BUSCAR
Search this site
Resultados encontrados para busca vazia
- LIDERANÇA DA CHINA E POLÍTICA TARIFÁRIA DO ALUMÍNIO: ABAL ANALISA CENÁRIO ATUAL
Janaina Donas é a primeira mulher a presidir a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). Além de comandar um setor dominado por homens há cinco décadas, a executiva tem outro desafio: ampliar a participação da exploração do minério sem prejudicar a reciclagem e buscar uma saída para a competição com a China. Algumas das maiores mineradoras no Brasil têm mulheres na chefia. O que mudou? Houve um avanço na consolidação de valores ligados à diversidade e equidade, mas o fator determinante é o reconhecimento dos benefícios em termos de performance financeira e operacional. As mulheres não estariam ocupando esses espaços se não fossem capazes. Apesar disso, o nível de representação feminina nos demais níveis da indústria ainda é baixo. Mais da metade do alumínio produzido no Brasil é reciclado. Como crescer na extração assim? Projeções apontam para um aumento da demanda global de alumínio na ordem de 40% até 2030 que deverá ser atendida por fonte primária e reciclada. Cerca de 60% do consumo [do alumínio] no Brasil é reciclado. A média mundial gira em torno de 28%. A disparidade de renda no Brasil, que tem catadores de latinhas como profissão, influencia nisso? Países desenvolvidos disputam com o Brasil a liderança na reciclagem de latas. No Japão, o índice de reciclagem é de 93,5%. Na Europa, ele é de 75,8%. Mas, no Brasil, o alumínio apresenta maior atratividade, inclusive para os catadores, devido ao seu valor econômico e facilidade na coleta. Por que, mesmo com as maiores reservas, não superamos a China? Essa liderança é resultado da concessão de subsídios cruzados. Essas medidas de fomento fizeram com que a participação do país no alumínio saltasse de 11% para 56% em 20 anos. Os subsídios geraram danos, contribuindo com o processo de desindustrialização [no Brasil]. Defende barreiras? Além do fortalecimento das medidas de defesa comercial, precisamos revisar nossa política tarifária para garantir isonomia entre nacionais e importados. A nova legislação minerária é boa para o alumínio? A mudança na base de cálculo da Compensação Financeira sobre Exploração Mineral, de receita líquida para receita bruta, onerou todas mineradoras. Houve tratamento diferenciado para diversas classes minerais, mas a bauxita [minério do alumínio] foi excluída. Raio-X|Janaina Donas Formada em Relações Internacionais (UniCEUB) com MBA em Gestão de Negócios (Ibmec), trabalhou no Peru e em Miami (EUA) como executiva da Newmont Corporation, líder global em metalurgia e mineração de ouro. Também foi diretora da Alcoa por sete anos antes de se tornar presidente da Abal. Fonte: Julio Wiziack (Coluna Painel), Folha de S.Paulo
- CAMPANHA VIDRO SOLIDÁRIO BENEFICIARÁ BANCO DE ALIMENTOS DE SC
A partir deste mês, a empresa de reciclagem Catarina Vidros irá disponibilizar caçambas exclusivas para a coleta de vidro plano de vidraçarias associadas da Ascevi e Sindicavidros-SC Evento de lançamento da campanha/Divulgação: Ascevi Unindo sustentabilidade e responsabilidade social, no dia 01 de março, foi lançado oficialmente a campanha “Vidro Solidário”. Através da parceria firmada entre a Verallia, Associação Catarinense das Empresas Vidreiras (Ascevi), Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vidro, Espelhos e Cristais de Santa Catarina (Sindicavidros-SC), Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e o Banco de Alimentos de Santa Catarina foi criada a iniciativa que tem como objetivo aumentar a reciclagem de vidro plano (janelas, espelhos, box de banheiro, assim como os vidros utilizados na construção civil de fachadas, guarda-corpos, mirantes, piscinas, etc.), em Santa Catarina. A partir deste mês, a empresa de reciclagem Catarina Vidros irá disponibilizar caçambas exclusivas para a coleta de vidro plano de vidraçarias associadas da Ascevi e Sindicavidros-SC. Mensalmente, o volume arrecadado será pesado e convertido em reais que serão direcionados ao Banco de Alimentos de Santa Catarina, organização apoiada pela Fiesc, para a compra de alimentos que serão entregues gratuitamente às entidades previamente cadastradas. O projeto piloto terá início em Florianópolis e tem planos de expansão para outras regiões do estado, conforme a Ascevi. “Com a Campanha Vidro Solidário, poderemos engajar o setor empresarial na causa da reciclagem de vidro plano e ainda contribuir para o aumento das taxas de circularidade desse nobre resíduo. Esperamos engajar cada vez mais todos os setores da sociedade para