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- Produtos & normas: Demanda do mercado requer esquadrias eficientes e sustentáveis
*Por Fabiola Rago Beltrame – engenheira civil pela FAAP, mestre pela USP,diretora da Qualidade do IBELQ, e professora no curso de Engenharia Civil do Mackenzie. Será que a especificação das esquadrias e dos vidros no Brasil está se adequando à nova fase dos empreendimentos que buscam atingir as metas de neutralidade de carbono, pensando efetivamente em eficiência energética? Uma reportagem recente em publicações internacionais mostrou que a União Europeia estabeleceu diretrizes rígidas para aumentar a eficiência energética nas edificações urbanas modernas. “O uso de vidros múltiplos com gás argônio transforma as residências em escudos contra o clima externo e o ruído das cidades e o vidro simples está sendo banido nas reformas europeias”. As janelas tradicionais representam um dos maiores pontos de desperdício térmico em residências localizadas em climas temperados. A EPBD (Energy Performance of Buildings Directive) exige que novas obras e reformas europeias eliminem as pontes térmicas para reduzir o consumo de eletricidade e gás. “Países como a Alemanha e a Noruega lideram essa transição ao proibir materiais que não atendam aos requisitos mínimos de isolamento”. Com o obje vo de alcançar um estoque de edifícios totalmente descarbonizado até 2050, a Dire va revisada sobre Desempenho Energé co de Edi cios (EPBD) contribui diretamente para as metas energé cas e climáticas da União Europeia, pois os edi cios são o maior consumidor de energia da Europa. A energia é necessária para mantê-los aquecidos no inverno e frescos no verão, garantindo habitabilidade e conforto. Mercado nacional Em 2017, o Brasil estava estudando conceitos de esquadrias eficientes energeticamente e, com apoio do SindusCon-SP, foi publicado o guia “Esquadria com Foco em Eficiência Energé ca”, que traz propostas de tipologias de esquadrias que possam contribuir melhor para a eficiência energé ca das edificações. Veja o conteúdo do guia neste link Também em 2017 foi publicada a ABNT NBR 10821-4 com os requisitos adicionais de desempenho tratando de desempenho térmico e acústico (ver o modelo da etiqueta acima). Em 2022, foi publicada a ABNT NBR ISSO 10077-1 – Desempenho térmico de janelas, portas e persianas – Cálculo de transmitância térmica. Parte 1: Geral, deixando ainda mais clara a forma de avaliação do desempenho térmico das esquadrias. Mas quantas esquadrias foram certificadas com base nestes critérios, quase dez anos depois? Fica claro que exigências como as europeias também são necessárias por aqui, talvez com uma preocupação um pouco menor para o aquecimento das edificações, mas com um foco grande no resfriamento das mesmas. Para aumentar esta eficiência, os vidros de controle solar são peças-chaves e a ABNT NBR 16023 – Vidros revestidos para controle solar – Requisitos, classificação e métodos de ensaio publicados desde 2020, estabelece os requisitos para estes vidros. E produtos eficientes também precisam demonstrar que são sustentáveis, na sua produção e na sua utilização. No dia 25 de maio de 2026, quando se comemorou o “Dia da Indústria”, foi lançado o Selo Verde Brasil: um marco para a indústria sustentável. A participação do IBELQ neste evento reafirma nosso compromisso com a qualidade, a responsabilidade ambiental e o fortalecimento de iniciativas que promovam um desenvolvimento na construção civil, através da certificação de produtos sustentáveis. Queremos parabenizar as diferentes organizações envolvidas na formulação e implementação do programa (MDIC, ABNT, ABDI, Inmetro e Senai), além das associações industriais engajadas nas primeiras experiências de certificação (Abiquim, Abividro, Abravidro e Abal). Muita novidade boa para o setor da construção civil vem por aí, nos moldes dos outros países preocupados com a descarbonização. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- Empresa lança sistema de sacada voltado à rotina dos vidraceiros
