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  • Patologia das construções: Para ter longa vida útil, toda edificação precisa de um diagnóstico consistente

    *Por Felipe Lima, eng. civil, Professor e patologista das construções e fundador da Adpat Brasil. Na construção civil, é comum observar intervenções sendo realizadas antes mesmo da compreensão real do problema. Trocam-se revestimentos, aplicam-se impermeabilizantes, substituem-se componentes e executam-se reparos sem que exista, de fato, um diagnóstico consistente. Em muitos casos, combate-se apenas o sintoma, enquanto a causa permanece ativa e silenciosa. Na Patologia das Construções, o diagnóstico é uma das etapas mais importantes do processo investigativo. Seu objetivo é identificar os mecanismos, processos e agentes responsáveis pelas manifestações patológicas observadas na edificação. Mais do que constatar danos visíveis, diagnosticar significa compreender o “porquê” do problema. Toda boa terapia depende de um diagnóstico assertivo. Integração de informações O diagnóstico é construído a parƟ r da integração de informações obtidas em inspeções visuais, histórico da edificação, análise documental, entrevistas, ensaios e observações em campo. Seu papel é responder às questões que motivaram a inspeção e permitir decisões mais seguras e eficientes. Entretanto, nem sempre as informações iniciais são sufi cientes para a conclusão do processo. Em muitos casos, torna-se necessário aprofundar a investigação por meio de novos ensaios e análises complementares. Isso demonstra que o diagnóstico não deve ser entendido como uma opinião imediata, mas como um processo metodizado e fundamentado em evidências. Formas de abordagem Os métodos de diagnóstico possuem papel fundamental nesse contexto. A abordagem indutiva parte da observação dos sinais para alcançar conclusões mais amplas. Já o método dedutivo utiliza premissas técnicas previamente conhecidas para analisar situações específicas. Na prática da engenharia diagnóstica, destaca-se principalmente o método hipotético-dedutivo, no qual hipóteses são formuladas com base nos indícios observados e posteriormente validadas por meio de inspeções e ensaios. Esse processo exige conhecimento técnico, experiência prática e capacidade analítica. Comportamento e vida útil A identificação das causas das anomalias é uma tarefa complexa, principalmente devido à diversidade de materiais, sistemas construtivos e variáveis que influenciam o comportamento das edificações ao longo da vida útil. Muitas vezes, manifestações semelhantes possuem origens completamente diferentes, reforçando a importância de investigações criteriosas. No caso das fachadas, sejam elas compostas por revestimentos aderidos, esquadrias, vidros ou sistemas industrializados, o diagnóstico vai além da simples identificação de fissuras, infiltrações, destacamentos ou falhas de vedação. É necessário compreender o desempenho do sistema como um todo e avaliar se seus elementos continuam atendendo às exigências funcionais previstas ao longo da vida útil da edificação. Intervir sem compreender corretamente a origem do problema, seus mecanismos de degradação e seus impactos pode gerar retrabalhos, desperdícios e até agravamento das manifestações existentes. Diagnosticar é interpretar tecnicamente os sinais da construção. Retrabalhos a menos A qualidade do diagnóstico impacta diretamente a eficiência das soluções propostas, os custos envolvidos, a durabilidade das intervenções e a segurança das edificações. Na prática, um diagnóstico bem elaborado reduz retrabalhos, evita desperdícios e contribui para decisões mais assertivas. Na Patologia das Construções, entender corretamente o problema é o primeiro passo para resolver de forma inteligente. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • Fesqua 2026 abre em São Paulo refletindo evolução tecnológica da indústria de esquadrias e vidros