contribuirmos, em conjunto, com a preservação do meio ambiente”, afirma Sofia Wurlitzer, gerente de projetos de Responsabilidade Social Corporativa e CO2. Nas fotos em ordem: Alexandre Athayde, presidente da Ascevi; Samir Cardoso, presidente do Sindicavidros-SC e Joana Santos, responsável pela área comercial e eventos ; Sandro Volpato Faria, gerente de responsabilidade social Fiesc e representante da vice-presidência da regional sudeste da Fiesc; Andrei Moreira, proprietário da Catarina Vidros; e Jussara Maria Moraes Castilhos, interlocutora de responsabilidade social ao lado de Jorge Luiz Bof, presidente da Banco de Alimentos/Divulgação: Ascevi Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc, ressalta que, além do caráter social, a campanha tem um importante papel educativo ao incentivar o reaproveitamento do insumo. “A indústria tem buscado formas de fazer a gestão dos seus resíduos de maneira sustentável. A reciclagem reduz as emissões de CO2 e a extração de matéria-prima virgem”, frisa. Durante o evento de lançamento da campanha, Jorge Luiz Bof, presidente do Banco de Alimentos, destacou que a responsabilidade social é um investimento e não um custo para a sociedade como um todo. “Nossa missão é mostrar que com pequenos gestos é possível realizar mudanças no presente e que isso pode se tornar uma grande transformação no futuro”, afirmou. Sandro Volpato, gerente de Responsabilidade Social da Fiesc, destacou a importância do associativismo evidenciada pela vice-presidência da Regional Sudeste da Fiesc, ressaltando que o projeto pioneiro aborda de forma abrangente as questões de meio ambiente, social e governança, alinhando-se com os princípios do ESG. “Iniciativas como essa servirão de exemplo para outros sindicatos e associações, incentivando-os a se engajarem em projetos semelhantes”, disse. Samir Cardoso, presidente do Sindicavidros-SC, e Alexandre Athayde, presidente da Ascevi, ressaltaram a importância da união entre todos participantes na elaboração da campanha e agradeceram Andrei Moreira, proprietário da Catarina Reciclagem, pela oportunidade de fazer parte desta iniciativa tão importante para o mercado vidreiro catarinense. Em 2022, a Verallia produziu cerca de 17 bilhões de garrafas e potes de vidro e registrou receita de € 3,4 bilhões. Fonte: Ascevi
- POR QUE É IMPORTANTE ESCOLHER OS PARAFUSOS CORRETOS PARA VIDRO E ESQUADRIAS?
Inox-Par discute questões de segurança e estética no momento da instalação Existem vários tipos de parafusos, incluindo os de fixação, cabeça chata e específicos para esquadrias. Cada tipo atende a necessidades específicas de fixação e estética. A escolha dos parafusos adequados para esquadrias e vidro envolve considerar o tipo de material das portas e janelas, o peso do vidro, as condições ambientais e a estética do projeto. A escolha incorreta pode comprometer a segurança e estética a longo prazo”, segundo a Inox-Par, fabricante de fixadores de aço inox. Consultar um profissional e comparar as especificações do fabricante com as opções disponíveis no mercado pode ser útil”, orienta a marca. Ao escolher parafusos para esquadrias, é essencial considerar o tipo de material das esquadrias, o ambiente onde serão instaladas e a compatibilidade com o projeto, conforme a Inox-Par. “A escolha certa prolonga a vida útil das esquadrias e evita manutenções frequentes”. Cada tipo de vidro e esquadria pode exigir um método de fixação específico. “O que reforça a importância de se informar e escolher o produto adequado para cada situação", enfatiza. No momento da manutenção, a escolha correta garante fixação eficaz e durabilidade, resistência à corrosão e tamanho adequado devem ser observados. A fabricante oferece ao mercado uma variedade de modelos para atender às diferentes demandas dos profissionais da área, proporcionando soluções eficientes e confiáveis. “A Inox-Par conta com parque fabril com transformações a frio, a quente e usinados. São 18 mil itens para pronta-entrega”. Os itens contam com expertise da marca em fixadores importados, matérias-primas e produtos acabados, que passam por tratamento interno, no parque industrial da empresa. Os produtos são passivados e têm uma vida maior na sua aplicabilidade. Fonte: Inox-Par
- PRODUTOS PARA BOX E ESQUADRIAS: CONHEÇA A NYLKIT