A AL Indústria anunciou o lançamento do Max System Sacada, uma solução desenvolvida para atender às demandas de instalação de fechamento de sacadas e varandas. Segundo a fabricante, o sistema tem foco na praticidade de montagem e na otimização do trabalho dos profissionais do setor vidreiro, sendo apresentado como um produto criado “de vidraceiro para vidraceiro”. Linha Max System O lançamento integra a linha Max System. A proposta é oferecer sistemas com design contemporâneo e componentes que facilitem os processos de fabricação e instalação, reduzindo etapas e desperdícios de materiais. De acordo com informações divulgadas pela empresa, o Max System reúne perfis e acessórios desenvolvidos para proporcionar maior praticidade durante a instalação, além de buscar atender às exigências estéticas presentes em projetos residenciais e comerciais. Funcionalidade e facilidade operacional A AL Indústria afirma que o desenvolvimento do produto levou em consideração a experiência prática dos profissionais que atuam diretamente na instalação de sistemas vidreiros. Essa abordagem busca oferecer uma alternativa que combine funcionalidade, acabamento e facilidade operacional, características que têm ganhado relevância em obras que utilizam vidro como elemento arquitetônico. Para mais informações: alindustria.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Ferragens ampliam opções para esquadrias de alto desempenho
O mercado de esquadrias têm acompanhado uma crescente demanda por soluções que aliem segurança e desempenho. Nesse contexto, empresas especializadas em ferragens e componentes vêm ampliando o catálogo de produtos voltados a diferentes sistemas, incluindo portas e janelas de PVC e alumínio. Entre elas está a Fercomaz Ferragens, que atua na distribuição de ferragens e acessórios para o indústria de esquadrias, representando no Brasil fabricantes internacionais voltados ao desenvolvimento de soluções técnicas para abertura, fechamento e travamento de portas e janelas. Fechaduras multiponto Entre os produtos disponíveis no portfólio da empresa, as fechaduras multiponto têm se destacado em projetos residenciais e comerciais que exigem maior desempenho. Diferentemente dos sistemas convencionais, esse tipo de ferragem realiza o travamento da folha em diversos pontos simultaneamente. De acordo com a empresa, a solução é frequentemente aplicada em portas de entrada e portas de grandes dimensões, contribuindo para um fechamento mais uniforme e para a estabilidade do conjunto. Além disso, o sistema pode colaborar para o desempenho da esquadria em aspectos relacionados à vedação e à segurança. Diferentes aplicações As ferragens especializadas têm sido desenvolvidas para atender às características específicas de cada material utilizado na fabricação de esquadrias. No caso das fechaduras multiponto, existem versões compatíveis com sistemas de PVC, madeira e alumínio, permitindo sua utilização em diferentes tipos de projetos. Para mais informações: fercomaz.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Vidro laminado ou temperado: qual é a melhor opção para cada tipo de aplicação?
A escolha do vidro é um dos fatores mais importantes para garantir segurança, desempenho e durabilidade em projetos de esquadrias. Entre as opções mais utilizadas na construção civil estão os vidros laminado e temperado, ambos classificados como vidros de segurança. A definição entre um e outro deve levar em consideração aspectos como resistência mecânica, exposição a impactos, ação dos ventos e exigências das normas técnicas. O que diferencia os dois tipos de vidro? O vidro temperado passa por um processo de aquecimento seguido de resfriamento rápido, conhecido como têmpera. Esse tratamento aumenta sua resistência, tornando-o até cinco vezes mais resistente que um vidro comum. Em caso de quebra, o material se fragmenta em pequenos pedaços menos cortantes, reduzindo o risco de ferimentos graves. Por isso, é amplamente utilizado em portas, janelas, divisórias e boxes de banheiro. Já o vidro laminado é formado por duas ou mais chapas de vidro unidas por uma película intermediária de PVB ou EVA. Quando ocorre a quebra, os fragmentos permanecem juntos a essa camada interna, evitando a separação dos estilhaços e mantendo o fechamento do vão. Essa característica faz com que o laminado seja frequentemente especificado em aplicações que exigem proteção adicional contra quedas ou desprendimento de peças. Normas técnicas A utilização dos vidros na construção civil é regulamentada por normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A NBR 7199 estabelece critérios para especificação e aplicação dos diferentes tipos de vidro, enquanto normas específicas, como a NBR 16259, orientam projetos de envidraçamento de sacadas. Em edifícios altos ou regiões com maior incidência de ventos, por exemplo, a resistência estrutural do vidro é um fator determinante na escolha do sistema mais adequado. Fontes: portalvidrosam.com.br ; sevexclusivv.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Tecnologia de duplo envidraçamento contribui para isolamento térmico e acústico
