Fechamento de sacadas: panorama dos principais sistemas
- Equipe Contramarco
- 2 de out. de 2025
- 2 min de leitura

O fechamento de sacadas com vidro se consolidou como uma solução valorizada em edifícios residenciais e comerciais no Brasil. A prática permite ampliar o uso do espaço, melhora o isolamento térmico e acústico, protege contra chuva e vento e ainda contribui para a valorização do imóvel. Diversos sistemas estão disponíveis no mercado, cada um com características próprias, vantagens e limitações, atendendo diferentes perfis de projeto e orçamento.
Entre os modelos mais utilizados está o Sistema Reiki, referência no país. Ele utiliza perfis de alumínio e roldanas para movimentar as folhas de vidro, oferecendo abertura parcial ou total do vão, além de boa vedação e acabamento sofisticado. É considerado um sistema versátil, mas tem custo mais elevado e requer manutenção regular nas partes móveis.
O sistema Europeu se destaca pelo visual minimalista, as folhas de vidro são alinhadas sem perfis verticais aparentes, proporcionando uma vista ampla e limpa. Sua estética é um diferencial em empreendimentos de alto padrão, embora a vedação contra água dependa de instalação precisa e de um investimento inicial relativamente alto.
Já o sistema Stanley aposta em painéis móveis que se recolhem, permitindo abertura quase total da sacada. Ele favorece a ventilação e o aproveitamento do espaço, mas a presença de trilhos e roldanas exige manutenção periódica, e a vedação pode ser menos eficiente em regiões sujeitas a ventos fortes e chuvas laterais.
O sistema Versatik prioriza proteção contra intempéries. Sua estrutura garante maior resistência a vento e água, sendo indicado para locais que exigem vedação reforçada. Em compensação, a abertura do vão costuma ser mais limitada, e o visual tende a ser menos leve do que o de opções mais minimalistas.
Além desses, há distinções entre sistemas com roldanas e sem roldanas. Os primeiros proporcionam movimentação suave e permitem painéis maiores, mas dependem de cuidados com rolamentos e lubrificação. Os modelos sem roldanas, por outro lado, apresentam menos peças móveis e aparência mais discreta, embora exijam instalação precisa e possam ter restrições quanto ao peso ou tamanho das folhas de vidro.
Nos últimos anos, outras modalidades ganharam espaço, ampliando as possibilidades de personalização. O envidraçamento de sacadas retráteis é um dos mais populares: suas placas de vidro podem ser recolhidas, criando abertura total quando desejado. É uma solução versátil, ideal para quem quer aproveitar o espaço de maneira dinâmica.
O envidraçamento fixo aparece como alternativa para quem prioriza isolamento permanente. Nesse modelo, as placas de vidro permanecem imóveis, garantindo vedação constante e proteção contra intempéries, embora impeça a circulação natural de ar.
No mercado, o fechamento de sacadas mantém demanda crescente, impulsionado pela busca por conforto, proteção e valorização imobiliária. Sistemas com estética limpa, como o Europeu ou versões avançadas do Reiki, ganham destaque em projetos de alto padrão, enquanto alternativas mais robustas, como o Versatik ou os fixos, atendem a regiões com clima rigoroso. Em todos os casos, especialistas recomendam atenção aos requisitos exigidos pelas normas técnicas, ao tipo de vidro e à vedação, além de avaliar custos de aquisição, instalação e manutenção para garantir desempenho e durabilidade.
Fonte: archglassbrasil.com.br
Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)





