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  • ADIVIPAR REÚNE SÓCIOS EM EVENTO ONLINE

    Recentemente, a Associação de Distribuidores e Processadores de Vidros do Paraná (Adivipar) realizou um evento interno online com cerca de 80% de participação dos sócios da entidade. “Sempre é muito bom quando um grupo de pessoas extraordinárias se reúne para fortalecer a mente, alimentar o espírito, trocar experiências e encontrar juntos soluções para sair de momentos desafiantes como esse. Grato à Adivipar pela oportunidade de falar para os empresários do setor do vidro. E lembremos sempre que ‘o que afunda o navio não é a quantidade de água ao redor dele, mas a quantidade que entra no navio’. Do mesmo modo, a negatividade e pessimismo do mundo não podem te derrubar, a menos que você permita que permaneçam dentro de você. Cuidemos de nossa mente, escolhendo muito bem as sementes que plantamos nela”, disse Marcos Souza, palestrante do evento. Fonte: Adivipar

  • DE FUNCIONÁRIO A DONO DE UMA VIDRAÇARIA

    A história de um empresário do ramo vidreiro que não veio de sucessão familiar Contabilista de profissão, Sandro Henrique Rensi entrou no ramo vidreiro em 1995 para gerenciar uma revenda de box e vidros temperados da marca Blindex, em Santa Catarina. Mesmo sem saber absolutamente nada sobre o ramo de negócios, ele logo percebeu a grande quantidade de erros de medição e projetos que ocorriam na revenda. Para entender melhor sobre o ramo vidreiro e tentar reduzir os problemas que estava enfrentando, ele resolveu fazer um treinamento de 15 dias na Blindex, em São Paulo (SP), com o engenheiro Marcos Veras de Almeida, que ministrava o curso de vidraceiros. Lá, aprendeu todos os processos de desenhos, folgas e tipologias do vidro. Após o treinamento, Rensi retornou à revenda de box e vidros temperado para ajustar todos os procedimentos na área administrativa e corrigir o que estava errado. O esforço valeu a pena, contribuindo para o crescimento da empresa. Anos depois, por problemas pessoais, o proprietário da vidraçaria acabou abandonando o negócio, deixando para Rensi a responsabilidade de fechar a empresa, demitir os funcionários e entregar os pedidos que estavam em processo de venda. “Havia 17 clientes que pagaram e, a princípio, não iriam receber os materiais, porque não havia recursos financeiros para a empresa honrar com os compromissos, uma vez que o proprietário sumiu”, conta Rensi. “Eu tinha dois caminhos, abandonar também a vidraçaria ou arregaçar as mangas e trabalhar”. Mesmo não tendo a responsabilidade jurídica pelo negócio, Rensi sentiu que não podia deixar os clientes na mão. “Conversei com minha esposa e resolvemos vender o veículo dela para comprar materiais, junto com o funcionário Antonio Carlos Cimiano, que está comigo até hoje”, relembra. “E com a ajuda de Adenir Steinbach, concorrente e proprietário da Steinglass na época, conseguimos honrar todos os compromissos e atender todos os clientes”. NEGÓCIO DE FAMÍLIA Tempos depois, Steinbach convidou Rensi para ser vendedor da marca catarinense Steinglass e também Cimiano, para trabalhar como instalador. Convite aceito, o contabilista foi ganhando mais experiência no ramo vidreiro e conhecendo outras áreas da Steinglass, até ser convidado para uma sociedade. Nessa nova etapa, com mais experiência e conhecimento da área, Rensi não demorou muito para comprar a outra parte da Steinglass. Hoje, a marca pertence à família