Fórum Contramarco realiza com êxito sua oitava edição no Recife
- Equipe Contramarco
- há 16 horas
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Um pouco antes das 10h00 do dia 13 de maio, foi aberto o Fórum Contramarco, que chegou à capital pernambucana em sua oitava edição itinerante, que ocupou os salões do Mar Hotel Conventions, no bairro da Boa Viagem, Recife (PE).
O evento itinerante reuniu mais de 350 profissionais de diversos estados do Nordeste e de outras regiões, lotando o auditório reservado à plateia e também a área anexa, com balcões de exposição de produtos e soluções técnicas dos patrocinadores.

O mestre de cerimônias, professor Alexandre Araujo, iniciou o evento chamando ao palco Luis Tavares, organizador do Grupo Contramarco, que destacou aos presentes a oportunidade que o evento oferece para a realização de novas conexões, conhecimento técnico e soluções importantes para a ampliação dos negócios no mercado de esquadrias e vidro. Executivos das entidades Afeal e Abividro também participaram da abertura.
Especialistas em esquadrias e vidro

A primeira palestra, realizada pelo especialista Wilson Ricoy, da Academia Afeal, abordou o tema “Precificação estratégica – o preço define como o mercado enxerga o seu trabalho”, destacando três pilares — custo, valor e concorrência — que envolvem questões básicas sobre o comportamento das empresas do segmento em relação às suas atividades e desafios criados pelo mercado na conquista e manutenção de clientes.

O engenheiro Rivônio Cordeiro, da CSA Consultoria, discorreu sobre “A falta de mão de obra qualificada: problema ou sintoma?”, observando que o Estado brasileiro é ausente na educação técnica profissionalizante para o mercado esquadrias e que o próprio mercado não se organiza para articular soluções adequadas e abrangentes. “O Nordeste é um polo de oportunidades”, afirmou o consultor. “Não fiquem digladiando com preços, mostrem o valor e a qualidade de seus produtos”. Ele lembrou também que há muitas dicas de cursos e encontros técnicos promovidos por empresas e entidades do segmento, que devem ser pesquisados para participação, pois nem sempre há uma divulgação com fácil visibilidade. O engenheiro finalizou anunciando o lançamento em breve da “EsquadrIA” — a primeira solução de inteligência artificial voltada especificamente para a área de esquadrias no Brasil. O lançamento oficial deverá acontecer na FESQUA 2026, de 9 a 12 de setembro, em São Paulo (SP).

“Fachada bonita não basta: o desafio da estanqueidade nas fachadas de vidro” foi o tema escolhido por Audrey Dias, diretora da Aluparts, especialista em serviços de manutenção preventiva e corretiva de fachadas com qualidade assegurada e na resolução de problemas de estanqueidade. “Se não é estanque, não funciona; não é ajuste — é falha no projeto”, salientou a arquiteta, lembrando que fachadas são organismos vivos e que as interfaces entre materiais diversos na fachada precisam de inspeção adequada. “Estética vende o projeto; mas a estanqueidade é que mostra a reputação e a qualidade da obra”. Na palestra, a diretora mostrou diversos exemplos de fachadas e esquadrias com problemas sérios, e quais os caminhos a serem seguidos para a resolução.

Na quarta palestra do Fórum, Eduardo Lopes, diretor da Inox-Par, substituiu o palestrante Ricardo Scarpi, diretor da Garantia Solar BIPV, mantendo o tema previsto: “Fachadas BIPV: uma nova oportunidade”. Lopes comentou sobre a importância da arquitetura que gera energia e a necessidade de treinar serralheiros para que incluam esta nova atividade em seu portfólio de produtos e serviços. Diversos exemplos interessantes de obras no Brasil que contam com captação de energia solar em fachadas, brises e pergolados foram mostrados, exemplos de diversos portes que contaram com o trabalho de serralheiros nas montagens dos painéis de energia solar.

Após o intervalo do almoço, “Ferramentas digitais de projeto: da concepção à execução” foi o tema escolhido pelo engenheiro civil Glauco Yossida, especialista da Crescencio Engenharia em esquadrias de alumínio e sistemas de fachada. Ele apresentou muitas dicas e o passo a passo em seus detalhes principais para a execução de “projetos sem improviso”, sempre levando em conta a complexidade e as particularidades existentes em uma edificação.

Em seguida, o consultor Cirilo Paes discorreu sobre uma questão bastante atual entre os profissionais do nosso segmento: “De vidraceiro a serralheiro: oportunidade ou risco?” — e sua abordagem foi impactante, pois apresentou à plateia o que, no seu entender, é “a árvore envenenada do setor vidreiro”. O consultor observou que, com o mercado do vidro altamente concorrido e apertado, muitos vidraceiros passaram a migrar e continuam migrando para o mercado de esquadrias. “Antes, por volta da década de 1980, serralheiros e vidraceiros eram profissões distintas, mas complementares”, disse Cirilo Paes. “Como o vidro era entregue pronto pelo beneficiador, a atividade do vidraceiro era facilitada”. Com o crescimento da concorrência, a profissão foi ficando menos atrativa e muitos vidraceiros passaram a buscar o mercado de serralheria, numa espécie de “fuga” e não de “escolha”, segundo Cirilo. Mas questões importantes surgiram para esses profissionais: a necessidade básica de obter conhecimento técnico sobre esquadrias, componentes e acessórios, e sobre normas técnicas — questões que nem sempre foram levadas a contento por esses profissionais que migraram, gerando uma espécie de “contaminação” no segmento de esquadrias, criando queda na qualidade final de entrega e instalação de portas e janelas no cliente. “Quem pretende entrar no mundo das esquadrias precisa investir em conhecimento para não vender produtos fora de norma”, alertou Cirilo. “E a tendência é que a mão de obra será cada vez mais cara, pois a qualidade final e a vida útil precisam ser levadas em conta”.

