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- EDIFÍCIOS CORPORATIVOS SUSTENTÁVEIS TÊM TAXAS DE VACÂNCIA MENORES
Edifícios corporativos com práticas sustentáveis têm suas unidades alugadas mais rapidamente quando comparados com empreendimentos convencionais. A afirmação se baseia em estudos elaborados por diferentes entidades, como é o caso do levantamento divulgado pela Engebanc Real Estate, assessoria imobiliária. Segundo a pesquisa, na cidade de São Paulo, os green buildings apresentavam taxa de vacância de 20,6% no terceiro trimestre de 2017, contra 32% das edificações “comuns”. “Esse tipo de informação já vinha sendo trabalhada há muitos anos, tanto que auxiliou na consolidação do mercado de prédios corporativos de alto padrão sustentáveis”, observa Felipe Faria, diretor do Green Building Council Brasil (GBC Brasil). Ele completa: “Mas, recentemente, algumas pesquisas passaram a ser feitas no Brasil, identificando e comprovando esse melhor desempenho de locação”. Segundo Faria, o primeiro estudo do gênero foi elaborado pela Geoimovel, empresa de pesquisas imobiliárias, durante o segundo semestre de 2016. “O levantamento comparou prédios corporativos de alto padrão que receberam o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) com edifícios sem certificação nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em termos de vacância, os green buildings apresentaram melhora de 7% no Rio e 9,5% em São Paulo”, diz. Apesar de as principais pesquisas analisarem somente os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, a menor taxa de vacância em edifícios corporativos sustentáveis parece ser uma tendência nacional. “Em Curitiba, por exemplo, os bons resultados de mercado colaboraram para que todos os novos projetos corporativos de alto padrão sejam certificados”, comenta Faria. LEED VALORIZA METRO QUADRADO Para o diretor do GBC, o estudo nacional mais importante sobre o mercado imobiliário das construções sustentáveis foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) entre o primeiro trimestre de 2010 e o terceiro de 2014. O levantamento analisou mais de dois mil prédios comerciais em São Paulo e foi limitado pela valorização do aluguel. “A metodologia utilizada isolou uma das variáveis estudadas para verificar como as demais se comportavam”, explica o especialista. Por exemplo, o estudo isolou o fator LEED das demais características que afetam a valorização do metro quadrado, como localização, idade do edifício e tamanho das salas. Com isso, foi possível verificar que a existência da certificação contribui para a valorização do metro quadrado que varia entre 4 e 8%. “É interessante comparar que, mesmo com valores de aluguéis mais elevados, as unidades permanecem por menos tempo vazias”, afirma Faria. MOTIVAÇÕES São diversos os motivos que explicam o porquê de as empresas aceitarem pagar um valor mais alto de aluguel para ocuparem empreendimentos ambientalmente responsáveis. Além da valorização da marca, que ocorre com corporações que adotam práticas sustentáveis, há ainda os ganhos financeiros que acontecem ao longo do tempo. Segundo o estudo da Engebanc, as taxas de condomínio dos green buildings são entre 15% e 25% menores. Essa economia proporcionada pela redução no consumo de água e energia representa um importante ganho, pois os principais custos de uma edificação são referentes à fase de ocupação. Analisando toda a vida útil de um prédio, cerca de 15% dos investimentos são realizados no período de obras e os outros 85% se concentram na fase de operação. “Também acabam contribuindo para a boa taxa de vacância os estudos que mostram que esses empreendimentos têm sistemas com desempenho bastante superior ao nível recomendado pelas normas técnicas”, complementa Faria. Por fim, há ainda o ganho de produtividade, pois é cientificamente comprovado que o ser humano tem melhor rendimento ao trabalhar em ambiente com boas condições de iluminação, ar interno, térmicas e sonoras. INCENTIVO Os bons resultados dos edifícios corporativos sustentáveis acabam servindo de vitrine para que as práticas ambientalmente responsáveis se popularizem em outros setores. “As certificações estão se tornando tendência, por exemplo, nos projetos de centros de distribuição e logística”, conta o profissional. “No tripé da sustentabilidade (social, ambiental e econômico), o mais difícil é comprovar os ganhos financeiros de um green building, algo que essas pesquisas de mercado estão conseguindo mostrar”, fala o especialista, indicando que o próximo grande desafio é fortalecer a construção sustentável no mercado residencial. “Nesse segmento, quem se destaca é Curitiba, onde praticamente todos novos empreendimentos de altíssimo padrão estão certificados”, diz. FUTURO Na COP (Conferência do Clima) de Paris, realizada em 2015, foram apresentados diferentes estudos que mostram ser possível reduzir substancialmente as emissões de CO2 com apenas duas medidas. A primeira é colocar em prática o plano global de eficiência energética das edificações existentes. Já a outra se resume à aceleração do conceito de autossuficiência energética em novos projetos até 2030, somada à difusão da prática para todos os empreendimentos pré-existentes até 2050. Com isso, será possível manter o aquecimento da temperatura do planeta entre 1,5 e 2ºC — meta da ONU. Assim, os empreendimentos corporativos que auxiliaram na disseminação da construção verde no país agora podem ajudar na popularização do conceito de autossuficiência energética. “Até por isso, recentemente lançamos a nova certificação Zero Energy Building”, finaliza Faria. Fonte: Redação AECweb / e-Construmarket