    Com 45 mil m² de exposição e mais de 700 marcas, evento reúne novas tecnologias, tendências e uma programação técnica ampliada entre 9 e 12 de setembro Novas tecnologias, desempenho, eficiência, sustentabilidade e transformação dos processos produtivos estarão entre os principais temas da 16ª edição da Fesqua – Feira Internacional da Indústria de Esquadrias, que começa no dia 9 de setembro, no São Paulo Expo. Até o dia 12, a feira reunirá fabricantes, fornecedores, especificadores, arquitetos, engenheiros, serralheiros, vidraceiros e outros profissionais para acompanhar a evolução da indústria e conhecer soluções para esquadrias, vidros, fachadas, automação, acessórios, ferragens, máquinas e equipamentos. A edição de 2026 terá uma área de exposição 25% maior que a anterior, alcançando 45 mil m², mais de 700 marcas expositoras e expectativa de receber mais de 60 mil visitantes. A solenidade oficial de abertura será realizada no dia 9 de setembro, às 12h30, reunindo expositores, autoridades do setor e representantes do Grupo Contramarco e do IEG Brasil - Italian Exhibition Group. A feira acontece em um momento de expansão do mercado de esquadrias. Dados da Afeal – Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio mostram que o segmento faturou R$ 11,95 bilhões em 2025, crescimento de 13,5% sobre os R$ 10,53 bilhões registrados em 2024. No mesmo período, o consumo de alumínio destinado à fabricação de esquadrias cresceu aproximadamente 5,9%. O desempenho econômico vem acompanhado de mudanças na própria indústria. Automação e digitalização dos processos, sistemas de maior desempenho térmico e acústico, eficiência energética, sustentabilidade, novas exigências de projeto e o avanço de ferramentas digitais estão entre os assuntos que ganham espaço no mercado e também estarão presentes nos corredores e na programação de conteúdo da Fesqua. Feiras simultâneas e encontros técnicos Realizada simultaneamente, a Fesqua Vetro – Feira Internacional de Esquadrias e Vidros para Construção Civil terá uma área 50% maior em comparação com 2024. O evento reúne soluções para beneficiamento e aplicação do vidro em esquadrias, fachadas e diferentes projetos da construção civil. Entre as tendências que vêm ganhando relevância no segmento estão vidros de alta performance, eficiência energética, conforto térmico e acústico, sustentabilidade e integração entre diferentes sistemas construtivos. Além da exposição, a Fesqua amplia em 2026 sua agenda de encontros voltados a diferentes públicos da indústria, da arquitetura e da construção. Pela primeira vez, a feira recebe o Summit Arq, no dia 10 de setembro, das 9h às 15h. Voltado a arquitetos, designers de interiores, engenheiros e especificadores, o encontro abordará gestão, inovação, sustentabilidade, tecnologia e transformações nas demandas dos clientes e dos projetos. Após as atividades, os participantes farão uma visita guiada pela Fesqua para conhecer tecnologias e soluções apresentadas pelos expositores. Também estreando na programação da Fesqua, o ENEPE – Encontro Nacional dos Engenheiros e Projetistas de Esquadrias e Fachadas acontece no dia 11 de setembro. O encontro aproxima engenheiros e projetistas da indústria e coloca em discussão temas ligados a cálculo estrutural, desempenho, patologias, diagnóstico, normas técnicas, custos e inovação aplicada a esquadrias e fachadas. Outro destaque é o 7º Encontro Nacional da Indústria de Esquadrias de Alumínio – Afeal, no dia 10 de setembro, das 8h às 12h30. A programação terá como foco os principais indicadores econômicos do setor, produtividade, agregação de valor aos produtos e tendências que devem influenciar a indústria nos próximos anos. No mesmo dia, 10 de setembro, no período da manhã, acontece o Esquadrias de PVC em Foco, dedicado às características, aplicações e desempenho desses sistemas. A programação aborda questões relacionadas à qualidade das esquadrias, eficiência energética, vidros, atendimento e desenvolvimento do mercado. Durante os quatro dias de evento, o Sebraser – Seminário Brasileiro de Serralheria volta-se especialmente a serralheiros, fabricantes de esquadrias e instaladores, reunindo conteúdos sobre gestão, produção, produtos, tecnologia e desenvolvimento dos negócios. Já o Vidrosom – Seminário de Soluções Acústicas em Vidro, realizado no dia 11 de setembro, no período da manhã, coloca em pauta o desempenho acústico de vidros, esquadrias e fachadas, além da importância do conforto sonoro na qualidade dos ambientes e nos projetos contemporâneos. A agenda acompanha movimentos que já aparecem entre os assuntos recentes da Revista Contramarco, como a ampliação da automação e da digitalização dos processos na indústria de esquadrias, o uso de softwares integrados na fabricação, a aplicação de inteligência artificial ao setor e a crescente atenção a desempenho, eficiência energética e conforto acústico. A publicação destacou, por exemplo, a chegada da Esquadr.IA, apresentada como a primeira inteligência artificial especializada na indústria brasileira de esquadrias e vidro. Feipat cresce e amplia debates sobre conservação das edificações A Feipat – Feira da Patologia das Construções, que ocorre simultaneamente à Fesqua, chega à segunda edição com uma área de exposição duas vezes maior. O evento é uma realização do Grupo Contramarco em parceria com a ADPAT – Associação/Amigos da Patologia das Construções. A programação reúne empresas, especialistas e profissionais ligados à inspeção, diagnóstico, manutenção, recuperação e conservação das edificações. Entre os assuntos em discussão estarão inspeção predial, patologias de fachadas, diagnóstico de umidade, recuperação de estruturas, transformação digital aplicada à manutenção e aumento da vida útil dos edifícios. A presença da Feipat amplia a abordagem da Fesqua sobre o ciclo das edificações: além das tecnologias e materiais utilizados nos novos projetos, abre espaço para questões relacionadas ao desempenho ao longo do tempo, manutenção e recuperação das construções. A programação simultânea inclui ainda o Ebrats – Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície, realizado pela IEG Brasil em parceria com a ABTS – Associação Brasileira de Tratamentos de Superfície, reunindo empresas, especialistas e tecnologias voltadas aos processos de tratamento e acabamento de superfícies. Serviço: Fesqua 2026 | Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 9 a 12 de setembro de 2026 Horário: 4ª a 6ª - 13h às 20h | Sáb. - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP Mais informações neste link. Credenciamento para imprensa acesse aqui Fonte: 2PRÓ Comunicação | Teresa Silva

  • Máquina combina soldagem tradicional e sem costura em perfis de PVC

    A Someco, empresa do Grupo Voilàp especializada em soluções para o processamento de perfis de PVC, possui em seu portfólio a SM 4H-A Profast, uma máquina de solda CNC horizontal desenvolvida para diferentes etapas da fabricação de esquadrias. De acordo com a empresa, a máquina trabalha com duas modalidades de soldagem. No processo tradicional, são formados cordões de solda que posteriormente precisam ser removidos mecanicamente. Já a tecnologia de soldagem sem costura utiliza uma etapa de preparação do perfil para produzir junções sem cordões visíveis nas superfícies. Solução para estruturas com travessas A SM 4H-A Profast realiza a soldagem de forma assimétrica, em uma única direção, o que permite a fabricação de estruturas com travessas. Entre as aplicações previstas estão a soldagem de perfis de PVC convencionais, a produção de estruturas com viga transversal e a execução de soldas em formato de U. A tecnologia sem costura também busca reduzir as etapas posteriores de usinagem. Segundo a Someco, a solução permite o uso de contraformas mais simples, o que pode diminuir o tempo de instalação e os custos relacionados a esses componentes. A redução do ciclo de usinagem subsequente está associada à busca por maior produtividade e uniformidade no acabamento das peças. Operação e programação O equipamento conta com carregamento manual e descarregamento automático. Recursos voltados à ergonomia e à segurança incluem luzes indicadoras instaladas nas cabeças de soldagem, que informam o status de operação durante o ciclo. As cabeças também podem se deslocar em direção ao operador para facilitar o posicionamento dos perfis. Para mais informações: somecopvc.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Blindex marca presença na FESQUA 2026