Crescencio Petrucci, titular da Crescencio Engenharia, ocupou o palco na palestra seguinte, abordando o tema “Detalhe construtivo: como nasce uma fachada eficiente”. Ele salientou que é primordial o investimento em ferramentas tecnológicas de ponta para se chegar a uma entrega realmente eficiente, que leve em consideração a durabilidade e a compatibilidade, a sustentabilidade, a manutenibilidade e a construtibilidade da fachada — tanto no desempenho estrutural quanto na estanqueidade à água e permeabilidade ao ar. Segundo o consultor, fatores básicos e muito importantes, entre outros incluídos na palestra, são o desempenho térmico e lumínico e o desempenho acústico da fachada. Durante a apresentação, foram apresentados diversos exemplos de erros construtivos em fachadas e como evitá-los.

A oitava e última palestra do Fórum foi ministrada por Igor Alvim, diretor técnico da QMD Consultoria, com o tema “Como fachadas e esquadrias impactam diretamente na valorização do imóvel”. Em sua primeira palestra como convidado do evento itinerante, ele lembrou que, há 22 anos, sua primeira obra de consultoria na região Nordeste foi a do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes. Com uma trajetória de 45 anos no mercado, Igor Alvim destacou que “a qualidade das esquadrias dá uma percepção ao comprador se vale ou não a pena comprar um apartamento”, embora muitos folhetos de venda de edifícios residenciais, por exemplo, raramente incluem detalhes sobre as esquadrias utilizadas na obra. Para o consultor, o nosso mercado precisa ter “mais poder de fogo, mostrar mais a importância das esquadrias” nos projetos construtivos. “O conforto termoacústico é valor de venda”, disse, acrescentando que “projeto bem realizado não é custo, é investimento”. Na palestra, foram apresentados detalhes da execução de projeto bem-sucedidos.
Debate com arquitetos e construtores

Encerrada a série de palestras, teve início o debate sob o tema “Oportunidades e desafios junto à indústria de esquadrias e vidro”, com os executivos Carlos Roberto Gentil Filho (diretor de engenharia da Incorporadora e Construtora Moura Dubeux), Diego Uchôa (diretor da construtora Rio Ave, especializado em esquadrias), Gustavo Pinto Coelho (diretor da Modulartech), e o arquiteto Rafael Souto Maior (da Metro Arquiteura). Os debatedores contaram com a mediação de Luis Tavares, organizador do Fórum Contramarco.
No debate, um dos assuntos recorrentes foi a necessidade de mostrar o impacto de uma boa esquadria na venda efetiva de imóveis, e que é preciso dar mais destaque à importância das portas, janelas e guarda-corpos no conjunto da obra a ser entregue (“se a esquadria estiver com problema, certamente irá dificultar a venda e a entrega do imóvel ao cliente”).
Outro item levantado mostrou que os clientes de alto padrão estão mais informados e com percepção maior sobre a qualidade das esquadrias, pois estas fazem parte inseparável da fachada do edifício a ser entregue, e não podem ser trocadas facilmente, pois são elementos que definem o visual, a estética e o padrão da obra.
No debate, uma das conclusões mostrou que a instalação das esquadrias é a parte mais sensível na obra, por isso, precisam ser adequadamente protegidas e instaladas, para não gerar problemas posteriores e até mesmo retrabalho.
Os debatedores concordaram que a norma técnica é o norte do setor, é a ‘bíblia’ do fabricante de esquadrias, que oferece a segurança e o conforto necessários às pessoas que irão habitar a edificação. No final, Luis Tavaes agradeceu a todos os presentes afirmando que devemos “olhar para a janela — e não pela janela”.
Próxima parada: Belo Horizonte

O “9º Fórum Contramarco” está programado para o dia 15 de outubro de 2026, em Belo Horizonte (MG). Programe-se e faça sua inscrição!
O evento tem como objetivo contribuir para a evolução do setor, promovendo palestras técnicas e debates que visam aproximar a indústria de esquadrias e vidro de construtoras e arquitetos.
Realizado pelo Grupo Contramarco, referência no setor de eventos para esquadrias e vidro, o Fórum é coligado à FESQUA - Feira Internacional da Indústria de Esquadrias e à FESQUA VETRO - Feira Internacional de Vidros e Esquadrias para Construção Civil.
Mais informações: forumcontramarco.com.br






