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- Solução automatizada busca ampliar vedação e acabamento em esquadrias
Foto/Reprodução: Tekna A Tekna desenvolveu a máquina TKE 259 para a aplicação de vedante nas secções dos perfis antes da montagem com esquadros. De acordo com a empresa, o equipamento foi projetado para contribuir com a qualidade estética e funcional da caixilharia, além de auxiliar na proteção contra corrosões e no desempenho de vedação contra passagem de ar, água, ruído e variações térmicas. Segundo a fabricante, a solução combina a máquina com um vedante específico desenvolvido para o processo, permitindo maior facilidade de uso e baixa necessidade de manutenção. O sistema também busca otimizar a aplicação do material nas junções dos perfis, reduzindo desperdícios e minimizando a necessidade de limpeza de rebarbas externas após a montagem. Aplicação manual dos perfis A aplicação do vedante ocorre com o posicionamento manual do perfil junto à placa de aplicação, utilizando suportes laterais e topes de guia para auxiliar no alinhamento. Após o tratamento das superfícies, os perfis podem ser montados com diferentes tipos de esquadros, incluindo modelos de mola, de roscar, de aplainar e de chanfrar. Vedante voltado à proteção contra corrosão O vedante utilizado no equipamento foi desenvolvido em parceria com uma empresa química internacional e é composto por borrachas e resinas sintéticas. O material é monocomponente e, após a evaporação do solvente, se transforma em uma camada de borracha com propriedades de resistência e aderência. Para mais informações: tekna.it Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Por que Grandes Obras Não Podem Prescindir de uma Consultoria de Fachadas em ACM
*Por Johnny Vieira de Souza – Consultor de ACM, responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, diretor técnico da Móduly Solutions, arquiteto e professor universitário A evolução do Aluminum Composite Material (ACM) no mercado brasileiro é inegável. De revestimento corporativo a protagonista na arquitetura residencial de alto padrão e em complexas frentes comerciais, o material conquistou os projetistas por sua plasticidade, variedade de texturas e tecnologias de pintura ancoradas em garantias de performance de alta resiliência (como as resinas PVDF’s e Poliésteres, ambas com suas variáveis). No entanto, o amadurecimento do mercado nos impõe uma reflexão urgente: a complexidade das fachadas contemporâneas já não comporta mais o empirismo na instalação. Grandes obras executadas sem um projeto executivo de consultoria especializado são receitas prontas para o desperdício, patologias precoces e disputas judiciais. Reforma do Estádio do Mirassol FC teve consultoria especializada em ACM/fachada. Foto: Johnny Architecture A Evolução do ACM: De Coadjuvante a Protagonista Técnico Historicamente, a consultoria de ACM no Brasil não existia de forma isolada; ela costumava estar acoplada à consultoria de esquadrias e vidros. O composto de alumínio entrava no escopo quase como um mero coadjuvante, funcionando mais como um elemento de fechamento e compatibilização do que como um sistema construtivo que demandasse um projeto específico. Esse cenário era reflexo de um mercado onde o acesso a informações técnicas robustas sobre o ACM era escasso e restrito, impulsionado principalmente pela ausência de fabricantes nacionais e pela falta de empresas focadas exclusivamente em treinamentos, desenvolvimento e consultoria especializada. Por ser um material leve — teoricamente menos "perigoso" quando comparado ao vidro, ou com menor histórico imediato de problemas de vedação do que uma esquadria —, o ACM foi negligenciado do ponto de vista de engenharia de fachadas por muito tempo. O panorama atual, contudo, é completamente diferente. O ACM e seus componentes associados deram um salto tecnológico sem precedentes. A introdução de novas linhas de produtos, ligas e espessuras diversificadas, tecnologias de pintura de altíssima durabilidade, sistemas complexos de instalação, acessórios específicos e soluções avançadas para manutenção preventiva mudaram as regras do jogo. Hoje, o material alcançou um patamar de relevância técnica que exige atenção rigorosa das construtoras, seja pela vasta diversidade de suas aplicações na arquitetura moderna, pelo alto montante do investimento financeiro envolvido ou pela imensa responsabilidade civil e estrutural que ele representa. Móduly Solutions é uma empresa especializada em Consultoria de ACM e elaborou o projeto executivo do estádio do Mirassol FC. Foto: Reprodução Custo do Empirismo: O Perigo de Deixar o Projeto nas Mãos do Instalador Diante dessa nova realidade complexa, perpetuar o velho hábito de