O vidro insulado é composto basicamente por duas lâminas de vidro separadas por uma camada interna de ar desidratado. Essa configuração reduz a transferência de calor proveniente da radiação solar e contribui para o bloqueio de ruídos externos, proporcionando maior conforto aos usuários dos ambientes. Essa solução está inclusa no portfólio da Tempermax. Diferentes tipos de vidro Uma das características do insulado é a possibilidade de combinar vidros com propriedades distintas em uma mesma composição. Dessa forma, é possível unir atributos como a resistência dos vidros temperados, a segurança dos laminados e o desempenho térmico e acústico proporcionado pelo sistema. A solução pode ser aplicada em diferentes segmentos, incluindo fachadas, portas, janelas, coberturas, hospitais, estúdios de gravação, sistemas de refrigeração e empreendimentos da construção civil. Tecnologia evita embaçamento O desempenho do conjunto é garantido por um sistema de dupla selagem. A primeira vedação impede a troca gasosa entre o interior e o exterior do conjunto, enquanto a segunda assegura sua estabilidade estrutural. Para mais informações: tempermax.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Destaque do assinante Contramarco: Vanzella Consultoria
Perspectiva ilustrada da fachada do residencial de alto padrão Veríssimo, em Salvador (BA) • ATIVIDADE PRINCIPAL Iniciando as atividades em agosto de 2017 — com a visão de dar sequência a um trabalho que os sócios Paola Moraes, Roberto Baldissera e Luiz Vanzella já haviam iniciado no mercado de esquadrias, com foco na consultoria técnica em esquadrias de alumínio — a Vanzella Consultoria buscou trazer para o mercado de esquadrias, um olhar ainda mais técnico e também voltado para a solução baseada na prática, sempre atendendo as normas técnicas, “porém trazendo funcionalidade para as soluções dos nossos projetos” — conforme destaca Roberto Baldissera, diretor de operações. “Os projetos da Vanzella Consultoria são elaborados pensando exclusivamente na viabilidade das soluções a serem executadas sem grandes dificuldades e com baixo custo dentro do que é possível, pois nós entendemos que as soluções não podem apenas serem boas no projeto, mas sim, serem excelentes na hora de executar na obra, facilitando o trabalho da equipe de instalação e garantindo a eficiência do sistema projetado”, afirma o diretor — acrescentando que, de lá pra cá, a equipe de consultores atua em conjunto com várias construtoras e incorporadoras, trabalhando ao lado da equipe técnica de engenharia e arquitetura dos clientes, resolvendo possíveis patologias futuras já na fase de estudo do projeto, ou seja, “antecipar problemas e resolvê-los ainda na fase de desenvolvimento dos projetos de arquitetura e estrutura”, conforme salienta Baldissera. Ele lembra que o nome da empresa carrega uma bagagem singela e de alto valor para a equipe, com o arquiteto Luiz Vanzella atuando como responsável técnico e diretor comercial da Vanzella Consultoria. “Quem conhece o arquiteto sabe da sua competência nesse ramo de mercado, tendo iniciado essa carreira numa destacada serralheria, ganhando conhecimento que o levou a atuar como consultor técnico nas grandes empresas do alumínio, tais como Alcan, Belmetal, Alcoa e Hydro”, informa o diretor de operações. A atividade principal da empresa é a prestação de consultoria em esquadrias de alumínio e PVC, incluindo elaboração de projetos complementares de esquadrias de alumínio e PVC, fachadas envidraçadas, revestidas com ACM ou brise, além de realizar inspeção técnica em esquadrias e fachadas de alumínio e vidro. • PROJETO DESAFIADOR “Um dos trabalhos mais desafiadores já realizados pela nossa equipe foi o projeto de revestimento em ACM corten do empreendimento Veríssimo, em Salvador (BA)”, lembra Roberto Baldissera. “Neste empreendimento, nós atuamos com a Consultoria