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  • ARQUITETURA HOSPITALAR: QUAL O TIPO DE ESQUADRIA IDEAL?

    *Por Emanuelle Ormiga, sob supervisão da profissional habilitada Stephanie Fazio A arquitetura hospitalar passou por grandes mudanças ao longo do tempo, porém já é de longa data que tais projetos arquitetônicos visam melhorar a saúde e o bem-estar dos pacientes em seu espaço. Ainda em 1853, Florence Nightingale (reformadora social inglesa, esteticista e fundadora da enfermagem moderna, que ganhou destaque ao servir como chefe e treinadora de enfermeiras durante a Guerra da Crimeia – península situada ao sul da Ucrânia), por exemplo, já pensava nisso enquanto cuidava dos enfermos da batalha. Visando conceitos como ventilação, iluminação e higiene, a enfermeira pioneira estabeleceu um novo modelo de espaço de internação, inspirando, assim, a divisão clínica de hospitais. Esse padrão é utilizado e aperfeiçoado ainda nos dias atuais com o objetivo de desenvolver espaços funcionais, que auxiliam na recuperação do paciente e ainda promovam comodidade de familiares e colaboradores. A arquitetura hospitalar está ligada diretamente à prevenção e promoção da saúde, tornando-se uma grande influência na recuperação do paciente, focado em higiene e tecnologia. Antes considerados frios e impessoais, os ambientes hospitalares transmitem a sensação de distância e insegurança ao paciente e familiar. São inúmeros os fatores que têm influência direta na saúde, bem-estar e recuperação do indivíduo por meio da arquitetura hospitalar. Entre eles, a ventilação natural, que permite a renovação constante do ar presente no ambiente, além disso, auxilia no combate às infecções e transmissão de doenças por meio da incubação de microrganismos presentes na atmosfera. Em casos de doenças transmissíveis, o isolamento também é criado de forma segura e eficaz, com o objetivo de permitir a recuperação do paciente sem que ocorra o contágio de outros, assim como da equipe, e ainda permite que o indivíduo se sinta confortável e assistido sem se sentir excluído. Para isso, é recomendável o uso do vidro insulado, que garante a isolação através do seu sistema duplo de envidraçamento com camada de ar desidratado, fazendo com que a contaminação seja muito mais difícil, além de promover o isolamento térmico e acústico. Devido à câmara de ar desidratado dentro do sistema, as ondas sonoras e a transferência de calor encontram dificuldades para atravessar a peça, preservando os aparelhos hospitalares e também o conforto dos pacientes. Em monografia de especialização em arquitetura de sistemas de saúde de Marcia Matos, publicada em 2008 na Universidade Federal da Bahia, destaca-se algumas normas em relação às esquadrias dos estabelecimentos assistenciais de saúde, a fim de atender às necessidades dos pacientes. O levantamento de dados foi realizado através da observação dos detalhes arquitetônicos das unidades visitadas e também por meio de entrevistas com os profissionais de saúde que acompanharam a visita. No hospital público, a entrevistada foi uma auxiliar de enfermagem, e do hospital filantrópico, uma médica. Veja a seguir. PORTAS Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 50) – norma que dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde – da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no ano de 2002, as portas utilizadas para a passagem de camas/macas, como por exemplo, as portas de acesso aos quartos ou enfermarias, devem ter dimensão mínima de 1,1m (vão livre) x 2,1m. As portas devem possuir visores e as maçanetas precisam ser do tipo alavanca ou similares. De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR 9050, 2004 - as portas podem ser de uma ou duas folhas. Para o caso desta última, pelo menos uma delas deve ter o vão livre de 80cm e possuir visores. Recomenda-se ainda que “as portas tenham na sua parte inferior, inclusive no batente, revestimento resistente a impactos provocados por muletas e cadeiras de rodas, até a altura de 4cm a partir do piso”. Orienta-se também que “as portas devem ter condições de serem abertas com um único movimento e suas maçanetas precisam ser do tipo alavanca, instaladas a uma altura entre 90 cm e 1,1m”. Segundo a RDC 50, as portas dos banheiros devem ter dimensões mínimas de 0,8m (vão livre) x 2,1m e abrir para fora do ambiente, a fim de que sejam abertas sem necessidade de empurrar o paciente eventualmente caído atrás da porta. “As esquadrias devem ser dotadas de fechaduras que permitam facilidade de abertura em caso de emergência e barra horizontal a 90cm do piso”. De acordo com a ABNT – NBR 9050, “as portas de sanitários, vestiários e quartos acessíveis em locais de hospedagem e de saúde devem ter um puxador horizontal, associado à maçaneta. Tem que estar localizado a uma distância de 10cm da face onde se encontra a dobradiça e com comprimento igual a metade da largura da porta”. JANELAS Segundo a funcionária entrevistada no hospital público, a ventilação natural é constante, quase sempre, a iluminação natural e artificial são suficientes. A enfermaria não possui climatização artificial. Com relação aos ruídos externos, ela afirma que não causam transtornos, pois a edificação fica afastada da rua principal, mas os ruídos internos são inevitáveis. Segundo a médica entrevistada no hospital filantrópico, a ventilação natural é inconstante, a iluminação natural e artificial são suficientes. A enfermaria não possui climatização artificial. Com relação aos ruídos externos e internos, a situação foi a mesma do hospital público. Para o conforto higrotérmico (ausência de desconforto térmico) e luminoso, a RDC 50 considera como regra básica para todos os Elementos Anormais e Sedimentoscopia (EAS, composto pelos exames físico, químico e microscópico) que: “nenhuma janela de ambientes de uso prolongado poderá possuir afastamentos menores do que 3m em relação a empenas de qualquer edificação. Nos demais espaços, esses afastamentos não poderão ser menores do que 1,5m, exceto banheiros, sanitários, vestiários e depósito de material de limpeza, que poderão ser ventilados através de poços de ventilação ou similares”. Ainda segundo esta resolução, as internações “carecem de condições especiais de temperatura, umidade e qualidade do ar, devendo-se buscar as melhores condições das mesmas por meio de ventilação e exaustão diretas”. E também “carecem de condições especiais de iluminação, no sentido de necessitarem de incidência de luz de fonte natural direta no ambiente.” De acordo com a ABNT – NBR 9050, 2004, a altura das janelas deve considerar os limites de alcance visual, exceto em locais onde deva prevalecer a segurança e a privacidade. Cada folha ou módulo de janela deve poder ser operado com um único movimento, utilizando apenas uma das mãos. Não há dimensões mínimas pré-estabelecidas para as janelas dos quartos e enfermarias pediátricas. As dimensões mínimas referentes às janelas externas da edificação devem ser obtidas através do código de obras local com vistas a se obter conforto higrotérmico e luminoso, que em geral não deve ser inferior ao resultado da fração de 1/5 da área do ambiente. Com relação à altura do peitoril das janelas, deve-se ter uma preocupação especial por questões de segurança e de conforto visual do paciente pediátrico. Ao mesmo tempo em que as janelas não devem ser facilmente acessíveis pelas crianças sob pena de correrem riscos de acidentes, também não se deve privá-las da paisagem exterior, que deve estar à altura dos seus olhos. A utilização de telas na janela pode auxiliar na prevenção de acidentes, possibilitando baixa altura do peitoril. Fontes: Archtrends Portobello / Divinal Vidros / Wikipédia / Monografia de especialização em arquitetura de sistemas de saúde: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/monografias/detalhes_arquitetonicos_unidades_internacao.pdf

