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  • EFEITO DO VIDRO DE CONTROLE SOLAR NA TEMPERATURA

    *Por Fernando Simon Westphal, consultor técnico da Abividro, engenheiro civil, professor e pesquisador no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sócio da ENE Consultores e palestrante em eventos do setor Fachada executada com soluções integradas para o conforto térmico, utilizando vidro insulado de controle solar, elementos de proteção solar externos (brises) e internos (persianas), em Darling Quarter, Sydney, Austrália. Projeto: FJMT Studio Quando falamos em utilizar um vidro de controle solar em um projeto, o cliente sempre tem a curiosidade de saber qual será o impacto no conforto térmico. A pergunta mais comum é: “Vai reduzir quantos graus na temperatura?” Já falei bastante aqui nesta coluna e em diversas palestras sobre o impacto de vidros mais eficientes no dimensionamento do ar-condicionado e no consumo de energia em climatização. Mas raramente comento sobre variações na temperatura, até porque, se estamos tratando de edificações climatizadas, o efeito na temperatura do ar será pequeno. Se o ar está condicionado pelo sistema de climatização, deverá ficar em torno da temperatura de ajuste, aquela que selecionamos no controle remoto. O impacto final será de fato no consumo de energia do sistema, que certamente será menos solicitado quando utilizamos um vidro mais eficiente. Mas não é bem assim. Existe de fato um impacto no conforto térmico, mesmo em um ambiente com ar-condicionado, embora não seja tão evidente. Vamos lembrar que a radiação solar que atravessa o vidro não aquece diretamente o ar. O sol aquece as superfícies em que incide, como o piso, as paredes e os móveis. Essas superfícies aquecidas passam a esquentar o ar em contato com ela. Finalmente o calor é transferido ao ar do ambiente e deverá ser retirado pelo sistema de ar-condicionado, aumentando o seu consumo de energia. Além do impacto no consumo de energia, há um fator muitas vezes ignorado: o efeito das superfícies aquecidas no conforto térmico. Elas podem influenciar diretamente como nos sentimos no ambiente. Sim! Aí que está a influência mais sensível dos vidros de controle solar no conforto térmico das edificações. As superfícies aquecidas irradiam calor para o entorno, e se estamos no meio do caminho, iremos receber esse calor. Isso pode gerar desconforto térmico devido à “assimetria de radiação”, que ocorre quando uma superfície do ambiente está muito mais quente ou fria do que as outras. O conforto térmico é garantido por condições equilibradas de temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do ar e temperatura das superfícies no nosso entorno. Além disso, essas condições ambientais devem estar compatíveis com a quantidade de roupa que estamos vestindo e a atividade que estamos desempenhando no ambiente. Se estamos mais relaxados, iremos sentir mais frio. Então, vamos aos números. Um vidro incolor comum permite a passagem de cerca de 80% do calor do sol. O restante é refletido ou irradiado de volta ao ambiente externo, porque mesmo sendo incolor todo vidro é levemente refletivo. Se estivermos atrás de uma janela com vidro incolor recebendo o sol da tarde em um dia de março, sentiremos um aumento de cerca de 15°C na nossa sensação térmica. Isso significa que mesmo em um ambiente com o ar-condicionado a 24°C, iremos sentir como se estivéssemos numa sala a 39°C! Agora, se utilizarmos um vidro que tenha um fator solar da ordem de 0,30, ou seja, que permita passar apenas 30% do calor do sol, esta sensação térmica é reduzida em 10°C. O ambiente que antes parecia estar a 39°C, agora estará a 29°C. Essa mudança é significativa. Embora a temperatura resultante ainda possa causar o desconforto térmico, o nível de insatisfação é muito menor do que a condição original. E se pensarmos que podemos utilizar outros dispositivos para controlar a incidência direta do sol, podemos trazer o ambiente de volta à condição de conforto térmico, fechando parcialmente uma cortina ou persiana. Tudo isso deve ser levado em conta na hora do projeto da edificação e da especificação de uma esquadria ou fachada em pele de vidro. A garantia do conforto no ambiente construído passa pela especificação do vidro, dos elementos de sombreamento e do sistema de climatização. A solução integrada irá proporcionar maior satisfação em bem-estar ao usuário, promovendo saúde e produtividade. Uma arquitetura eficiente vai além da economia de energia: ela melhora a qualidade de vida, o que, no fim das contas, é o maior investimento em qualquer edificação. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • A Falta de Mão de Obra Qualificada na Fabricação de Esquadrias de Alumínio: Um Desafio Urgente para o Setor

