos — é como se, até 2060, nós adicionássemos anualmente ao planeta o equivalente à área do Japão. Por semana, construiríamos uma nova Paris. De 2010 a 2016, o crescimento populacional, o aumento da área explorada pelo setor de construção e a maior demanda por energia provocaram um aumento na procura por eletricidade em edifícios. O acréscimo foi igual ao total de energia consumida pela Alemanha durante o mesmo período. De acordo com o relatório, o problema com a expansão do setor está no fato de que, ao longo das próximas quatro décadas, dois terços de todos os prédios construídos serão levantados em países onde não há normas obrigatórias sobre uso eficiente de energia. Mais da metade dessas edificações será erguida nos próximos 20 anos. “Embora a intensidade energética do setor de construções tenha melhorado, isso não foi suficiente para compensar a crescente demanda por energia. Uma ação ambiciosa é necessária sem postergações a fim de evitar o congelamento de ativos em prédios ineficientes, de longa vida, por décadas”, avaliou o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. A intensidade energética é calculada por meio da divisão do consumo total de energia — de um país ou setor da economia — pelo Produto Interno Bruto (PIB) ou, no caso de segmentos produtivos, pela parcela de riquezas por eles geradas. Quanto maior o número, maior a eficiência na utilização de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia e a ONU Meio Ambiente, entidades responsáveis pela pesquisa, essa taxa precisa aumentar em 30%, quando considerado o desempenho do setor de construção e edificações. Os dados mais recentes, porém, indicam que estamos indo no caminho contrário. De 2010 a 2016, as emissões de gás carbônico do setor aumentaram quase 1% por ano, acumulando um volume de 76 gigatoneladas de CO2 liberadas na atmosfera. As promessas do Acordo de Paris exigirão esforços significativos — o tratado prevê a redução das emissões do setor a um teto anual de 4,9 gigatoneladas. O incremento de 30% na intensidade energética exigirá quase o dobro dos atuais avanços em performance energética dos prédios já construídos. Melhorias teriam de chegar a mais de 2% por ano até 2030. Isso significa que construções com zero emissão e zero gasto de energia terão de se tornar o padrão global na próxima década. A taxa de reformas dos sistemas de energia de edifícios também terá de aumentar, passando de 1 a 2% para entre 2 e 3%. Projetos de recondicionamento são particularmente importantes em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde em torno de 65% dos prédios que existirão em 2060 já foram construídos. Para o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, progressos identificados no setor foram muito pequenos em anos recentes e não estão acompanhando a urgência da necessidade de transformações. “Explorar o potencial do setor de edificações e construção exige esforços de todos, em particular para lidar com o rápido crescimento de investimentos em construção ineficiente e intensiva (no que tange ao consumo de carbono)”, disse. A publicação aponta estratégias para reverter esse cenário. Entre elas, estão a criação de incentivos de mercado para estimular a adoção de modelos sustentáveis; a implementação de códigos e políticas de construção, incluindo programas de certificação e rotulagem; investimentos em larga escala em soluções tecnológicas de baixo carbono; e iniciativas de divulgação de informação e conscientização junto a investidores e gestores. Como exemplo bem-sucedido de prédio adequado aos imperativos de sustentabilidade, o relatório cita o edifício Edge, em Amsterdã. A construção explora o uso da luz natural e faz uso de energia solar, além de mobilizar tecnologias inteligentes, como sistemas de ventilação automáticos que funcionam por sensor ou por meio de interação com os usuários. O relatório pode ser acessado aqui. Fonte: ONU Brasil/ Ciclo Vivo
- KOMMERLING REGISTRA CRESCIMENTO DE 20% EM 2017
Administrando negócios globais da ordem de 600 milhões de euros, a multinacional alemã Kommerling, do setor de perfis e sistemas para esquadrias de pvc, fechou 2017 contabilizando um avanço de 20% nas vendas do mercado brasileiro. “Conquistamos este resultado, mesmo impactados por um ambiente de desaceleração econômica”, comemora a diretora geral Tonia Lima, que atribui este crescimento à expansão para novos mercados, como o do Nordeste e do Centro Oeste, bem como as demandas para obras residenciais de alto padrão e obras verticais que contemplam a norma de desempenho NBR 15.575. Mercado em ascensão De acordo com informações da multinacional, o setor de esquadrias de pvc movimenta cifras da ordem de R$ 1 bilhão/ano, respondendo, atualmente, por 3% do mercado geral, contra 45% do aço, 30% da madeira e 22% do alumínio. “Temos um front enorme para crescer, sobretudo em nichos como hotéis, fachadas de edifícios e obras no litoral”, diz confiante, a diretora geral da multinacional.