delegar o detalhamento construtivo diretamente à empresa instaladora durante o canteiro de obras tornou-se um risco insustentável. Embora o mercado conte com instaladores qualificados, o conflito de interesses é inerente ao processo. O foco principal de quem instala está, compreensivelmente, na produtividade e na velocidade de montagem. Sem uma diretriz de projeto rígida, isenta e calculada por uma consultoria independente, o instalador tenderá a adotar soluções que otimizem o seu próprio tempo de execução. Isso frequentemente resulta em subdimensionamento estrutural (ausência de cálculo de pressão de vento), falta de planos de corte otimizados e uma enxurrada de pedidos de aditivos técnicos assim que os primeiros imprevistos geométricos surgem na estrutura real da obra. O Caso Real da Construtora "Sem Norte" Para ilustrar a gravidade desse cenário na realidade do mercado, uma grande construtora me procurou recentemente para expor um problema que se repete obra após obra em seu portfólio. Diante da ausência de um projeto executivo de ACM para um de seus novos empreendimentos, a empresa cotou o escopo com seis instaladores diferentes. O resultado foi um verdadeiro apagão de governança técnica: cada uma das seis empresas levantou um quantitativo de material diferente e propôs o seu próprio método de instalação. Em resumo, a construtora viu-se completamente sem um norte. Não possuía um quantitativo confiável para negociar insumos, nem mesmo o ACM, nenhum método assertivo para fiscalizar a execução e, pior, assumiu o risco iminente de sofrer futuramente com manifestações patológicas graves — que, fatalmente, não terão cobertura de garantia por parte do fabricante, já que o material terá sido instalado fora das normas técnicas e das diretrizes de performance do fabricante do painel. "Uma fachada sem projeto executivo de consultoria não pertence ao contratante; pertence ao improviso de quem a instala." A Definição do Sistema Construtivo como Pilar de Performance Projetar uma fachada em ACM vai muito além de escolher a cor do painel. A definição do sistema de fixação — seja por bandejas parafusadas, sistemas pendurados ou inovações de alta performance com juntas secas e encaixes otimizados, como o sistema Dry Click (leia mais aqui) — precisa ser determinada na fase de engenharia, avaliando o comportamento térmico, mecânico e a facilidade de manutenção. Sistema Dry Click está na segunda geração, com friso de multipolímeros que promove estanqueidade. Foto: Moduly Solutions Quando a consultoria define o sistema construtivo ideal antes da compra dos materiais, ela garante a intercambiabilidade de componentes e estabelece critérios rígidos de conformidade. Há de se destacar, inclusive, que as escolhas de paginação impactam diretamente o custo de usinagem e o consumo de componentes de fixação. Muitas vezes, por falta de alinhamento com a engenharia de produção, arquivos de corte chegam à fábrica prevendo microperfurações (como furos de 4x4 mm). Diferente de telas expandidas ou chapas maciças perfuradas convencionais, a usinagem do ACM é realizada por fresas/punções com menos ferramentas, cujo custo operacional é calculado por hora-máquina. Quanto menor o diâmetro do furo, maior é a quantidade de passadas e o tempo de processamento necessário. Uma paginação mal planejada eleva o valor do metro quadrado a patamares economicamente inviáveis. Para colocar a estética em sintonia com a realidade fabril, cabe à consultoria propor limites técnicos viáveis (como furações superiores a 20 mm), que mantêm exatamente a mesma proporção de área aberta (por exemplo, 25% AA) e otimizam o tempo de máquina em até 50% em relação a diâmetros excessivamente reduzidos. Engenharia Preditiva contra a Sujidade e a Percepção de Escala A durabilidade de uma fachada de ACM não se mede apenas pela resistência estrutural, mas pela sua capacidade de envelhecer com dignidade. A falta de projeto executivo é a maior causadora de patologias estéticas, que destroem o valor visual e comercial do imóvel em poucos anos. A consultoria técnica atua cirurgicamente na geometria dos detalhes para mitigar riscos estéticos e garantir a leitura correta do projeto: Adoção de Pingadeiras Eficientes: O escorrimento da água da chuva sobre a face externa do ACM carrega a poeira acumulada nas superfícies horizontais, criando as famosas e indesejadas "manchas de choro". O projeto de consultoria detalha pingadeiras metálicas com o correto distanciamento da face do revestimento, interrompendo o fluxo da água e direcionando-a para fora da área visível da fachada. Inclinações Obrigatórias em Elementos Horizontais: Coroamentos, platibandas e peitoris revestidos em ACM jamais podem ser executados em nível absoluto (0°). O projeto deve prever inclinações internas calculadas nas peças horizontais, garantindo o escoamento correto e impedindo o empoçamento d'água que degrada selantes e acelera a incrustação de poluentes. Escala do Observador e Permeabilidade Visual: Furos excessivamente pequenos não dão escala para quem observa a fachada de longe, principalmente porque o ACM é um material composto mais espesso do que chapas sólidas ou telas finas. Graficamente, furações de 40 mm, por exemplo, já parecem significativamente menores quando observadas com o recuo do pedestre. Se adotados diâmetros ínfimos, o efeito estético e a permeabilidade visual simplesmente desaparecem na leitura da edificação. Fachada com perfuração de 40mm personalizada da linha Dot modelo Orbit - Série Modulyne da Móduly Solutions. Foto: Johnny Architecture Ocultamento da Subestrutura: Detalhes cruciais, como a especificação de pintura preta para os perfis da subestrutura de fixação traseira, devem ser determinados em projeto. Sem isso, os elementos estruturais metálicos ficam aparentes através dos furos da paginação, quebrando a harmonia visual projetada. Elaboração do projeto técnico da estrutura da fachada do estádio do Mirassol FC contou com escaneamento por drone. Foto: ATS O Retorno Financeiro da Engenharia: A Matemática do ROI em Fachadas Para os gestores que ainda enxergam a consultoria técnica como um custo adicional de projeto, basta analisar a matemática real do canteiro de obras. Atualmente, o custo de uma fachada em ACM de alto padrão oscila entre R$ 850,00 e R$ 1.250,00 por metro quadrado. Em contrapartida, o investimento em um projeto completo de consultoria especializada representa apenas cerca de 2% a 5% desse valor. Essa conta não apenas fecha, como se paga logo nas primeiras etapas da obra pelo princípio da eficiência. Uma fachada que conta com engenharia preditiva e projeto executivo atinge, habitualmente, uma redução de 10% a 20% no consumo de materiais, graças à otimização de modulação e eliminação de desperdícios de chapas e subestruturas. Além da economia direta de insumos, a consultoria entrega ativos financeiros indispensáveis: isonomia comercial (garantindo que todos os instaladores concorrentes cotem rigorosamente o mesmo escopo técnico e quantitativo), segurança jurídica (pelo respaldo das garantias dos fabricantes de pintura e painéis) e previsibilidade de cronograma. Conclusão Tratar a fachada em ACM como um mero item de "acabamento de canteiro" é um erro que custa caro ao bolso dos investidores e à reputação das construtoras. O projeto de consultoria de fachadas não é um custo adicional; é uma ferramenta de blindagem, economia e garantia de longevidade. Garantir que o projeto dite as regras para o instalador — e não o contrário — é o único caminho para que a arquitetura alcance a eficiência, a beleza duradoura e o alto desempenho que as tecnologias de revestimento atuais têm a oferecer. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.
- Fesqua 2026 destaca robôs, inteligência artificial e automação como resposta à falta de mão de obra
Feira amplia área de exposição em 25% e reúne indústria para discutir como tecnologias inteligentes estão transformando a produtividade, a qualificação profissional e o futuro da fabricação de esquadrias no Brasil Em um cenário de dificuldade crescente para contratação e retenção de profissionais qualificados na indústria brasileira, a automação tem ganhado espaço como alternativa para aumentar produtividade e reduzir gargalos operacionais. O tema será um dos destaques da 16ª Fesqua – Feira Internacional da Indústria de Esquadrias, que acontece no São Paulo Expo, entre os dias 9 e 12 de setembro. A discussão ganha relevância diante dos desafios enfrentados pelo mercado de trabalho. De acordo com pesquisa realizada pelo FGV Ibre, em outubro de 2024, 58,7% das empresas brasileiras relataram dificuldades para contratar novos funcionários ou reter trabalhadores. Entre as empresas que enfrentam esse cenário, quase 80% apontam a contratação como o principal desafio relacionado à gestão de mão de obra. Segundo Fernando Rosa, gerente-geral da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (AFEAL), a automação surge como uma alternativa importante para minimizar os impactos da escassez de profissionais, embora não substitua totalmente a necessidade de qualificação humana. “A automação é uma das alternativas para reduzir o gargalo da falta de mão de obra qualificada, mas é uma solução parcial. Em vez de operadores tradicionais, crescerá a demanda por operadores especializados. A automação não substitui o ser humano totalmente, mas potencializa a capacidade produtiva dos colaboradores existentes”, afirma. Rosa ainda destaca que