    *Por Rivonio Cordeiro, consultor de esquadrias e CEO na CSA Consultoria e Engenharia A indústria de esquadrias de alumínio no Brasil enfrenta um desafio crescente e preocupante: a escassez de mão de obra qualificada em todos os setores de uma fábrica. Do projeto à produção, passando pela montagem, instalação e atendimento comercial, é cada vez mais difícil encontrar profissionais capacitados para atender às demandas técnicas e operacionais do mercado. Esse problema impacta diretamente a qualidade dos produtos, os prazos de entrega e a sustentabilidade do setor. A Importância da Qualificação Profissional Uma esquadria de alumínio não se resume apenas a perfis e vidros. Trata-se de um sistema de fechamento que deve atender requisitos de desempenho, segurança e estética. Para garantir a qualidade, é essencial contar com profissionais bem treinados, que compreendam as normas técnicas, saibam interpretar projetos e dominem as boas práticas de fabricação e instalação. A ausência de mão de obra qualificada resulta em erros técnicos, desperdício de materiais, retrabalho e prejuízos para as empresas. Além disso, compromete a segurança e a satisfação dos clientes, que esperam um produto de alto padrão. A Necessidade de Investir em Treinamento Diante desse cenário, as empresas do setor precisam adotar uma postura proativa e investir na capacitação de suas equipes. Tanto treinamentos internos quanto cursos oferecidos por instituições especializadas podem fazer a diferença na formação de profissionais preparados para os desafios diários de uma fábrica de esquadrias. Treinar um colaborador gera benefícios diretos e indiretos, como: Redução de erros e desperdícios; Melhor aproveitamento dos materiais e equipamentos; Aumento da produtividade; Qualidade superior nos produtos e serviços; Maior satisfação dos clientes e aumento da reputação da empresa. O Papel das Entidades de Classe A responsabilidade pela qualificação profissional não deve recair apenas sobre as empresas fabricantes. Entidades como a AFEAL, ABIE, ABAL e ABIVIDROS têm um papel fundamental na criação e no incentivo a programas de capacitação para o setor. Essas instituições podem atuar na promoção de cursos, certificações e parcerias com escolas técnicas para desenvolver a nova geração de profissionais. A mobilização dessas entidades pode contribuir para a estruturação de um programa nacional de qualificação, oferecendo formação contínua e incentivando empresas a aderirem a essas iniciativas. O Desaparecimento do Profissional Técnico Outro fator que agrava a situação é a redução progressiva da mão de obra técnica qualificada. Cada vez menos jovens optam por cursos técnicos, priorizando carreiras acadêmicas ou migrando para outros setores da economia. Esse movimento reduz o número de profissionais especializados em funções críticas da indústria de esquadrias, como montadores, instaladores e projetistas. Um dos principais fatores dessa mudança é o crescimento das profissões ligadas à tecnologia da informação, que atraem muitos jovens devido às oportunidades de remuneração mais competitivas e à flexibilidade de trabalho. Esse fenômeno vem retirando do mercado as profissões mais tradicionais, tornando ainda mais difícil a formação de novos técnicos para o setor de esquadrias. Além disso, as ações assistencialistas do governo, como o Bolsa Família e outros programas, acabam incentivando parte da população a não buscar capacitação profissional nem empreender. Essa dependência de auxílios reduz o interesse dos jovens em se preparar para o mercado de trabalho, agravando ainda mais a carência de profissionais qualificados no setor. Essa tendência precisa ser revertida com a valorização dos cursos técnicos e a criação de incentivos para que novos profissionais ingressem nesse mercado. A indústria de esquadrias depende de técnicos qualificados para continuar crescendo e inovando. A Cadeia Produtiva da Construção e Suas Entidades Também Têm Papel Fundamental nessa Necessidade de Mudança As construtoras devem mobilizar suas entidades de classe, como CBIC, SINDUSCON, CREA e outras, para enxergarem com mais atenção a necessidade de investimento na qualificação do mercado de esquadrias. Este item, em determinadas obras, pode representar até 40% do orçamento em prédios comerciais e até 10% em prédios residenciais. Se não houver uma mudança a médio prazo, a qualidade das construções ficará comprometida e os custos de construção serão elevados. A falta de mão de obra qualificada impacta diretamente a produtividade, os prazos e a segurança das edificações. Portanto, as entidades do setor precisam fomentar ações concretas para garantir um mercado mais preparado e eficiente. Conclusão A escassez de mão de obra qualificada é um problema real e urgente no setor de esquadrias de alumínio. Empresas, entidades de classe e instituições de ensino precisam unir esforços para reverter esse quadro e garantir um futuro mais sólido e profissional para o mercado. Investir em qualificação é investir na perenidade dos negócios, na satisfação dos clientes e na evolução técnica do setor. O desafio está lançado: é hora de agir para formar a nova geração de profissionais que farão a diferença na indústria de esquadrias de alumínio no Brasil. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • Proteção de esquadrias e vidros: conheça as soluções da Pradoflex