- SINDUSCON-SP LANÇARÁ GUIA DE ESQUADRIAS COM FOCO EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
O SindusCon-SP, por meio dos comitês de Meio Ambiente (Comasp) e de Tecnologia e Qualidade (CTQ), em correalização com a Agência de Cooperação Alemã (GIZ) e com o Ministério de Minas e Energia (MME), lançarão no dia 6 de dezembro o “Guia Interativo de Eficiência Energética em Edificações”. Esta ferramenta permite a escolha de soluções para diferentes tipologias (casa ou edifícios) com o objetivo de apoiar e fornecer conhecimento técnico aos usuários (leigos ou especialistas) para construir e operar edificações mais eficientes. De acordo com a coordenadora técnica do Comasp, Lilian Sarrouf, este guia foi desenvolvido também para uso em smartphones. “Isso dá mais praticidade e agilidade para os usuários.” No evento também será realizado o lançamento do “Guia de Esquadrias com foco em eficiência energética”. Este material tem como objetivo avançar nas especificações de esquadrias, com foco em eficiência energética, abordando pontos como: avaliação do desempenho térmico, proposta de tipologias mais eficientes e novas tecnologias. Complementando o trabalho, foi realizado um vídeo focado na divulgação do papel das esquadrias para o conforto ambiental dos usuários. Os lançamentos serão realizados no Workshop Técnico “Soluções em Eficiência Energética e Hídrica dos Edifícios”. Com as opções presencial e on-line, contará com palestras que visam, além da apresentação por parte de profissionais de grande conhecimento e experiência, proporcionar o debate e a discussão com os participantes acerca das soluções em eficiência energética e hídrica dos edifícios. SERVIÇO Workshop Técnico “Soluções em Eficiência Energética e Hídrica dos Edifícios” Data: 6 de dezembro, das 8h às 18h30 Local: Sede do SindusCon-SP (rua Dona Veridiana, 55 – Santa Cecília) Programação completa: https://goo.gl/ewY8y8
- VAREJO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO CRESCE 5% EM NOVEMBRO
O varejo de material de construção cresceu 5% no mês de novembro, na comparação com outubro. Com relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho foi 2% superior. Já no acumulado do ano, o setor apresenta alta de 6,5% sobre o mesmo período de 2017. Nos últimos 12 meses, há crescimento de 7,5%. Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Anamaco, que entrevistou 530 lojistas entre os dias 26 a 28 de novembro. Segundo o levantamento, quase todas as regiões do País apresentaram crescimento, com destaque para o Sul (9%), Nordeste (8%), Norte (5%) e Sudeste (4%). O Centro-Oeste, que foi a região que mais cresceu no mês passado (18% sobre setembro), apresentou queda de 10% em novembro. Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, o desempenho no mês indica a confiança do setor nas ações anunciadas até agora pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. “O otimismo do setor com relação ao governo nos próximos 12 meses atingiu 84%, maior patamar desde janeiro de 2013. Fora isso, os lojistas acreditam que o novo governo dará prioridade à Saúde, Segurança Pública e Educação, áreas que influenciam diretamente o nosso setor, com a construção de escolas, hospitais e novos presídios”, declara. O levantamento da Anamaco apontou que quase metade dos lojistas pretende realizar investimentos nos próximos 12 meses (45%), incluindo treinamento de funcionários. Cerca de 16% dos entrevistados também querem contratar novos funcionários já em dezembro. Entre as categorias avaliadas, revestimentos cerâmicos apresentaram o maior aumento no mês (12%). Tintas tiveram desempenho 7 superior a outubro, já telhas de fibrocimento apresentaram índice 3% superior no período. Para Conz, a previsão de vendas em dezembro deve ser inferior a novembro. “Tradicionalmente, por conta das festas de fim de ano, as pessoas param de reformar e construir até a primeira quinzena do mês. Por isso, é esperado que tenhamos um desempenho inferior a novembro, com o consumidor retomando as obras só após as férias escolares. Ainda assim, devemos fechar o ano com crescimento de 6,5% sobre 2017, quando tivemos faturamento de R$ 114,5 bilhões e estamos confiantes de que teremos um 2019 ainda melhor”, finalize. Realizada pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, a Pesquisa Tracking Anamaco tem o apoio da Anfacer, Abrafati e Instituto Crisotila Brasil.