a entidade vem investindo em ações de capacitação profissional, como a Academia AFEAL e parcerias com o SENAI, com o objetivo de apoiar a formação de mão de obra para o setor. Robô Lucca Entre as empresas expositoras que apresentarão soluções voltadas a esse novo momento do mercado está a Voilàp Brasil, que levará à feira equipamentos integrados com sistemas inteligentes de gestão industrial. A companhia atua com centros de usinagem CNC, linhas de corte automatizadas, robôs de movimentação e softwares de monitoramento de produção em tempo real. Segundo Javier Diaz, CEO Latam da Voilàp, a digitalização da indústria também exige novos perfis profissionais. “O operador tradicional dá lugar a um profissional mais analítico e multidisciplinar, capaz de interagir com sistemas digitais e interpretar informações em tempo real.” A empresa também apresentará conceitos ligados à Indústria 4.0 e aplicações de Inteligência Artificial voltadas à manutenção preditiva, otimização de cortes e integração entre equipamentos. Entre as novidades está o robô Lucca, desenvolvido em parceria com uma montadora chinesa, capaz de operar de forma integrada às máquinas da linha de produção. Outra expositora da feira, a FISE, aposta em soluções voltadas à simplificação da instalação e à redução de falhas operacionais. Entre os lançamentos que serão apresentados estão sistemas de movimentação minimalistas, componentes com instalação facilitada e o novo motor autovolt, desenvolvido para operar tanto em redes 110V quanto 220V, reduzindo riscos de queima e perdas para os clientes. Para André Martinho, CEO da FISE, a Inteligência Artificial tende a se tornar indispensável em toda a cadeia produtiva. “Eu não vejo mais a IA como uma aplicação de empresas que querem se diferenciar. Vejo a utilização da IA como um quesito de sobrevivência. Quem utilizar a inteligência artificial vai conseguir uma otimização de processos muito importante, especialmente diante do custo e da escassez de mão de obra comprometida.” A automação também é defendida por Luis Tavares, diretor do Grupo Contramarco e responsável pela Fesqua, que vê a tecnologia como resposta prática aos desafios enfrentados pela indústria. “A indústria de esquadrias no Brasil vive um desafio real: a falta de mão de obra qualificada. A automação é uma solução para essa escassez. Não é sobre substituir pessoas, e sim utilizar tecnologia e automação para padronizar processos, reduzir erros e aumentar a produtividade.” Segundo o executivo, o uso de máquinas automatizadas, centros de usinagem e softwares contribui diretamente para a eficiência e a rentabilidade das empresas. “A automação também torna o setor mais atrativo para jovens, que desejam atuar com tecnologia”, afirma. Tavares destaca ainda que o próprio mercado já vem se movimentando para acelerar essa transformação tecnológica. “Recentemente anunciamos a aquisição de 50% da Digital Tech Show, uma feira de tecnologia e automação de processos, já visando essa transformação na indústria de esquadrias. Fesqua 2026 | Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 9 a 12 de setembro de 2026 Horário: 4ª a 6ª - 13h às 20h | Sáb. - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP Mais informações: fesqua.com.br
- Construsul BC: Contramarco participa como parceiro de mídia
De 26 a 29 de maio de 2026, Balneário Camboriú (SC) recebe a terceira edição da Feira da Indústria da Construção e Acabamento (Construsul BC), que acontece no Expocentro, localizado na Avenida Marginal Oeste, nº4250, Bairro Jardim Parque Bandeirantes, na cidade do litoral catarinense. Fortalecendo a divulgação e a cobertura do evento na região Sul, por meio dos nossos canais de comunicação, o Grupo Contramarco participa com um estande na feira, gerando conexões e acompanhando de perto os principais destaques da Construsul BC — e com a presença de Luis Tavares, diretor do Grupo, no evento simultâneo “Glass Talks”, realizado pela ASCEVI dentro da feira, no dia 28 de maio às 18h00, na palestra do engenheiro e perito judicial Mauricio de Souza, sobre vidros de segurança em guarda-corpos. Para mais informações, acesse: https://feiraconstrusulbc.com.br/home/
- Curiosidade: muxarabi, tradição que molda fachadas, portas e janelas