- PESQUISA REVELA OS MOTIVOS DOS TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL A BUSCAR ATENDIMENTO MÉDICO
Elaborado de acordo com a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10), estabelecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) fez um retrato dos motivos pelos quais trabalhadores da construção civil procuraram atendimento médico em 2016. Realizado pela primeira vez, o levantamento considerou as 51.244 consultas ocorridas na unidade central da entidade, na capital paulista, que oferece atendimento médico das mais diversas especialidades, incluindo odontológico, exames, serviços complementares e de apoio. A prevalência foi pela busca por atendimentos relacionados à prevenção (check-ups), com uma fatia de 16,3% das consultas. O segundo motivo mais demandado se refere a doenças do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo, com 15,2%, seguido por problemas no aparelho geniturinário (órgão genital e urinário), representando 8,7% das reclamações. “Os dados refletem os investimentos que as empresas vêm fazendo nos últimos anos para oferecer atendimento qualificado de saúde aos seus funcionários e em campanhas de conscientização” explica Norma Araújo, superintendente do Iepac (Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana) do Seconci-SP e responsável pelo levantamento. “Ações em que os médicos vão até o canteiro de obra e fornecem orientações, por exemplo, despertam o interesse desse público por prevenção, visando mais qualidade de vida no longo prazo”, explica. Entre os cargos dos profissionais que mais demandaram exames preventivos estão servente de obra (12,1%) e pedreiro (9,4%). “Quando há a combinação de acesso ao atendimento médico e à informação, os números indicam maior interesse por parte dos trabalhadores que historicamente não buscam assistência preventiva”, comenta a médica. Sendo a maioria dos usuários trabalhadores da construção civil, os homens respondem pela maioria das consultas, com 44.650 (87,1%), e as mulheres por 6.594 (12,9%). Já por faixa etária, os homens entre 40 e 49 anos são os que mais procuraram a entidade, com 28% da amostra; seguidos pelos mais velhos, entre 50 e 59 anos (24,4%) e, na sequência, pelos mais novos, de 30 a 39 anos (20,9%). No caso das mulheres, a prevalência fica entre as pacientes de 18 a 29 anos (21,90%), seguidas pelas de 30 a 39 anos (12,9%) e 40 a 49 anos (11,5%). O estudo traz ainda os dias da semana em que os profissionais do ramo da construção mais procuraram o Seconci-SP. Terça-feira é o dia preferido, com 11.409 das consultas (22,3%), seguido pela quinta-feira (11.359/ 22,2%). O dia com menor procura é sexta-feira, mas ainda assim com uma fatia de 17,6% (8.995). Março concentrou a maior parte dos atendimentos do ano, com 4.987 (9,7%) consultas e dezembro foi o mês menos demandado (3783/ 7,38%).
- VENDAS DO VAREJO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO CRESCEM 6% EM 2017
O varejo de material de construção encerrou o ano de 2017 com 6% de crescimento sobre 2016 e um faturamento de R$ 114,5 bilhões. Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Anamaco, que entrevistou 530 lojistas entre os dias 21 a 23 de dezembro. Segundo o estudo, em dezembro o varejo de material de construção teve desempenho 1% superior a novembro - mesmo resultado apresentado na comparação sobre dezembro de 2016. “O ano de 2016 foi um dos piores da nossa série histórica. Por isso, o início de 2017 não foi exatamente como gostaríamos. Tivemos percalços durante os últimos 12 meses, mas conseguimos superar as dificuldades e encerrar o ano com um faturamento muito próximo do apresentado em 2015, que foi de R$ 115 bilhões ”, explica o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. “Com os resultados dos últimos 12 meses, esperamos que 2018 seja um ano de retomada e estamos prevendo um crescimento de 8,5% sobre 2017, influenciados pela redução das taxas de juros, da inflação e pelo aumento do emprego”, completa. Para 2018, a principal pauta da Anamaco será a aprovação da reforma tributária. "Nós acreditamos que a medida beneficiará e muito o nosso setor, que depende de assessoria contábil, jurídica e fiscal de inúmeros especialistas para conseguir se manter atualizado em relação às suas obrigações tributárias. O novo modelo deve dar mais fôlego e competitividade às empresas brasileiras, reduzindo a renúncia fiscal e diminuindo os contenciosos administrativos, além de acabar com a guerra fiscal entre os Estados, que possuem alíquotas diferenciadas de ICMS”, explica Conz. O presidente da Anamaco também aponta outros fatores que devem influenciar positivamente o setor em 2018. “As mais de 64 milhões de moradias existentes no Brasil se deterioram pela ação da chuva e do tempo, gerando uma demanda natural por material de construção. Fora isso, o número de casamentos, de nascimentos e de divórcios impacta diretamente o setor de reformas, afinal quem casa quer casa, quem tem filho precisa adequar a casa e quem separa também precisa de casa para morar. O consumidor está mais confiante e os números mostram que há uma retomada de obras. Justamente por isso, estamos otimistas de que 2018 será um ano de crescimento e desenvolvimento para a nossa cadeia produtiva”, completa Conz. Entre as categorias pesquisadas em dezembro, tintas apresentaram crescimento de 8% sobre novembro, assim como cimentos, que tiveram desempenho 2% superior no período. Revestimentos cerâmicos e telhas de fibrocimento, por sua vez, retraíram 4% e 3%, respectivamente. O "Bustracking", ferramenta que permite incluir perguntas carona na pesquisa realizada pelo sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviews) indicou que, em dezembro, aumentou de 35% para 43% o otimismo dos lojistas com relação às ações do Governo nos próximos 12 meses. Além disso, 37% dos lojistas pretendem realizar investimentos nos próximos 12 meses, e 12% pretendem aumentar seu quadro de funcionários em janeiro, que é um mês tradicionalmente mais fraco em vendas no setor. A Pesquisa Tracking Anamaco tem o apoio da Anfacer, Abrafati e Instituto Crisotila Brasil.
