top of page

BUSCAR

Search this site

Resultados encontrados para busca vazia

  • II SIMPÓSIO BRASILEIRO DA INDÚSTRIA DE ESQUADRIAS

    A Revista Contramarco esteve no 2º SIMBRIE (Simpósio Brasileiro da Indústria de Esquadrias), realizado no dia 10 de abril, no Auditório da Divinal Vidros, em São Paulo/SP. Organizado pelo Canal do Serralheiro, sob a coordenação do professor e articulista da Revista Contramarco, Alexandre Araujo, o Simpósio reuniu uma equipe multidisciplinar de acadêmicos, consultores, empresas fornecedoras, entidades de classe e executivos renomados do mercado de esquadrias, que apresentaram estudos e propostas para uma melhor performance das Indústrias de Esquadrias. Com o tema “Mercado, Tecnologias e Inovações das Esquadrias de Alto Padrão”, o evento contou com 11 palestras e dois painéis de debates, para 140 inscritos, que receberam certificados por -email. O diretor da Revista Contramarco e das feiras FESQUA e SAIE VETRO, Luís Henrique Tavares, participou do Simpósio como moderador dos dois painéis de debates “Posicionamento de Mercado: Como se Encaixar com Qualidade” e “Do Passado ao Futuro: Tecnologias e Inovações das Esquadrias”. Os palestrantes despertaram reflexões e deram sugestões para explorar positivamente o mercado, ter acesso às melhores tecnologias e inovações para que as propostas de valor sejam bem atrativas para a efetivação dos negócios.

  • VIDRO TERMOENDURECIDO: NORMA ESTÁ EM DISCUSSÃO

    A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) enviou uma nota para a imprensa convidando profissionais do setor vidreiro para participar das discussões sobre a norma de Vidro Termoendurecido. Nesse sentido, o Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-037), responsável pela normalização no campo de vidros planos, compreendendo materiais e propriedades dimensionais no que concerne a terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades está trabalhando na produção de um texto para criar parâmetros para o termoendurecido, produto ainda pouco aplicado em nosso país. "O termoendurecido, assim como o temperado, é um vidro tratado termicamente para adquirir resistência mecânica superior à do float comum — por volta de duas a duas vezes e meia maior, número variável de acordo com a espessura. Além disso, os dois tipos também precisam passar pelos processos de pré-processamento (corte, lapidação, furação, lavagem etc.) antes de irem ao forno", informa a nota da ABNT. Baseada no documento europeu EN 1863, publicado em 2011, a versão brasileira abordará as tolerâncias aceitáveis em relação às características físicas das peças, incluindo: – Tolerâncias dimensionais; – Empenamento local e total; – Edge kink (elevação de bordas), efeito típico de vidros termicamente tratados em fornos horizontais. Outro assunto relevante que constará na norma é o ensaio de fragmentação. O temperado, quando quebrado, divide-se em pequenos pedaços arredondados e pouco cortantes, garantindo maior segurança para o usuário. O termoendurecido, por sua vez, tende a se fragmentar em pedaços maiores, mais parecidos com os do float, embora existam algumas características que determinam a qualidade do processo. A comissão de estudos que cuida desse projeto estuda ainda incluir a questão dos defeitos visuais que podem surgir após o tratamento térmico, requisito não abordado pela norma EN. Para participar das reuniões do ABNT/CB-037 envie um e-mail para o analista Flavio Junior (flavio.junior@abnt.org.br).