    A marca oferece  filmes e mantas para a proteção de superfícies acabadas na construção civil, como pisos, bancadas, vidros, caixilhos, grades, ralos, cubas, janelas, batentes e portas, além de blocos passantes de espuma e bandeja ecológica, sendo utilizados para proteger durante a execução das mais diferentes obras. A empresa informa que utiliza alta tecnologia em seus produtos, aplicando hidrocarbonetos no processo de fabricação das suas mantas, substituindo agentes nocivos (CFC, freon, etc.), ajudando também na luta para a preservação do meio ambiente. Produtos Pravidro: filme adesivado indicado para a proteção e aplicação em vidros,  especialmente para a etapa de pinturas, massas, montagens e instalações de materiais. Principais benefícios: proteção contra riscos, alta resistência mecânica, organização e limpeza, além de conter aditivo UV na composição do material. FOTO: Reprodução/ Site Pradoflex Pragradil: filme de polietileno duplo, promete grande durabilidade e também possui uma excelente gramatura. Desenvolvido para proteção de gradil, oferecendo maior resistência à ruptura causada por ventos durante a execução da obra. Contém proteção UV, fácil aplicação e remoção, protegendo os dois lados do gradil. FOTO: Reprodução/ Site Pradoflex Praporta:  saco de alta gramatura colocado na porta para proteção interna e externa, durante a obra ou reforma, para oferecer maior tranquilidade no andamento da obra, protegendo contra riscos e manchas, evitando retrabalho ou reposição de peças danificadas, além de poder ser feito na cor desejada. FOTO: Reprodução/ Site Pradoflex Prajanela: sistema desenvolvido para proteger os vãos de janelas que ficam abertos após a finalização de uma obra. Fabricado em papelão reforçado em fibra sintética. A empresa destaca que o produto mantém o apartamento limpo e organizado, é 100% reciclável e de fácil instalação. FOTO: Reprodução/ Site Pradoflex Prafilme:  filme de proteção adesivado indicado para aplicação em madeiras, chapas de inox, alumínio, vidros, carpetes e PVC. Também tem um filme protetivo para transporte ou instalação. FOTO: Reprodução/ Site Pradoflex Pracantoneira: fabricada em papelão rígido, em formato de L, com medidas variadas, o produto visa proteger cantos de paredes e portas, sendo ideal para aplicação em portas, janelas, paredes e móveis. Seu benefício principal se destaca por proteger contra batidas em cantos que possam danificar o produto, a cantoneira garante uma maior tranquilidade na obra ou reforma. FOTO: Reprodução/ Site Pradoflex Outros produtos Prapiso: Um dos destaques no catálogo da empresa é a Prapiso, uma manta de alta performance que promete entregar uma alta durabilidade, a fim de proteger obras e reformas. Desenvolvida em espuma de polietileno, e colaminada com filme de alta gramatura. A manta é recomendada para proteger principalmente pisos de porcelanato, granito, cerâmica e piso vinílico. Dentre seus principais benefícios estão: proteção contra impacto e manchas, durabilidade, impermeabilidade, proteção contra massas, carrinhos, andaimes, limpeza e organização, fácil instalação e remoção e não requer trocas durante a obra. Prabancada: filme autoadesivo usado para proteção de bancadas de mármore e granito, também ajudando a vedar as cubas durante a instalação, indicado principalmente para bancadas, louças sanitárias e pias. Dentre seus benefícios estão: proteção contra riscos e manchas, limpeza e organização, fácil aplicação e remoção e não deixa resíduos de cola. Pracuba:  resina protetora a base de água, desenvolvida para chapas de inox 304 e 403, o produto ainda promete uma grande durabilidade, alta resistência mecânica além de proteção contra riscos e manchas. Praplaca: chapa de aglomerados de plásticos reciclados, com diversas espessuras e dimensões. Podendo ser aplicado em: proteção de piso, tapumes, proteção de elevador, bandejas, divisórias de banheiro e montagem de dormitórios. Dentre seus principais benefícios, o Praplaca se destaca por ter um custo 30% mais barato que a madeira, sendo um produto totalmente reciclável e altamente resistente. Prafita: fita azul que tem aditivo UV, garantindo maior tranquilidade ao realizar os serviços, assim não deixando resíduos de cola nos itens aplicados. Sua principal característica é a proteção contra os riscos, acabamentos e emendas de proteção ao piso. Pratrilho: o produto é uma espuma de polietileno expandido feita sob medida para encaixe nos trilhos das janelas e portas, com o objetivo de não danificar durante a obra. Suas principais características são destacadas por: proteção contra riscos, quedas de matérias, massas, tintas, pedras, andaimes e entre outros. Para mais informações: https://www.pradoflex.com.br/index.php Colaborou:  Leonardo Matias Simões (Estagiário)

  • Indústria de Materiais de Construção mantém estabilidade nas vendas e amplia intenção de investimentos

    FOTO: Edição Pesquisa da Abramat revela predominância de desempenho positivo, com 67% das empresas pretendendo investir nos próximos 12 meses. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgou nesta segunda-feira, dia 7 de abril, a mais recente edição do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção, pesquisa de opinião realizada com lideranças das empresas associadas. O estudo apontou que março de 2025 deve ser de vendas regulares para 43% dos associados da Abramat, enquanto para 29% o período deve ser bom e para 5% muito bom. Para 19%, o mês deve ser ruim, e para 5%, muito ruim. Para abril, 52% das empresas projetam bom desempenho e 48% esperam vendas regulares. O consolidado de fevereiro indica que houve regularidade para 43%, boas vendas para 29% e 5% indicaram o período muito bom. Para 19% o mês foi ruim e para 5% muito ruim. A pretensão de investimento para os próximos 12 meses aumentou em relação à pesquisa anterior, que apontava 52% de intenção de investimento. Em março, este percentual subiu para 67%. Já o nível de utilização da capacidade instalada caiu 8 p.p., chegando a um patamar ainda alto de 74%. “Os dados do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção refletem um cenário de estabilidade para o setor, com a maioria das empresas projetando vendas regulares ou boas. Esse comportamento indica uma resiliência do mercado, mesmo diante de muitos desafios", comenta Rodrigo Navarro, presidente da Abramat. O Termômetro da Abramat é uma ferramenta usada para medir o pulso do setor de materiais de construção, fornecendo uma visão clara das tendências e expectativas do mercado. Realizado mensalmente, ele se baseia na percepção das principais lideranças da indústria e serve como um indicador para o planejamento estratégico das empresas. Para mais informações:   https://abramat.org.br/ Fonte:  Abramat\A4 & holofote Comunicação

  • Conheça a primeira pós-graduação em engenharia de esquadrias de alumínio e fachadas envidraçadas