Fundada em agosto de 2006, a Nylkit começou suas atividades na fabricação e comercialização de produtos para box e esquadrias, desde então vem se dedicando na especialização e no atendimento aos mais variados segmentos do mercado de alumínio, incluindo extrusão, pintura e anodização de perfis. O catálogo da empresa apresenta os seguintes kits: box quadrado, box redondo, engenharia, pia vidro e sacada. Além de sistema deslizante, acessórios para box, acessórios para esquadrias e extrusão de perfis. Atualmente, a marca paranaense conta com uma capacidade de extrusão com três prensas. “Temos uma linha de produção planejada, organizada e transparente, a fim de garantir integridade dos materiais comercializados e manter nossos clientes atualizados”, diz a empresa. Para os que buscam exclusividade ou produtos que estão fora do catálogo da marca, a fabricante conta com uma equipe de ferramentaria própria, equipada e preparada para o desenvolvimento de projetos especiais. Fonte: Nylkit
- FONTE SOLAR ATINGE MARCO HISTÓRICO DE 40 GIGAWATTS E FORTALECE PROTAGONISMO DO BRASIL NA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Segundo a Absolar, o setor fotovoltaico trouxe mais de R$189,4 bilhões em novos investimentos, gerou 1,2 milhão de empregos verdes e evitou a emissão de 48,9 milhões de toneladas de CO2 O Brasil acaba de fortalecer sua posição de destaque na transição energética global, ao atingir a marca histórica de 40 gigawatts (GW) de potência instalada operacional da fonte solar fotovoltaica, somando grandes usinas solares e sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, reporta a Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar). Segundo mapeamento da entidade, a participação da fonte solar equivale atualmente a 17,4% da matriz elétrica brasileira e contribui cada vez mais para o protagonismo do Brasil na geopolítica de descarbonização das economias. Apenas em 2024, o setor solar já adicionou 3 GW ao país, ajudando a diversificar a matriz elétrica nacional e a suprir a demanda nos horários de maior consumo de eletricidade pela sociedade. Adicionalmente, pelos cálculos da Absolar, o setor fotovoltaico já evitou a emissão de 48,9 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade, graças à geração limpa e renovável dos atuais 40 GW da fonte solar em atividade no país. De acordo com a entidade, desde 2012, a fonte solar trouxe ao Brasil mais de R$189,4 bilhões em novos investimentos, mais de R$53 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou cerca de 1,2 milhão de empregos verdes acumulados. Para Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar, a ascensão brasileira na transição energética global é calcada majoritariamente pela expansão da geração solar fotovoltaica. “O ganho de escala, o aumento da eficiência e a evolução tecnológica de ponta fazem da energia solar um dos principais vetores da transformação sustentável no Brasil e no mundo”, comenta. Já Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, ressalta que a transição energética, com o protagonismo da tecnologia fotovoltaica, contribui fortemente para o desenvolvimento social, econômico e ambiental, em todas as esferas da sociedade. “Além de acelerar a descarbonização das atividades econômicas e ajudar no combate ao aquecimento global, a fonte solar tem papel cada vez mais estratégico para a competitividade dos setores produtivos, independência energética e prosperidade das nações”, explica. No segmento de geração distribuída de energia, são 27,5 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a cerca de R$137,4 bilhões em investimentos, R$34,2 bilhões em arrecadação e mais de 822 mil empregos verdes acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração distribuída no país, liderando com folga o segmento. Já no segmento de geração centralizada, o Brasil possui cerca de 12,5 GW de potência instalada em usinas solares de grande porte. Desde 2012, os grandes empreendimentos fotovoltaicos já trouxeram ao país cerca de R$52 bilhões em novos investimentos e mais de 378 mil empregos verdes acumulados, além de proporcionarem uma arrecadação aos cofres públicos que supera R$18,8 bilhões. Fonte: Absolar/Totum Comunicação
- “ELAS TRANSFORMAM”: PROJETO OFERECE CURSOS GRATUITOS DE CAPACITAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA ESTIMULAR A EQUIDADE DE GÊNERO