Foto/Reprodução: Wikipédia Elemento de origem árabe-islâmica, o muxarabi, ou mashrabiya, surgiu no Oriente Médio e no norte da África como treliças de madeira vazadas aplicadas em janelas e varandas. Sua função principal sempre foi equilibrar privacidade, ventilação e controle da luz natural, permitindo “ver sem ser visto” e contribuindo para o conforto térmico em climas quentes. Chegada ao Brasil e uso tradicional Foto/Reprodução: Pinterest O muxarabi foi introduzido no Brasil por volta de 1530, trazido pelos colonizadores portugueses. Se tornou comum na arquitetura colonial, especialmente em fachadas, portas e janelas de casarões e sobrados em regiões mais quentes, onde ajudava a controlar a entrada de luz e calor. Após perder espaço no século XIX, o elemento foi retomado no século XX e voltou a integrar projetos arquitetônicos. Aplicações em fachadas, portas e janelas Foto/Reprodução: Pinterest Na arquitetura contemporânea, o muxarabi é utilizado como solução versátil nesses elementos construtivos. Em fachadas, funciona como um filtro solar, semelhante a brises, reduzindo a incidência direta de radiação. Em portas e janelas, favorece a ventilação cruzada e garante privacidade sem bloquear totalmente a iluminação natural. Hoje, além da madeira, pode ser encontrado em materiais como alumínio e PVC, mantendo sua função original aliada a novas possibilidades estéticas. Fontes: casacor.abril.com.br ; pt.wikipedia.org Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Patrimar se torna EDGE Champion e reforça compromisso com construção sustentável
Empresa é a primeira construtora do país a receber o selo e planeja certificar 80% de seus projetos nos próximos três anos e atingir 100% em até cinco anos As torres do Oceana Golf foram tema da seção “A Obra da Vez” na edição nº171 (janeiro-fevereiro do 2025) da revista “Contramarco A Patrimar – construtora e incorporadora mineira com atuação em Belo Horizonte e Rio de Janeiro com empreendimentos de alto padrão – acaba de conquistar o status de EDGE Champion, um reconhecimento concedido a empresas que assumem compromissos relevantes com a construção sustentável. A certificação EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies) é desenvolvida pela International Finance Corporation (IFC), braço do Grupo Banco Mundial. A marca é a primeira construtora do país a obter esse reconhecimento, ao estabelecer a meta de certificar 80% do volume de seus projetos imobiliários nos próximos três anos, com a ambição de alcançar 100% em até cinco anos. A iniciativa está alinhada à estratégia de sustentabilidade, que prioriza a eficiência no uso de recursos, redução das emissões de carbono e a responsabilidade socioambiental em todas as etapas de seus empreendimentos. “Acreditamos que a construção civil tem um papel central na agenda climática. Assumir o compromisso com o EDGE é uma forma concreta de acelerar a transição para empreendimentos mais eficientes, com menor impacto ambiental e maior valor para os nossos clientes e para a sociedade”, afirma Alex Veiga, CEO do Grupo Patrimar. O executivo destaca ainda que a iniciativa vai além das metas internas. “Estamos direcionando nossos projetos para um caminho de menor emissão de carbono e maior eficiência no uso de recursos, ao mesmo tempo em que contribuímos para elevar o padrão de sustentabilidade de todo o mercado imobiliário”, completa. Empreendimentos com foco em sustentabilidade A certificação EDGE é concedida a projetos que comprovadamente reduzem no mínimo 20% o consumo de energia, água e o carbono incorporado nos materiais utilizados na construção. Na Patrimar, todos os novos empreendimentos já são concebidos seguindo diretrizes alinhadas aos principais selos internacionais. Desde a concepção de cada empreendimento, são realizadas simulações de desempenho, especificação de materiais de menor impacto ambiental, adoção de sistemas eficientes e definição de critérios construtivos compatíveis com certificações ambientais. Segundo Patrícia Veiga, Diretora de Inovação e ESG do Grupo Patrimar, essa abordagem integrada é fundamental para garantir escala e consistência. “Ao incorporar critérios de sustentabilidade desde a concepção, conseguimos padronizar boas práticas, aumentar a previsibilidade dos resultados e ampliar o impacto positivo em toda a nossa carteira”, explica. Na prática, a adoção dessas soluções inteligentes gera benefícios diretos para o bolso do cliente, resultando em contas de água e energia mais baratas e economia nas despesas condominiais. Além disso, imóveis com certificação EDGE tendem a apresentar maior valorização patrimonial e menor taxa de vacância, já que o mercado tem demonstrado crescente preferência por modelos sustentáveis, eficientes e alinhados às novas demandas ambientais e econômicas. Entre os empreendimentos já certificados com o certificado preliminar EDGE, destacam-se, no Rio de Janeiro, Oceana Golf, Atlântico Golf, Icon Golf Residence e Grand Quartier. Em Minas Gerais, a lista inclui os projetos Brickell Square, Étoile, Le Sommet, Montano Antilia, Place Vendôme, Place Dauphine, Skyline, Vision, além do José Torres Franco, que conta com a certificação Edge Advanced. Sendo o único desses que foi entregue foi o Oceana Golf, que foi auditado e já conquistou o certificado Edge final, que é concedido após o término da obra. Fonte: Pamella Lima | Approach: approach.com.br