- PROACÚSTICA APRESENTA RESULTADOS DAS AÇÕES DE 2018
Com a presença maciça de mais de 100 convidados, entre associados, representantes de entidades e empresas afins, em um novo formato - três talks temáticos com a participação de quatro a cinco convidados e um mediador - foi apresentado, no dia 26 de novembro, o balanço das ações anuais da associação. Um panorama sobre o cenário atual da acústica iniciou o primeiro painel, mediado por Marcos Holtz, vice-presidente de Atividades Técnicas, e representantes do Comitê Técnico de Acústica nas Edificações, organizado pelos Grupos de Trabalho (GTs) Acústica Básica, QualiLab, Escolas, Salas Especiais e de Norma de Desempenho e do Comitê Acústica Ambiental, com o GT Mapa de Ruídos. Em detalhes, os representantes dos GTs destacaram as principais atividades e os sucessos alcançados. Entre eles, a nomeação da ProAcústica, representada por Marcos Holtz, atual relator do grupo de trabalho Desempenho Acústico, para a revisão e adequação da Norma de Desempenho (ABNT NBR 15575). "Já atingimos as inscrições de mais de 200 participantes", afirmou Holtz. No QualiLab, a conquista foi o sucesso do Programa de Ensaios Interlaboratoriais - InterLab, com 19 laboratórios participantes. A meta agora é concluir a viabilidade do Programa de Qualificação e o Selo QualiLab ProAcústica 2019, que irá impactar no âmbito federal e normativo, segundo Carolina Monteiro, do GT Qualilab. José Carlos Giner, coordenador do GT Escolas, elogiou a participação maciça de 25 integrantes entre fabricantes e consultores para a elaboração em apenas 10 meses do Manual ProAcústica para a Qualidade Acústica de Escolas, uma cartilha de como projetar o espaço de aulas, com lançamento previsto para abril de 2019. Para José Augusto Nepomuceno, do GT Salas Especiais, a conquista foi a elaboração do Manual ProAcústica para a Qualidade Acústica de Auditórios, a ser lançado em 2019, "que aborda as boas práticas em auditórios e a melhor qualificação de materiais incorporando o conhecimento dos outros GTs". "Com diplomacia e técnica, nos antecipamos a um processo de revisão da norma de desempenho e debatemos muito com consultores e fabricantes que trouxeram contribuições. Foi um grande exercício de conciliar o ideal com o mais viável. E, assim, conseguimos fechar um elenco de sugestões", concluiu Davi Akkerman, do GT Norma de Desempenho. "Uma iniciativa necessária, o Mapa de Ruídos já é uma realidade e preencheu um vazio", com essa afirmação Juan Frias, coordenador do Comitê Acústica Ambiental, iniciou o balanço sobre o GT Mapa de Ruídos. "Foram centenas de horas voluntárias em medições de campo e para a reunião de informações e premissas para definição de uma metodologia padrão com as melhores práticas em mapeamento para a elaboração do Projeto Piloto de São Paulo. Agora temos que fazer a segunda fase do projeto e consolidar o mapeamento com a parceria com grupos avançados", afirmou Frias. Quanto à geração de volume de negócios, ele destaca que o mapa vai ampliar a prestação de serviços de consultoria, de produtos para a implantação de barreiras acústicas e de isolamento acústico em fachadas, construindo um meio ambiente melhor. Comandado pelo vice-presidente de Marketing, Luciano Marcolino, o segundo talk tratou das atividades de Marketing, Comunicação e Eventos. Marcolino apresentou os resultados da "nossa maior bandeira" - o Inad - Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído, "que leva nossos propósitos em tornar a acústica mais conhecida", observou. Com o sucesso desse ano e dos anteriores, a meta para o Inad 2019, que será no dia 24 de abril junto com a 24ª Edição Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído, é a captação de recursos com perspectiva real de potencial financiamento para políticas públicas, entre elas, a execução dos mapas de ruídos. “A meta é ampliar o mapa piloto abrangendo novas áreas da Operação Urbana - possivelmente a Operação Urbana Centro SP. Realizar intervenções urbanas, com o nosso mascote DeciBeto, em diversas áreas da cidade de maneira a impactar a população, os formadores de opinião, veículos