Técnica e Elaboração do projeto complementar de esquadrias de alumínio, fachadas structural glazing e revestimentos externos em ACM, como o corten em diamantes e o ACM branco, que aparecem na belíssima fachada do empreendimento”, detalha o diretor. Ele informa que o projeto arquitetônico tem assinatura do ilustre arquiteto Edésio Deda e que a obra está em fase de construção com previsão de conclusão para 2027. Incorporação: MRM Incorporadora, ABIA Empreendimentos e EBDI Incorporadora. Construtora: Ankara Engenharia Gerenciadora: JBrim Consultoria Site: https://viververissimo.com.br • POR QUE A REVISTA CONTRAMARCO É IMPORTANTE PARA A EMPRESA? O diretor de operações da Vanzella Consultoria entende que o mercado carece ainda de conteúdos relacionados às esquadrias de alumínio e PVC no país — e acredita na revista Contramarco “como um catalisador desta mudança, viabilizando a exposição de diversos fornecedores de produtos e serviços, bem como traz em suas edições diversos conteúdos relacionados ao mercado de esquadrias de alumínio e de PVC”. “Portanto, para a Vanzella Consultoria, a revista Contramarco não só é importante como é necessária, pois acreditamos que o país precisa de ainda mais literatura relacionada a esse setor da Construção Civil, que é a vedação e revestimento das fachadas das edificações”, completa o executivo.. Mais informações: vanzellaconsultoria.com.br
- Guarda-corpo de vidro: o que diz a norma?
Foto/Reprodução: Doce Obra Cada vez mais presente em projetos residenciais e comerciais, o guarda-corpo de vidro combina segurança e estética contemporânea. No entanto, para que o sistema cumpra sua função de proteção, é fundamental que o projeto e instalação atendam às exigências estabelecidas pelas normas técnicas. A principal referência para esse tipo de aplicação é a norma ABNT NBR 14718, que define os requisitos de desempenho, resistência e segurança para guarda-corpos utilizados em edificações. O documento estabelece critérios relacionados à altura mínima, resistência a cargas e impactos, dimensões dos vãos e características dos materiais empregados. Requisitos para segurança De acordo com a norma, os guarda-corpos devem possuir altura mínima de 1,10 metro na maioria das aplicações e ser capazes de resistir aos esforços previstos durante o uso. Além disso, o sistema não pode apresentar condições que favoreçam quedas ou permitam a passagem de pessoas, especialmente crianças. No caso dos modelos em vidro, a norma exige a utilização de vidros de segurança, conforme os critérios da ABNT NBR 7199, que trata do projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil. Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Vidro de controle solar alia estética âmbar e resistência para aplicações
O vidro de controle solar Stopsol, desenvolvido pela AGC, é utilizado em diferentes aplicações na construção civil e em projetos de interiores. Com acabamento refletivo em tonalidade âmbar, o material reúne características técnicas voltadas ao controle solar e propriedades estéticas. Aparência e desempenho Entre as principais qualidades apresentadas pela empresa está sua tonalidade âmbar, considerada sofisticada e valorizada por arquitetos e profissionais da indústria. A uniformidade visual do material e o efeito refletivo contribuem para composições estéticas em fachadas e ambientes internos. Além da aparência, o vidro apresenta resistência elevada a riscos e à poluição, características que aumentam sua durabilidade e ajudam a manter o aspecto original ao longo do tempo, de acordo com a AGC. Versatilidade de uso O modelo pode ser aplicado em diferentes contextos, desde fachadas residenciais e comerciais até elementos de movelaria e marcenaria. Também é utilizado em portas, divisórias, coberturas e fechamentos de sacadas, ampliando suas possibilidades de uso tanto em ambientes internos quanto externos. Versões e combinações O Stopsol está disponível em versões monolíticas e laminadas, incluindo a opção Stratobel Stopsol. Todas mantêm a característica aparência refletiva âmbar. O material também pode ser laminado com vidros float de diferentes cores, mediante consulta ao fabricante. Para mais informações: agcbrasil.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Patologia das construções: Umidade: diagnóstico e caminhos para construções saudáveis (Parte 2: final)