- BOAS FESTAS!
Boas Festas e um 2018 repleto de realizações! Aproveitamos para informar que a Revista “Contramarco” estará em férias coletivas de 20 de dezembro até 3 de janeiro de 2018.
- PRÊMIO ASBEA - PRODUTO DO ANO 2017
A AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) realizou no dia 4 de dezembro a cerimônia de entrega da 1ª edição do Prêmio AsBEA - Produto do Ano 2017, que foi recebida com sucesso e contou com a participação de arquitetos, empresas, indústrias, imprensa especializada, autoridades e associações parceiras, nas mais distintas áreas do setor da construção civil. O Prêmio AsBEA foi criado por arquitetos para premiar e valorizar os melhores produtos e sistemas voltados à construção civil, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento tecnológico, inovação, sustentabilidade, design e aprimorar a prática da documentação e comprovação de desempenho e características técnicas dos produtos por meio de laudos, ensaios e simulações. Com base nesses objetivos foram definidas as três categorias em que os inscritos concorreram: Design, Inovação e Sustentabilidade. Como demonstração da importância e valor do registro e avaliação de desempenho, características técnicas dos produtos para os arquitetos, foram selecionados um Prêmio e uma Menção Honrosa especiais de Desempenho, definidos pelos integrantes do júri, em que todos os inscritos concorreram em todas as categorias. Concorreram ao Prêmio 54 produtos/sistemas, de 27 empresas (indústrias) relacionadas à construção civil. Confira as premiações: CATEGORIA DESIGN Prêmios SCHÜCO DO BRASIL – Sistema de Correr ASS 39 PD.NI SCHOTT – Schott Ceran Menções Honrosas SCHÜCO DO BRASIL – Sistema FirestopT90-F90 (Porta corta-fogo) PORMADE – Linha de Portas HD DOCOL – Sistema Monocomando Bistrô Tech CATEGORIA INOVAÇÃO Prêmios CONSTRUTORA BAGGIO – Sistema Parcelamento Próprio UMC LEMCA ILUMINAÇÃO - Led Tetris Magnético Menções Honrosas SANITRIT – Bombas e Trituradores Sanitários TIGRE – Tigre Redux DECA-DURATEX – Ducha Higiênica Despressurizada GRAPHISOFT - Sistema BIM CATEGORIA SUSTENTABILIDADE Prêmios LA FONTE - ASSA ABLOY – Obra Fácil STO BRASIL - Sistema STO Therm Menções Honrosas FISE – Sistema CUST-K GAIL ARQUITETURA EM CERÂMICA – Sistema de Fachada Ventilada KERAGAIL Na premiação, destacaram-se ainda pela relevância de sua produção no cenário nacional como Prêmio e Menção Honrosa do Júri por Desempenho, as empresas abaixo, com seus respectivos sistemas: PRÊMIO POR DESEMPENHO KAWNEER – Sistema NOVA GOLD MENÇÃO HONROSA POR DESEMPENHO PAM - SAINT-GOBAIN - Sistema EPAMS
- “DEZEMBRO LARANJA” FAZ ALERTA SOBRE O CÂNCER DE PELE
Este mês, o Ministério do Trabalho está divulgando a campanha “Dezembro Laranja”, para despertar o interesse dos trabalhadores para a exposição contínua ao sol. A preocupação surgiu depois da divulgação de estudo sobre dermatologia ocupacional da Fundacentro. Os profissionais da construção civil, bem como de outras áreas profissionais expostas diária e continuamente à radiação ultravioleta (UV), preocupam mais o Ministério, pois esses grupos têm maior chance de desenvolver o câncer de pele não melanoma, o mais comum entre esses trabalhadores, representando 90% dos cânceres de pele e 25% dos tumores registrados no Brasil. O assistente técnico do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho, auditor-fiscal Jeferson Seidler, explica que, para reduzir os riscos dessa doença, o empregador deve analisar detalhadamente os riscos das atividades desenvolvidas na empresa, priorizando medidas de controle abrangentes e coletivas. O trabalhador também precisa se informar e participar ativamente da prevenção. "Todos os trabalhadores têm direito de conhecer os riscos das suas atividades e o empregador tem o dever legal de informá-los sobre os riscos e a forma de controle. A primeira coisa a fazer é solicitar essas informações, por escrito, ao empregador. E seguir minuciosamente as orientações para prevenção: procedimentos de trabalho, uso de equipamento de proteção individual (EPI), etc. Além disso, importante trabalhar