de comunicação para a temática poluição sonora e soluções para a gestão deste problema de saúde pública na cidade de São Paulo”, afirmou Marcolino. Quanto a participação da associação em grandes feiras de negócios, como a Feicon Batimat e a High Design Expo, Luciano chamou atenção ao modelo criado pela associação - a Ilha ProAcústica. "Um modelo mais econômico, com baixo investimento, em que os associados representam o setor além da exposição de seus produtos, com um alto índice de destaque e atratividade. A ideia é destacar a força da associação", completou. Davi Akkerman, ex-presidente e coordenador do Comitê Acústica de Edificações, descreveu o histórico da associação na conquista e credibilidade internacional que culminou com sua candidatura, pelo Conselho Diretor do I-INCE (International Institute for Noise Control Engineering), à vice-presidente da Região Pan-America. E concluiu que ainda “temos a possibilidade de candidatura para sediar no Brasil, em 2024, o Inter-Noise seguinte das Américas". Akkerman, também, lembrou que ficou formalizada a realização do Inter-Noise 2021, em Washington DC, com a codireção inédita da ProAcústica e a organização de uma sessão técnica dedicada exclusivamente aos países da América Latina, sob os temas centrais de Acústica Ambiental e Acústica de Edifícios. No item comunicação com o mercado, Marcolino comemorou a visitação ao portal da associação e deu ênfase aos resultados consistentes obtidos nas mídias online e conteúdo qualificado, mídias sociais e no informativo trimestral, ProAcústica News. "Com o banco de dados que possuímos e o envio para base própria de 20.500 registros e terceirizado de 134.000 registros é fundamental o apoio e patrocínio de todos os associados para juntos crescermos", finalizou. "Com um trabalho consistente e enxuto, nesses sete anos, a acústica se desenvolveu por causa da ProAcústica", foi assim que Alberto Safra, vice-presidente Financeiro, abriu o último talk para apresentar o balanço financeiro e diretrizes estratégicas, mediado por Edison Claro, presidente da Diretoria Executiva. "Hoje somos 78 associados caracterizados por fabricantes de produtos acústicos; consultorias em projeto de acústica; empresas de instalação e distribuição; laboratórios e escritórios de Arquitetura e Engenharia, e já nos consolidamos no mercado da construção civil e da acústica", afirmou Safra. Dentre as diretrizes estratégicas, Safra chamou atenção para a consolidação de parcerias setoriais com outras entidades; captação de novos associados e retenção dos atuais; e a construção do relacionamento com as empresas associadas, visando maior interação e alinhamento contínuo. E concluiu, “que o plano de ações é controlado e cauteloso". Maria Elisa Miranda, gerente executiva, destacou que, mesmo sendo uma associação jovem, em pouco tempo construiu uma imagem sólida, de credibilidade e se transformou na porta-voz do setor e dos veículos de comunicação. “O mercado de acústica evoluiu muito desde o início das atividades da ProAcústica, as empresas vêm crescendo e novas surgem, mesmo num cenário de longo período de crise. Ainda assim, a percepção de valor por parte dos associados sobre o conjunto de ações da associação, é desafio constante para a entidade”. Com otimismo, Miranda finaliza: "estamos no caminho certo e temos muito trabalho pela frente. E o mais importante é a participação do associado", completa. Já Omair Zorzi, presidente do Conselho Administrativo, e José Carlos Giner, vice-presidente de Recursos Associativos, corroboraram da mesma opinião, “o associado tem que participar para se beneficiar". Giner finalizou o encontro com um apelo aos presentes com destaque para duas palavras de ordem, "Pertencer e Participar", chamando o associado a pleitear para "o mercado crescer". Edison Claro, presidente da ProAcústica, encerrou o evento colocando que um dos objetivos da associação é, a médio prazo, “criarmos um evento de acústica que gere recursos para a associação e transmita conhecimento para os diversos públicos. Um sonho que pode se transformar em realidade com a colaboração e apoio de todos”.