Idealizado pela MRV, as aulas são destinadas às mulheres em situação de vulnerabilidade social O Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, é uma data oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), na década de 1970, para simbolizar a luta das mulheres pela igualdade de direitos equiparados aos dos homens, até mesmo na Construção Civil, onde a mão de obra masculina é historicamente predominante. Por isso, para incentivar a atuação da mulher e ajudar a amenizar as disparidades nesse setor, o projeto “Elas Transformam”, uma iniciativa da MRV, uma empresa do grupo MRV&CO, visa capacitar mulheres, em situação de vulnerabilidade social, em técnicas da construção civil, e assim gerar desenvolvimento econômico sustentável para as comunidades e renda para suas famílias. Kátia Lôbo, gestora executiva de qualidade e pós entrega na MRV&CO, lembra que o projeto começou em 2022 e, desde então, tem sido um grande sucesso para aquelas que buscam uma oportunidade profissional e desejam experimentar uma nova área de atuação. Os cursos têm duração de 180 horas, em média com 25 alunas por turma. As formandas recebem certificados e, aquelas que tiverem o melhor desempenho, podem ser contratadas pela própria MRV ou buscarem oportunidades de trabalho em outras empresas do setor. “A MRV oferece ajuda de custo para o deslocamento das alunas até o local do curso, apoio para alimentação enquanto estão na sala de aula e material didático”, diz. Para atender mulheres em diferentes regiões no país, o projeto é itinerante e já foi realizado em Campinas, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo. A formanda Juliana Maria de Jesus, 37, lembra que a inspiração para realizar o curso em Campinas surgiu com as próprias necessidades da casa dela. “Em 2023, realizei o curso de manutenção predial. Sempre tive que me virar sozinha para trocar um fusível, consertar uma torneira, trocar uma lâmpada, eliminar uma goteira, entre outras manutenções na minha casa. Portanto, a necessidade de aprender e o gosto pelo setor foram fundamentais para tomar a decisão de realizar o curso. Atualmente trabalho na MRV, em Campinas, na aplicação de rejunte e outros serviços de reparo. Se houver a oportunidade, quero realizar outros cursos para crescer no setor da construção civil em geral”, afirma. GRADE CURRICULAR PERSONALIZADA A gestora da MRV&CO explica que a grade curricular do curso é diferente em cada cidade. Isso porque a empresa realizou uma pesquisa de mercado para saber quais tipos de habilidades profissionais estão carentes na região, a fim de aumentar a chance de empregabilidade dessas mulheres. “Portanto, se a região está carente de azulejistas, pintoras, por exemplo, o curso é focado na capacitação dessas habilidades. O projeto “Elas Transformam” não fica somente nas aulas teóricas, pois é fundamental que as alunas pratiquem na própria comunidade local os ensinamentos aprendidos. A terceira turma começou em fevereiro, em Curitiba. Até outubro deste ano pretendemos capacitar 600 mulheres”, lembra Kátia. Fonte: MRV/Ideal
- DÉFICIT HABITACIONAL BRASILEIRO: DO PROBLEMA AOS PROGRAMAS HABITACIONAIS
*Por Dr. Celso Aparecido Sampaio e Dra. Débora Sanches, docentes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) O déficit habitacional é um conceito fundamental para medir a carência de moradias e a existência de habitações em condições inadequadas, abrangendo as diversas necessidades habitacionais. Ele reflete a falta de residências adequadas e a ausência de elementos essenciais que uma habitação deveria proporcionar, mas que, por diversas razões, não oferece. Atualmente, os indicadores de déficit habitacional e inadequação domiciliar têm a importante função de quantificar o número de moradias que não conseguem atender ao direito básico da população de ter acesso a serviços habitacionais adequados. Desta maneira, para se pensar em atender o déficit habitacional no Brasil são necessárias políticas de subsídio e financiamento para melhorias habitacionais seja em moradias onde residem uma ou mais famílias, mas se configuram como moradia mononuclear, localizadas em favelas, cortiços, loteamentos irregulares e muitas vezes em loteamentos regulares. A precária forma de se construir no Brasil leva famílias a terem necessidades a serem atendidas na melhora das condições de habitabilidade, a autoconstrução, seja total ou seja na ampliação das casas, são feitas em sua maioria sem o acompanhamento técnico adequado. Segundo dados da pesquisa realizada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) em colaboração com o Datafolha, iniciada em 2015 e atualizada em 2022, observa-se que houve uma queda na proporção de entrevistados que realizaram construções ou reformas em imóveis residenciais ou comerciais, passando de 54% em 2015 para 50%, em 2022, conforme os dados do CAU (2022). Dessas pessoas, apenas 9%, em 2022, e 7%, em 2015, optaram por contratar um(a) profissional arquiteto(a) urbanista, enquanto 16%, em 2022, e 14%, em 2015, decidiram pela autoconstrução. Além disso, a maioria esmagadora, representada por 78%, em 2022, e 75%, em 2015, escolheu contratar um mestre de obras ou pedreiro. Com base nessa amostra, é possível