com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) ou Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), no sentido de buscar melhoria contínua, se possível com controle de risco na fonte, de forma que o EPI seja uma barreira a mais, nunca a única", recomenda Jeferson Seidler. O Ministério do Trabalho atua na fiscalização de acordo as Normas Regulamentadoras 9, 7 e 6. A primeira identifica e controla riscos, com prioridade para a redução dos riscos por meio de seu controle na fonte e de proteções coletivas, além de medidas administrativas como a redução do tempo de exposição. A NR-7, o Programa de Controle Médico Ocupacional, tem como foco a atenção especial aos riscos a que o trabalhador está exposto; o médico deve fazer um exame de pele cuidadoso e, sempre que necessário, encaminhar o paciente ao dermatologista. Por fim, a NR-6 estabelece a escolha dos EPIs adequados para evitar o contato direto da pele com substâncias químicas ou exposição a radiações, de acordo com a avaliação dos riscos na situação real de trabalho. O uso de EPIs é uma medida adicional, complementar. Na escolha dos EPIs, destaca Seidler, é necessário ter atenção especial para o risco específico a ser evitado. Por exemplo, para a proteção do contato da pele com agentes cancerígenos, pode-se listar os seguintes equipamentos: capuz para proteção do crânio, face e pescoço contra agentes químicos; protetor facial para proteção da face contra radiação ultravioleta; vestimentas para proteção do tronco contra agentes químicos; creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos; manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes químicos; e luvas para proteção das mãos contra agentes químicos. Embora o creme protetor solar não seja considerado EPI, seu uso é recomendado em trabalhos com exposição ao sol, bem como roupas adequadas incluindo chapéus ou bonés. Caráter epidêmico O câncer de pele é a neoplasia maligna mais comum em todo o mundo e sua incidência tem atingido caráter epidêmico. Pode ser classificado em câncer de pele melanoma (CPM) e em câncer de pele não melanoma (CPNM). O CPM, apesar da elevada mortalidade, representa apenas 4% dos cânceres da pele; e o CPNM, de baixa letalidade, corresponde a 90% dos cânceres de pele e 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Em 2014, foram registrados 182 mil novos casos, conforme estudos da Fundacentro. Entre os CPNM, estão o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC). A exposição a raios ultravioleta (UV) A e B é o principal fator de risco. Os estudos pesquisados mostraram que há ocupações mais propensas a desenvolver CPNM devido à exposição diária e contínua, sendo que a exposição ocupacional iniciada em idade mais precoce (inferior aos 30 anos) é aquela considerada de maior risco. A luz solar não é a única inimiga dos trabalhadores na luta para evitar o câncer de pele. Há outras exposições à radiação ultravioleta (UVA e UVB), como os trabalhos com solda, que podem causar a doença caso não observadas as regras de segurança. As substâncias químicas estão relacionadas na lista de Doenças Ocupacionais: são exemplos o arsênio e seus compostos arsenicais, o alcatrão, o breu, o betume, a hulha mineral, a parafina e produtos de resíduos dessas substâncias causadores de epiteliomas da pele; as radiações ionizantes; e as radiações ultravioletas. Fonte: JP News, com informações do Ministério do Trabalho
- ASCEVI APRESENTA PRINCIPAIS RESULTADOS
A Associação Catarinense das Empresas Vidreiras (Ascevi) levou este ano ações relevantes aos vidreiros, arquitetos e engenheiros pelos 6.757km que rodou por Santa Catarina, e além dela. A retrospectiva dos principais trabalhos da Associação foi apresentada durante o jantar de final de ano, realizado no dia 30 de novembro, em Florianópolis. Segundo a coordenadora associativa da entidade, Magda Frutuoso, mais de 12 reuniões, com a participação de 140 pessoas, tiveram a Ascevi à frente. Junto à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) foram outros 14 encontros, entre treinamentos, eventos e reuniões, com a representação do setor vidreiro