- Durabilidade do Alumínio em Ambientes Litorâneos
Uma abordagem baseada em engenharia de superfície e controle de processo *Por Romeu Rovai Filho — diretor comercial da Italtecno do Brasil Ltda. Foto: www.breezway.com.au /Reprodução Resumo A durabilidade de sistemas em alumínio expostos a ambientes litorâneos é frequentemente tratada de forma simplificada, atribuindo-se o desempenho à escolha do revestimento final. No entanto, a evidência prática e científica demonstra que o fator determinante não é o tipo de tinta ou acabamento isoladamente, mas sim a qualidade da interface metal–revestimento, estabelecida ao longo das etapas de preparação de superfície e controlada por variáveis de processo. Este trabalho apresenta uma análise técnica fundamentada nos mecanismos de degradação, na engenharia de pré-tratamento e na variabilidade operacional, propondo uma abordagem integrada para garantir desempenho real em campo. 1. Introdução O alumínio é amplamente reconhecido por sua resistência natural à corrosão, resultado da formação espontânea de uma camada passiva de óxido. Entretanto, em ambientes marinhos, essa passividade é constantemente desafiada pela presença de íons cloreto, elevada umidade e ciclos térmicos intensos. Essas condições promovem a ruptura localizada da camada passiva e favorecem o desenvolvimento de mecanismos de corrosão acelerada. Na prática de mercado, é comum que a durabilidade seja associada diretamente ao tipo de acabamento — pintura ou anodização — sem a devida consideração das etapas anteriores. Essa abordagem conduz a especificações incompletas e, frequentemente, a falhas prematuras, mesmo quando materiais e revestimentos de alta qualidade são utilizados. 2. Mecanismos de degradação em ambientes litorâneos A degradação do alumínio no litoral não ocorre de forma homogênea, mas sim através de mecanismos localizados e interfaciais. Entre eles, destaca-se a corrosão filiforme, que se desenvolve sob revestimentos orgânicos e é particularmente crítica em sistemas pintados. Esse tipo de corrosão inicia-se em descontinuidades microscópicas e progride lateralmente, impulsionado por gradientes de concentração e presença de eletrólito. Outro mecanismo relevante é o pitting, caracterizado por ataques pontuais que podem evoluir rapidamente em presença de cloretos. Em sistemas anodizados, esse fenômeno está diretamente relacionado à espessura da camada e à eficiência da selagem. A delaminação, por sua vez, representa a perda de aderência entre o revestimento e o substrato, sendo frequentemente consequência de uma interface mal formada durante o pré-tratamento. 3. A interface metal-revestimento como fator crítico A durabilidade de qualquer sistema de proteção superficial deve ser compreendida como resultado de uma cadeia integrada de etapas. A interface entre o metal e o revestimento não é um plano ideal, mas uma região complexa, cuja estrutura e propriedades são determinadas pelas condições químicas e operacionais do pré-tratamento. A camada de conversão desempenha papel central nesse contexto. Ela atua como promotora de aderência, reduzindo a energia superficial do substrato e criando pontos de ancoragem para o revestimento. Além disso, funciona como barreira parcial à difusão de espécies agressivas, retardando o avanço da corrosão. A qualidade dessa camada depende diretamente de variáveis como pH, temperatura, concentração química e contaminação por alumínio dissolvido. Pequenas variações nesses parâmetros podem resultar em mudanças significativas na morfologia e na eficácia da camada formada. 4. Sistemas de proteção: pintura e anodização A pintura eletrostática é amplamente utilizada devido à sua versatilidade estética e custo competitivo. No entanto, seu desempenho em ambientes agressivos depende fortemente da preparação da superfície. Revestimentos de alto desempenho, como poliéster superdurável ou sistemas fluoropoliméricos, podem oferecer excelente resistência, desde que aplicados sobre uma interface adequada. A anodização, por outro lado, constitui um processo eletroquímico que transforma a superfície do alumínio em uma camada de óxido controlada. Em ambientes litorâneos, a espessura dessa camada é fator determinante. Camadas inferiores a 20 micrômetros apresentam risco elevado de falha, enquanto espessuras superiores a 23 micrômetros são consideradas adequadas para exposição marinha, desde que acompanhadas de selagem eficiente. 