estimar que aproximadamente 82% da população não tem acesso a serviços profissionais de arquitetura. Uma possível solução seria viabilizar uma política que garanta acesso a crédito para melhorias habitacionais e programas que contribuam com a participação de arquitetos e urbanistas no apoio deste desafio que possa atender a grande maioria da nossa população. A Lei Federal nº 11.888, promulgada em 24 de dezembro de 2008, de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS), foi instituída com o objetivo de garantir o acesso da população de baixa renda (renda até 3 salários mínimos) a serviços de assistência técnica em habitação. Essa legislação tem como finalidade primordial promover o direito à moradia digna e adequada para todos os cidadãos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A Lei Federal de ATHIS representa um importante instrumento para garantir o direito à moradia digna e para promover a inclusão social e urbana, reconhecendo a assistência técnica como um elemento essencial para o desenvolvimento humano e para a construção de cidades mais justas e igualitárias. Outra forma de atuar sobre o déficit é a ampliação de programas como o Programa Minha Casa, Minha Vida (nacional) ou Pode Entrar (municipal) em São Paulo, que garantem acesso a financiamento subsidiado para a compra da casa própria, nesta modalidade de produção e compra encontramos a figura do setor imobiliário, importante parceiro do sistema, mas que necessita ver garantida a sua lucratividade para manter o sistema em operação, geralmente com a falta de subsídios, mesmo programas populares, não garantem acesso de famílias com menores salários. Vale ressaltar que os programas, nacional e municipal, mencionados acima têm uma modalidade importante que é da autogestão, também regulada no município, pela Lei municipal nº 16.587, promulgada em 12 de dezembro de 2016, que dispõe sobre a autogestão na elaboração de projeto e construção de moradia, visando garantir o protagonismo das famílias organizadas em associações e cooperativas habitacionais. No âmbito federal tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei que trata sobre a matéria. Esta modalidade permite às organizações sociais comprometer o financiamento direto com famílias e a contratação de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social, na modalidade mencionada, obtendo vantagens na gestão da obra, pois neste modelo elimina-se a margem que o setor imobiliário exige e com isso garante melhor qualidade nas moradias e menor custo de investimento. A implantação de programas de serviço social de moradia e locação social também pode ser uma alternativa para equacionar o déficit habitacional. O serviço social de moradia aborda uma ampla gama de demandas, representando um quadro constante de necessidades de intervenção. Este quadro inclui famílias deslocadas de áreas de risco devido a eventos como incêndios, enchentes e deslizamentos de terra. Também abrange os residentes obrigados a deixar suas casas devido a projetos de infraestrutura conduzidos pela prefeitura. Além disso, atende à população em situação de rua, caracterizada pela extrema fragilidade social. Entre os beneficiários estão as famílias em situação de vulnerabilidade, como idosos, pessoas com deficiência e portadores de doenças crônicas. O serviço social de moradia também presta assistência às mulheres vítimas de violência doméstica, oferecendo suporte e orientação para sua segurança e bem-estar. Enquanto o programa de Locação Social, constitui uma estratégia que visa disponibilizar unidades habitacionais para locação em imóveis de propriedade pública. Essas unidades são oferecidas a preços de aluguel subsidiados, parcial ou integralmente, tornando-as acessíveis à população de baixa renda. O conceito de Locação Social abrange a ideia de proporcionar moradia digna e estável para aqueles que não possuem condições financeiras para adquirir ou alugar imóveis no mercado privado. Essa solução não apenas assegura a permanência de pessoas de baixa renda em áreas urbanas em processo de valorização ou já consolidadas, mas também impede que os recursos públicos investidos na aquisição de terrenos e na construção dessas unidades habitacionais sejam gradualmente desviados para o mercado imobiliário privado a longo prazo. Em suma, o Programa Locação Social representa uma abordagem estratégica para enfrentar a questão habitacional, fornecendo uma alternativa viável e sustentável para o desafio da moradia para populações de baixa renda. Diante da complexidade do déficit habitacional no Brasil, torna-se fundamental adotar políticas