    Referência em soluções para envidraçamento, a conhecida marca participa da Feira Internacional da Indústria de Esquadrias (FESQUA), de 9 a 12 de setembro no São Paulo Expo. Durante o principal evento de esquadrias e vidros da América Latina, a Blindex vai comemorar 75 anos da marca no Brasil e apresentar aos profissionais do mercado de construção civil soluções em envidraçamentos para portas, fachadas, box de banheiro e fechamento de sacada. Destaques Alinhada com as tendências e oportunidades do mercado de esquadrias, segmento diretamente conectado ao seu principal produto, a empresa informa que irá destacar na feira soluções inovadoras para aplicação do vidro em portas de grandes vãos (até 4,5m de altura), como por exemplo o Blindex Ultra (laminado-temperado de alto desempenho que une a resistência mecânica e segurança do vidro temperado e laminado) e o Blindex Vista (desenvolvido para atender às exigências de projetos de diferentes escalas, combinando design minimalista, perfis de alumínio discretos e um sistema de abertura diferenciado com trilho único e deslocamento suave). Para ampliar suas possibilidades de aplicação, a empresa salienta que o produto também conta com uma versão específica para fachadas pele de vidro, atendendo às demandas de projetos que valorizam grandes superfícies envidraçadas, estética e desempenho. Painéis de LED A Blindex acrescenta que a principal atração no estande para os visitantes é a experiência “Step Into the Void”, que recria por meio de painéis de LED, uma famosa cabine de vidro no pico Aiguille du Midi, em Chamonix, França, que oferece uma vista com mais de 3 mil metros de altura. “A ação destaca o uso do vidro Blindex Ultra e busca fomentar a discussão sobre a forma correta de especificar vidros em aplicações que exigem segurança extrema”, observa a empresa em seu material de divulgação. “Para as vidraçarias e serralherias, contar com a parceria de uma marca forte é uma estratégia de diferenciação, capaz de agregar valor aos produtos e serviços oferecidos”, avalia a empresa. “Nesse contexto, a Blindex atua como uma grande aliada, oferecendo produtos reconhecidos por sua segurança e qualidade além de ferramentas que contribuem para fortalecer a percepção de valor junto ao consumidor”. Presença no Brasil Os vidros temperados e laminados-temperados da marca estão presentes em quase todo o país, especificamente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Manaus e Santa Catarina, contendo a imagem da marca em todas as peças. “A identificação reforça a procedência do produto, gera mais confiança para o consumidor e se transforma em uma ferramenta estratégica de vendas para vidraçarias e serralherias”, comenta a Blindex. “A concorrência no mercado de vidros e esquadrias tem aumentado e para a Blindex é fundamental oferecer diferenciais reais, com produtos e soluções que superem as expectativas dos clientes mais exigentes. Isso significa ir além da qualidade dos produtos, oferecendo também excelência em serviço, desde o atendimento e a especificação até o projeto e o pós-venda. Negócios que se apoiam apenas no preço como diferencial competitivo estão cada vez mais expostos. Os parceiros da Blindex seguem em outra direção, oferecendo produtos originais, sempre em conformidade com as normas técnicas de segurança e respaldados pela força de uma marca reconhecida pela qualidade, confiança e segurança”, explica Glória Cardoso, gerente geral da empresa. A Blindex é uma marca registrada da Pilkington Brasil, pertencente ao Grupo NSG, um dos maiores fabricantes de vidro plano e produtos de envidraçamento do mundo. “Por isso, conseguimos executar todos os tipos de obras e ter acesso a produtos diferenciados, que vão além do portfólio convencional”, finaliza Glória Cardoso. Mais informações: www.blindex.com.br

  • Fachada stick e unitizada: conheça as diferenças entre os sistemas

    A escolha do sistema de fachada é uma das etapas que influenciam o desempenho, a estética e a execução de empreendimentos. Entre as soluções mais utilizadas em edifícios estão as fachadas stick e unitizada, que se diferenciam principalmente pela forma de fabricação e montagem. Na fachada stick, a estrutura é montada diretamente no canteiro de obras. Perfis verticais e horizontais são instalados individualmente e recebem os vidros e demais componentes. Já o sistema unitizado é composto por módulos pré-fabricados em ambiente industrial, que chegam à obra praticamente prontos para instalação, incluindo perfis, vidros, elementos de vedação e outros componentes. Essa diferença impacta diretamente o cronograma da obra. Enquanto a fachada stick demanda maior tempo de montagem e mais mão de obra no local, a fachada unitizada permite uma instalação mais rápida, reduzindo as atividades executadas em altura. Aplicações e características A fachada stick costuma ser adotada em obras de pequeno e médio porte, o sistema oferece flexibilidade para projetos com geometrias mais complexas e facilita a substituição de vidros quando necessário. Em algumas configurações, o vidro é colado sobre os perfis de alumínio, reduzindo a quantidade de elementos metálicos aparentes e proporcionando um aspecto visual mais uniforme. Já a fachada unitizada é amplamente utilizada em edifícios de grande porte e em construções de múltiplos pavimentos. Os módulos são fabricados em linha de produção com controle industrial, o que permite maior padronização. Além de sistemas planos, essa solução pode ser aplicada em fachadas curvas ou flexionadas, podendo também incorporar persianas internas entre os vidros. Fontes: archglassbrasil.com.br ; contramarco.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Gestão: PMO: a gestão que transforma contratos em obras bem-sucedidas