Rensi, natural de Florianópolis (SC). O proprietário comanda toda a empresa, sua esposa Cristiane Duarte Furtado Rensi cuida da área financeira e Saymon Furtado Rensi, filho e sócio, ajuda na parte de projetos e orçamentos. Nas fotos: Sandro, Cristiane e Saymon/Divulgação “Depois de alguns anos trabalhando na Steinglass, fui convidado para compor o time da Vidro Forte Indústria de Vidros, no Rio Grande do Sul, para abrir o mercado catarinense para a marca, com minha saída da Steinglass”, conta Rensi. “O proprietário, que já havia me passado grande parte de seus serviços diários, acabou sentindo muito minha ausência, foi aí que surgiu o convite para entrar na sociedade. Já na segunda transição, coloquei meu filho como sócio da empresa”. A família acabou entrando na estatística de 2016 do IBGE juntamente com o Sebrae, que mostra que 90% das empresas no País são constituídas por familiares. Comum também é a sucessão familiar no setor vidreiro, com exceção de Rensi, mas que provavelmente ocorrerá quando seu filho Saymon assumir o comando. Rensi diz que, por conta da empresa ser familiar, eles vivem “24 horas a família e a Steinglass”. Seu filho um pouco menos, pois está fazendo faculdade de Engenharia de Materiais. E confidencia que só existe uma regra: não falar sobre a empresa fora do horário comercial, principalmente quando se trata de problemas. Essa é a chave do bom entendimento, de acordo com o contabilista e empresário. A STEINGLASS Por estar em um ramo dinâmico, Rensi diz que sua empresa tem que se reinventar todos os dias. “Logo após eu adquirir a marca, resolvi mudar nosso produto principal. Ainda continuamos a trabalhar com vidros temperados, mas hoje nosso forte é a produção de esquadrias de alumínio”, afirma, acrescentando que precisou “voltar para a escola, pois é totalmente diferente do que fazíamos: comprar máquinas, escolher o parceiro certo para as linhas de esquadrias, contratar funcionários de produção (corte e montagem), treinar os funcionários e instalar outro tipo de abertura”. Para ele, é necessário realizar mudanças sempre que o mercado exigir. “Esse é o grande desafio”, ressalta. Concluir uma obra, olhar para trás e ver aquele prédio pronto, com esquadrias, guarda-corpo, muro de vidro, ver que tudo deu certo e que o cliente está feliz com a escolha da Steinglass, essa é a recompensa, segundo Rensi. “Se pudesse destacar uma obra [que tem a participação da Steinglass] seria o Shopping Nações, do grupo Almeida Junior, na cidade de Criciúma (SC), pela arquitetura, pelo desafio e grandiosidade do projeto”. Exemplos de instalações executadas pela Steinglass/Divulgação Quais são os segredos da empresa para se manter consolidada no mercado por 24 anos? Rensi diz que a resposta é analisar o mercado com olhar de consumidor, entender as mudanças e o meio em que vivemos, não se acomodar e capacitar os colaboradores. Para ele, é assim que se dirige uma empresa. Sobre o impacto da pandemia na Steinglass, ele relata que todos de sua equipe e família são privilegiados. “No início, claro, ficamos preocupados, mas à medida que foi passando o tempo, fomos nos adequando e tomando os cuidados necessários. Nesse período, estamos com muitas obras em andamento, por isso não afetou nosso financeiro e, consequente, a produção. Continuamos firmes e fortes, esperando o mercado reagir e as pessoas e empresas em geral voltarem à normalidade”. Saiba mais sobre a Steinglass em: steinglass.com.br/