*Por Felipe Lima, eng. civil, Professor e patologista das construções e fundador da Adpat Brasil. No artigo anterior, publicado na edição nº178 (março/abril de 2026), comentamos sobre a umidade como agente de degradação (que afeta diretamente o desempenho das edificações e o conforto dos usuários), os mecanismos e origens da umidade (cujos conceitos se relacionam com todo o processo construtivo de uma obra e a forma como a água se movimenta nos materiais, sua infiltração, difusão de vapor e condensação). Vamos, agora, a mais uma etapa importante para a vistoria e busca de soluções práticas mais adequadas. Inspeção de umidade: método e técnica A inspeção técnica é a principal ferramenta para identificar e compreender os problemas relacionados à umidade. Para que seja eficaz, deve seguir uma abordagem estruturada, baseada nos princípios da engenharia diagnóstica: Levantamento de informações: Análise de projetos, histórico da edificação e registros de manutenção. Vistoria de campo: Identificação de sinais e sintomas, como manchas, eflorescências, bolhas e destacamentos. Ensaios e medições: Aplicação de métodos como ensaios de estanqueidade, medição de umidade e técnicas não destrutivas. Análise e diagnóstico: Interpretação dos dados para identificação das causas e mecanismos envolvidos. Relatório técnico: Elaboração de documento com conclusões e recomendações, de forma clara, objetiva e fundamentada. Essa sistematização evita erros comuns, como tratar apenas os efeitos da umidade sem eliminar sua causa. Tecnologia aplicada à inspeção O uso de ferramentas adequadas potencializa a qualidade do diagnóstico. Entre os principais recursos u lizados, destacam-se: ● Câmeras termográficas ● Medidores de umidade ● Ensaios de estanqueidade com lâmina d’água ● Traçadores químicos ● Termohigrômetros ● Geofones e manômetros ● Vídeo inspeção (boroscopia) A utilização desses equipamentos permite maior precisão na identificação das anomalias e contribui para intervenções mais eficientes e menos invasivas. O papel do especialista A interpretação dos sinais de umidade exige conhecimento técnico, experiência prática e visão sistêmica. O profissional deve ser capaz de correlacionar manifestações visíveis com suas causas reais, propondo soluções adequadas e duráveis. Assim como na medicina, o patologista das construções atua investigando, diagnosticando e prescrevendo — sempre com base em critérios técnicos e normativos. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- Expalum integra soluções de persianas ao Reserva Barigui, em Curitiba (PR)
Localizado na capital paranaense, em frente ao Parque Barigui, o empreendimento residencial de alto padrão Reserva Barigui combina arquitetura contemporânea e integração com a natureza. O projeto foi desenvolvido pelo Grupo Avanti, com assinatura da Bacoccini Arquitetura. Para atender às necessidades do empreendimento, a Expalum forneceu os Sistemas de Caixas Aislabox Ultra 185 e as palhetas Aislalum de 45mm, com preenchimento em poliuretano, na cor branca. O conjunto conta ainda com motorização e controle remoto. Solução integrada à arquitetura De acordo com as especificações do projeto, os Sistemas de Caixas Aislabox Ultra 185 foram instalados internamente. Por serem independentes das esquadrias, os equipamentos permitiram preservar as características da fachada envidraçada do edifício. As palhetas Aislalum utilizadas no empreendimento contribuem para o controle da luminosidade e para o conforto dos ambientes, enquanto a automação agrega funcionalidade ao sistema de persianas. Para mais informações: grupoavantti.com ; expalum.com.br; bacoccini.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Linha de esquadrias alia desempenho e conformidade com normas técnicas