    *Por José Carlos Cattel, diretor da consultoria Ilummini, é executivo com vasta experiência em planejamento estratégico e gestão de empresas para à industria de esquadrias. A indústria de esquadrias vive um momento de crescente profissionalização. Se antes o diferencial competitivo estava concentrado na qualidade dos produtos e na capacidade produtiva, hoje o mercado exige muito mais. Empreendimentos residenciais de alto padrão, edifícios comerciais, condomínios verticais e fachadas especiais demandam um nível de gestão capaz de integrar pessoas, processos e informações ao longo de todo o ciclo da obra. Neste cenário, o PMO (Project Management Office – Escritório de Gerenciamento de Projetos) assume um papel estratégico. Mais do que um departamento, trata-se de um modelo de gestão que garante o planejamento, a coordenação e o acompanhamento de todas as etapas do empreendimento, desde a assinatura do contrato até a entrega definitiva ao cliente. O Projeto começa com a venda Um erro comum em muitas empresas é considerar que a obra se inicia quando a engenharia recebe o pedido para elaborar os projetos executivos. Na realidade, o projeto começa no momento em que o contrato é assinado. É nesta fase que todas as condições comerciais, premissas técnicas, riscos identificados, responsabilidades das partes, prazos, exclusões de escopo e compromissos assumidos precisam ser organizados e formalmente transferidos da equipe comercial para as áreas responsáveis pela execução. Esse processo, conhecido como handover, evita perdas de informação e reduz significativamente conflitos durante o desenvolvimento da obra. Quanto maior a complexidade do empreendimento, maior é a importância dessa transição estruturada. Planejamento gera previsibilidade Uma das principais responsabilidades do PMO é transformar um contrato em um plano de execução detalhado no qual cada aƟ vidade necessária para a conclusão do empreendimento é organizada em um cronograma integrado envolvendo engenharia, suprimentos, fabricação, compras, logística, instalação, medições, faturamento e encerramento contratual. Essa visão sistêmica permite identificar antecipadamente gargalos, conflitos entre equipes, necessidades de recursos e riscos que poderiam comprometer o prazo de entrega. O cronograma como ferramenta de gestão Planejamento somente produz resultados quando pode ser acompanhado conƟ nuamente e por isso, a utilização de sofwares de gerenciamento de projetos, como o MicrosoŌ Project e outras plataformas equivalentes, tornou-se uma prática indispensável para empresas que buscam maior controle sobre seus empreendimentos. A utilização do Diagrama de Gantt permite visualizar todas as aƟ vidades do projeto, suas dependências, responsáveis, marcos contratuais e o caminho críƟ co da obra, sendo que, muito além de um simples cronograma, essas ferramentas possibilitam acompanhar a evolução física do empreendimento em tempo real, identificar atrasos antes que se tornem críticos, simular cenários, redistribuir recursos e realizar replanejamentos sempre que necessário. Quando integrados ao ERP (sigla para Enterprise Resource Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais) da empresa, esses sistemas conectam o avanço das atividades aos processos de compras, fabricação, faturamento e fluxo de caixa, oferecendo uma visão única do empreendimento e apoiando decisões baseadas em informações confiáveis. Integração entre todas as áreas A execução de uma obra envolve profissionais com responsabilidades bastante distintas. Enquanto o comercial está focado no relacionamento com o cliente, a engenharia desenvolve soluções técnicas, a produção busca eficiência fabril, a logística organiza entregas, a equipe de instalação atua em campo e o financeiro acompanha os resultados econômicos do contrato. Sem uma coordenação adequada, cada área atende a oƟ mizar apenas seus próprios objetivos, muitas vezes gerando impactos negativos sobre as demais — e é nesta situação que entra o PMO atuando justamente como elemento integrador, promovendo uma governança única para o empreendimento, com reuniões periódicas, que na Ilummini batizamos de Gerenciamento Semanal de Carteira. Gestão de riscos reduz custo Toda obra está sujeita a imprevistos, tais como alterações arquitetônicas, revisões de projeto, atrasos na construção civil, indisponibilidade de materiais, restrições logísticas, condições climáticas ou mudanças nas prioridades do cliente. Todos estes imprevistos fazem parte da rotina das empresas de esquadrias. O diferencial está na forma como esses riscos são administrados e o PMO estabelece processos para idenƟfi car, classificar e acompanhar cada risco desde o início do empreendimento, permitindo que ações prevenƟ vas sejam implementadas antes que os problemas afetem prazo, custo ou qualidade. Indicadores para apoiar decisões O PMO organiza informações que permitem acompanhar o desempenho do empreendimento por meio de indicadores como evolução física da obra, cumprimento do cronograma, produtividade da engenharia, índice de retrabalho, desvios de custo, desempenho da instalação, percentual de fabricação concluída, medições realizadas e faturamento acumulado, sendo que esses dados fornecem aos gestores uma visão clara da situação de cada contrato, permitindo decisões rápidas e fundamentadas. PCP e PMO: funções diferentes, objetivos complementares Uma dúvida frequente nas empresas de esquadrias diz respeito à relação entre o Planejamento e Controle da Produção (PCP) e o PMO. Embora atuem de forma integrada, suas responsabilidades são distintas. O PCP concentra seus esforços no ambiente fabril. É responsável por planejar a produção, definir a sequência das ordens de fabricação, balancear a capacidade produtiva, controlar materiais, monitorar a execução das ordens e garantir que a fábrica opere com eficiência. O PMO, por sua vez, possui uma visão mais ampla. Seu foco é o empreendimento como um todo, acompanhando todas as etapas do contrato — desde o handover entre as áreas comercial e técnica, passando pela engenharia, suprimentos, produção, logística e instalação, até a entrega final da obra. Seu principal objetivo é assegurar que prazo, custo, escopo e qualidade sejam atendidos ao longo de toda a execução. Em outras palavras, enquanto o PCP gerencia como e quando a fábrica produzirá, o PMO coordena como e quando o empreendimento será entregue ao cliente. Na prática, essas funções não competem entre si; ao contrário, são altamente complementares. Em empresas de pequeno e médio porte é bastante comum que PCP e PMO estejam subordinados a uma mesma coordenação, permitindo uma integração ainda maior entre o planejamento industrial e o planejamento dos contratos. À medida que a empresa cresce e aumenta o número de contratos simultâneos, torna-se natural a criação de equipes específicas para cada função. Ainda assim, manter PCP e PMO sob uma mesma liderança estratégica contínua sendo uma prática recomendável, pois fortalece a comunicação entre as áreas e contribui para uma gestão mais integrada, previsível e orientada aos resultados. Um diferencial competitivo para o futuro Independentemente de se tratar de um edifício residencial, uma torre corporativa, um condomínio horizontal ou uma residência de alto padrão, a complexidade dos empreendimentos exige um novo nível de gestão e o PMO representa justamente essa evolução. Ele integra pessoas, processos e tecnologia, proporcionando maior previsibilidade, melhor comunicação entre as equipes, redução de riscos e maior controle sobre prazos, custos e qualidade. Em um mercado cada vez mais competitivo, onde a excelência na execução tornou-se tão importante quanto a qualidade das próprias esquadrias, o PMO deixa de ser apenas uma metodologia de gerenciamento para tornar-se um verdadeiro instrumento de geração de valor. Mais do que garantir que uma obra seja concluída, ele assegura que cada contrato seja conduzido de forma profissional, previsível e rentável, transformando a gestão em um dos principais diferenciais competitivos da indústria de esquadrias. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • FESQUA 2026 recebe encontro dedicado às esquadrias de PVC