  • VIDRO SERIGRAFADO E SEUS BENEFÍCIOS

    Com opções de cores e desenhos variáveis, bom aproveitamento em vidros de qualquer tamanho, alta resistência a transmissão de luz e calor, segurança e um acabamento impecável, essas são algumas características dos vidros serigrafados. O vidro serigrafado, também conhecido como vidro pintado a quente, é um material que recebe desenhos ou cores por meio de telas de silkscreen com uma tinta especial, cujo conteúdo é fixado no vidro em altíssimas temperaturas, gerando um processo de pintura e têmpera. Esse processo termina em um forno para que a tinta fixe na chapa a quase 600ºC, produzindo um material resistente a riscos e manchas de gordura em um vidro que também ganha resistência após o processo de têmpera. Essa é uma das desvantagens do produto, afinal, o vidro temperado não pode ser cortado ou modificado. Vidros refletivos também podem receber serigrafia, contanto que a metalização resista à têmpera, proporcionando, dessa forma, ganhos em controle solar e conforto térmico. Em coberturas, escadas, fachadas e guarda-corpos, situações em que o processo exija mais segurança, a serigrafia deve ser efetuada em vidros laminados. Fonte: Anavidro

  • CONHEÇA OS PRODUTOS DIAMUT

    A fabricante de ferramentas para trabalho com vidro monolítico e laminado, pedra e materiais cerâmicos está há mais de 30 anos no mercado. A marca italiana oferece fresas de corte, brocas e rebolos diamantados e de polimento, além de serviços de personalização e retificação. Alguns exemplos de produtos da marca. Reprodução: Diamut As fresas diamantadas estão disponíveis em diversas variantes, desde um diâmetro mínimo de 6mm a um máximo de 20mm para o processamento de vidro monolítico. Também está disponível uma versão para corte de vidro laminado, projetada para garantir uma interação perfeita com a película de plástico. Já as brocas de furação, apresentam variantes de 75, 95 e 69mm, para satisfazer todas as necessidades de perfuração, disponíveis também com o escareador. Por fim, a linha de rebolos Diamut é caracterizada pela ampla disponibilidade de versões, com diâmetro de 25 a 200mm, que podem ser usadas em vidro monolítico, laminado e estratificado. Mais informações: www.diamut.com/br/vidro/ Fonte: Diamut

  • SETOR DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO ALAVANCA NA QUARENTENA

    Portas com problemas para fechar, puxadores de box quebrados, fachadas com pintura descascando, entre outros muitos pequenos reparos que antes passavam despercebidos. Durante a quarentena, as pequenas reformas de casa ficaram mais evidentes, ganhando força e contribuindo para a movimentação da economia na construção civil. De 19 a 25 de julho, o faturamento do setor de materiais de construção subiu 33,1%, único entre o setor de bens duráveis a ter alta no período, conforme o ICVA, indicador de varejo da Cielo. Segundo Geraldo Defalco, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o auxílio emergencial também contribuiu para o aumento de renda no setor, pois a venda de materiais de construção cresceu cerca de 40% na pandemia. No varejo total medindo pelo índice no acumulado de 1 de março a 25 de julho, o segmento de materiais de construção foi o segundo que mais cresceu, com aumento de 5,5%, ficando atrás somente do setor de hipermercado, que aparece com 16,1%. Fonte: Folha de S.Paulo

  • MINHA CASA MINHA VIDA ALAVANCA SETOR IMOBILIÁRIO COM A VENDA DIGITAL

    Em 2020, o setor imobiliário, que foi desafiado durante a pandemia devido ao fechamento dos estandes de vendas, teve seus resultados revertidos no segmento Minha Casa Minha Vida (MCMV), que apresentou crescimento no volume de transações durante a quarentena. Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), de fevereiro a abril deste ano, os lançamentos aumentaram 2,2% e as vendas 6,7% em relação ao mesmo período de 2019. Dentro deste total, os lançamentos MCMV cresceram 10,5% e as vendas ampliaram 20,3%, ou seja, foi o setor responsável por manter os números do mercado imobiliário. O MCMV corresponde a 79% dos lançamentos e 71% das vendas no País. Tudo foi possível porque o governo junto à Caixa estipulou alguns incentivos de crédito e carência para pagamentos e, mesmo com estandes fechados, o mercado imobiliário encontrou na tecnologia uma alternativa para continuar vendendo. Fonte: Glauco Farnezi, diretor da desenvolvedora do app Facilita, aplicativo para gestão digital de venda de imóveis/Assessoria IMAGE Comunicação

  • CONHEÇA 11 CARACTERÍSTICAS DAS ESQUADRIAS DE PVC QUE IMITAM A MADEIRA

    Mais do que charme para o ambiente, as esquadrias em pvc têm 10 anos de garantia e a usabilidade pode ultrapassar os 40 anos. O material pode, inclusive, imitar a madeira. Acima: comparação entre madeira (à esquerda) e o PVC da Shine Windons que imita madeira (à direita)/ Reprodução: Shine Windows “O pvc é um produto altamente resistente ao tempo, além de ser 100% reciclável, contribuindo para a preservação do meio ambiente e conservação dos recursos naturais”, afirma Adauri Carvalho, engenheiro de vendas da Shine Windows. Esquadria PVC da ShineWindows que imita madeira/Reprodução: Shine Windows Saiba um pouco mais sobre as características das esquadrias que imitam a madeira: não atrai pragas como cupim, tornando as esquadrias que imitam madeira mais resistentes; não empenam nem deformam com o passar do tempo; além da resistência do perfil de pvc, uso de reforços metálicos internos que ajudam na mecânica do produto, não sofrendo com as ações de vento e com o passar do tempo; são entregues prontas: com vidro, componentes e acessórios; não há a necessidade do uso de contramarcos, por isso podem ser instaladas a qualquer momento; o produto é ecologicamente correto, não sendo produzido com materiais pesados, sua composição é livre de chumbo e 100% reciclável; são feitas sob medida para cada projeto; são soldadas e de material atérmico, portanto proporcionam grande economia de energia, devido à baixíssima transferência de temperatura do ambiente externo para o interno, causando economia na conta de energia elétrica devido ao menor uso de ar-condicionado e aquecedores; a superfície do pvc não absorve partículas de poeira, fumaça ou fuligem. Para limpá-las, é necessário apenas o uso de água e sabão neutro; são muito seguras. Os reforços metálicos que vão dentro dos perfis de pvc servem também para a fixação dos fechos e contra fechos; processo de laminação utiliza colas especiais e termofusão para conferir ao produto uma união entre o perfil e a película nas esquadrias de pvc que imitam a madeira. Fonte e fotos: Shine Windows/Assessoria Comunique-se