- CNI: PRODUTIVIDADE CRESCE E CONFIANÇA DO EMPRESARIADO BATE RECORDE HISTÓRICO
Após queda ocasionada pela greve dos caminhoneiros, a produtividade do trabalho na indústria de transformação voltou a crescer. No estudo Produtividade na Indústria, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice registrou alta de 4,2% no terceiro trimestre de 2018 comparado com o trimestre anterior. Dessa maneira, o setor compensa as perdas por conta da greve e volta ao patamar do final de 2017. Apesar disso, os economistas da CNI acreditam que o índice será menor do que o do ano anterior e que novos recordes de produtividade dependem de investimentos expressivos em maquinários, equipamentos e inovações. Um fator importante, de acordo com o comunicado, é que esses aportes dependem diretamente da recuperação da confiança do empresariado – este, por sinal, bateu recorde histórico. Divulgado no dia 22 de novembro de 2018, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atingiu 63,2 pontos (com indicadores que variam de 0 a 100). Além do recorde, essa é a primeira vez, desde 2011, que o índice atinge mais de 60 pontos. Segundo a CNI, quanto mais acima dos 50, maior é a confiança do empresariado. A título de comparação, após a greve dos caminhoneiros, a pesquisa atingiu 49,6 pontos. A indústria de extração é a mais otimista, atingindo 65,7 pontos. Os transformadores estão logo atrás, com 63,8; já o setor de construção marcou 60,7. Os empresários mais confiantes estão nas regiões Sul (65,5) e Cento-Oeste (63,7), mas todas as regiões ficaram acima dos 60 pontos. A CNI acredita que a alta foi impulsionada, entre outros fatores, pela resolução das eleições e a expectativa para futuras reformas que possam impulsionar o crescimento econômico. Fonte: Abravidro
- QUARTO RELATÓRIO DE SISTEMAS HOMOLOGADOS PELO PSQ
Foi atualizada a lista com novos sistemas homologados do Programa Setorial da Qualidade. Este é o 4º relatório de sistemistas homologados divulgado pelo Programa. A utilização de sistemas homologados é condição fundamental para a participação ou o atrelamento dos fabricantes de esquadrias ao PSQ, seja como fabricante participante, seja como fabricante multissistema. Foram avaliadas a qualidade e resistência mecânica dos perfis utilizados, o tratamento de superfície dos perfis, a qualidade e vida útil de projeto dos componentes e também foi determinado o desempenho potencial dos sistemas de perfil no processo. Foram homologados os sistemas para as esquadrias-alvo do PSQ com base nos resultados obtidos os ensaios dos perfis, selantes e demais componentes, do confronto de suas partes e da montagem da janela com os projetos, além dos ensaios de desempenhos com janelas construídas a partir dos sistemas. Para estas avaliações, foram utilizadas a normas técnicas ABNT NBR 10.821 – Esquadrias para Edificações e NBR 15.575 (“Norma de Desempenho”). Clique AQUI para acessar o relatório completo.