    Foto/Reprodução: Canal do Serralheiro O Canal do Serralheiro, em parceria com a Universidade Anhanguera, lançou uma pós-graduação pioneira no Brasil e na América Latina: o curso de Engenharia de Esquadrias de Alumínio e Fachadas Envidraçadas. A iniciativa visa suprir uma lacuna importante no mercado, que há décadas carece de formação especializada para profissionais que atuam com esquadrias, fachadas e sistemas de alumínio.  A proposta do curso é formar especialistas completos, capacitados para projetar, calcular, orçar e gerenciar obras com precisão técnica e segurança, seguindo as normas vigentes. A formação também aborda tecnologias inovadoras e as melhores práticas de gestão no setor de esquadrias. Segundo Alexandre Araujo, CEO do Canal do Serralheiro e idealizador do projeto, o objetivo é elevar o nível técnico dos profissionais e proporcionar reconhecimento no mercado.  Por que esse curso é tão importante? Esquadrias e fachadas compõem uma área estratégica na construção civil, exigindo conhecimentos específicos sobre cálculos estruturais, normas técnicas e materiais avançados, como alumínio e vidro. No entanto, até então, não havia uma especialização acadêmica consolidada para capacitar profissionais dessa área.  Com o crescimento da demanda por edificações modernas e eficientes, se tornou essencial contar com especialistas que dominem tanto as técnicas tradicionais quanto as inovações do setor. A pós-graduação do Canal do Serralheiro, em parceria com a Universidade Anhanguera, vem para preencher essa lacuna com uma formação abrangente e atualizada.  Quais são os benefícios? Os benefícios para quem participa dessa pós-graduação são muitos. Em primeiro lugar, se trata de um curso único na América Latina, segundo o site Canal do Serralheiro, com reconhecimento pelo MEC, garantindo validade nacional ao diploma. Além disso, os alunos têm acesso a aulas online ao vivo e gravadas, possibilitando flexibilidade no aprendizado e integração com professores renomados no mercado.  O corpo docente  Entre os docentes estão Alexandre Araujo, CEO do Canal do Serralheiro e mestre em Sistemas de Gestão pela UFF; arquiteta Audrey Dias, especialista com mais de 25 anos de atuação no setor; engenheira Fabiola Beltrame, coordenadora de comissões da ABNT e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie; engenheiro Fernando Westphal, doutor em eficiência energética pela UFSC; arquiteta Magda Reis, doutora em Tecnologia da Arquitetura pela FAU USP; e engenheiro Paulo Gentile, especialista em gestão de projetos com mais de 32 anos no mercado.  Além disso, o curso conta com professores convidados que trarão abordagens práticas e atualizadas sobre temas relevantes. Essa diversidade de perfis garante aos alunos um aprendizado aprofundado e alinhado às exigências do mercado.  Reconhecimento e oportunidades Participar dessa pós-graduação significa não só ganhar conhecimento técnico, mas também alcançar um status diferenciado no mercado. Como a especialização é pioneira, quem concluir o curso estará entre os primeiros especialistas certificados no Brasil, o que pode abrir portas para empregos qualificados e até mesmo para empreender na área.  De acordo com os organizadores, a expectativa é que a pós-graduação ajude a criar um padrão de excelência na indústria de esquadrias, garantindo que os profissionais formados estejam preparados para os desafios atuais e futuros do mercado. As inscrições já estão abertas, com início das aulas previsto para março de 2025.  Para mais informações: https://www.canaldoserralheiro.com.br/pos-graduacao/

  • Os desafios e dores do pós-obra na construção civil

    FOTO: Divulgação/Freepik Por Jean Sacenti, CEO e cofundador da Predialize A construção civil, um dos pilares da economia brasileira, desempenha um papel crucial no desenvolvimento do país. Em 2024, o setor registrou um crescimento de 4,3% e encerrou o ano com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 359,523 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). As previsões para 2025 indicam um crescimento adicional de 2,3% no PIB da construção civil, segundo estimativas da Câmara Brasileira da Indústria de Produção. No entanto, mesmo com esses números promissores, o setor enfrenta diversos desafios significativos e um deles é especialmente negligenciado: o pós-obra. Tal fase da construção é uma etapa crucial para o sucesso de qualquer obra, podendo durar de 50 a 100 anos no ciclo de vida do empreendimento. Os primeiros cinco anos são especialmente críticos, pois é nesse período que a satisfação do cliente é consolidada, a funcionalidade da obra é comprovada e a conformidade com as normas e garantias do setor é assegurada. Além de ter suma importância reputacional, a etapa pós-obra está diretamente ligada à responsabilidade do construtor pelos defeitos de qualidade do imóvel, prevista nos Artigos 12 e 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), fazendo com que sua relevância também englobe o campo legal.  Todavia, mesmo com inúmeros fatores apontando para a necessidade de se priorizar o pós-obra, ele continua sendo deixado de lado por muitas construtoras e imobiliárias. Problemas como comunicação ineficaz, manutenção inadequada, falta de conformidade normativa  e dificuldades para gerir garantias, coordenar equipes, controlar custos e implementar iniciativas de sustentabilidade tornam-se comuns, colocando a satisfação dos clientes em xeque. Comunicação fragmentada A comunicação fragmentada entre construtoras, incorporadoras, proprietários e inquilinos, por exemplo, é um desafio significativo da fase pós-obra. Sem plataformas centralizadas, informações essenciais sobre manutenção, garantias e funcionamento do imóvel se perdem, gerando insatisfação e desconfiança entre clientes e empresas. A má gestão dessa comunicação pode resultar em mal-entendidos, atrasos e aumento de custos, além de alimentar expectativas irrealistas que se convertem em frustrações posteriormente. De modo semelhante à dificuldade de se comunicar sem meios centralizados, a falta de gestão eficiente da documentação também se manifesta como um problema relevante. Manuais físicos, garantias e informações técnicas geralmente são entregues de forma desorganizada, dificultando o acesso e a atualização de seus conteúdos. Essa questão impacta diretamente na realização de manutenções corretivas e preventivas, elevando os custos e comprometendo a durabilidade do imóvel. Maturidade tecnológica Esses aspectos nos levam a refletir sobre a maturidade tecnológica da construção civil brasileira. Em janeiro de 2024, foi promulgado o decreto nº 11.888, que dispõe sobre a Estratégia Nacional de Disseminação do  Building Information Modelling  (BIM) no Brasil, uma iniciativa para promover a transformação digital na construção civil. Tal medida vem na contramão de mais um problema do pós-obra, dessa vez intimamente conectado à tecnologia: a escassez de dados acionáveis. A ausência de um sistema estruturado para coleta e análise de informações impede a identificação de padrões e tendências, reduzindo a capacidade das construtoras de agir proativamente, limitando a inovação e aumentando o risco de falhas graves ao longo do tempo. A manutenção preventiva é outro aspecto crítico que costuma ser ignorado. Sem orientações claras e acompanhamento adequado, os proprietários tendem a negligenciar cuidados essenciais, o que pode resultar em prejuízos financeiros e desgaste prematuro do imóvel. A gestão eficaz da manutenção não apenas prolonga a vida útil da edificação, mas também assegura a valorização do patrimônio. Por fim, o atendimento ao cliente no pós-obra, em muitos casos, é reativo e ineficiente. A falta de um suporte ágil e integrado gera insatisfações e afeta negativamente a imagem da construtora. A implementação de um sistema de atendimento eficaz é essencial para garantir a fidelização do cliente e reforçar a credibilidade da marca. Gestão eficaz Tendo em mente todas as questões apresentadas, torna-se evidente que o setor de construção civil como um todo precisa repensar a forma como lida com o pós-obra. Além de ser pré-requisito para o sucesso de qualquer empreendimento, o investimento em tecnologia, processos eficientes e comunicação clara pode resultar em vantagens competitivas para as construtoras, posicionando-as na vanguarda do mercado por meio do primor tecnológico e da experiência do cliente. A gestão eficaz do pós-obra não apenas assegura a longevidade e valorização dos empreendimentos, mas também fortalece as relações entre empresas do segmento e seus clientes. Nesse cenário, todos saem ganhando. Além disso, é importante que as construtoras se atentem às tendências tecnológicas e estratégicas que estão moldando o mercado pós-obra. A digitalização e automação, por exemplo, permitem o uso de plataformas digitais para a gestão de assistência técnica. O  Building Information Modeling  (Modelagem da Informação da Construção, em tradução livre) no pós-obra oferece acesso rápido às informações de sistemas e componentes. A manutenção preditiva e preventiva, com o uso de IoT (Internet das Coisas), possibilita a antecipação de falhas. O manual do proprietário digital, em versão interativa e acessível em dispositivos móveis, facilita o acesso e gerenciamento de informações. E a gestão de dados, com o uso de Business Intelligence (BI), permite análises e relatórios dinâmicos. Com a transformação digital a todo vapor, ficar de fora desse movimento não é uma boa ideia para a construção civil. Jean Sacenti é CEO e co-fundador da Predialize, plataforma integrada de soluções pós-obra. Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é empreendedor e acumula experiências profissionais diversas no mercado de pós-obra.