  • ENERGIA SOLAR LIDERA EXPANSÃO DA GERAÇÃO RENOVÁVEL MUNDIAL EM 2018

    Cada vez mais crescentes no interesse por parte de investidores globais no setor energético, as fontes renováveis de geração de eletricidade já respondem por um terço da capacidade instalada mundial – o que, em volume, chegou a 2.351 GW no final do ano passado. O dado foi divulgado nesta terça-feira (2) pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A geração hidrelétrica, com 1.172 GW – ou 50% do total –, ainda reponde pela maior fatia das renováveis no mundo, enquanto a eólica já chega a quase 25% (564 GW). A adição de fontes renováveis ficou no mundo somou 171 GW em 2018, um aumento de 7,9% frente a 2017. O salto foi puxado principalmente pelo forte crescimento de 24% da energia solar na matriz mundial, com mais 94 GW. Desse total solar, 64 GW foram implantados na Ásia, que continua a puxar os investimentos no segmento, especialmente pela China e Índia. EUA, com 8,4 GW; Austrália, com 3,8 GW; e Alemanha, com 3,6 GW, seguiram os países asiáticos nos investimentos em geração solar. Outros países com expansões significativas foram Brasil, Egito, Paquistão, México, Turquia e Holanda. O aumento da capacidade eólica global em 2018 foi de 10%, chegando a 49 GW. A China e os EUA seguem representando a maior fatia da expansão dessa fonte no mundo, com aumentos de 20 GW e 7 GW, respectivamente. Outros países que se expandiram em mais de 1 GW na geração por meio dos ventos foram Brasil, França, Alemanha, Índia e Reino Unido. Os chineses também lideraram os investimentos globais na área hidrelétrica, respondendo por 8,5 GW dos 21 GW incorporados no mundo. O crescimento da capacidade instalada hídrica em 2018 foi de apenas 2%. “A energia renovável se estabeleceu como a tecnologia escolhida para liderar a nova capacidade de geração de energia”, afirmou o diretor-geral da Irena, Adnan Z. Amin. “O forte crescimento em 2018 mantém a tendência notada nos últimos cinco anos, o que reflete uma mudança contínua em direção à energia renovável como o impulsionador da transformação global de energia. Para garantir que possamos alcançar os objetivos climáticos globais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a implantação de energia renovável precisa crescer ainda mais rápido”, completou Amin.

  • TERMÔMETRO DA ABRAMAT INDICA SETOR RETICENTE

    A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulgou nessa sexta-feira, 05 de abril, a nova edição do Termômetro da Indústria de materiais de construção. Os destaques do estudo são a manutenção do otimismo do setor no longo prazo, ainda que a avaliação do início do ano tenha ficado abaixo da expectativa. Pesquisa conduzida entre todas as empresas associadas da ABRAMAT, o termômetro apontou que para 48% das associadas o resultado em fevereiro foi "bom" ou "muito bom", enquanto que a expectativa positiva para o resultado total de março decresceu para 24%. As expectativas de venda para o mês de abril, contudo são melhores, com 45% das empresas projetando um desempenho "bom" ou "muito bom". Importante medidor da atividade industrial, o nível de utilização da capacidade instalada das empresas associadas está em consonância com a redução do otimismo no curto prazo, chegando a 72% (4% abaixo do observado em fevereiro). Em relação às expectativas sobre as ações governamentais, altas desde a vitória do atual governo nas eleições em 2018, pela primeira vez desde então teve uma mudança mais sensível. O termômetro indica que, mesmo sem avaliações "pessimistas", pela primeira vez desde outubro de 2018 é maioria o número de empresas "indiferentes" às ações governamentais, 55%, contra 45% que seguem "otimistas". "O setor acredita na boa vontade do governo, tanto é que não há associados pessimistas com suas ações, no entanto é inegável que o não andamento de algumas reformas e medidas econômicas, previamente anunciadas, prejudicaram o setor. Dessa forma o faturamento da indústria de materiais de construção foi abaixo do esperado, como tem demonstrado nossas pesquisas. A indústria de materiais está, nesse caso, em consonância com um movimento que é comum a praticamente todos os segmentos da iniciativa privada, e não por acaso. Reiteramos que vemos no governo bastante atenção e determinação para conduzir pautas de relevância econômica, mas agora já indo para o seu terceiro mês, cresce a expectativa pela confirmação de medidas concretas que estimulem a retomada do crescimento do país" afirma Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT. Momento de evidência O setor da Construção Civil passa por um momento de grande evidência no ano durante o mês de abril. Foi anunciado nessa semana (de acordo com reportagem do Valor Econômico) que no dia 10/04 a cúpula do governo federal realizará a primeira mesa executiva de debate com a iniciativa privada, tendo como primeiro setor convidado a construção civil.