  • ASA ALUMÍNIO É MARCA DE SUCESSO NOS SETORES INDUSTRIAL E DA CONSTRUÇÃO CIVIL

    Reprodução: Asa Alumínio/Instagram Posicionada há 27 anos entre as maiores extrusoras de perfis de alumínio para aplicação industrial e na construção civil, a Asa Alumínio está equipada com moderna linha de produção automatizada e planejada. Para o mercado da construção civil, a empresa conta com um vasto portfólio de sistemas de esquadrias, fachadas e telhados, entre outros itens. Como resultado de sua política de investimentos, a Asa Alumínio desenvolve perfis especiais de grandes dimensões e dispõe de mais de 2 mil toneladas de perfis da construção civil para pronta-entrega. Para saber mais, acesse: www.asaaluminio.com.br/ Fonte: Asa Alumínio

  • PESQUISA DO SINDUSCON-SP/ SECONCI-SP REVELA 100% DE DISTRIBUIÇÃO DE MÁSCARAS NOS CANTEIROS

    A 11ª Pesquisa “Conhecendo as Ações das Construtoras Paulistas no Combate à Covid-19”, realizada pelo SindusCon-SP e pelo Seconci-SP com construtoras, apontou que há distribuição máscaras no canteiro de obras para utilização no trabalho e também para o transporte. A enquete semanal segue mostrando reduzido percentual de contaminação por covid-19 nos canteiros de obras no Estado de São Paulo, porém ligeira elevação de casos suspeitos. Os presidentes do SindusCon-SP, Odair Senra, e do Seconci-SP, Haruo Ishikawa, consideram muito positiva a disponibilização das máscaras e alertam para a necessidade de seu descarte correto, sempre em lixo fechado. Os dirigentes reforçam a necessidade de vigilância constante para a observância das demais medidas, como a higienização constante de mãos, ferramentas e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), e o distanciamento entre os trabalhadores nas obras e nas áreas de vivência. Nesta 11ª rodada, foram obtidas respostas de 38 empresas, responsáveis por 459 obras, envolvendo 29.963 empregos diretos e terceirizados, de 16 a 22 de julho. Principais resultados da 11ª Pesquisa: 2,8% afastados por suspeita de covid-19; 1% afastados por confirmação da doença; 454 obras em andamento e 5 paradas; 94% do pessoal estão em atividade; 100% das empresas adotaram medição de temperatura e higienização das mãos, dão orientações diárias sobre prevenção, higienizam e realizam demarcações em áreas de vivência, fornecem máscaras para o transporte e para utilização na obra e afixam informativos impressos sobre a covid-19 nos locais de circulação; 97% realizam limpeza dos EPIs e orientam a respeito, além de instituírem horários escalonados para entrada, saída e refeições; 95% realizam outras práticas para a prevenção da contaminação entre os trabalhadores e a comunidade. 92% distribuem informativos eletrônicos de orientação. Os presidentes do SindusCon-SP e do Seconci-SP reafirmam o convite para mais empresas participarem das próximas rodadas da pesquisa. Para isso, basta enviar um e-mail para pesquisacovid-19@seconci-sp.org.br e o Seconci-SP entrará em contato para incluir a construtora na enquete. As entidades garantem sigilo absoluto sobre as informações prestadas. Fonte: SindusCon-SP