    O evento “Esquadrias de PVC em Foco” será realizado no dia 12 de setembro de 2026, das 9h às 12h, no São Paulo Expo, em São Paulo, durante a programação da FESQUA. Promovido pela Aspec PVC, o encontro é voltado a profissionais da cadeia de esquadrias de PVC e terá palestras sobre temas relacionados a atendimento, desempenho, segurança, inovação e desenvolvimento de mercado. A programação reúne especialistas de diferentes áreas do setor da construção civil. Entre os assuntos abordados está a relação com o cliente. Luis Henrique Tavares, diretor do Grupo Contramarco, apresentará a palestra “Inovação no atendimento e relacionamento com o cliente”, com foco em estratégias de atendimento e relacionamento como ferramentas para ampliar oportunidades de negócios. Desempenho e segurança em debate A patologia das construções também estará entre os temas do encontro. Felipe Lima, diretor da Adpat, ministrará a palestra “Patologia das Construções: a especialidade mais humana das exatas”, que tratará da relação entre conhecimento técnico, prevenção e identificação de problemas em edificações. Outro destaque da programação será a apresentação “Eficiência além da transparência: O papel dos vidros de alta performance”, conduzida por Thiago Malvezzi, head de marketing da AGC. A palestra abordará a contribuição dos vidros de alta performance para aspectos como eficiência energética, conforto e sustentabilidade quando associados a sistemas de esquadrias. O desempenho e a segurança das esquadrias de PVC serão discutidos pelo engenheiro Gustavo Sipp, consultor de certificação do CCB. Na palestra “Ensaios em esquadrias: A base para o desempenho e a segurança”, serão apresentados ensaios e requisitos relacionados à ABNT NBR 10821, norma que estabelece critérios de desempenho para esquadrias. Encerrando a programação, Tonia Lima, CEO e Senior Advisor, apresentará “Quem cria mercado nunca depende do mercado”. A abordagem tratará de estratégias para geração de demanda, crescimento empresarial e posicionamento diante de cenários competitivos. As inscrições para o “Esquadrias de PVC em Foco” são gratuitas e as vagas são limitadas. O evento ocorrerá no São Paulo Expo durante a FESQUA, no dia 12 de setembro. As inscrições podem ser realizadas através do link: sympla.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Produtos & Normas: Passos importantes para a qualidade dos materiais de construção