  • CONSTRUÇÃO DO FUTURO É TEMA DE CAMPANHA DA TEGRA INCORPORADORA

    Com foco nas práticas ESG, colaboradores das obras protagonizam peças publicitárias com momentos intimistas dos futuros moradores Nos canteiros de obra da Tegra Incorporadora, momentos marcantes da vida dos moradores que ocuparão os empreendimentos estão, literalmente, na mão dos operários. Esta é a imagem da nova campanha institucional da empresa, “Vamos juntos construir o futuro”, que chega este mês às redes sociais, mídias impressas, veiculação Out of Home (OOH), fora de casa, em tradução para o português, e audiovisuais, apresentando as possibilidades de uma sociedade sustentável a partir dos vínculos afetivos. Trinta colaboradores de duas obras da incorporadora, de operários a engenheiros, foram escolhidos para protagonizar o filme e os anúncios da campanha, criada pela agência FCB Brasil. De diferentes pontos nos canteiros, em meio ao trabalho de construção, eles seguram cartazes que ilustram cenas intimistas dos futuros moradores dos edifícios, como um casal de idosos abraçados carinhosamente na sala de um apartamento, uma menina cultivando uma muda tão jovem quanto ela ou um pai e um filho cozinhando juntos. A Tegra Incorporadora é reconhecida no mercado imobiliário por práticas ESG, entre as quais se destacam a certificação de todos os novos projetos pelo selo AQUA-HQE, a compensação de 100% das emissões de carbono das obras, a adoção e a recuperação de mais de 30 espaços públicos e a reciclagem de mais de 97% dos resíduos construtivos. Reprodução: Tegra Incorporadora/Assessoria FCB Brasil “Essa campanha traduz as práticas ESG, que estão no centro da estratégia do negócio, para uma linguagem capaz de sensibilizar os clientes e as comunidades para uma agenda de transformações”, diz Flavia Schmidt, gerente geral de marketing da Tegra Incorporadora. Este ano, a companhia lançou metas socioambientais até 2030, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre outros pontos, o compromisso firmado pela incorporadora envolve impactar 2,4 milhões de pessoas por meio de ações sociais, voluntárias e filantrópicas. O primeiro filme da campanha institucional foi produzido pela Brigitte Filmes e conta com direção de Claudio Cinelli e Fantasma Maví, mas as ações não se restringem às telas. Os personagens da ação também irão ilustrar os posts do perfil oficial da Tegra Incorporadora no Instagram e no Facebook, e a história de alguns desses construtores também será contada em mini documentários, que serão veiculados no perfil da empresa no Youtube. “Os colaboradores ficaram muito animados em participar deste projeto, que dá visibilidade a etapas essenciais nem sempre perceptíveis para os moradores após a entrega dos imóveis. O sentimento de pertencer a algo maior nos move e, certamente, tem efeito nas soluções que entregamos para os clientes, para a sociedade e para o meio ambiente”, ressalta Flavia. Para Marcelo Rizério, diretor executivo de criação da FCB Brasil, o diferencial dessa campanha é não falar apenas dos empreendimentos, mas sim das pessoas que são responsáveis por colocar esses empreendimentos de pé. “A Tegra coloca cuidado e gentileza em todas suas construções e ações. Buscamos transmitir esses mesmos sentimentos na nova campanha”, afirma. Fonte: Tegra Incorporadora/Assessoria FCB Brasil