  • PRESERVANDO A NOSSA HISTÓRIA

    Retratos de obras restauradas e o reaproveitamento de esquadrias e outros itens “Havia uma perspectiva pessimista sobre o restauro devido ao avançado estado de degradação do imóvel, abandonado há duas décadas. Entretanto, após início da limpeza e desobstrução dos ambientes descobrimos um cenário enriquecedor e passível de se restaurar”, conta Fabiula Domingues, arquiteta e urbanista e sócia do escritório Contemporânea Paulista, sobre a situação da estação ferroviária Campo Grande, na Vila de Paranapiacaba, região metropolitana de São Paulo. O local foi inaugurado em 1889, o prédio atual é de 1929 e pertenceu à São Paulo Railway (SPR). Mas foram as obras de restauro da vila histórica de Paranapiacaba e da estação que mudaram o destino da construção, que estava perto de desabar. “O reaproveitamento das telhas antigas, não só se tornou possível como foi imprescindível para fazer o telhamento de uma água da cobertura original da estação”, destaca Cristina Machado, arquiteta e urbanista e sócia do escritório Contemporânea Paulista. Divulgação: Contemporânea Paulista O projeto, iniciado em janeiro de 2020 e com conclusão prevista ainda para este ano, é coordenado pelo escritório de arquitetura e urbanismo Contemporânea Paulista, especializado em restauração de patrimônio histórico e cultural. A obra está orçada em R$ 1,7 milhão e está sendo patrocinada pela MRS Logística, concessionária que administra o trecho ferroviário e que depois utilizará a estação como espaço operacional. Para saber mais detalhes sobre a importância deste trabalho de restauração e sobre a preservação e reaproveitamento das esquadrias, a equipe Contramarco entrevistou as arquitetas e urbanistas do escritório Contemporânea Paulista Cristina Machado e Fabiula Domingues. A formação de Cristina inclui graduação em arquitetura e urbanismo na Universidade Paulista, com especializações em Landscape Urbano na Universidade ESALQ, restauro do patrimônio histórico arquitetônico e urbanístico na UniSantos e especialização em obras de arte sacra no Museu de Arte Sacra SP. Já Fabiula possui grande experiência na área de arquitetura e urbanismo, com ênfase em patrimônio histórico. Sua formação inclui graduação em arquitetura e urbanismo na Universidade São Marcos, UNIMARCO; MBA em bens culturais na Fundação Getúlio Vargas, FGV; extensão universitária em arquitetura e urbanismo na Universidade de São Paulo, USP; e curso de Restauro de Arquitetura no Centro Técnico Templo da Arte, CTTA. Contramarco: Qual a importância de se restaurar ou recuperar para nova utilização prédios antigos, centenários e de importância histórica? Cristina Machado: Antes de responder sobre a importância de se restaurar, vale esclarecer que restauro é uma ação interventiva invasiva e somente deve ser adotada quando há falta de conservação do patrimônio histórico, seja ele um quadro de Leonardo da Vinci ou um edifício de Oscar Niemeyer. A conservação de um edifício histórico só é garantida quando o patrimônio está incluso no cotidiano social, caso contrário estará fadada a falência. Daí vem a importância por se ter políticas públicas coesas capazes de unir o diálogo social participativo com outros segmentos econômicos, culturais e educativos. A união e interlocução desses grupos são capazes de diagnosticar e prognosticar necessidades e proposituras sociais alinhadas a estruturas pré-existentes centenárias aptas a receber novas funções sociais e, assim, garantir longevidade à história do bem e a criação de novas experiências. Preservar as nossas histórias, memórias e culturas, significa deixar um legado às futuras gerações. O patrimônio histórico ilustra o passado, nos possibilitando ter uma análise crítica dos nossos acertos e equívocos, produz novas experiências, garantindo toda uma narrativa materializada no presente, e se perpetua para um próximo futuro, não permitindo que caia em degradação e abandono. Contramarco: Nas obras de restauração ou preservação de edifícios históricos, qual ou quais os principais problemas enfrentados na parte das esquadrias (portas, janelas, gradis, etc.)? Fabiula Domingues: As obras de conservação ou restauro enfrentam diversos problemas em todos os elementos arquitetônicos integrados ao imóvel: nasce na cobertura, perpassa as alvenarias, revestimentos, ornatos, instalações prediais e atinge até a manutenção vegetativa, por exemplo. A falta de mão de obra especializada, escassez de recursos e desvalorização da tradicionalidade do “saber fazer”, esvazia o mercado do ofício, não capacita profissionais e gestores e desanima o mercado econômico. Umidade é uma das patologias mais graves que se pode ter em um patrimônio histórico. Dela decorre, por exemplo, a criação de fungos e bolores que deixam a superfície da madeira mais molinha oferecendo um “banquete” aos cupins, brocas e outros parasitas. As peças metálicas (zinco, cobre, ferro, etc) também sofrem danos irreversíveis pela exposição às intempéries. Como exemplos de patologias temos variações bruscas de temperatura, chuvas ácidas, raios ultravioleta, entre outras. Todas aceleradoras do envelhecimento de diversos materiais metálicos, que sem a prevenção efetiva geram a corrosão e a deterioração de suas propriedades. Contramarco: As atuais técnicas construtivas podem ser combinadas com estruturas mais antigas e históricas? É possível preservá-las adequadamente, sem alterar em demasia o projeto da obra original? Cristina: Sim, as estruturas