catarinense. Com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas sobre a aplicação do vidro na construção civil, e a sua usabilidade para oferecer o conforto térmico, a ação “Ascevi leva o vidro para a aula”, contou com a presença de 805 acadêmicos dos cursos de arquitetura e engenharia pelas 12 universidades pela qual passou. O ArchiGlass, evento destinado aos profissionais que já atuam na área da construção, contou com o envolvimento de 102 profissionais. “Realizamos esta ação junto aos estudantes desde 2013, sempre contanto com o apoio da Abravidro. Levamos esta temática para as universidades devido ao fato de que estes cursos, arquitetura e engenharia, não possuem uma cadeira específica sobre o vidro. Muitos destes estudantes serão os especificadores quanto à aplicação e o uso deste material nas obras, e para isso eles precisam conhecer melhor o produto”, destacou Magda. DEMAIS AÇÕES A Ascevi participou de importantes eventos de destaque no setor, como o SAIE VETRO, realizado em Curitiba e o Simpovidro, que ocorreu em Florianópolis. Além disso, a entidade realizou diversos encontros institucionais com as seguintes entidades: CAU, CasaCor, Portal de Arquitetura, Sinduscon Florianópolis e Balneário Camboriú. Dezenove associados foram agraciados pela ida da Ascevi até elas por meio do “Ascevi Visita”, projeto em que a entidade conhece de perto a realidade de cada um, seus principais anseios e investimentos. O presidente da Ascevi, Lino Rohden, destacou que o momento é de união dos empresários. “O nosso objetivo principal é congregar o setor vidreiro, com cada vez mais conhecimento técnico, sobre a situação geral e a formação de preços. Queremos proporcionar um trabalho com qualidade, criatividade, para que tenhamos um custo benefício maior para o cliente final, e poder oferecer um produto de mais valor”.
- PAINÉIS DE ACM E INOX VALORIZAM FACHADA E INTERIOR DE SHOPPINGS CENTERS
De acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), atualmente o Brasil conta com mais de 550 shoppings centers, e investir em uma arquitetura contemporânea e singular pode ser um diferencial para atrair os visitantes. Entre os principais centros comerciais requintados da cidade de São Paulo, está o JK Iguatemi, que recebeu um projeto de revestimento totalmente único em sua construção, elaborado pela Projetoal, empresa que desenvolve e comercializa soluções criativas e personalizadas para revestimentos comerciais, oferecendo material de alto padrão. Com mais de seis mil m² de ACM - painéis de alumínio - pintados em PVDF Kynar 500, em três tonalidades diferentes, como o cinza metálico escuro, branco porcelana e o dourado silver metálico, foi possível proporcionar maior durabilidade e estabilidade nas cores, e para levar ao local mais requinte, foram usados mais oito mil m² de inox composto (ICM), conhecido por ser um material espelhado muito nobre "Os arquitetos solicitaram a Projetoal um revestimento sofisticado, robusto e de fácil manutenção. A princípio a ideia era colocar os painéis em apenas um trecho pequeno da obra, porém o material foi tão apreciado que aumentou em oito vezes o tamanho da área trabalhada", explica o gerente comercial da Projetoal, Luiz Carlos Rocha. Segundo o profissional, os painéis de ACM e de ICM do JK Iguatemi foram colocados nas marquises e forros de entrada, em pilares das vitrines, fachadas e das torres do edifício, no hall dos elevadores, escadas rolantes e portas das escadas. Outro grande shopping center que traz os revestimentos da Projetoal é o Atrium, localizado em Santo André, ABC Paulista. Para a construção, foram utilizados mil m² de painéis em ACM, com pintura PVDF Kynar 500, nas cores cinza metálico escuro e branco porcelana, distribuídos em toda entrada e proporcionando mais proteção nas áreas metálicas. "Procuramos oferecer ao prédio revestimentos leves, com grande desempenho e que tivessem um custo benefício a longo prazo", finaliza o gerente da Projetoal. Em ambas as construções, os materiais de extrema qualidade contam com garantia de 20 anos e garantem facilidade de limpeza e manutenção.