- COMPORTAMENTO DO PVC EM INCÊNDIOS
O pvc é um termoplástico de grande importância industrial, notadamente em aplicações ligadas diretamente à construção civil, tais como em perfis de acabamento e revestimento de fios e cabos elétricos, somente para citar dois exemplos. Nestas aplicações, os produtos, independentemente do tipo de material utilizado em sua fabricação, estão sujeitos a regulamentações e normas técnicas cada vez mais restritivas quanto ao seu comportamento em situações de incêndio. O documento "Comportamento do pvc em incêndios" aborda todos os aspectos relacionados às propriedades de um material em uma situação de incêndio e mostra que o pvc é um dos materiais mais seguros quando a segurança em relação a incêndio é um fator essencial. Clique aqui para acessar ao conteúdo. Fonte: Instituto Brasileiro do PVC
- VIDROS ESPECIAIS DEIXAM AS CONSTRUÇÕES MAIS SUSTENTÁVEIS
Segundo dados do CIB (Conselho Internacional da Construção), o segmento é o que mais consome recursos naturais e faz uso de energia elétrica de forma intensiva, seja em seus processos ou no desenvolvimento de projetos de engenharia, arquitetura e design de interiores. Contudo, é possível notar uma mudança de atitude que vem afetando, de forma bastante positiva, o mercado das construções. As novas certificações ambientais, como o Leed e o selo Acqua, além da consciência da sociedade sobre a preservação dos recursos naturais impulsiona o desenvolvimento de novas tecnologias. De acordo com Rebeca Andrade, especificadora técnica da PKO do Brasil, o vidro, por sua versatilidade e diversidade de opções, tem sido uma das soluções encontradas por especialistas para oferecer desempenhos sustentáveis. “Dentre os mais indicados, estão os de Controle Solar, que auxiliam no controle do calor e luminosidade, melhorando o aproveitamento da luz natural e reduzindo, assim, gastos com energia elétrica pelo uso de ar condicionado e iluminação artificial”, destaca. Ela informa ainda que “os projetos de interiores também se beneficiam desse tipo de vidro, que diminui a incidência dos Raios UV para dentro dos ambientes, os grandes responsáveis pelo amarelamento de pisos de madeira, estofados, tapetes, mesas, quadros e outros itens de decoração”. Outro vidro que contribui para a sustentabilidade é o do tipo autolimpante, feito com a deposição de uma camada transparente de dióxido de titânio (TiO2) na superfície externa do vidro, já que usa os raios UV (ultravioleta) e a água das chuvas para combater os resíduos que, com o tempo, ficam acumulados no vidro. Rebeca explica que “o produto é indicado para uso em locais de difícil acesso, uma vez que não precisam de manutenção constante de limpeza. Resultando ainda na redução de custo, pois dispensa o uso frequente de detergentes e consequentemente a agressão ao meio ambiente”. O vidro Insulado, um excelente isolante térmico, também compõe a linha dos vidros sustentáveis, sendo indicado para aplicações em locais onde se tem grandes variações de temperatura do ar, seja no calor ou no frio, sendo inclusive aplicado no mercado de refrigeração. Ele também ajuda na redução de energia elétrica com uso de equipamentos como aquecedor e/ou ar condicionado. Como deu pra perceber, apostar na sustentabilidade é uma tendência que se consolida cada vez mais. Rebeca ressalta que “o vidro pode ser seu aliado, contribuindo com a criação de espaços esteticamente bonitos e funcionais”.