    *Por Fabiola Rago Beltrame – engenheira civil pela FAAP, mestre pela USP,diretora da Qualidade do IBELQ, e professora no curso de Engenharia Civil do Mackenzie. Temos duas ótimas notícias para esta edição do “Produtos & Normas”. A primeira é a revisão da norma de guarda-corpos — que esteve em consulta nacional até o dia 2 de julho — e em breve será publicada, com muitas melhorias e atualizações como a ABNT NBR 14718:2026! A comissão de estudos do ABNT/CB 248 trabalhou duro por mais de três anos e o setor receberá uma norma muito mais atualizada com relação aos produtos do mercado que realmente trazem segurança para o usuário. A outra ótima notícia é que a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) lançou no início de abril na Feicon 2026, feira realizada em São Paulo (SP), o seu “Programa Nacional de Conscientização pela Qualidade”, voltado para o varejo de material de construção — e de lá para cá as entidades de fabricantes de materiais de construção certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC) ou Qualificados no PBQP-H poderão demonstrar a qualidade de seus produtos nas lojas através da chancela da Anamaco! Materiais conformes O grupo de entidades e a Anamaco estão estudando as formas de identificação dos materiais conformes, nas lojas, provavelmente via QR code de identificação de produto, que irá substituir o código de barras que já apresenta informações padronizadas sobre os produtos, inserindo as normas técnicas e sua conformidade em relação às mesmas. A Anamaco promoverá seminários em formato presencial e em conjunto com as diversas unidades regionais da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac), localizadas em todo o Brasil, de setembro de 2026 a agosto de 2027, com o objetivo de: • reforçar a importância dos programas de avaliação da conformidade para a qualidade habitacional; • atualizar os lojistas sobre tendências e desafios da qualidade como estratégia; • estimular a integração entre indústria, varejo e entidades; • gerar networking e fortalecimento institucional do varejo. Maior engajamento Com estas ações realizadas em cerca de 20 pontos do Brasil, espera-se obter um maior engajamento das lojas na aceitação e divulgação dos programas de avaliação da conformidade, um fortalecimento institucional do conceito de qualidade, uma aproximação com maior confiança entre indústria e varejo e um debate qualificado sobre o futuro dos materiais de construção. Parece jargão, mas o caminho para a conformidade dos materiais é um caminho sem volta! Portanto, acompanhe no site do IBELQ (www.ibelq.org.br) as empresas certificadas — e se você for fornecedor ou fabricante, procure pelo processo de certificação para fazer a diferença no setor! *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • Expositora internacional da FESQUA amplia operações no Brasil

    Com uma trajetória industrial iniciada em 1956, o Grupo ADO iniciou uma nova etapa de expansão com a chegada ao mercado brasileiro. Com sede em Antalya, na Turquia, o grupo atua no desenvolvimento e na fabricação de materiais voltados à construção civil e aos acabamentos, reunindo em seu portfólio soluções como portas, sistemas de perfis de PVC para portas e janelas, produtos em alumínio e fitas de borda. A estrutura industrial da companhia soma aproximadamente 900 mil m², distribuídos entre unidades produtivas e operações internacionais. Seus produtos são exportados para mais de 65 países. De acordo com informações divulgadas pela empresa, suas atividades produtivas e operações estão presentes em países como Rússia, Ucrânia, Índia, Azerbaijão, Argélia, Egito e Brasil. Operação brasileira No Brasil, o Grupo ADO atua desde 2024, com uma operação instalada em Porto União (SC). A unidade tem como objetivo aproximar suas soluções e a experiência internacional dos diferentes agentes da cadeia da construção civil brasileira, incluindo construtoras, fabricantes, distribuidores, arquitetos, engenheiros e demais profissionais do setor. Entre as marcas que integram o portfólio estão a Adokapi, voltada a portas; Adopen e Wintech, que desenvolvem sistemas de perfis de PVC para portas e janelas; Adofloor, especializada em pisos vinílicos, SPC e rodapés; Vinyblond, com painéis ripados e revestimentos decorativos; e Adofita, dedicada às fitas de borda. A entrada no mercado brasileiro faz parte da estratégia de expansão internacional do grupo e contempla a ampliação de sua atuação nos segmentos de portas, janelas, esquadrias, pisos, rodapés e acabamentos. Para mais informações: adobrasil.com.br ; ado.com.tr Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • FESQUA recebe pela primeira vez Summit Arq e aproxima arquitetos da indústria de esquadrias e vidros