  • CUSTO DA CONSTRUÇÃO PAULISTA SOBE 0,16% EM MARÇO

    O Custo Unitário Básico (CUB) da indústria da construção do Estado de São Paulo registrou alta de 0,16% em março, na comparação com o mês anterior. O dado é do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV (Fundação Getulio Vargas). O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos das construtoras, utilizado na atualização financeira dos contratos de obras. Em março, os custos médios das construtoras com materiais de construção subiram 0,45%, enquanto os custos com mão de obra e os custos administrativos (estes, representados pelos salários dos engenheiros), assim como no mês anterior, não sofreram variação. Nos três primeiros meses do ano, a variação acumulada do CUB atingiu 0,99% e em 12 meses, 3,60%. O CUB representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 1.386,15 por metro quadrado em março. Com desoneração Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos, a alta do CUB foi de 0,18% em março, comparado a fevereiro. No primeiro trimestre, acumulou alta de 1,07%. Em 12 meses, a elevação foi de 3,78%. O custo médio da construção paulista no mês subiu para R$ 1.286,71 por metro quadrado. Em março, os custos com os materiais se elevaram em 0,45%, enquanto os custos com a mão de obra e os administrativos permaneceram estáveis como no último levantamento mensal. Custos dos insumos Em março, os custos de três dos 27 materiais de construção pesquisados registraram elevação superior ao IGP-M (1,26%): areia média lavada (8,67%), brita (2,38%) e vidro liso transparente 4mm com massa (1,56%) Em doze meses, os materiais que mais subiram acima do IGP-M (8,27%) foram o aço CA-50 Ø 10 mm (13,58%), a areia média lavada (13,02%), e o saco de 50 kg de cimento (9,54%).

  • VENDAS DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO CRESCEM 2% EM MARÇO

    As lojas de material de construção registraram um aumento de 2% em suas vendas em Março em relação a Fevereiro. As informações são do tracking mensal da Anamaco (Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção) que também mostrou que os varejistas estão otimistas com as ações do novo governo: 70% dos entrevistados acreditam que as vendas devem aumentar em Abril. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, os números apresentam queda de 9%. Uma das razões para este percentual desfavorável foi o Carnaval, que em 2019 foi no mês de Março. O excesso de chuvas no período também prejudicou o desempenho das vendas. "Se por um lado as chuvas atrapalharam as obras em andamento, fazendo com que os clientes adiassem as reformas, por outro elas sempre trazem uma necessidade de manutenção e reparos, que acaba movimentando o nosso setor nos meses futuros", explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco. No comparativo com o mesmo trimestre de 2018, o setor teve desempenho estável, já nos últimos 12 meses há crescimento de 4%. O tracking Anamaco ouviu 530 lojistas de todo o Brasil que comercializam itens básicos (como cal, cimento, areia), material elétrico e hidráulico. pintura, revestimento cerâmico, entre outros. Boas perspectivas A região Norte foi a que mais cresceu (8%), seguida pelo Centro-Oeste, que apresentou crescimento de 7%. Já as demais tiveram crescimento de 2%. Questionados se pretendem contratar funcionários já em Abril, 19% dos lojistas responderam que sim. Para 48% dos entrevistados, 2019 será um ano de crescimento, tanto é que pretendem investir em seus negócios nos próximos 12 meses. “O setor vai bem quando a economia vai bem. No ano passado, nosso faturamento foi recorde: 122 bilhões de reais. A tendência é continuar crescendo agora”, afirma Conz. A entidade prevê crescimento de 8,5% em 2019, comparando com 2018. Realizada pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, a Pesquisa Tracking Anamaco tem o apoio da Anfacer, Abrafati e Instituto Crisotila Brasil.

  • TECNOLOGIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

    Você sabia que a evolução tecnológica vai muito além do que pensamos? Atualmente, seu crescimento atinge diferentes áreas profissionais e não é diferente para o setor da construção civil. Por isso é fundamental estar atualizado, afinal, reinventar-se na carreira é o segredo para aumentar as chances no mercado. Pesquisas mostram que especialistas estão dedicando-se cada vez mais para desenvolver tecnologias voltadas para a construção sustentável, de modo a trazer para o mercado materiais inovadores, mais resistentes, leves, econômicos, que não agridam a natureza e ofereça maior segurança. Diante dessas inovações é possível enxergar grandes perspectivas para o futuro da construção civil, desde os benefícios voltados para a evolução do setor, como para as oportunidades para o próprio profissional. Confira a seguir alguns materiais que já são utilizados no ramo pro meio da tecnologia. Alumínio transparente Essa nova tecnologia já é utilizada por militares na fabricação de janelas blindadas e lentes ópticas. O material também é conhecido como ALON. Construção com CO2 Cerca de 30 bilhões de toneladas da substância dióxido de carbono (CO2) são liberados na atmosfera através de automóveis e fontes industriais que utilizam combustíveis fósseis. Vejam só no que pesquisadores do Massachusetts of Technology - MIT pensaram para reutilizar essa substância. A equipe teve a incrível ideia de transformar esse gás poluente em material de construção. Inspirados em um molusco chamado abalone, eles pensaram em transformar o CO2 e minerais do oceano, em carbono de cálcio para construir as conchas. A partir do experimento eles conseguiram produzir carbonato sólido, com a ideia de no futuro utilizar esse material na indústria da construção civil. Concreto inteligente O concreto é o segundo material mais utilizado no mundo, com estimativa anual de consumo de 11 bilhões de toneladas. Pesquisadores vem a cada dia desenvolvendo novas tecnologias para aperfeiçoá-lo, de maneira a torná-lo uma substância mais resistente, tanto para melhorar a segurança das construções, como para reduzir os impactos ambientais que são gerados pela fabricação do produto. Já existe no mercado um novo tipo de concreto, que é capaz de recuperar-se de suas próprias rachaduras. O material funciona através de minúsculas cápsulas de silicato de sódio que são adicionados ao concreto, ao romper-se com a formação da rachadura, as mesmas são preenchidas com uma substância parecidas ao gel. Além do bioconcreto que se auto preenche pela ação de bactérias. Nanotubos de carbono Cientista e engenheiros conseguiram criar tubos de carbono com paredes de 1 nanômetro de espessura, que equivale a 1 bilionésimo de metro. Bem pequenos, esses tubos podem ser esticados 1 milhão de vezes mais do que sua espessura, são leves e fortes e podem ser encaixados em outros materiais de construção, como metais, madeira, concreto e vidro, a fim de dá-los mais resistência ao atrito. Engenheiros estudam a possibilidade de monitorar com sensores de nanoescala as tensões dentre os materiais para prevenir rachaduras. Impressão 3D Utilizada em países como Holanda, Estados Unidos e China a impressão 3D é capaz de criar placas com camada de cimento e resíduos de construção, quando unidas, formam paredes. Segundo empresa chinesa, a partir dessa tecnologia, pode-se montar até 10 casas por dia. Uma startup brasileira visa em breve construir a primeira impressora 3D para concreto do país. Além da agilidade, a tecnologia pode reduzir custos das obras. Robôs-cupins Os Robôs-cupins foram desenvolvidos por pesquisadores de Harvard e foram programados para trabalhar coletivamente, como um enxame, em projetos de construção. Eles contam com sensores que permitem detectarem a presença de um tijolo, carreguem-no e posicionem no “próximo espaço aberto no local da construção”. Entre esses produtos existem vários outros que vêm para realmente revolucionar o setor da construção civil conforme forem colocados no mercado, bem como, quando tornarem-se acessíveis economicamente.

  • GOVERNO DE SÃO PAULO ANUNCIA POLÍTICA PARA DESENVOLVIMENTO DE ENERGIA SOLAR

    O governo do Estado de São Paulo deu mais um passo importante para a implantação de um programa de desenvolvimento da energia fotovoltaica na região. O projeto que a política estadual de incentivo ao uso da fonte solar no estado (PL 672/2018) acaba de receber parecer favorável do deputado Campos Machado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de São Paulo. O projeto de lei, de autoria do deputado Gil Lancaster, tem como premissa básica ampliar a participação da energia solar na matriz energética do estado. A proposta prevê a instalação de sistemas fotovoltaicos em comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e em regiões distantes de redes de transmissão de energia elétrica, além da implantação de sistemas térmicos para aquecimento de água em residências de famílias de baixa renda. O governo pretende ainda atrair investimentos para a implantação de usinas solares e instalação de sistemas fotovoltaicos nos prédios públicos, escolas, empresas e autarquias. “A energia solar é renovável e inesgotável, sendo uma importante alternativa energética do novo milênio. Apresenta inúmeras vantagens se comparada a outras fontes, principalmente em relação às hidrelétricas, que representam 80% da energia que utilizamos. Assim, este projeto de lei visa criar uma nova consciência na utilização da energia em nossas residências em todo o Estado de São Paulo. Nosso estado, a exemplo de outros da Federação, sofre com os períodos de estiagem que afetam as represas que geram energia, além de causar impactos ambientais”, afirmou Gil Lancaster quando protocolou o projeto. Ainda, na Câmara dos Deputados, está em discussão a Política Nacional de Energia Solar Fotovoltaica (PRONASOLAR), projeto de lei 10370/2018, protocolado pelo deputado Augusto Carvalho. O projeto pode zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a energia elétrica fornecida pela distribuidora e compensada por empreendimentos de microgeração ou minigeração distribuída na unidade consumidora. O parlamentar também propõe que, pelo prazo de 10 anos, os contribuintes poderão deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda devido 25% das despesas realizadas com a aquisição de sistema solar fotovoltaico com potência de até 5.000 kW, conforme comprovação por meio de contrato registrado ou nota fiscal do referido sistema solar fotovoltaico.