5. Controle de Processo e Variabilidade Operacional Um dos aspectos mais negligenciados na prática industrial é a variabilidade do processo. Sistemas que operam aparentemente dentro de especificações podem apresentar flutuações significativas em parâmetros críticos, resultando em inconsistência na qualidade da camada de conversão. O controle de variáveis como pH, condutividade, temperatura e concentração ativa deve ser contínuo e integrado. A presença de alumínio dissolvido, por exemplo, altera o equilíbrio químico do banho e impacta diretamente a formação da camada. A ausência de controle estatístico e de análise de tendência leva a decisões baseadas em valores pontuais, que não refletem o comportamento real do sistema. Como consequência, a qualidade torna-se variável, e o risco de falha aumenta. 6. Projeto e Condições de Uso Além do processo químico, o desempenho em campo é influenciado por fatores de projeto e instalação. A retenção de água, a presença de frestas e a combinação de materiais dissimilares podem criar condições favoráveis à corrosão localizada. A drenagem adequada, o uso de fixadores compatíveis e a eliminação de pontos de acúmulo de umidade são medidas essenciais para garantir a durabilidade do sistema. 7. Conclusão A análise técnica demonstra que a durabilidade do alumínio em ambientes litorâneos não pode ser atribuída exclusivamente ao tipo de revestimento aplicado. O desempenho real depende da qualidade da interface metal–revestimento, que, por sua vez, é função direta do pré-tratamento e do controle de processo. A abordagem correta deve considerar o sistema como um todo, integrando química, operação e projeto. Somente dessa forma é possível garantir desempenho consistente e evitar falhas prematuras.
- Congresso debate segurança e aplicação prática de guarda-corpos
A cidade do Rio de Janeiro (RJ) recebe, no dia 9 de junho de 2026, a quarta edição do Congresso Brasileiro de Guarda-Corpo, evento voltado à discussão sobre segurança coletiva, normalização técnica e aplicação prática de guarda-corpos em espaços de grande circulação. Com o tema “Onde a norma encontra a realidade”, o encontro será realizado no histórico Edifício Touring, em frente à Praça Mauá. Segundo a organização do congresso, o objetivo do evento é discutir justamente os desafios entre o que é previsto pelas normas técnicas e a execução prática nas obras e nos espaços em uso. Programação prevista Entre os palestrantes já confirmados estão o arquiteto Miguel Pinto Guimarães, da MPG Arquitetura (RJ), o arquiteto Ciro Pirondi, diretor da Escola da Cidade (SP), o engenheiro Mario William Ésper, presidente da ABNT, a engenheira Michele Gleice, do Itec, o engenheiro Robson Campos, a executiva Clélia Bassetto, o engenheiro Crescencio Petrucci Junior, entre outros especialistas convidados. A programação também prevê um talk-show de encerramento com representantes da arquitetura e do urbanismo. Já estão confirmadas as participações da arquiteta Sonia Lopes, presidente da AsBEA-RJ, e da arquiteta Marcella Ablas, presidente do IAB-RIO. Quatro pilares essenciais da segurança Os debates do congresso serão divididos em quatro eixos principais: segurança em grandes circulações, segurança em lazer e eventos, segurança urbana e impacto social, além da responsabilidade nas decisões comerciais relacionadas às especificações técnicas. As inscrições são realizadas pela plataforma Sympla, através do link: sympla.com.br e as vagas são limitadas. O ingresso inclui café de boas-vindas, coffee-break e material promocional. Fonte: Ópera Marketing & Eventos - Ricardo Bertagnon
- Edifício Copan completa 60 anos e reforça papel histórico no centro de São Paulo (SP)
Fachada do Copan – Crédito: Felipe Rau/Estadão O icônico Edifício Copan, localizado no centro de São Paulo, completou 60 anos nesta segunda-feira (25). Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o prédio em formato de “S” se tornou uma das construções mais conhecidas da capital paulista e um dos principais símbolos da arquitetura moderna brasileira. Inaugurado em 25 de maio de 1966, o Copan surgiu em um período de rápida verticalização da cidade. A proposta do edifício era representar uma nova forma de viver nos grandes centros urbanos, reunindo moradia, comércio e convivência em um único espaço. Um marco da arquitetura Com 115 metros de altura e quase 120 mil metros quadrados de área construída, o Copan é considerado a maior estrutura de concreto armado do país. O edifício possui 1.160 apartamentos distribuídos em diferentes blocos e abriga cerca de 5 mil moradores. Entre os números impressionantes da construção estão as cerca de 4 mil janelas e os 115 milhões de pastilhas que revestem a fachada do prédio. O complexo também possui CEP próprio. Reforma busca preservar características originais Para preservar a identidade visual do edifício, uma reforma da fachada está em andamento. A obra, orçada em aproximadamente R$70 milhões, deve ser finalizada em cerca de três anos. Fontes: expresso.estadao.com.br ; noticias.r7.com Mais informações: copansp.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Linha amplia soluções para coberturas e fechamentos em projetos