  • SHOWROOM DE EMPREENDIMENTO COM TEMÁTICA AMAZÔNICA É INAUGURADO NO SUL DO BRASIL

    Empreendimento abre novo showroom em Santa Catarina com plantas que variam entre 35m² a 134m² O Amazon Parques & Resorts, conhecido por trazer para Penha (SC) o conceito internacional de multipropriedade, sustentabilidade e diversão em um único complexo, anunciou um novo showroom na cidade. O maior local de vendas do empreendimento terá mais de 190m² e está a menos de 7km do local da construção, na Rua Araranguá, 106, esquina com a Avenida Alfredo Brunetti. Funciona de sexta a sábado das 8h às 13h e das 17h às 21h, e aos domingos das 8h às 13h. Com mais de 90 mil m² de área construída, o empreendimento estará em localização privilegiada, a 7,5km do Beto Carrero World, maior parque multitemático da América Latina, e perto de outras importantes cidades turísticas do estado, como Balneário Camboriú, a capital Florianópolis, além de acesso fácil pela BR 101 duplicada e proximidade do aeroporto internacional de Navegantes. “O showroom do Amazon Parques & Resorts em Penha trará ao público imagens do residencial e as diferentes plantas dos apartamentos, com metragens que variam de 35m² a 134m², e também trazer aos futuros moradores experiências do que poderão vivenciar diariamente neste que será o maior residencial com temática amazônica do Brasil”, comenta Marcio Piccoli, diretor de operações da incorporadora Amazon Parques & Resorts. Ao todo, já são quatro showrooms inaugurados este ano, sendo dois em Balneário Camboriú e outro no Shopping Anália Franco, na região Leste de São Paulo (SP). CONHEÇA MAIS SOBRE O EMPREENDIMENTO O Amazon Parques & Resorts teve seu projeto arquitetônico desenvolvido em Lugano, na Suíça, com assinatura do escritório de arquitetura NotToScale Architecture . Terá mais de 90 mil m² de área construída e o projeto residencial prevê 699 apartamentos em formato multipropriedade. Este também segue os princípios da arquitetura e construção sustentável, com menor impacto ambiental possível. O projeto buscará a eficiência energética com a utilização de energias renováveis, o uso racional da água, de tecnologia e materiais mais ecológicos e a integração da cultura conservacionista local. A própria sala de venda foi concebida em containers paralelos e estrutura de metal de cobertura sendo "pensada para ser o menos agressiva ao meio ambiente possível e facilmente removível, caso necessário", também afirma Piccoli. Outro diferencial é que o empreendimento une um novo conceito de serviço hoteleiro com um parque temático que promove entretenimento, informação e conscientização da importância de se proteger a maior floresta tropical do planeta e promover o seu desenvolvimento sustentável. Serão 199 apartamentos administrados pela norte-americana Wyndham Hotels & Resorts, a maior empresa de franquias hoteleiras do mundo com mais de 9.200 hotéis espalhados por mais de 95 países em seis continentes. Associado ao projeto, também haverá um centro de pesquisas para estudos e pesquisas para a conservação ambiental e as mudanças climáticas. Reprodução: Amazon Fun Parks Para mais informações, acesse: https://amazonfunparks.com/ / https://www.penha.amazonfunparks.com/ Fonte: Rotas Comunicação

  • WEBNÁRIO “MARKETING COMERCIAL – ESTRATÉGIAS PRÁTICAS NO PDV” É REALIZADO PELO SINCOMAVI

    O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo (Sincomavi) realiza, no próximo dia 28 de setembro de 2022, das 19h às 20h30, o Webnário “Marketing Comercial – Estratégias Práticas no PDV”. O evento é online e gratuito para contribuintes. O intuito é que os participantes entendam o cliente que visita a sua loja e traga maiores resultados, criando um elo entre: compras, divulgações e vendas. O conteúdo conta com temas de campanhas, exposição de produtos e parcerias com indústrias; ações nas lojas, promoções, incentivos e engajamento; dicas de como montar um planejamento efetivo de vendas; e cases de lojas: mostrando os controles e as medições. O evento tem como palestrante Maximiliano Freire, especialista em expansão empresarial, ESG gestão de processos e governança corporativa. Graduado em processos gerenciais (UNOPAR), MBA’s em canais digitais (ESPM), gestão de pessoas & coach e varejo (FAAP). Diretor geral, qualidade & expansão nas empresas: Sorriden, Total S/A,  Bostik S/A na B.U, Usina Fortaleza, Tyco Co. divisão ADT e Motorola S/A – divisão Dealers.  Informações em: (11) 3488-8200 ou eventos@sincomavi.org.br Fonte: Sincomavi