  • SAIBA COMO ESPECIFICAR PORTAS DE MADEIRA POR DESEMPENHO

    Desde que entrou em vigor há pouco mais de cinco anos, a ABNT NBR 15.575 – Edificações Habitacionais – Desempenho vem gerando transformações na forma de se projetar e construir. Isso fica evidente, por exemplo, no momento de se especificar portas. Se antes elas eram escolhidas apenas por aspectos estéticos e por preço, agora são levados em conta também requisitos como durabilidade, segurança e conforto. Esse é um movimento que começou a ser impulsionado ainda em 2011, quando foi publicada a ABNT NBR 15.930 – Portas de madeira para edificações. Essa norma classifica as portas de acordo com o tipo de ocupação, localização e uso, deixando para trás um conceito muito difundido no Brasil, o de porta única utilizada em diversos ambientes. O QUE CONSIDERAR? As portas têm aplicações que vão muito além de simplesmente fechar cômodos. Elas têm impacto na vedação do ambiente, no controle de luminosidade, no isolamento acústico e térmico e na segurança. Por isso, no caso das portas de madeira, o projeto deve considerar, em primeiro lugar, qual será a ocupação do empreendimento: privada, coletiva ou pública. E ainda, o uso: residencial, corporativo, hoteleiro ou, institucional. “A partir dessas informações será possível definir o nível de desempenho necessário para uma porta de madeira: mínimo intermediário ou superior”, explica a engenheira Dayane Potulski, gestora técnica do Programa Setorial de Qualidade de Portas de Madeira para Edificações (PSQ-PME) e membro da equipe técnica da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). A etapa seguinte é determinar o local de instalação. Vale lembrar que, no interior das ocupações, as portas estão protegidas da ação do tempo e podem ser instaladas em locais secos, molhados ou molháveis. Já a porta de uso exterior está sujeita às intempéries. Segundo Potulski, para auxiliar na escolha correta da porta de madeira é preciso estar atento, ainda, aos cinco perfis de desempenho, definidos pela norma técnica, que levam em conta o esforço e as situações às quais a porta será submetida. PADRÃO DIMENSIONAL A especificação de portas de madeira deve considerar, também, a frequência de uso da porta em função da ocupação e do perfil de desempenho. As normas classificam as portas em cinco classes de resistência ao tráfego de uso: moderado, regular, intenso, severo e extremo. Outro aspecto a se levar em conta é o padrão dimensional da porta, que deverá ser adequado ao uso e nível de desempenho esperado. “O padrão dimensional considera medidas padronizadas da folha da porta segundo sua massa e é definido como leve, médio, pesado ou superpesado”, explica Potulski. Nos casos em que o projeto exige portas com desempenho adicional, como isolação acústica e resistência ao fogo, o especificador pode selecionar o produto mais adequado a essas necessidades. O mercado disponibiliza, por exemplo, portas com seis classes diferentes de isolação sonora. Já as portas resistentes ao fogo, seja para entrada de unidades autônomas, seja para compartimentos específicos de edificações, podem ser classificadas como PRF 30, PRF 60 ou PRF 90, que correspondem ao tempo de resistência ao fogo. COMO SELECIONAR UM FORNECEDOR DE PORTAS? Uma vez definidos os critérios técnicos, é hora de escolher o padrão estético adequado ao projeto arquitetônico e um fornecedor qualificado para esse produto. Nesse momento, “é essencial optar por fornecedores que tenham como atestar a qualidade dos produtos. A forma mais segura para isso é exigir dos fabricantes de portas de madeira a certificação, um respaldo de que toda a produção deste determinado tipo de produto é controlada e avaliada periodicamente, comprovando o atendimento às normas técnicas de forma contínua”, diz Dayane Potulski, lembrando que os fabricantes certificados estão listados no site do PSQ Portas. Cinco tipologias de portas de madeira • Porta interna de madeira (PIM): são portas para uso em áreas secas, internas à edificação. São indicadas para passagens, closets, dormitórios e salas internas. • Porta interna de madeira resistente à umidade (PIM RU): têm perfil de desempenho para uso em ambientes internos à edificação com ao menos um dos ambientes molháveis ou molhados. São indicadas para banheiros, cozinhas e lavanderias. • Porta de entrada de madeira (PEM): para uso entre a área privada e a área comum de circulação de uma edificação, como entrada de unidades autônomas (entrada de apartamentos) e de compartimentos específicos de edifícios (entrada de quartos de hotéis), abrigadas da radiação solar direta e da chuva. • Porta de entrada de madeira resistente à umidade (PEM RU): são portas com desempenho semelhante ao de uma PEM, mas com especificações de resistência à umidade. São adequadas para entradas de serviço, desde que protegidas da radiação solar direta e da chuva. • Porta externa de madeira (PXM): para uso em entradas de unidades/edificações expostas à radiação solar direta, às chuvas e ao vento. São utilizadas como porta principal da unidade voltada para o exterior, porta de garagem, de varanda e áreas de serviço desprotegidas. (Texto: Juliana Nakamura/ Portal AeCWeb) (foto: Dmitrii Iarusov/ Shutterstock)