  • Novo sistema de esquadrias deslizantes está disponível no software CEM

    A Esquadgroup, uma das referências no desenvolvimento de soluções inovadoras para esquadrias de alumínio, tem investido continuamente em inovação e eficiência produtiva. Para otimizar seus processos e garantir precisão na fabricação de portas, janelas e fachadas, a companhia desenvolveu o software CEM (Cálculo, Especificação e Manufatura) amplamente utilizado para a modelagem e fabricação de esquadrias. A CDA Metais, empresa reconhecida pela qualidade em soluções de alumínio, anunciou a implementação do software CEM para aprimorar a gestão de suas tipologias do sistema Silent SL, especializado em esquadrias deslizantes. Com a nova ferramenta, os usuários poderão acessar com rapidez e precisão todas as opções disponíveis para corte, facilitando a elaboração de orçamentos e potencializando a eficiência nos projetos.  Maior precisão e produtividade para fabricantes Para a Esquadgroup, o CEM representa um avanço significativo na gestão de projetos e produção. O software permite a criação de modelos detalhados, realiza cálculos estruturais com precisão e gera relatórios completos para o planejamento da manufatura. Dessa forma, a empresa usuária consegue reduzir desperdícios, melhorar a gestão de insumos e garantir a padronização dos processos.  “Utilizar o CEM proporciona uma visão clara de todas as etapas produtivas, permitindo maior controle sobre o consumo de materiais e um planejamento mais eficiente”, afirma um representante da Esquadgroup.  Inovação contínua e integração tecnológica O software CEM também se destaca pela integração com outros sistemas de gestão, facilitando a troca de informações entre os setores de engenharia, produção e logística. A ferramenta é amplamente utilizada por empresas que buscam manter a competitividade e a qualidade de seus produtos no mercado.  A Esquadgroup reforça que a utilização de tecnologias inovadoras, como o CEM, é fundamental para atender às demandas do mercado contemporâneo, que exige precisão técnica e agilidade na entrega de soluções arquitetônicas.  Para mais informações: https://cdametais.com.br/   https://www.esquadgroup.com.br/   Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • A escassez de mão de obra e a capacitação urgente