    Programação discute como tecnologia, sustentabilidade e novas demandas dos clientes estão transformando o setor Pela primeira vez, a FESQUA recebe o Summit Arq, encontro voltado a arquitetos, designers de interiores, engenheiros e especificadores. A programação acontece no dia 10 de setembro, durante a 16ª edição da feira, realizada de 9 a 12 de setembro, no São Paulo Expo. Das 9h às 15h, o encontro promoverá uma imersão em temas como gestão, inovação, sustentabilidade, tecnologia e tendências de mercado. A proposta é discutir também as transformações no perfil do arquiteto diante de novas demandas de clientes e do próprio setor, que exigem dos profissionais uma visão mais ampla sobre desempenho, eficiência, novas tecnologias, sustentabilidade e gestão dos projetos. “A aproximação entre arquitetos e a indústria de esquadrias e vidros é fundamental para ampliar o conhecimento técnico e garantir especificações mais adequadas aos projetos. Hoje, diante de desafios como chuvas e ventos mais intensos, os profissionais estão cada vez mais atentos à escolha de boas soluções. A parceria entre o Summit Arq e a FESQUA contribui justamente para levar esse conhecimento aos arquitetos. Nossa expectativa é oferecer conteúdo relevante e uma experiência enriquecedora, inclusive com uma visita guiada inédita pela feira”, afirma Leonardo Devezas, organizador e realizador do Summit Arq. Criado por Leonardo Devezas, o Summit Arq chega à segunda edição após estrear em 2025 e amplia sua atuação ao integrar a programação da FESQUA. A iniciativa aproxima a indústria de profissionais que exercem papel cada vez mais relevante na escolha e especificação de esquadrias, vidros, acabamentos e outras soluções utilizadas em projetos residenciais e comerciais. Após a programação de conteúdo, os participantes farão uma visita guiada pela feira, com a oportunidade de conhecer lançamentos, tecnologias e soluções apresentadas pelas empresas expositoras. A experiência busca ampliar o contato entre especificadores e fabricantes e aproximar decisões tomadas ainda na etapa de projeto das inovações desenvolvidas pela indústria. O ecossistema do Summit Arq reúne empresas de diferentes segmentos ligados à arquitetura, construção e design, entre elas LL Vidros, Eurocuccina, Kazarro, Kyowa, Patilhacor, DAZ Engenharia, Coisas da Casa, Smart Touch, Soultech, Kinder Design, Adres, Roaplas, Todeschini Alto da Lapa, BR Move To Go, Blindex e Weiku do Brasil. Fesqua cresce 25% em 2026 O Summit Arq integra a programação da 16ª Fesqua, que chega a 2026 com uma área de exposição 25% maior que a edição anterior, alcançando 45 mil m² no São Paulo Expo. Ao todo, serão mais de 700 marcas expositoras e a expectativa da organização é receber mais de 60 mil visitantes. O crescimento acompanha o desempenho do mercado. Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), o setor de esquadrias de alumínio registrou faturamento de R$ 10,53 bilhões em 2024, avanço de 19,8% em relação aos R$ 8,79 bilhões registrados no ano anterior. Além do Summit Arq, a FESQUA terá uma agenda de conteúdo técnico com iniciativas como o 7º Encontro AFEAL, Sebraser, Vidrosom e Esquadrias de PVC em Foco. O evento acontece simultaneamente ao Ebrats (Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície), à Feipat (Feira da Patologia das Construções) e à Fesqua Vetro, dedicada ao setor vidreiro. Serviço: Fesqua 2026 | Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 9 a 12 de setembro de 2026 Horário: 4ª a 6ª - 13h às 20h | Sáb. - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP Mais informações neste link. Fonte: 2PRÓ Comunicação | Teresa Silva

  • Janela camarão: entenda como pode ampliar espaços e integrar ambientes

    A solução permite ampliar os vãos e flexibilizar a conexão entre áreas internas e externas, mas exige avaliação técnica antes da instalação. Arquiteta à frente da Bespoke Dela, Rafaela Giudice traz modos de uso através dos projetos ‘Amoroso’ e ‘Conquista’. A escolha das esquadrias pode interferir diretamente na forma como os ambientes são utilizados. Quando permitem grandes aberturas, essas estruturas favorecem a entrada de luz natural, a circulação de ar e a conexão entre diferentes áreas da casa. A janela pantográfica, conhecida popularmente como “janela camarão”, aparece nesse contexto como uma alternativa para reduzir barreiras físicas ao criar novas possibilidades de integração. Em projetos residenciais, a solução pode ser aplicada em diferentes ambientes e permite ampliar os vãos quando há necessidade de integrar áreas internas e externas. Além dos efeitos sobre iluminação e ventilação, o modelo possibilita manter os espaços separados em determinados momentos, oferecendo maior flexibilidade na configuração da casa. Projeto Amoroso (Foto: Dander Freitas) A arquiteta Rafaela Giudice e CEO do escritório Bespoke Dela, explica que prefere utilizar o termo técnico “janela ou porta pantográfica” para definir a solução. Segundo a profissional, o recurso não necessariamente está mais presente nos projetos residenciais, mas costuma ser escolhido em propostas que buscam maior personalidade e ousadia. A especialista também chama atenção para a diferença de percepção em relação ao termo “porta camarão”, associado por muitas pessoas a modelos de PVC utilizados em banheiros. “Eu não diria que a janela pantográfica está aparecendo mais, mas que ela costuma estar presente em projetos que têm mais personalidade e ousadia. Gosto de usar o termo técnico, que é porta ou janela pantográfica, porque muitas pessoas associam ‘porta camarão’ àquela porta de PVC que divide banheiro e acabam depreciando a solução. Esse tipo de esquadria permite ampliar os vãos de ventilação e contribui para uma maior integração dos espaços”, explica Rafaela. No Projeto Amoroso, uma casa de vila com 120 m² que leva a assinatura da arquiteta, a solução foi utilizada na sala e na cozinha durante a reforma. A residência, que antes possuía espaços compartimentados e pouco conectados, passou por uma reorganização que priorizou circulação, iluminação natural e integração entre os ambientes. As janelas pantográficas aproximaram as áreas internas do espaço externo e permitiram que os moradores tivessem diferentes possibilidades de uso do espaço, mantendo a opção de fechar os ambientes quando necessário. Projeto Amoroso (Foto: Dander Freitas) “A escolha foi justamente para ampliar os vãos de iluminação natural e a integração entre os espaços, unindo o externo e o interno. A solução ajuda na leveza dos espaços e minimiza as barreiras que as paredes em alvenaria ou drywall costumam criar. Também é sempre uma boa solução quando se quer ter um espaço integrado, mas, ao mesmo tempo, se quer poder isolar o espaço quando necessário”, afirma. A aplicação também aparece no Projeto Conquista, com uma porta pantográfica entre a garagem e a sala e uma janela do mesmo modelo entre a cozinha e a área externa dos fundos. A abertura completa permite modificar a relação entre os ambientes e ampliar as possibilidades de circulação e convivência. Em momentos em que o vão permanece aberto, uma bancada próxima à janela também pode assumir outras funções, como apoio ou aparador, mostrando como a escolha da esquadria pode interferir na utilização cotidiana da casa. Projeto Conquista (Foto: Dander Freitas) “Antes da estética, eu destacaria justamente esses benefícios. A possibilidade de ampliar a abertura interfere na iluminação natural, na ventilação e na integração dos espaços. Quando conseguimos abrir completamente o vão, também mudamos a forma como os ambientes são utilizados, porque os limites entre eles ficam menos rígidos”, destaca Rafaela. Apesar das possibilidades de integração, a escolha da esquadria exige avaliação das características de cada imóvel. Dimensões dos vãos, espaço necessário para o recolhimento das folhas, funcionamento do sistema, preferência dos moradores e custo são alguns dos pontos que precisam ser considerados antes da instalação. A execução também deve receber atenção para garantir o desempenho da estrutura e reduzir a possibilidade de problemas posteriores. “Nem todo ambiente é condizente com esse tipo de solução, assim como nem todo cliente gosta desse tipo de esquadria. É importante lembrar que é um tipo de fechamento que precisa ser muito bem executado para que não gere manutenção, e nem infiltração. Antes da estética, precisamos garantir o funcionamento dessa solução”, conclui. Fonte: Anna Vilarina | Criativos PR