  • VIDROS DE CONFORTO TÉRMICO DA GUARDIAN GLASS AJUDAM A TORNAR O AMBIENTE RESIDENCIAL MAIS AGRADÁVEL

    Empresa, que possui um amplo portfólio para o mercado residencial, participa da FESQUA e apresenta o vidro ClimaGuard SunLight Conforto, no local da moradia, se traduz em temperaturas agradáveis, luminosidade adequada, integração com o ambiente externo e maior sensação de amplitude dos espaços. A Guardian Glass é uma aliada do morar bem e projetou o vidro ClimaGuard SunLight, que será destaque durante a Feira Internacional da Indústria de Esquadrias (FESQUA), que acontece entre os dias 14 e 17 de setembro, em São Paulo (SP). O produto estará em exposição no estande da Tera Metais -- Aura System, empresa parceira da Guardian Glass. Produto que bloqueia duas vezes mais calor do que um vidro comum, protege contra os raios UV e possui baixos índices de reflexão, o ClimaGuard SunLight, desenvolvido para obras que buscam tonalidade neutra para fachadas residenciais, tem conquistado cada vez mais usuários. Além do conforto térmico, o vidro permite a entrada adequada de luz solar, evitando o ofuscamento que acontece com os vidros comuns, e ajuda a reduzir o consumo de energia elétrica e criar um ambiente agradável. “O ClimaGuard SunLight atende a uma demanda crescente do mercado residencial por ambientes claros, iluminados, amplos ou que deem essa sensação de amplitude, aliado ao conforto térmico”, conta Viviane Sequetin, gerente de marketing da Guardian Glass South America. Viviane explica que a tecnologia do ClimaGuard SunLight é um desenvolvimento único para o mercado residencial, pois a estética neutra do vidro para este segmento é essencial em comparação ao vidro de controle solar normalmente encontrado em edifícios comerciais. “O ClimaGuard SunLight oferece aos arquitetos e construtores acesso a mesma tecnologia e seus benefícios, mas com a estética neutra, muito similar a dos vidros comuns”, diz. Disponível no mercado brasileiro e latino, o modelo é oferecido nas espessuras 4, 6, 8 e 10mm, e pode ter acabamento monolítico temperado, laminado, insulado, curvado e serigrafado, o que o torna ideal para diversos tipos de aplicação, como portas, janelas, fechamentos, guarda-corpos, coberturas, fachadas, muros e vitrines, entre outros. Serviço -- Fesqua 2022 Data: 14 a 17 de setembro Local: São Paulo Expo Estande : Tera Metais -- Aura System Site: fesqua Fonte: Guardian Glass/GPCOM Comunicação Corporativa

  • INOX-PAR PATROCINA EVENTO SINERGIA PIAUÍ

    A fabricante de fixadores também participará da FESQUA, como expositora Nos últimos dias 05 e 06 de setembro, a fabricante e comercializadora de fixadores Inox-Par, patrocinou o evento Sinergia Piauí, 1º encontro 100% focado nas demandas de geração de energia do estado. “É uma honra levar nossa expertise em fixadores para painéis de energia solar a tantos presentes entre grandes nomes do setor de energia limpa e renovável na região!”, destaca publicação no Instagram da marca. De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o estado do Piauí foi o que mais gerou energia solar. Está à frente de outros grandes produtores, entre eles nove estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, e alcançou o índice de 1.147,4 megawatts (MW). Para chegar a esta conclusão, a associação levou em conta a potência instalada, empreendimentos em construção e que serão construídos. PARTICIPAÇÃO NA 14ª EDIÇÃO DA FESQUA Nos próximos dias 14 a 17 de setembro, a Inox-Par também estará presente, como expositora, na 14ª da Feira Internacional da Indústria de Esquadrias (FESQUA), que acontece no São Paulo Expo, em São Paulo (SP), com organização da Revista CONTRAMARCO. Além de importação de produtos semiacabados, acabados e matéria-prima, dispõe de um estoque com mais de 18 mil itens catalogados para pronta-entrega, o que garante rapidez e eficácia no atendimento de clientes e parceiros. A fabricante conta com as seguintes soluções em seu catálogo: linha solar, linha vidro, parafusos, arruelas, porcas e projetos especiais. Fonte: Inox-Par