    A escassez de mão de obra qualificada é um desafio que se agrava a cada dia na construção civil brasileira. Com o aquecimento do mercado e a crescente demanda por projetos de alta complexidade, a falta de operários capacitados tem impactado diretamente a produtividade e a qualidade das obras.   Esse cenário exige que as construtoras assumam o protagonismo em um movimento estruturado de capacitação da mão de obra operacional, indo além do treinamento básico, avançando na criação de planos de carreira robustos e atraentes, capazes de reter talentos e atrair jovens para o setor.  Planos de carreira e trilhas de conhecimento: um novo paradigma A falta de operários qualificados, como carpinteiros, armadores, pedreiros de alvenaria e aplicadores de revestimentos cerâmicos, tornou-se um gargalo para o crescimento do setor. Sem a devida qualificação, esses profissionais não apenas comprometem a execução das obras, como também limitam a capacidade das empresas de inovar e adotar novas tecnologias construtivas. Para combater essa carência, algumas construtoras de São Paulo, participantes da Rede Inovação na Construção, sob coordenação do CTE, decidiram se unir e investir na capacitação dos operários de obras. O foco não é apenas em formar novos profissionais, mas criar um ambiente onde o conhecimento seja continuamente aprimorado e valorizado, com planos de carreira que incentivem o crescimento profissional dentro da empresa. O movimento em curso pode transformar a maneira como a mão de obra é gerida na construção civil. A proposta é clara: definir planos de carreira e trilhas de conhecimento específicos para cada um dos principais ofícios da construção.  Para isso, é preciso elaborar programas de treinamento que possam ir além da formação técnica básica. A ideia é que os treinamentos sejam realizados dentro das próprias obras, sob a supervisão de oficiais sêniores, em programas-piloto que servirão como laboratórios para essas iniciativas.     Por que é tão importante atrair jovens para o setor?  A criação de planos de carreira claros e robustos é essencial para a retenção de talentos e para atrair novos profissionais para a construção civil.  A indústria precisa se reinventar e mostrar que há um caminho claro de crescimento e desenvolvimento para aqueles que escolhem trabalhar nela. Oferecer oportunidades de aprendizado contínuo e de ascensão na carreira é uma maneira eficaz de despertar o interesse dos jovens e garantir a renovação da força de trabalho tão necessária.     O movimento liderado pelo CTE e por este grupo de construtoras é um passo importante para enfrentar a escassez de mão de obra qualificada na construção civil. A criação de planos de carreira e de trilhas de conhecimento específicas para cada ofício tendem a transformar o setor, promovendo a qualificação contínua dos operários, criando um ambiente de trabalho mais atrativo e seguro.   Ao investir no desenvolvimento dos operários de obras, as construtoras não apenas melhoram a qualidade de seus canteiros, mas também contribuem para a sustentabilidade e a competitividade do setor a longo prazo.  Esse é um exemplo claro de que, em tempos desafiadores, a colaboração e a inovação são as melhores estratégias para construir um futuro sólido para a construção civil brasileira.  Fonte: Roberto de Souza, CEO do  CTE

  • 4 dicas para evitar problemas na construção do seu imóvel

    Arquiteto da Espaço Smart ensina como fazer boas escolhas e fugir das dores de cabeça durante uma obra Iniciar a construção de um imóvel do zero é, sem dúvida, um grande desafio. Complicações e imprevistos podem surgir a qualquer momento, tornando o processo cansativo e estressante. No entanto, Rômulo Costa, gerente de arquitetura da Espaço Smart, afirma que é possível construir a cada dos seus sonhos sem sofrimento, desde que as escolhas certas sejam feitas.  “Com as escolhas certas de projeto, sistema construtivo, materiais, formatos e o auxílio de profissionais qualificados, é possível ter uma experiência tranquila em todas as etapas da construção. Acompanhar cada detalhe desde o início é essencial, mas a qualidade e a eficiência de uma obra dependem diretamente do alinhamento entre o proprietário de imóvel e a equipe de execução e das práticas e soluções que serão aplicadas”, afirma Rômulo Costa, gerente de arquitetura da Espaço Smart.  Tomar decisões acertadas exige uma estratégia bem definida antes de começar a construção. Definir prazos, parceiros, orçamento, materiais e, especialmente, o projeto arquitetônico são passos essenciais para evitar surpresas durante a obra. Diante disso, confira as 4 dicas do arquiteto para facilitar o planejamento e minimizar problemas durante a construção:  1. Aposte em métodos construtivos industrializados Embora ainda pouco popular no Brasil, as construções industrializadas são conhecidas por utilizar componentes pré-fabricados e processos industriais para otimizar obras, substituindo boa parte das atividades tradicionais no canteiro por processos fabris. Com isso, a construção se torna mais rápida e objetiva. Um exemplo é o Steel Frame, que utiliza barras de aço galvanizado pré-moldadas para estruturar os imóveis. Com os componentes prontos para montagem, o método acelera o processo, além de diminuir drasticamente a quantidade de resíduo gerado, já que quase não existe desperdício de materiais. Outro ponto relevante é a fidelidade ao orçamento, já que todos os materiais são previamente calculados e comparados com exatidão. "Escolher métodos como o Steel Frame ajuda a eliminar os maiores problemas de uma obra: custos imprevistos, irregularidades na estrutura e atrasos na entrega", ressalta Rômulo. 2. Use o Drywall e soluções sustentáveis a seu favor Já conhecido por ser uma boa opção para fazer divisórias e/ou pequenas reformas, o Drywall é ainda mais versátil, podendo ser usado como forros ou até mesmo para adicionar elementos decorativos como sancas e detalhes de gesso. Ele permite a criação de espaços sob medida,  sendo possível criar paredes curvas, nichos, estantes embutidas e diversas outras soluções que ajudam a otimizar o espaço e a valorizar a decoração. Além das diferentes possibilidades de uso do material, ele também contribui para a diminuição de custos, já que é extremamente resistente, duradouro, mais barato do que os materiais de alvenaria, e ainda possibilita a adição de isolantes térmicos e acústicos que contribuem com a sensação de conforto. Com a aplicação e execução correta do sistema de vedação interna, você garante uma residência com mais performance térmica e acústica e para somar ainda mais nesse quesito você pode fazer escolhas sustentáveis como por exemplo: usar revestimento de WPC ao invés de madeira, materiais industrializados ao invés de pedra e Esquadrias em PVC. 3. Conte com um arquiteto de confiança Contratar um arquiteto de confiança é essencial para garantir que uma obra seja planejada e executada com eficiência, evitando problemas estruturais, desperdício de materiais e atrasos no cronograma. Profissionais qualificados analisam as necessidades do projeto, propõem soluções viáveis dentro do orçamento e asseguram que a construção siga todas as normas técnicas e regulamentações exigidas.  Sem um especialista à frente do projeto, erros de planejamento podem comprometer a funcionalidade e a estética do espaço, resultando em retrabalhos e prejuízos financeiros. “A falta de compatibilização entre instalações hidráulicas, elétricas e estruturais, por exemplo, pode levar a problemas que só se manifestam após a conclusão da obra, exigindo reformas. Ter um arquiteto de confiança assegura que o investimento na construção seja bem direcionado, evitando dores de cabeça e garantindo um resultado final seguro, funcional e alinhado às expectativas do cliente", pontua o arquiteto. 4. Acompanhe de perto a evolução da obra Confiar nos profissionais que estão a frente da sua construção é imprescindível, mas estar ciente do cenário atual da obra e quais serão os próximos passos é uma forma de garantir que você esteja sempre pronto para identificar e corrigir problemas, além de ser capaz de garantir que o projeto seja executado conforme o planejado, evitando erros que podem gerar retrabalho e custos extras.  Sem um acompanhamento rigoroso, detalhes essenciais podem passar despercebidos, comprometendo a segurança, a funcionalidade e a estética da construção. Alterações feitas sem supervisão adequada podem resultar em estruturas fora do padrão, instalações incorretas e gastos acima do orçamento inicial. Monitorar cada fase do processo assegura que a obra seja concluída dentro do prazo, com qualidade e sem surpresas desagradáveis. Fonte: Bianca Lucas | PR Specialist