  • Foco no Vidro: Considerações sobre inovação e alta tecnologia. Qual a aposta?

    *Por Fernando Simon Westphal – engenheiro civil, professor e pesquisador na UFSC, e atua como consultor técnico da Abividro. Recentemente um colega me convidou para dar uma palestra sobre inovação tecnológica no vidro. Aliás, volta e meia sou provocado quanto a isso, para falar sobre produtos inovadores e alta tecnologia. Reconheço que geralmente fico no básico: vidros de controle solar para conforto térmico e eficiência energética. Mas como falar em inovação se não aplicamos nem o essencial? Isso sem contar a necessidade de esclarecer o mercado quanto aos requisitos de segurança da ABNT NBR 7199, que em muitas obras são deixados de lado. Como falar em inovação num cenário como esse? Não é motivador. Sobre eficiência energética então, já escrevi aqui uma vez que deveria ser proibido entregar janelas com vidro incolor no Brasil. Deveríamos utilizar vidros de controle solar em todas as aplicações de fachada e cobertura em qualquer região do país. Na coluna da edição anterior eu comentei que estamos há anos desenvolvendo estudos de caso com análise econômica comprovando que o vidro de controle solar se paga em quatro anos. O vidro insulado, em muitas situações, tem um período de retorno bem maior, mas o custo inicial em instalação de ar-condicionado é reduzido e o conforto térmico é incrementado. Ocorre que o projetista do sistema de ar-condicionado não arrisca reduzir a carga instalada, não muda uma vírgula no seu projeto e assume a folga como um backup. Enquanto ao conforto, é difícil converter em percepção e redução de custo operacional para as empresas. O que muda mesmo é se o vidro vai garantir pontuação no LEED, AQUA ou PROCEL — falei isso na coluna passada. Vidros dinâmicos Mas vamos às inovações. Além do vidro de controle solar e insulado, que só é inovação no nosso contexto, poderíamos estar falando em vidros dinâmicos, que fazem todo o sentido para o Brasil, tais como os vidros: • fotocrômicos: que mudam a transmissão luminosa e fator solar conforme exposição à luz (quanto mais luz, mais escuro fica o vidro); • eletrocrômicos: que mudam de transmissão a partir de um acionamento eletrônico, em função da corrente elétrica aplicada; • termocrômicos, que reduzem a transmissão solar com o aumento de temperatura. São vidros caríssimos, da ordem de 300 a 1500 euros/m2, isso sem contar tarifas de importação aqui para o Brasil. Então esqueça a viabilidade econômica por enquanto. Mas acredito que a inovação é sempre puxada por investidores agressivos, alguém que acredita na tecnologia, que tem mais recursos, e paga para ver. Desses três tipos que citei acima, acho mais interessante o vidro termocrômico. Li um estudo recente em que os pesquisadores utilizaram uma especificação de vidro laminado 6+6mm com um interlayer de hidrogel de 2mm de espessura. Esse material era ativado a 24 °C, iniciando sua opacidade gradualmente até reduzir em 66% a transmissão de luz e calor aos 44°C de temperatura. No estudo de caso, a economia de energia com climatização alcançou 14% e o incremento nas horas de conforto térmico próximo ao vidro foi de 50%. São resultados surpreendentes para um vidro laminado. Fico imaginando o potencial de aplicação no Brasil, com climas quentes, mas dinâmicos, ou seja, poderíamos manter a janela transparente no inverno, ganhando calor, e naturalmente bloqueando o sol no verão. Imagine esses pequenos apartamentos nas grandes cidades, com pé-direito duplo na sala e fachada inteiramente envidraçada. Um vidro desse tipo faz todo o sentido. É caro? Sim, mas é comparável aos móveis, louças e metais sanitários que o futuro morador irá instalar no seu imóvel. Se formos “garimpar” as pesquisas mundo afora, encontraremos muita coisa interessante, mas por enquanto os custos são impraticáveis. Como primeiro passo, sugiro o desafio de eliminar o vidro incolor das nossas janelas. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

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