abrangentes e diversificadas para enfrentar esse desafio. Uma abordagem eficaz envolve a implementação de programas de subsídio e financiamento para melhorias habitacionais, garantindo o acesso da população de baixa renda a serviços de assistência técnica em habitação, conforme previsto na Lei Federal de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS). Além disso, a ampliação de programas como o Minha Casa, Minha Vida, tanto em âmbito nacional quanto municipal, incluindo a modalidade de autogestão regulada por legislações específicas, é essencial para viabilizar moradias dignas e acessíveis. A implantação de programas de serviço social de moradia e locação social também desempenha um papel crucial, abordando uma ampla gama de demandas e garantindo o acesso à moradia estável para as camadas mais vulneráveis da população. Em síntese, por meio de uma abordagem multifacetada e colaborativa será possível avançar significativamente na redução do déficit habitacional e na promoção do direito à moradia adequada para todos os cidadãos brasileiros. *O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie. Fonte: Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie
- PRESENÇA FEMININA CRESCE NOS CANTEIROS DE OBRAS
Empresas buscam gerar mais oportunidades e equidade de gênero A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) aposta em um crescimento no setor da construção civil em 2024. A tendência é que, com os incentivos governamentais, construtoras consigam aumentar os empreendimentos e, também, a oferta de trabalho. Um dos desafios para o setor, no entanto, é a contratação de mão de obra qualificada. Já há alguns anos esse cenário é encarado como oportunidade por empresas e por mulheres que atuam no segmento. Apesar da construção civil ainda ser um setor predominantemente masculino, os números e a prática cotidiana confirmam que a força de trabalho feminina vem aumentando. Elas ocupam as mais variadas funções, atuando nos canteiros de obra, departamentos de engenharia e arquitetura e em postos estratégicos de gestão. NÚMEROS De acordo com a Cbic, em 2023, o número de trabalhadores formais na construção civil cresceu 6,57%. Ao longo de todo o ano passado, foram gerados 158.940 novos postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no final de janeiro pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Em outubro de 2023, o setor da construção civil atingiu a marca de 2,675 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o patamar mais elevado desde julho de 2015, quando alcançou 2,693 milhões. De acordo com o Ministério do Trabalho e a Relação Anual de Informações Sociais, entre os anos de 2002 e 2012 a participação das mulheres na construção civil cresceu 65%, assim como o número de mulheres matriculadas nos cursos de engenharia civil, que tem crescido de forma contínua desde 2007. Mas o caminho ainda é longo. Segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), menos de 20% dos profissionais de engenharia cadastrados são mulheres no Brasil. “Estamos em um momento de alta demanda imobiliária e a participação das mulheres na construção civil é fundamental para reduzir esses gargalos e melhorar o desempenho do setor”, pontua Paulo Antonio Kucher, vice-presidente comercial da Lyx Participações e Empreendimentos. O segmento Minha Casa, Minha Vida, no qual a empresa atua, vem crescendo desde setembro de 2023, com a primeira redução significativa da Selic. A construção civil responde por 6% do total de trabalhadores formais no país e, somente a incorporadora, projeta criar 5 mil novos postos de trabalho no Paraná e no Rio Grande do Sul, entre empregos diretos e indiretos ao longo de 2024. “Hoje, as empresas buscam resultados e bons profissionais. Por isso, a questão de gênero não interfere e as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço em todos os setores, entre eles a construção civil, onde os homens sempre foram maioria”, pontua o vice-presidente. Só no Rio Grande do Sul, a Lyx está com cinco obras em andamento e a previsão de lançar outros cinco empreendimentos até dezembro, com a criação de pelo menos 4 mil novas oportunidades de trabalho. A maior participação feminina, de acordo com Kucher, deve-se também às novidades do mercado, questões sociais e de governança e equidade de gênero. “A equidade de gênero ainda é um desafio porque, historicamente, os homens ainda são maioria nas faculdades de engenharia e arquitetura e nos canteiros de obras. Mas estamos trabalhando para promover mais oportunidades às mulheres dentro da empresa”, comenta. Luana Fialkoski, gestora de produção na