  • CRÉDITOS PARA PME INVESTIREM EM ENERGIA SOLAR SOBEM 3,8 MIL%

    As linhas de créditos para as pequenas e médias empresas (PME) da Região Metropolitana de Campinas (RMC) em projetos voltados para energia solar aumentaram 3.847,3% entre 2016 e 2018, segundo levantamento da Agência Desenvolve-SP para o G1. De acordo com o órgão fomentador, os financiamentos subiram de R$ 38 mil em 2016 para R$ 1,5 milhão no ano passado. Em 2017, nenhum financiamento chegou a ser fechado na região, segundo a Desenvolve-SP. Estes financiamentos, que totalizaram R$ 1,5 milhão, atenderam sete empresas de Campinas (SP), Holambra (SP), Hortolândia (SP), Indaiatuba (SP) e Itatiba (SP). E, segundo os dados, 93% dos contratos fechados foram para projetos de compra e instalação de placas fotovoltaicas. O empresário Celso Canova, de Indaiatuba, foi um dos beneficiados dos financiamentos em 2018. Proprietários de duas empresas, ele explica que tomou a decisão de buscar pelo financiamento baseado em três pilares. Segundo ele, uma das explicações é a sustentabilidade. A segunda é o aumento da demanda por energia elétrica, e uma suposta retração no fornecimento em alguns estados. O receio dele é a falta de oferta de energia em alguns anos. “A terceira é o custo mesmo. E quanto mais tirar do meio ambiente melhor ”, afirma o empresário. Questionado sobre economia, ele aponta que os gastos com energia elétrica variavam de R$ 5 mil a R$ 6 mil mensais. Depois do financiamento, ele consegue economizar R$ 1 mil mensais. Financiamentos em SP sobem 634% Os financiamentos para energia solar têm crescido no estado entre as pequenas e médias empresas devido à competitividade entre elas. O levantamento da Desenvolve-SP aponta que no ano passado foram desembolsados R$ 3,4 milhões em financiamentos para placas voltaicas, valor 634% maior em relação ao mesmo período do ano passado.E o interior paulista lidera essas linhas de crédito, com 95% dos empréstimos para. As principais cidades que contrataram as linhas de crédito são: Araçatuba (SP), Araçoiaba da Serra (SP), Bariri (SP), Campinas, Flórida Paulista (SP), Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba e Taubaté (SP). Os 5% restantes foram voltados para projetos sediados na capital. A Desenvolve-SP, órgão ligado ao governo de São Paulo, trabalha com linhas de crédito de longo prazo. Em relação aos créditos de economia verde, a taxa de juros parte de 0,17% ao mês (+Selic). E o prazo é de 10 anos, incluso o período de carência.