  • Construída com placas de aço, casa de campo em Monte Verde une sustentabilidade e estilo em meio à natureza

    FOTO: Reprodução/ Espaço Smart Integrada à paisagem montanhosa de Monte Verde (MG), a Cabana Pau Brasil é um exemplo de como tecnologia e sustentabilidade podem se unir para criar um refúgio bastante eficiente. O projeto estrutural assinado pela  Espaço Smart  adota o método construtivo Light Steel Frame , que utiliza como estrutura o aço galvanizado, conhecido pela resistência e menor impacto ambiental em comparação às técnicas convencionais de construção em alvenaria.  Junto a esse método construtivo considerado o mais ecológico, o empreendimento conta ainda com revestimentos internos e externos que foram selecionados pelo menor impacto ambiental e a contribuição para o isolamento térmico e acústico da hospedagem.  Proteção termoacústica “Além do visual, a ideia do proprietário do imóvel era promover uma experiência realmente imersiva para os hóspedes, por isso foram escolhidos elementos específicos para garantir o máximo de silêncio e conforto possíveis dentro da acomodação. Para isso utilizamos placas de gesso diferenciadas e revestimentos produzidos com cargas minerais, mix de polímeros e fibra de vidro, que formam um produto resistente, leve e muito similar a pedra natural, oferecendo uma combinação perfeita de estética e funcionalidade", explica Rômulo Costa, gerente de arquitetura da Espaço Smart. “Uma casa de campo moderna deve estar em harmonia com o ecossistema ao redor. A escolha de revestimentos e acabamentos que se integram à paisagem, como o piso vinílico em tom amadeirado e o revestimento texturizado com visual mais rústico, ajuda a criar essa conexão muito mais viva entre interior e exterior”, diz Costa. Aliando inovação estrutural e design  sofisticado, até mesmo a cobertura também foi pensada para agregar eficiência e estilo, destaca o executivo, observando que o telhado do modelo shingle , escolhido para o projeto, oferece alta estanqueidade e proteção térmica, além de conferir uma estética inspirada na arquitetura europeia. “Para garantir o refúgio perfeito, este tipo de acomodação deve ter um design  que reflita a personalidade do seu entorno. Neste caso, o uso de materiais como o acabamento texturizado e as telhas shingle  com aspecto europeu demonstram como é possível aliar estética e funcionalidade“, salienta Costa. Normas técnicas   A construção segue as normas técnicas vigentes. Entre as principais normas que regulamentam o sistema Steel Frame, destacam-se a ABNT NBR 16970 (que trata de sistemas construtivos em perfis de aço formados a frio), a ABNT NBR 14.762 (que aborda o dimensionamento de estruturas de aço com perfis formados a frio), e a ABNT NBR 15.253 (que define requisitos para perfis de aço revestidos, usados em painéis estruturais). Essas normas garantem a qualidade, segurança e eficiência do sistema Steel Frame na construção civil, completa a Espaço Smart.   Fonte: Bianca Lucas/Assessoria Motim.cc