- A IMPORTÂNCIA DA LUZ NATURAL
Há quem seja contra o horário de verão. Porém, uma coisa devemos aceitar e compreender que é benéfico para todos: mais incidência da luz natural. Com os raios solares ficando por mais tempo no nosso dia, é ideal que saibamos como aproveitá-los ao máximo, mesmo dentro de casa. E o projeto arquitetônico tem papel fundamental nisso. De acordo com a arquiteta Flávia Roscoe, é preciso observar a posição do sol e, assim, fazer uma implantação adequada na casa. “Durante o processo de criação, definimos as aberturas e janelas por onde a luz irá entrar no ambiente. Está em nossas mãos, através da análise do movimento do sol durante o dia, criar sensações agradáveis, valorizando a luz natural e evitando ofuscamento”, revela. Flávia explica que a luz pode entrar através de panos de vidro, janelas, claraboias e pergolados, podendo ser usados brises e venezianas para controlar e direcionar a luz de acordo com o resultado a ser buscado. “O bom resultado vem da sinergia entre intenção, conceito e projeto”, pontua. A arquiteta e designer de interiores Gislene Lopes, também ratifica a importância de se estudar bem o local do projeto e, completa, relatando que é preciso entender, também, como elementos no entorno do local, como outras construções ou vegetação existente podem interferir na futura construção. Ela exalta que a exigência de iluminação é específica para cada espaço e isso vai interferir diretamente na sua posição e uso de diferentes recursos para a luz natural. “É preciso compreender que o sol varia durante o ano nas diferentes estações e assim temos que utilizar diferentes recursos para o melhor aproveitamento da luz natural para todas as épocas. Ver se é desejável uma iluminação natural direta dentro do ambiente ou se deve ser mais indireta, utilizando varandas ou outros elementos que trazem a insolação, porém sem os raios solares diretamente, somente através da radiação solar. Ao pensarmos nestes recursos, entretanto, devemos ficar atentos à praticidade na manutenção e durabilidade dos materiais escolhidos, para conseguirmos pesar todos os benefícios de cada escolha”, revela. Para clientes que moram em apartamentos e não existe a possibilidade de interferir no posicionamento das janelas, Gislene Lopes dá alguns truques de como aproveitar, mesmo assim, a iluminação natural. “A escolha da cor, tonalidade e brilho das paredes e pisos podem interferir muito na iluminação de um apartamento. Além disso, a escolha também das cortinas e persianas corretas permitem um controle do nível de iluminação natural que você quer dentro de cada ambiente. É importante observar, também, a posição de determinados móveis e eletrodomésticos que podem muitas vezes atrapalhar a entrada de luz natural”, indica. De acordo com a profissional, ao escolher cortinas e janelas para aproveitar melhor a luz natural, é preciso estar atento nas reais necessidades do controle da luz e o ambiente a ser instalado. “Hoje temos cortinas e persianas que controlam em diferentes níveis a iluminação até chegarmos aos black-outs que podem isolar completamente a iluminação de janelas. Existem diferentes tipos de películas, algumas chegam a tirar grande parte do calor e, ainda assim, deixa entrar muita luminosidade natural. Porém, existem outras que fazem o contrário. É preciso avaliar qual o modelo ideal para sua casa, de acordo com a sua necessidade”, encerra Gislene Lopes.
- SETE CIDADES NO BRASIL QUE MAIS UTILIZAM A ENERGIA SOLAR
O Brasil é um país de grande extensão e com vasta oferta de fontes de energias renováveis para a geração elétrica, mas nenhuma delas está disponível de forma tão abundante quanto à luz do sol. Em todas as 5.570 cidades espalhadas pelo país, a quantidade de sol disponível é mais que suficiente para pessoas e empresas gerarem a energia que consomem através do conjunto de placas solares, ou painel solar, e assim economizar até 95% na conta de luz. E é isso o que mais de 43 mil brasileiros fazem hoje, inseridos no segmento de geração distribuída criado e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a qual estima um crescimento desse público para mais de 886 mil consumidores até 2024. Essa previsão é baseada no rápido desenvolvimento do mercado, que cresceu mais de 300% nos últimos anos e que apresenta um ranking de cidades em constante mudança. Com base nos últimos dados, listamos abaixo as 7 cidades com mais energia solar hoje no Brasil. Confira: #1 Rio de Janeiro-RJ Quantidade de Sistemas Residenciais: 971 Quantidade de Sistemas Comerciais: 125 Outros: 15 Total: 1.111 #2 Campinas-SP Quantidade de Sistemas Residenciais: 689 Quantidade de Sistemas Comerciais: 56 Outros: 4 Total: 749 3# Brasília-DF Quantidade de Sistemas Residenciais: 505 Quantidade de Sistemas Comerciais: 66 Outros: 23 Total: 594 #4 Uberlândia-MG Quantidade de Sistemas Residenciais: 455 Quantidade de Sistemas Comerciais: 86 Outros: 22 Total: 563 #5 Fortaleza-CE Quantidade de Sistemas Residenciais: 386 Quantidade de Sistemas Comerciais: 117 Outros: 18 Total: 521 #6 Belo Horizonte-MG Quantidade de Sistemas Residenciais: 418 Quantidade de Sistemas Comerciais: 84 Outros: 18 Total: 520 #7 Santa Cruz do Sul-RS Quantidade de Sistemas Residenciais: 272 Quantidade de Sistemas Comerciais: 143 Outros: 27 Total: 442