mais antigas e históricas podem ser combinadas, de forma coerente, às atuais técnicas construtivas. Como exemplo citamos a Igreja São Luiz de Tolosa, na cidade de São Luiz do Paraitinga - SP. A igreja ruiu por conta de uma enchente em 2010 e, após a catástrofe, houve um apelo popular para que o patrimônio fosse reconstruído tal qual o original. Entretanto, reconstruí-lo em sua composição original significava refazer a estrutura em taipa de pilão o que incorreria em uma nova possibilidade de arruinamento diante de nova enchente. Foi assim que o partido arquitetônico e de restauro optou pela inclusão de peças metálicas na estrutura do edifício em substituição à taipa de pilão. Todas as peças metálicas ficaram expostas, exceto nas áreas litúrgicas, por se tratar de espaços sagrados à fé. O resultado gerou uma plasticidade harmônica, além de funcional para a nova realidade espacial do patrimônio. Outro exemplo interessante está em Ephesus, na Turquia. As ruínas históricas da Grécia Antiga, após escavações arqueológicas passam por processo de restauração, onde se aliam a conservação de técnicas rudimentares a materiais modernos, garantindo a leitura do conjunto arquitetônico e diferenciando visualmente o que é histórico do que é atual, sem que essa leitura interfira no conjunto da obra. Neste exemplo usa-se estrutura metálica para sustentação das peças originais e novas e o concreto para preenchimento das lacunas faltantes. Contramarco: Como está sendo a experiência com a estação ferroviária Campo Grande? Quais foram as maiores dificuldades? Fabiula: Com o início da obra em janeiro de 2020 havia uma perspectiva pessimista sobre o restauro devido ao avançado estado de degradação do imóvel, abandonado há duas décadas. Entretanto, após início da limpeza e desobstrução dos ambientes descobrimos um cenário enriquecedor e passível de se restaurar. Como ocorreu com as cimalhas, moldura que fica na parte superior da fachada de um edifício, ocultando o telhado e impedindo que as águas escorram pela parede, em tijolos presente nas fachadas. Boa parte destes elementos havia se perdido, entretanto, com a demolição parcial de algumas alvenarias internas pudemos reaproveitar os tijolos para reproduzir novas cimalhas. O reaproveitamento das telhas antigas, não só se tornou possível como foi imprescindível para fazer o telhamento de uma água da cobertura original da estação. As telhas foram retiradas cuidadosamente, passaram por higienização, teste de absorção, classificação e reinstalação. Também houve testagem de toda estrutura de madeira do telhado, as tesouras originais permaneceram no seu local de origem, enquanto houve necessidade de reprodução de duas novas peças. Um dos principais agentes causadores de patologias nas argamassas são os sais minerais e a água. As infiltrações e a salinização penetram pela argamassa abrindo lacunas atingindo as estruturas. Assim, foram realizados testes de argamassa in loco para compreender o traço original e reproduzi-lo na reconstituição de partes faltantes ou deterioradas. Já a prospecção estratigráfica pictórica é um processo de decapagem feito por camadas sobre a tinta das superfícies para identificar as cores e a cronologia pictórica da edificação. Estas “janelas” de prospecção são posicionadas de forma estratégica, conforme orientação do projeto de restauro para confirmar possíveis questões levantadas em pesquisa histórica e iconográfica. Realizamos este trabalho na estação e foi possível identificar tonalidades claras nas paredes originais, puxadas para o tom areia. Contramarco: Na sua opinião, até que ponto as esquadrias podem ser reaproveitadas? Quais são os principais tratamentos dados aos itens? Cristina: Cada projeto possui sua especificidade para determinar o grau interventivo ou não de restauro das esquadrias. O que determinará seu reaproveitamento, ou não, é o diagnóstico e o mapeamento de danos desses elementos. O reaproveitamento depende do novo uso da edificação. Em determinados usos, as aberturas das esquadrias são parcialmente obstruídas como, por exemplo, em espaços museológicos. Em outras obras, as esquadrias são preservadas de acordo com o seu estado de conservação. No caso da estação de Campo Grande, o projeto de arquitetura do arquiteto Laerte Gonzalez, optou pela reprodução de réplicas devido ao alto grau de degradação dos elementos em madeira. Já as contravergas em ferro serão restauradas. Réplicas das esquadrias. Divulgação: Contemporânea Paulista Os respiros originais do séc XIX, com a inscrição de SPR - São Paulo Railway, foram restaurados, devido seu valor histórico e as aberturas dos óculos, com a função da ventilação cruzada da edificação, será mantida com nova moldura. Antes e depois da restauração dos respiros. Divulgação: Contemporânea Paulista Contramarco: Acrescente outros comentários sobre assuntos não abordados nas questões acima, mas que são importantes destacar. Fabiula: A matéria restauro não é subjetiva, tampouco aleatória. Os projetos de restauro são referenciados por declarações e cartas patrimoniais, extraídas de pensamentos críticos acadêmicos, conferências mundiais, tombamentos e órgãos de preservação do patrimônio histórico. Portanto, metodologias de ensino e ferramentas que auxiliam a preservação e restauro do patrimônio histórico são de suma importância para o profissional, proprietário ou interessados em acessar esses documentos. Saiba mais sobre a Contemporânea Paulista em: www.contemporaneapaulista.com.br/