A busca por soluções que combinem desempenho, qualidade e viabilidade econômica tem impulsionado o desenvolvimento de sistemas de esquadrias cada vez mais versáteis. Nesse cenário, a Hydro apresenta ao mercado a Linha Master como uma alternativa voltada para projetos que exigem otimização de custos sem abrir mão da qualidade. Considerada a opção mais acessível do portfólio da empresa, a linha foi desenvolvida para aumentar a competitividade dos projetos e contribuir para a redução de desperdícios. Versão Master Leve amplia área envidraçada Além da versão convencional, a linha conta com a opção Master Leve, que utiliza novos montantes com menor peso. De acordo com a Hydro, a proposta é oferecer uma solução ainda mais competitiva, reduzindo a quantidade de alumínio aparente e ampliando a área envidraçada das esquadrias. Normas técnicas A aplicação de esquadrias em edificações deve atender aos requisitos estabelecidos pela norma ABNT NBR 10821, que define os parâmetros mínimos de desempenho para esquadrias instaladas em fachadas de edifícios residenciais e comerciais. Para mais informações: hydro.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Fala, professor!: O erro que faz sua fábrica vender muito... e lucrar pouco
*Por Júnior Araujo – engenheiro de produção, professor assistente com foco em Engenharia de Produção e gestor de novos negócios e expansão no Canal do Serralheiro. Existe um problema silencioso dentro de muitas indústrias de esquadrias: a empresa vende, a agenda enche, os pedidos entram... mas o lucro não aparece na mesma proporção. Pelo contrário. Em alguns casos, quanto mais a fábrica vende, mais desorganizada ela fica. Os atrasos aumentam, as horas extras viram rotina, o retrabalho cresce e o me começa a operar no limite. A sensação é de que a empresa está sempre correndo, mas nunca conseguindo acompanhar. E na maioria das vezes o problema não está na venda. O verdadeiro problema está na falta de planejamento da capacidade produtiva. Limite real Muitas empresas aceitam novos pedidos sem entender claramente quanto conseguem produzir, quantas obras conseguem entregar ao mesmo tempo e qual é o limite real da operação com os recursos disponíveis. O comercial vende baseado na oportunidade. A produção tenta “dar um jeito”. E o resultado normalmente aparece algumas semanas depois: gargalos, prazos estourados e prejuízo operacional. Quem trabalha com esquadrias sob medida sabe que cada obra possui características próprias. Mudam medidas, tipologias, cores, acessórios, espessura dos vidros e nível de complexidade. Isso exige da fábrica uma capacidade de adaptação constante. O problema começa quando a empresa cresce em vendas, mas continua gerenciando a produção de forma intuitiva, sem método e sem previsibilidade. Capacidade produtiva Imagine uma fábrica que consegue produzir, em média, 25 obras por mês com estabilidade. O comercial, mo vado pelo aumento da demanda, fecha 40 obras no mesmo período. No primeiro momento, parece ótimo. Afinal, vender mais normalmente é motivo de comemoração. Mas a produção não aumenta automaticamente só porque as vendas cresceram. A partir daí começam as consequências: operadores sobrecarregados, compras emergenciais, aumento de retrabalho, conflitos internos e atrasos em sequência. O cliente passa a cobrar diariamente, o financeiro sofre pressão do fluxo de caixa e a empresa entra em um ciclo perigoso onde vende muito, trabalha muito e lucra pouco. É exatamente aqui que entra o planejamento da capacidade produtiva, uma das aplicações mais importantes da Engenharia de Produção dentro da indústria de esquadrias. Esse alinhamento entre vendas, produção e capacidade operacional é conhecido na Engenharia de Produção como S&OP (Sales and Operations Planning), metodologia utilizada para equilibrar demanda, capacidade produtiva e planejamento da operação. Decisões mais inteligentes Planejar capacidade significa entender qual é o volume real que sua fábrica consegue produzir dentro de determinado período, considerando máquinas, equipe, tempo disponível, complexidade das obras e eficiência do processo. Isso permite tomar decisões mais inteligentes: saber quando acelerar vendas, quando reorganizar a produção e quando a operação já atingiu o limite saudável. Empresas organizadas não prometem prazos baseadas em esperança. Elas prometem baseadas em capacidade. E isso muda completamente o jogo. Quando a fábrica conhece seus limites produtivos, ela consegue crescer com previsibilidade, equilibrar vendas e operação, reduzir desperdícios e proteger sua margem de lucro. O objetivo não é vender menos. É vender com previsibilidade. No fim das contas, crescer sem planejamento pode transformar o sucesso comercial em caos operacional. Já empresas que entendem sua capacidade produtiva conseguem fazer exatamente o contrário: transformar organização em lucro. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.