Lyx, diz que durante sua trajetória profissional trabalhou com mulheres que a ensinaram, inspiraram e que plantaram nela a vontade de também apoiar outras mulheres nesse meio. “Quando assumi o setor de Gestão da Produção aqui na Lyx, contratamos mulheres para o canteiro de obra e percebemos nelas a vontade de executar trabalhos que eram considerados masculinos por serem braçais. Demos treinamentos e formamos uma equipe apenas de mulheres”, relata. Luana aponta que nos últimos anos a adesão de mulheres no setor tem crescido exponencialmente. Ela destaca que na Lyx, por exemplo, elas já são mais de 50% do corpo administrativo. “É muito interessante trabalhar em um local que busca essa equidade em um mundo tão repleto de preconceitos contra as mulheres e que vê essa sede de mudanças de forma ativa, dando oportunidade para elas em todas as áreas”, aponta. Fontes: Lyx Participações e Empreendimentos/Estilo Editorial Comunicação
- ASBEA-SP ANUNCIA CURSO INÉDITO DE GESTÃO PARA ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA
A Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo (AsBEA-SP) tem o prazer de anunciar o lançamento do curso "Gestão para Escritórios de Arquitetura", desenvolvido em parceria com a Prof. Paula Neder. Direcionado para arquitetos que possuem seu próprio escritório ou atuam em escritórios de arquitetura, o curso oferece um conteúdo objetivo e específico para aprimorar as habilidades de gestão empresarial no setor. Com foco central em apresentar os principais temas de Gestão Empresarial de Serviços para Arquitetos, o curso visa desenvolver a capacidade dos participantes para administrar seus negócios por meio de procedimentos administrativos e organizacionais. Essa abordagem não apenas promove a aplicação imediata dos conhecimentos adquiridos, mas também contribui para o progresso e eficiência dos escritórios. Ao longo de oito módulos, o curso será ministrado de forma híbrida, mediante escolha do participante, para favorecer o networking e troca de conhecimentos no presencial e, oportunizar remotamente a participação daqueles que estarão com acesso restrito à capital, às sextas e sábados, de maio a setembro, (excluindo o mês de julho), nas instalações da escola EDDA. As aulas serão realizadas das 8:30 às 12:30 e das 14h às 18h. Durante o curso, os alunos desfrutarão de um ambiente propício ao aprendizado, com welcome coffee, almoço entre as aulas e coffee break à tarde. Os professores, todos com formação acadêmica e experiência prática nas disciplinas que ministram, proporcionarão conteúdo didático e relevante ao público-alvo. A abordagem pedagógica integrará recursos como arquivos de Powerpoint, vídeos e espaços de interação, promovendo discussões em grupos e a realização de exercícios práticos. Inscrições aqui! INVESTIMENTO Associados inscritos até dia 29/02: 2 módulos: 1.570,00 8 módulos: 5.500,00 Não associados inscritos até o dia 29/02: 2 módulos: 2.444,00 8 módulos: 6.765,00 Associados inscritos após o dia 29/02: 2 módulos: 1.746,00 8 módulos: 6.118,00 Não associados inscritos após o dia 29/02: 2 módulos: 2.716,00 8 módulos: 7.517,00 INVESTIMENTO MÓDULOS ONLINE Associados R$1.318,40 por módulo Não associados R$2.288,00 por módulo Pacote Associados R$4.400,40 Pacote Não associados R$5.805,20 SOBRE OS MÓDULOS Módulo I - Gestão para Escritórios de Arquitetura. Profª Paula Neder. Data: 17 de maio. Módulo II - Gerenciamento de Projetos para Arquitetos Profª Sonia Lopes Data: 18 de maio. Módulo III - Branding para Escritórios de Arquitetura Profª Cinthia Galvão. Data: 28 de junho. Módulo IV - Marketing para Escritórios de Arquitetura Profª Paity Piemonte Data: 29 de junho. Módulo V - Operações para Escritórios de Arquitetura Prof. Nuno Costa. Data: 23 de agosto. Módulo VI - Finanças para Escritórios de Arquitetura Profº Nuno Costa Nunes. Data: 24 de agosto. Módulo VII - Negociação de alto impacto Prof. Newton Rodrigues-Lima. Data: 20 de setembro. Módulo VIII - Liderança e Gestão de Pessoas Profª Roberta Philadelpho Data: 21 de setembro. Fonte: AsBEA-SP
- EMPREENDIMENTO DE ALTO PADRÃO REFLETE ESTILO DE VIDA DE CAUÃ REYMOND