  • PAINÉIS SOLARES TRANSPARENTES

    E se as suas janelas produzissem energia solar? Se você pensou: impossível, saiba a tecnologia já existe. A Ubiquitous Energy desenvolveu a ClearView, painéis solares transparentes para as janelas, ou seja, um tipo de vidro solar que pode transformar a luz do sol em energia sem a necessidade dos painéis opacos cinza-azulados aos quais essas células geralmente estão associadas. Criada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts em 2012, a empresa espera usar essa tecnologia para transformar qualquer superfície de vidro em geradoras de energia solar. O produto é feito com corante orgânico, que pode revestir superfícies de vidro e, permite a passagem da luz solar visível, como as janelas normais, mas captura os raios ultravioleta e infravermelho para convertê-los em energia. O que a empresa fez foi projetar esses corantes para absorver seletivamente a luz infravermelha e também convertê-la em eletricidade, segundo Miles Barr, fundador e diretor técnico da empresa. “A desvantagem básica é a eficiência relativamente baixa”, disse Anne Grete Hestnes, professora de arquitetura da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, especializada em energia solar. Barr comenta que os painéis transparentes da Ubiquitous Energy podem produzir até dois terços da energia que os painéis tradicionais produzem. Ele informa também que estes painéis custam cerca de 20% a mais para instalar do que uma janela comum, um custo que ele afirma ser compensado pela geração de eletricidade. Este material é a primeira tecnologia transparente que conseguiu transformar a luz solar em energia sem trazer impactos à visão. De acordo com a startup, é eficiente, fino, tem menos do que 0,001 milímetros de espessura e não possui substâncias tóxicas. Mais informações em: ubiquitous.energy/ e clickpetroleoegas.com.br/startup-de-energia-solar-desenvolveu-paineis-solares-totalmente-transparentes/ Fontes: Click Petróleo e Gás, Revista Exame e Ubiquitous Energy

  • VITA COMPONENTES TAMBÉM FORNECE TELAS MOSQUITEIRAS

    A distribuidora de acessórios e componentes para esquadrias, que atua com as principais marcas do mercado nacional e internacional, fornece uma vasta gama de itens, entre eles a tela mosquiteira. A empresa, que fica em Valinhos-SP, também trabalha com a distribuição de ferragens para vidro temperado, fechaduras, espumas, hastes, brises, dentre outros itens. Para saber mais, acesse: www.vitacomponentes.com.br/#home Fonte: Vita Componentes

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