  • O prazer dos solários e gazebos para aproveitar a área externa da casa

    Ideais para áreas com piscina, jardins e espaços ao ar livre, a estrutura é um convite para o relaxamento e a descompressão Nas imagens, a arquiteta Patricia Penna  executou as estruturas para que os moradores possam desfrutar o espaço aberto da casa em total comodidade | FOTOS: Leandro Moraes Seja com o calor do verão, a temperatura amena do outono ou com o ar perfumado da primavera, aproveitar os espaços ao ar livre em casa é muito especial, tanto para o relaxamento e a descompressão dos moradores, como para os momentos divertidos ao lado de quem os visita. Para isso, a arquitetura conta com um recurso que prioriza essa conexão com as áreas externas com pleno conforto: os solários e gazebos. “Gosto deles justamente por serem plurais e capazes de sempre elevar o bem-estar daqueles que ali estão”, analisa a arquiteta Patricia Penna, responsável pelo escritório Patricia Penna Arquitetura & Design. Nos projetos de residências que realiza, ela aprecia acrescentar o elemento que comporta diferentes propostas e a composição por diferentes materiais. “Os gazebos e solários tanto são propícios para reunir pessoas em encontros descontraídos, como para servir petiscos em complemento da área gourmet ”, diz a profissional sobre as inúmeras possibilidades que atribui aos ambientes.   Acompanhe as orientações compartilhadas por Patricia com base nos projetos realizados: Aproveitamento da luz natural com tetos de vidro Um material bastante comum – e uma ótima escolha – é o vidro para o fechamento superior, pois além de resguardar, permite a entrada de iluminação e o deleite de ampliar a conexão com a natureza ao apreciar o céu. Para tanto, a arquiteta revela sua preferência pelo material com filtro UV para proteger o interior dos raios solares mais intensos. “Sem contar que deixa o tempo de estar no gazebo ainda mais agradável”, acrescenta. Com ares de living, neste gazebo realizado pela arquiteta Patricia Penna , a sustentação metálica foi complementada pelo fechamento de vidro no teto. Para complementar, tamareiras, guaimbês, helicônias, jasmins manga e lavanda são algumas das espécies que compõem o paisagismo desta área externa deliciosa | FOTO: Leandro Moraes Patricia ainda acrescenta ser possível o uso de uma cobertura retrátil – automatizada – que se fecha ou se abre conforme o desejo dos moradores. “Esse mecanismo oferece uma expansão para o uso dos solários e gazebos, pois a depender do sistema, até a intensidade da vedação da luz solar pode ser controlada”, destaca.   Vidro com madeira Outra possibilidade interessante listada pela profissional é trabalhar com o efeito do ripado de madeira que, também, provê redução na incidência solar direta. Entretanto, vale ressaltar que é fundamental trabalhar com material de qualidade e executar manutenções frequentes para aumentar a longevidade do elemento. Uma excelente alternativa são as madeiras plásticas. Com um teto executado com ripas de madeira e estrutura em serralheria, a estrutura desenvolvida pela arquiteta Patricia Penna acomodou uma ampla mesa redonda e se tornou um local ideal para refeições, jogos e descontração. Ao redor do ambiente e próximo da piscina, cadeiras e espreguiçadeiras acomodam aqueles que desejam tomar sol | FOTO: Leandro Moraes Em sintonia com o externo, o deck também foi feito de madeira para confirmar a unidade arquitetônica do projeto | Projeto: Patricia Penna Arquitetura & Design | FOTO: Leandro Moraes Fonte: Lucas Janini | Dc33 Comunicação

  • O que esperar da Construção Civil em 2025?

    Foto/Reprodução: Freepik O ano de 2025 deve marcar o mercado da construção civil brasileiro com muitos desafios, mas também com inúmeras novas oportunidades. Dados da CBIC (Câmara Brasileira de Indústria da Construção) estimam um crescimento de 2,3% no PIB da construção, diferente de 2024, o que aponta para o desaquecimento no número de lançamentos e novos projetos, quando comparado à projeção de 4,1% registrada para 2024. A ampla escassez de mão de obra, os juros altos e o aumento de custos no setor devem impactar os números a curto prazo, mas é certo que haverá espaço para evolução e avanços tecnológicos muito positivos, impulsionados por uma demanda latente do setor.  Entre as principais tendências, a mais desafiadora deve se manter em alta: a escassez da mão de obra. Dados da Consultoria Tendências demonstram uma rotatividade de 65,66% e a dificuldade para atrair e reter trabalhadores que, cada vez mais, migram para outras posições. Com isso, o custo da mão de obra, que representa até 40% do total da construção, tende a inflacionar, provocando um efeito cascata no preço final de projetos e construções.  No entanto, o mesmo fato que hoje é um desafio, pode se revelar como oportunidade. A industrialização da construção continua em franco crescimento, influenciando o surgimento de soluções que requerem cada vez menos mão de obra. A consolidação das construções pré-fabricadas e modulares deverá conferir a rapidez necessária na evolução da obra, com redução no desperdício de recursos.  A automação pega carona nesse movimento e deve ganhar mais impulso em 2025. Empreendimentos inteligentes já utilizam IoT (Internet das Coisas) para melhorar o consumo de recursos como energia e água, além de manutenção. Sensores integrados, com aplicação da inteligência artificial, também ajudarão a tornar novos espaços atrativos e valorizados. O crescimento no uso do BIM (Building Information Modeling) também figura entre as oportunidades, com foco na otimização do planejamento e do gerenciamento de obras.  Embora já seja realidade, a sustentabilidade segue em alta. É esperado que construtoras e incorporadoras utilizem as diretrizes do ESG (Environmental, Social and Governance), incentivando o maior uso de materiais ecológicos, como o concreto auto cicatrizante, a madeira engenheirada e o bioconcreto. Além de conferirem resistência à obra, essas soluções prometem contribuir com a descarbonização do mundo.  Adaptação e inovação serão os dois grandes marcos do setor da construção civil em 2025. De olho em lançamentos e novas soluções para contornar os desafios presentes, o mercado deve crescer de forma moderada, porém estratégica. Mesmo sob o peso da alta taxa Selic, influenciando o crédito imobiliário, será possível pensar novos projetos com maior foco na viabilidade financeira, com planejamento criterioso de tempo de obra e da qualidade das soluções aplicadas. Só assim, com mais tecnologia e melhor gerenciamento dos empreendimentos, a conta pode fechar e segurar o crescimento do setor.  Fonte: Flavio Lino | CEO da Certiphic

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