  • PRÉDIOS ANTIGOS DOMINAM 50% DAS CIDADES E MUITOS CARECEM DE MANUTENÇÃO

    Adequações e instalações de equipamentos de segurança contra incêndio são necessárias Dados da Prefeitura de São Paulo atestam que mais da metade dos edifícios da cidade foram construídos antes do ano de 1974. Tal medida dá a dimensão da quantidade de prédios com mais de 40 anos existentes em todo o país. Muitas dessas estruturas foram construídas antes das leis que garantem maior segurança e acessibilidade às edificações. Por isso, o cuidado de manutenção deve ser redobrado. Para Bruno Gouveia, coordenador da Cipa Síndica, administradora de condomínios e imóveis, além da questão estética, o administrador deve estar de olho na segurança do morador e do pedestre. “Temos um conjunto numeroso de prédios antigos em todas as cidades. Existem preocupações com a rede elétrica, hidráulica, que estão, muitas vezes, fora dos padrões estabelecidos mais recentemente. A manutenção da fachada é outra preocupação, pois, havendo descaso, desvaloriza o imóvel e pode gerar acidentes graves nos pedestres”, salienta. ​Quase metade dos atuais prédios de São Paulo foi construída em um período em que os edifícios precisavam ter pouco mais que extintores e hidrantes como equipamentos de prevenção e combate a incêndios. A capital paulista tem 53 mil prédios, conforme consta na base de dados do IPTU de 2017, da Prefeitura de São Paulo, tabulada pela Folha de S.Paulo. Destes, 24,7 mil foram construídos antes de 1974. Em 1º de fevereiro daquele ano, um incêndio no edifício Joelma, no centro da cidade, deixou 189 mortos, o que causou profundas alterações nas normas de prevenção ao fogo. ADAPTAÇÕES Prédios erguidos antes da entrada em vigor das regras de 1974 precisam passar por adaptações, mas têm estruturas antifogo mais frágeis em relação às construções atuais. É o caso do Wilton Paes de Almeida, concluído em 1961, invadido por sem-teto e que desabou na madrugada do dia 1º de maio após pegar fogo. Até o caso Joelma, o tema era regulado pelo Código de Obras de 1929. Uma especificação do Corpo de Bombeiros exigia, desde 1961, somente hidrantes e extintores sinalizados. Após o caso, a prefeitura publicou, em forma de decreto, o primeiro conjunto mais extenso de normas que definia equipamentos de segurança contra incêndio em novos prédios. O decreto assinado pelo então prefeito paulistano, Miguel Colasuonno, estabeleceu critérios para localização de escadas e saídas de emergência, distância máxima entre hidrantes e paredes, colunas e pilares precisam resistir ao fogo. Definiu ainda que prédios maiores que 35 metros precisariam suportar o peso de um helicóptero em sua cobertura. Em caso de descumprimento, a sanção podia chegar à interdição dos edifícios. Depois disso, uma série de normas foi publicada, entre instruções técnicas dos Bombeiros e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), leis estaduais e federais. Mesmo prédios construídos antes dessas normas precisam de extintores, hidrantes, iluminação, sinalização e saídas de emergência. Outros tipos de adaptações que envolvam mudança na estrutura dos prédios, no entanto, só ocorrem se há ampliação ou mudança no tipo de uso do prédio. É o caso, por exemplo, de sistemas de compartimentação, que evitam que incêndios se alastrem para partes diferentes do edifício. Há dois tipos de sistemas de compartimentação: horizontais (evitar que o fogo se espalhe de uma sala a outra) e verticais (de um andar a outro). No primeiro caso, portas corta-fogo ajudam e não exigem obras sofisticadas de engenharia. No segundo caso, pode envolver obras mais complexas de proteção térmica entre os pavimentos. “Estruturalmente, é quase impossível adaptar”, explica Valdir Pignatta, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em estruturas de prédios. “Os edifícios de concreto armado têm armaduras de aço dentro de pilares e vigas. A legislação hoje exige determinada dimensão dessas peças para resistir a incêndios, diferente da que se exigia antigamente.” RESISTÊNCIA Caras, as adequações contam ainda com resistência de condôminos. “A segurança fica em segundo plano. Os condôminos investem na estética, mas não pensam na segurança”, afirma Aldo Busuletti, síndico profissional que administra mais de 70 prédios em SP. “Se o condomínio regulariza o AVCB [a vistoria dos bombeiros] direito, a cada três anos, não gasta mais do que R$4 mil. Mas poucos fazem. Deixam acumular e precisam fazer reformas que passam dos R$100 mil”, afirma. “E não são só adequações. Você faz um curso de brigada de incêndio em um prédio de 20 apartamentos, se aparecerem cinco moradores é muito.” O centro tem a maior proporção de imóveis antigos. Segundo levantamento feito pela reportagem com base em dados do IPTU, 87% das construções na República e 85% na Sé, por exemplo, são anteriores a 1974. Paulo Helene, engenheiro e professor da USP, explica que mesmo edifícios em conformidade com as regras atuais precisam de manutenção constante. “As estruturas quaisquer, seja de concreto, de alvenaria ou de aço, envelhecem com o tempo. Elas exigem que tenha uma manutenção periódica. Quanto antes você intervir, melhor. É mais barato e mais eficiente para prolongar a vida útil das estruturas”, diz. A responsabilidade pela segurança contra incêndios e pela regularização dos prédios é do proprietário do imóvel ou do responsável pelo seu uso, como o síndico. Sem certificado dos bombeiros, o edifício pode receber desde advertência até multa que chega a R$257 mil. Para Bruno Gouveia, coordenador da Cipa Síndica, síndicos que administram prédios com estas características devem manter um bom planejamento para reformas maiores e manutenção constante do condomínio. É importante contratar uma empresa de qualidade, que faça uma vistoria completa. O síndico passa a ter, com isso, dados mais precisos sobre as condições dos edifícios e priorizar as intervenções, sempre com muito planejamento, explica o coordenador. Muitos condomínios antigos contam com problemas crônicos de gasto excessivo de água e energia, que podem ser resolvidos com a troca por equipamentos mais modernos. “Quanto mais antigo o edifício, mais atenção necessita. A durabilidade do imóvel não é eterna sem manutenção. Vemos exemplos de muitos prédios antigos que, por falta de cuidados mínimos, ficam em um estado de degradação por vezes irreversível. Isso expõe moradores e transeuntes a riscos de segurança enormes”, acrescenta Gouveia. Fontes: Cipa Síndica e Folha de S.Paulo

  • AMPLIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DA FONTE SOLAR NOS MUNICÍPIOS

    Absolar e ABM buscam atrair novos investimentos, gerar mais empregos e renda e criar novas oportunidades de negócios nas cidades brasileiras A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e a Associação Brasileira dos Municípios (ABM) acabam de celebrar um acordo de cooperação para expandir a fonte solar nas áreas urbanas e rurais dos municípios espalhados pelo país. O acordo visa a atrair novos investimentos para os municípios brasileiros, gerar mais empregos e renda para a população e estimular o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios para empreendedores, além de ampliar o acesso da energia solar a produtores rurais e prédios públicos. Dentre as prioridades de trabalho da parceria entre as duas entidades destacam-se: o intercâmbio de informações e a realização de ações para promover assuntos de interesse comum em relação ao desenvolvimento de políticas públicas, programas e incentivos municipais para o aproveitamento da energia solar fotovoltaica nas cidades brasileiras. O acordo também prevê a identificação de empreendedores do setor solar interessados em investir nas cidades, o compartilhamento de informações sobre o mercado solar de forma nacional e regional, a avaliação de tendências de negócios, o aprimoramento do ambiente regulatório e legal e a cooperação em eventos e ações conjuntas, dentro e fora do Brasil. Para Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar, o acordo com a ABM amplia a colaboração em prol do desenvolvimento econômico, social e ambiental nos municípios brasileiros. “Com esta parceria, garantimos maior acesso ao uso da tecnologia fotovoltaica pelos consumidores em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, ajudando na economia na conta de luz, protegendo contra aumentos das tarifas e trazendo maior autonomia e independência elétrica, além de valorizar os imóveis e elevar a sustentabilidade dos consumidores”, aponta. “O setor está bastante otimista com a nova parceria e preparado para contribuir para a recuperação econômica sustentável das cidades brasileiras, ajudando também no atingimento dos compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa”, comenta Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho de administração da Absolar. Fontes: Totum Comunicação/Absolar