A linha SunExt, desenvolvida pela Expalum, reúne um conjunto de sistemas que contempla diferentes tipos de coberturas e fechamentos laterais, com opções que incluem pergolados, sistemas de correr, modelos tipo camarão, fechamentos guilhotina, cortinas zip e telas mosquiteiras. Pérgola Atlantic: adaptação de áreas externas Entre os produtos disponíveis, a empresa destaca a Pérgola Atlantic como um sistema de toldo automático em lona voltado à conversão de espaços abertos em áreas protegidas. O modelo apresenta resistência a condições climáticas, suportando ventos de até 49 km/h, além de carga de chuva e neve. A estrutura também oferece proteção solar de até 90%. Sky Clear: cobertura deslizante em vidro Outra solução da linha é o sistema Sky Clear, uma cobertura de vidro deslizante que permite ampliar áreas de convivência mantendo proteção contra intempéries. De acordo com a Expalum, o projeto utiliza perfis estruturais que reduzem a necessidade de vigas, favorecendo a criação de espaços mais abertos. Segundo com as especificações, o material contribui para a eficiência térmica e energética quando comparado ao vidro de segurança convencional. Guilhotina Wind Protect: fechamento vertical automatizado O sistema de envidraçamento Guilhotina Wind Protect integra a linha com uma proposta voltada a fechamentos verticais automáticos. Com deslizamento por trilhos, o modelo utiliza vidros laminados de 8 mm ou versões com isolamento térmico e vidro duplo de 24 mm. A empresa indica para aplicações em hotéis, restaurantes, cafeterias, sacadas e espaços esportivos, o sistema também conta com a versão Easy Clean, que permite rebater os vidros para facilitar a limpeza. Para mais informações: expalum.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Fita estrutural amplia alternativas para fixação discreta em projetos
Foto/Reprodução: Adere A Adere inclui em seu portfólio a fita dupla face estrutural XP200B como uma alternativa voltada à fixação permanente em aplicações arquitetônicas e industriais. Segundo a fabricante, a fita foi desenvolvida com foco em desempenho e estética, a solução busca substituir fixadores mecânicos aparentes. Produzida com espuma acrílica expandida e adesivo em ambas as faces, a fita possui coloração preta. O produto pode ser aplicado em contextos como fachadas, painéis e elementos de comunicação visual, especialmente em projetos que demandam um resultado estético mais uniforme. Desempenho De acordo com a Adere, a XP200B foi submetida a ensaios de envelhecimento acelerado por radiação xênon, totalizando 7.000 horas de exposição. Esse tipo de ensaio tem como objetivo avaliar a resistência do material a condições ambientais adversas, como exposição prolongada à radiação ultravioleta, variações de temperatura e umidade. Para mais informações: adere.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
- Sistema Solene integra esquadrias para projetos de alto padrão
Foto/Reprodução: Solene System Desenvolvido pelo Grupo Perfisud, o Solene System reúne esquadrias de alumínio voltadas a projetos residenciais e corporativos que demandam desempenho técnico, durabilidade e acabamento estético refinado. Segundo a empresa, o sistema foi desenvolvido a partir das demandas observadas no mercado de esquadrias, com foco em unir robustez estrutural, design contemporâneo e compatibilidade entre diferentes linhas. Diferentes aplicações Entre as opções do sistema está o Solene 25, perfil de alumínio reprojetado com melhorias em layout e pontos estratégicos de vedação. Já o Solene 32 é um sistema de esquadrias deslizantes voltado a projetos que priorizam desempenho e estética em uma linguagem visual mais discreta. Na mesma proposta, o Solene 45 foi desenvolvido para atender demandas do segmento de alto padrão. O sistema deslizante combina design, isolamento acústico e robustez estrutural. Segurança e integração arquitetônica O sistema também inclui o guarda-corpo Solene Horizon que busca atender projetos que valorizam integração visual sem abrir mão de desempenho estrutural. Outro destaque é o Solene Vitta, com funcionamento tipo camarão. Para aplicações em fachadas, a empresa apresenta o Solene Vision, inspirado na estética das fachadas glazing. A marca também conta com um sistema de fachada stick. Para mais informações: solenesystem.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)
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