Bem-estar e hábitos saudáveis inspiram a marca Biosphere by C.Reymond/Divulgação: Assessoria Capuchino Segundo dados da OLX Imóveis realizada em 2023, 72% dos brasileiros consideram o bem-estar um fator muito importante na escolha de um imóvel. Com base nesse conceito e nos hábitos mais saudáveis, a construtora Mota Machado lançou, em 2023, em parceria com o empresário e ator Cauã Reymond, o Biosphere Conceito, marca Biosphere by C.Reymond. Em Fortaleza (CE), o projeto, que segue em fase de lançamento, traduz empreendimentos sustentáveis, que refletem o novo estilo de morar contemporâneo, ligado aos detalhes que mais importam na vida das pessoas, seja a saúde, lazer, convívio com o próximo e aproximação com o meio ambiente. “Para o projeto, procuramos explorar a atual tendência do mercado imobiliário, que é estar próximo a tudo o que importa e isso vai desde tarefas do dia a dia, como supermercados, hospitais, farmácias, bancos, até a possibilidade de explorar o lazer, com restaurantes, parques e afins. Dentro do Biosphere Conceito, nós aplicamos ao mercado de alto padrão os diferenciais e a infraestrutura consolidada em 55 anos de história da Mota Machado, com a modernidade de novas marcas no segmento, como a Biosphere By C.Reymond”, detalha Rafaela Machado, diretora de marketing, inovação e sucesso do cliente. “O empreendimento consegue refletir não só o meu estilo de vida, mas acredito que também de inúmeras pessoas que hoje se configuram em diversos formatos familiares, pois vemos pais e mães solos, casais sem filhos ou com apenas um, idosos que já não moram mais com os filhos e tantas outras possibilidades. Fico feliz em estar levando para Fortaleza a tradução de autocuidado dentro de casa, seja com academia moderna, espaço voltado para a prática de exercícios como yoga, meditação, além da praticidade de itens, como lavanderia, coworing , moradia compartilhada, minimercado, rooftop g ourmet /terraço com vista panorâmica e tantos outros diferenciais”, aponta Cauã Reymond. A obra inclui ainda o sistema all conect , onde a construtora entrega os apartamentos com todos os pontos de dados de internet cabeados, facilitando a instalação do morador, além de tomada para carro elétrico em todas as vagas, paisagismo com espécies nativas, Iluminação 100% LED, certificação ambiental, bicicletas compartilhadas, piscina adulto e infantil, playground , brinquedoteca, pet place , entre outras características. Mais informações podem ser conferidas em: https://motamachado.com.br/imoveis/biosphereconceito/ Fonte: Assessoria Capuchino
- PIB DA CONSTRUÇÃO CRESCE 4,2% NO 4º TRIMESTRE DE 2023, FECHANDO EM QUEDA DE 0,5%
Para o SindusCon-SP, houve diminuição da produção e do consumo de materiais de construção por parte das famílias. O setor de edificações deve ter registrado crescimento O Produto Interno Bruto (PIB) da construção registrou aumento de 4,2% no quarto trimestre de 2023, na comparação com o trimestre anterior. Mesmo assim, o PIB deste setor fechou com queda de 0,5% no ano passado, na comparação com o ano anterior, segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1 de março. Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), atribui a queda à diminuição da produção e do consumo de materiais de construção por parte das famílias. “Já o segmento de obras de edificações manteve-se aquecido e deve ter registrado crescimento, o que constataremos quando o IBGE fizer a revisão dos dados preliminares do levantamento trimestral e publicar as Contas Anuais de 2023”, comenta. COMPARAÇÃO COM O MESMO PERÍODO DE 2022 No quarto trimestre de 2022, o PIB da construção cresceu 0,9%. O PIB das atividades imobiliárias registrou aumento de 3%, em 2023, comparado ao ano anterior. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve estabilidade (+0,1%). Na comparação com o quarto trimestre de 2022, houve crescimento de 2,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 3%, em 2023, na comparação com 2022. Já a taxa de investimento ficou em 16,5% do PIB em 2023, uma queda em relação aos 17,8% registrados no ano anterior. “Estas quedas são muito preocupantes, porque comprometem o crescimento futuro do PIB”, afirma Zaidan. Fonte: SindusCon-SP
- RIKEN YAMAMOTO VENCE O PRÊMIO PRITZKER 2024
Na última terça-feira (05), o arquiteto japonês Riken Yamamoto recebeu o Prêmio Pritzker 2024, principal reconhecimento de arquitetura do mundo. A honra foi concedida ao profissional pelo seu “estilo tranquilizador”, segundo a organizadora da premiação. Segundo o prêmio, o “militante social” consegue criar “sociedades harmônicas apesar da diversidade de identidades, economias, políticas, infraestruturas e residências”. Dentre os trabalhos mais conhecidos de Yamamoto, estão a Universidade de Arte e Design Nagoya Zokei (Nagoya, Japão), o “The Circle” (no aeroporto de Zurique, Suíça) e a Biblioteca de Tianjin (Tianjin, República da China). Criado em 1979, o Pritzker é visto como um “Nobel da arquitetura”. Os únicos brasileiros que conseguiram alcançar a honraria foram Oscar Niemeyer, em 1988, e Paulo Mendes da Rocha, em 2006. Fonte: Uol