  • GLASSTRUCK: SHOWROOM DE PRODUTOS CEBRACE

    Veículo foi desenvolvido para viajar por todo o Brasil com uma exposição de produtos prontos para realizar uma simulação no local da obra Reprodução: Cebrace O GlassTruck – caminhão que visita empresas em toda extensão nacional com amostras dos mais diversos tipos de produtos e vidros com aplicações em fachadas residenciais, comerciais e para interiores – é uma iniciativa da Cebrace, fabricante de vidros, lançada em setembro de 2021, que já percorreu municípios de São Paulo e Santa Catarina. O objetivo do projeto é atender a uma demanda das vidraçarias, fabricantes de esquadrias, arquitetos, consultores de fachada, construtoras e demais profissionais que buscam por amostras dos vidros para seus projetos, mas ainda estão em fase de decisão sobre qual é o melhor modelo para a obra. “Dessa forma, arquitetos e especificadores podem escolher a estética desejada para a obra ao comparar quatro opções de produtos simultaneamente em uma fachada articulada disponível dentro do caminhão e que se movimenta para fora, acima do caminhão, no endereço escolhido pelo cliente”, informa Ana Carolina de Paula, coordenadora de marketing da fabricante. Pela primeira vez, o GlassTruck visitou marcas do Rio Grande do Sul. Na última terça-feira, dia 30 de agosto, o caminhão estacionou na Modelo Vidros, indústria de beneficiamento de vidros de Garibaldi (RS), permitindo que arquitetos e clientes da empresa conhecessem de perto o que há de moderno e inovador dentro da temática de aplicação de vidros. Os profissionais que visitaram o GlassTruck na Modelo Vidros puderam visualizar o modelo desejado em um mockup (representação gráfica que simula o tamanho, formato, perspectiva, textura, cor e diversos outros detalhes no desenvolvimento de um projeto), assim como seus dados técnicos relacionados ao desempenho em tempo real. Dentro do caminhão, estavam disponíveis amostras de vidros na versão laminada e para interiores, além de produtos na linha de proteção solar para residências e os vidros para fachadas comerciais, disponíveis em diferentes níveis de desempenhos e tonalidades. De acordo com a Cebrace, a agenda do caminhão está sendo montada com uma programação que atenda à ordem e necessidades dos clientes, distribuidores, processadores, pontos de vendas da Cebrace, arquitetos e eventos de cada região, sendo assim, não possuem datas pré-marcadas. “Em breve, o GlassTruck visitará todo o país”, afirma. Porém, a fabricante confirmou a presença do veículo na 14º Feira Internacional da Indústria de Esquadrias - FESQUA, nos dias 14 a 17 de setembro, no São Paulo Expo. Além de ter a intenção de atender a demanda dos profissionais especificadores de vidros e do mercado de esquadrias com a realização da possibilidade de ver ao vivo o produto aplicado em grandes dimensões e sob a variação da luz ao longo do dia no endereço do projeto, a marca disponibilizará ao longo da FESQUA a possibilidade de compra de produtos via CPF ou CNPJ para beneficiamento e instalação, como o Fixa Espelho, que pode ser utilizado para colar espelhos em diversas superfícies lisas, como paredes, metais, azulejos, entre outras. Para mais informações, acesse: www.cebrace.com.br SERVIÇO 14° FESQUA - Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 14 a 17 de setembro de 2022 Horário: 13h às 20h / Sábado - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5km - São Paulo (SP) Fontes: Cebrace/PR Comunique-se

  • ALUPRIME CONFIRMA PRESENÇA NA 14ª EDIÇÃO DA FESQUA

    Em suas redes sociais, a empresa adianta que suas principais tipologias estarão expostas e convida o público para uma visita ao seu estande A Aluprime, indústria especializada em arquitetura de alumínio, esquadrias de alumínio, envidraçamento de sacadas, projetos, fabricação e instalação de estruturas para construção civil, participará da 14ª edição da Feira Internacional da Indústria de Esquadrias (FESQUA ). “ Após quatro anos de espera, estamos ansiosos pela realização da FESQUA, o maior e mais importante evento de esquadrias da América Latina. Será uma oportunidade única para reencontrarmos nossos clientes, amigos e fornecedores”, diz a marca em publicação em sua página no Instagram. Segundo Daniela Brito dos Santos, gerente de marketing, como lançamento, o visitante poderá conhecer os diferenciais da Fachada Grid Prime. “Dentre as novidades, levaremos também o Sistema Prime 3.2 de esquadrias de correr com vidro colado que permite a instalação nas fachadas glazing , diminuindo a vista das massas de alumínio aparentes”, afirma a gerente. A empresa, que levará suas principais tipologias de todo seu portfólio de esquadrias para os segmentos residencial e comercial, convidada todos para visitar o seu estande , onde poderão conhecer em detalhes as novidades de todo o portfólio de portas, janelas e fachadas. “Todas as soluções prime para seus projetos! ”, destaca a publicação. Mais informações: www.aluprime.eng.br 14° FESQUA - Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 14 a 17 de setembro de 2022 Horário: 13h às 20h / Sábado - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5km - São Paulo (SP) Fonte: Aluprime

  • CURSO ONLINE DE “ESPECIALIZAÇÃO EM PROJETOS E ORÇAMENTOS PARA VIDROS TEMPERADOS” ABRE INSCRIÇÕES

    Realizado pelo Sinvidro-MG e Amvid-MG, o treinamento acontecerá de 26 de setembro a 25 de outubro O Sindicato das Indústrias de Beneficiamento e Transformação de Vidros e Cristais Planos do Estado de Minas Gerais (Sinvidro-MG) e a Associação Mineira do Comércio Atacadista, Varejista e dos Beneficiadores do Vidro (Amvid-MG) realizam de 26 de setembro a 25 de outubro, das 19 horas às 21h30, o curso online de “Especialização em Projetos e Orçamentos para Vidros Temperados”. As aulas são ministradas em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O objetivo do treinamento é capacitar profissionais que queiram trabalhar em empresas do setor vidreiro, realizando medições, projetos e orçamentos considerando as normas técnicas vigentes e as necessidades dos clientes. É certificado pelo Senai e atende aos requisitos da norma ABNT NBR 16823 – Qualificação e Certificação do Vidraceiro – Perfil Profissional. As instituições informam que os alunos matriculados no curso têm acesso digital às normas técnicas gratuitamente no site da ABNT. As aulas são realizadas em um ambiente totalmente virtual, que permite aos participantes assistirem de qualquer local. Outro aviso é que as aulas devem ser acompanhadas em tempo real, pois não serão exibidas após sua realização. ESPECIALIZAÇÃO EM PROJETOS E ORÇAMENTOS PARA VIDROS TEMPERADOS – SINVIDRO-MG E AMVID-MG Data: 26 de setembro a 25 de outubro (segundas a quintas-feiras); Horário: das 19 horas às 21h30; Local: curso online; o link da transmissão será enviado pelo próprio sistema, antes do evento, para o e-mail cadastrado na ficha de inscrição; Investimento: R$ 400,00 (para associados Amvid e Sinvidro-MG), R$ 580,00 (para amigos Amvid/Sinvidro-MG), R$ 680,00 (para demais participantes); Inscrições e mais informações: https://www.sinvidromg.org.br/event-details/especializacao-em-projetos-e-orcamentos-para-vidros-temperados Fonte: Sinvidro-MG