- CONSTRUÇÃO CIVIL: O QUE ESPERAR DESTE MERCADO DIANTE AO NOVO CENÁRIO BRASILEIRO
A economia no Brasil deu seus primeiros passos rumo à recuperação no início deste ano. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o primeiro trimestre teve alta de 0,4% quando comparado ao último trimestre do ano anterior. Ainda que em passos lentos, toda melhora é positiva e traz previsões otimistas para os negócios. A Associação das Indústrias de Material de Construção (Abramat), por exemplo, estimou um aumento nas vendas de ao menos 1,5%, trazendo boas novas para o setor de construção civil. No mesmo ritmo, o setor de máquinas de construção tende a crescer 40% neste ano, segundo a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema). Para 2019, as projeções são ainda mais interessantes. O setor de construção civil espera por grandes melhorias – os sinais já estão presentes, o próximo passo é trazer de volta o volume para as produções em função da retomada de várias obras que estão paralisadas em todo o país e, segundo especialistas da Tracktoor, startup que, por meio de sua plataforma conecta locadores e locatários de máquinas e equipamentos voltados para indústria de base, já está preparada para um novo fluxo na construção civil, contribuindo diretamente no processo de locação de máquinas e equipamentos do setor da construção civil, mineração e agronegócio. PONTOS POSITIVOS Além das previsões econômicas, a nova tendência de utilizar a facilidade da tecnologia em prol de encontros entre aqueles que desejam produzir mais e gastar menos pode aquecer o mercado. As startups, cada vez mais presentes no mercado, promovem mais que inovação: trazem oportunidades de negócio. Para mensurar a força das novas empresas, no ano de 2017 o investimento cresceu 207%, equivalente a R$ 2,86 bilhões, somente no Brasil, segundo pesquisa realizada pela Lavca, Associação Latino-Americana de Fundos de Capital de Risco.
- IMPRESSÃO 3D TRAZ VANTAGENS À CONSTRUÇÃO CIVIL
A onda inovadora provocada pelas impressoras 3D, que já se fez sentir em variados segmentos da indústria, chega agora também à construção civil. A novidade se populariza, entre outras razões, porque essa tecnologia favorece a redução de custos e a racionalização no uso de insumos. Uma enorme vantagem proporcionada por essa tecnologia é a redução de máquinas e a economia de recursos vitais, como água e energia. São inovações que favorecem grandemente a construção civil, pois representam maior economia para as construtoras. Um bom exemplo do uso da impressão na construção é o projeto da startup Cazza, de Dubai. A empresa anunciou estar trabalhando num projeto que emprega a impressão na construção de edifícios de concreto ao ritmo de até 200 metros quadrados por dia. Com o auxílio de uma grua de impressão em 3D, a Minitank, a empresa afirmou à CNN que, além de atender as necessidades em lugares de rápida expansão demográfica, oferece uma opção mais saudável ao meio ambiente. O primeiro projeto da Cazza é construir um prédio de 1.375 metros de altura em Dubai, com 80 andares, até o ano de 2020. Enquanto o projeto da Cazza é focado no design e voltado para um público de renda elevada, há experimentos populares de casas impressas, como o que desenvolve a empresa italiana WASP (World’s Advanced Saving Project), que, no mês passado, concluiu seu projeto de uma impressora de 12 metros de altura movida a energia solar. O objetivo é utilizá-la na criação de uma vila ecológica na zona industrial de Bolonha. O porta-voz da Wasp, Maurizio Andreoli, contou ao “The Guardian” que o sonho que embala o projeto é “substituir favelas por casas naturais, que não deixem resíduos quando não forem mais usadas”. A tecnologia de impressão em 3D já deu mostras do que é capaz. O grande desafio agora é tornar o seu uso viável do ponto de vista dos custos, ainda muito elevados, principalmente para objetos em grande escala. De fato, ainda levará um tempo até que a tecnologia 3D se espalhe pelo mercado. De acordo com a Gartner, empresa especializada em pesquisa de mercado, existem cerca de 40 fabricantes de impressoras 3D e mais de 200 startups com projetos voltados ao consumidor. Nas projeções da agência, no entanto, ainda serão necessários de cinco a dez anos para que a tecnologia se torne acessível economicamente e se popularize.