  • BRASIL SE PREPARA PARA TER NORMA TÉCNICA PARA SISTEMA CONSTRUTIVO COM MADEIRA

    Prestes a completar três anos de trabalho, o processo de normalização do sistema construtivo wood frame, construções que utilizam perfis e painéis de madeira, além de outros componentes estruturais e permanentes, caminha para a reta final de consolidação do texto da norma técnica. Dia 27 de março, quarta-feira, a Comissão de Estudos da ABNT que trata do tema se reúne em Curitiba (PR) para consolidar o texto base da norma e, em seguida, colocá-lo em consulta pública. O trabalho, que vem sendo realizado a muitas mãos com a participação massiva de diferentes atores envolvidos no assunto, conta com a colaboração de profissionais que se dividiram em quatro grupos de trabalhos: materiais, projetos, execução e desempenho. O objetivo foi envolver construtores, fornecedores, universidades, laboratórios, agente financiador, entre outros, para que todos pudessem contribuir e construir uma norma adequada a realidade brasileira. Na avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), integrante da Comissão de Estudos, o potencial de consumo de produtos de madeira com a consolidação do sistema construtivo wood frame é muito promissor, principalmente, por conta da demanda habitacional do país. O entendimento é de que, a partir da publicação da norma, programas habitacionais do governo e outros agentes financeiros poderão incluir em suas linhas de crédito essa nova opção de construção, gerando, assim, escala de negócios para os produtos de madeira. “Quando normalizamos os produtos, organizamos o mercado, porque garantimos um padrão e um nivelamento de informações. A normalização também possibilita o desenvolvimento de produtos certificados e conformes para o mercado e novos programas de certificações. Tudo isso traz reconhecimento dos órgãos oficiais, como Inmetro, ABNT etc, e a padronização é fundamental para acesso a financiamentos e garantias”, explica Paulo Pupo, superintendente da Abimci. O superintendente lembra que o trabalho não termina com a publicação da norma técnica, e que esta responsabilidade deve ser compartilhada por todos os envolvidos. “Este é um trabalho conjunto para a consolidação de um sistema construtivo. Posteriormente à publicação, teremos que divulgar intensamente a norma”, enfatiza. Para Pupo, a norma técnica será um “divisor de águas” no mercado da madeira. Será aberta uma “janela de oportunidades”, e não apenas para a produção de painéis para wood frame, como de toda a cadeia de suprimentos, que é bastante extensa. As indústrias de madeira serrada, decks, portas, pisos e de todos os segmentos de madeira processada podem ser diretamente beneficiados com este movimento na construção civil. A reunião da Comissão de Estudos é aberta e será realizada no dia 27 de março, quarta-feira, a partir das 14h, na Av. Comendador Franco, 1341, em Curitiba (PR), auditório 2. Para confirmar presença é preciso enviar um e-mail para cb-031@abnt.org.br.

  • ACELERAÇÃO PARA NEGÓCIOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E RECICLAGEM

    A Gerdau, em parceria com a Endeavor, criou o seu primeiro programa de aceleração para negócios de reciclagem e construção civil, o Gerdau Builders. Os dez empreendedores selecionados vão receber cinco meses de fomento à inovação e ao desenvolvimento das empresas. É necessário que os interessados tenham empresas com potencial de crescimento e um modelo de negócio estruturado. Os participantes passarão por mentorias individuais e coletivas, além de workshops em São Paulo.As áreas de interesse do programa são: Building Information Modelling (BIM), soluções de gestão de obras, marketplaces, financiamento para construção civil e sistemas construtivos. Também serão aceitas empresa dos segmentos de construções modulares, regularização, drones, mapeamento de topografia, logística reversa de reciclagem, soluções de coleta e reciclagem, economia circular e gestão de resíduos e afins.O objetivo do programa é gerar valor e impacto em ações de sustentabilidade e responsabilidade social, especialmente relacionadas a temas de reciclagem e moradia. As inscrições seguem até o dia 29 de abril e são para empreendedores de todo o País.

WhatsApp.svg.webp
bottom of page