  • MULHERES BUSCAM NOVAS FONTES DE RENDA NO MERCADO DA CONSTRUÇÃO

    Historicamente, mulheres sempre estiveram em situação mais crítica no mercado de trabalho quando comparadas com os homens. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição de referência em ensino e pesquisa, a diferença dos níveis de desemprego entre os gêneros atingiu 16% no ano de 2021. Além disso, 49% das mulheres estavam desempregadas até o final do ano passado. Ainda conforme a instituição, 45% das mulheres são responsáveis pela principal renda familiar. Foi através de buscas por outras alternativas que elas começaram a desbravar um mercado historicamente masculino: as pequenas reformas e construção. Geny do Carmo, moradora de Santa Teresa do Oeste (PR), também conhecida nas redes sociais como pedreira Geny, buscou um novo caminho depois de anos trabalhando como costureira. Ela afirma que estava insatisfeita com o rendimento médio de um salário mínimo e, assim, ingressou na nova carreira depois de se candidatar para uma vaga de servente. “Eu comecei a trabalhar com construções em 2009, quando vi que uma construtora da cidade estava contratando mulher para servente. Me candidatei e fui selecionada. Fazia a minha função, mas sempre atenta ao trabalho dos pedreiros”, comenta. Entre os desafios apontados pela pedreira, estão o preconceito de uma parcela dos profissionais do setor. “Ouvi de outros profissionais que o meu trabalho era muito pesado para uma mulher. Quando comecei em 2009 era raro ver uma mulher na obra. Hoje, ainda bem, já é mais comum.” O crescimento no número de mulheres em atividades relacionadas a pequenas reformas e construções também começa a ser percebido entre as grandes empresas do setor. Daniela Kricowski, especialista em varejo e produto da Super Pro Atacado, atacadista do setor de equipamentos e ferramentas, comenta que é perceptível o crescimento na base de clientes do e-commerce com um incremento de mulheres nas compras realizadas, além do reflexo no movimento das lojas físicas. “Percebemos, principalmente depois da pandemia, um aumento crescente no número de mulheres que buscam as nossas lojas físicas ou visitam o nosso e-commerce para comprar equipamentos e ferramentas profissionais”, afirma Daniela. A pedreira Geny conta que seu ganho médio mensal é de três a cinco vezes maior do que na época de costureira. E que, para ajudar outras mulheres a superarem os medos e preconceitos, criou um perfil na internet onde publica vídeos ensinando como fazer determinadas atividades. “Já recebi centenas de relatos de mulheres que hoje estão trabalhando em obras e que se sentiram motivadas a partir dos meus vídeos”, relata. DEFASAGEM HISTÓRICA A pesquisa realizada pela FGV traz ainda dados que revelam que a participação das mulheres no mercado de trabalho tem sido inferior a dos homens ao longo dos anos, sendo o nível de escolaridade o principal indicativo. O estudo aponta que 32% das mulheres com formação até o ensino fundamental estavam empregadas. Já entre as mulheres com ensino superior, o índice sobe para 87%. Fabricio Palermo Pupo, coordenador dos cursos de gestão e comunicação do Centro Universitário Opet (UniOpet), explica quais são os principais desafios das mulheres e porque a pandemia impactou ainda mais as profissionais. “Esse é apenas um cenário de toda a problemática que envolve as mulheres e os desafios na carreira feminina. Isso porque ainda é preciso lidar com o preconceito interno, o de não acreditar ser capaz de conseguir um cargo maior, a batalha por um salário compatível ou ser reconhecida pelo que faz.” “As dificuldades, assim como as superações e as conquistas das mulheres no mercado de trabalho, vêm de longa data. Apesar disso, ainda há muito a ser debatido sobre o tema e, por que não, a ser melhorado. Prova disso é um relatório do Fórum Econômico Mundial, que concluiu que a igualdade de gêneros só se dará em 2095. Isso se a evolução dos direitos das mulheres seguir no mesmo ritmo atual”, finaliza o coordenador. Fonte: Assessoria Talk Comunicação

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