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CONHEÇA TRÊS SISTEMAS DE INSTALAÇÃO DO ACM

*Por Johnny Vieira de Souza – responsável pelo departamento de projetos da Projeto Alumínio, arquiteto e professor universitário


Basicamente, no mercado brasileiro existem três tipos de sistemas de instalação para o ACM em fachadas. Embora cada sistema possua características específicas, todos têm em comum a estrutura auxiliar de alumínio, que permite distanciamento da parede ou estrutura principal da edificação e garante uniformidade, alinhamento e esquadrejamento da superfície a ser revestida.


Cittyplex, em Osasco (SP)/Divulgação

A opção por um destes métodos depende de diversos aspectos, tanto técnicos, como estéticos, dentre eles cabe destacar: i) mão de obra qualificada; ii) utilização de acessórios corretos; iii) utilização de ferramentaria adequada e afiada; iv) tamanho do módulo; v) altura da fachada e vi) espessura total do painel e das lâminas de alumínio que o compõe.

É importante ressaltar que, embora seja comum encontrar no mercado subestruturas ou estruturas auxiliares de aço (conhecidas popularmente como metalon), o correto é sempre utilizar subestruturas de alumínio para instalação do ACM.


Outra informação importante que independe do sistema de instalação adotado está associada à profundidade e uniformidade da usinagem para dobras do ACM (leia mais aqui).


BANDEJA VENTILADA OU SISTEMA PINO ENCAIXE


Este sistema é baseado no modelo europeu e consiste na formação de bandejas com abas de 50 a 80 mm, que são encaixadas na estrutura auxiliar. O método desenvolve bons efeitos relacionados ao conforto ambiental da edificação, principalmente devido a não vedação entre os painéis, que permite circulação de ar entre o ACM e a parede da edificação.

Outro aspecto de destaque do sistema está associado a não utilização de silicone para vedar as juntas, o que prolonga o período limpeza do ACM, evitando marcas e manchas provocadas pela exsudação do silicone durante o seu período de vida útil.

A instalação no sistema de bandeja ventilada permite a circulação de ar pelas juntas de dilatação, associada ao afastamento da estrutura auxiliar, em média, 100 mm do painel de ACM em relação à parede (figura 1), o ar também circula entre os painéis e a parede da edificação e cria um bolsão que protege a parede da edificação das altas ou baixas temperaturas externas.

É importante ressaltar que caso este sistema seja utilizado em obras localizadas em regiões litorâneas, deve-se aplicar o OXIBLOCK, devido à exposição da borda do alumínio à maresia, este produto evita a corrosão filiforme.


BANDEJA VEDADA COM TARUCEL E SILICONE NEUTRO

Este sistema é o mais utilizado no Brasil e consiste, basicamente, em formar bandejas com os módulos, criando abas de 15 a 30 mm e espaçamento entre as bandejas (juntas) de 8 a 15 mm (figura 2).


Essa distância é necessária para que a parafusadeira entre no vão (junta) e consiga fixar a peça subsequente, entretanto, as juntas podem variar dependendo do tamanho da bandeja e a temperatura que estarão expostas (dilatação térmica), saiba mais aqui.

Para dar acabamento nas juntas e ocultar os parafusos, é colocado o tarucel, que deverá ter diâmetro 30% maior que a junta. O tarucel tem a finalidade de economizar silicone neutro e também impedir que o mesmo tenha contato com uma terceira superfície (perfil), isso possibilita que o material dilate e comprima diariamente sem o surgimento de trincas. Após o tarucel encaixado no vão entre bandejas, o silicone neutro é aplicado na junta, dando acabamento e vedação entre os painéis.



BANDEJA COLADA COM FITAS DUPLA-FACE


Este sistema é o segundo mais utilizado no Brasil e permite juntas menores e mais rasas entre os módulos de ACM. Os painéis são usinados sem abas de fixação, é realizada a usinagem de topo no perímetro do painel para garantir aderência do silicone e evitar corrosão filiforme e delaminação.


O painel é colado diretamente sobre a superfície do perfil (estrutura auxiliar), que possibilita menor distanciamento entre o painel e o perfil da estrutura. Assim como qualquer um dos sistemas, é necessário a utilização de ferramentas e acessórios específicos para garantir vida útil e segurança da instalação.


No tocante ao silicone, neste sistema, cabe ressaltar que é importante manter a proporção 2/1, ou seja, a largura da junta deve ser o dobro da sua profundidade, sendo que a profundidade mínima é de 4 mm.

Outro fator importante é a não adesão do silicone em três superfícies, erroneamente utilizado neste sistema. Para que isso não ocorra, é necessário utilizar um perfil com uma cava, que permite a ocultação do parafuso e utilização de tarucel.

Outra solução é a sobreposição de colagem dos painéis, que permite a proteção da fita, além de obter bom acabamento estético. Este tipo de solução possui observações importantes relacionadas ao tipo de acabamento do ACM e a utilização de primer e fita específica para garantir adesão (figura 3).


Independentemente do método de instalação adotado, cabe ressaltar alguns itens fundamentais para que o projeto de fachadas seja bem-sucedido, como: i) marca do material, ii) especificação técnica correta, iii) inclinação, rufos e pingadeiras no projeto e execução, iv) juntas de dilatação na proporção correta, v) manutenção preventiva (limpeza) e vi) mão de obra qualificada com ferramentaria adequada e afiada.

ALGUMAS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA SISTEMA DE INSTALAÇÃO

BANDEJA VENTILADA


Aspectos positivos:

  • Não utiliza silicone e, por este fator, não possui manchas originadas do processo de vida útil do silicone (exsudação) no ACM;

  • Maior velocidade de instalação;

  • Possibilita conforto térmico entre o ACM e a parede da edificação (ventilação);

  • Pode ser pré-fabricado fora do ambiente de instalação;

  • Não indicado para arranha-céu.

Aspectos negativos:

  • Pode ser um sistema mais caro, pois é necessário equipamentos de maior custo e mão de obra qualificada mais restrita;

  • Tem maior consumo de ACM devido as abas serem maiores que os demais sistemas;

  • Não deve ser utilizado com ACM de lâminas inferiores a 0,50 mm.

BANDEJA VEDADA

Aspectos positivos:

  • É um método relativamente simples de instalação (mais popular);

  • Permite melhor uniformidade entre as juntas dos painéis;

  • É um sistema estanque, ou seja, é vedado (devido as juntas serem preenchidas com silicone);

  • Pode ser pré-fabricado fora do ambiente de instalação;

  • É indicado para qualquer altura de edificação.

Aspectos negativos:

  • Utiliza mais acessórios para instalação (silicone e tarucel);

  • Pode ter maior custo com limpeza (manutenção preventiva), devido a exsudação do silicone neutro nas juntas;

  • Não deve ser utilizado com ACM de lâminas inferiores a 0,50 mm.

BANDEJA COLADA


Aspectos positivos:

  • Permite juntas menores e mais rasas (discretas);

  • É indicado para qualquer tipo de espessura de ACM;

  • Rapidez de instalação se comparado ao método de bandeja vedada;

  • Pode ser pré-fabricado fora do ambiente de instalação.

Aspectos negativos:

  • A instalação não pode ultrapassar a 100 m de altura (não indicado para arranha-céu);

  • É necessário a utilização de acessórios específicos (álcool isopropílico e primer), manter as mãos limpas para evitar contaminação na colagem, além de conhecer o processo de pressionamento da fita no momento da aplicação;

  • É necessário saber calcular a quantidade de fitas a utilizar com base no peso do módulo.

Edifício São Luiz Gonzaga, São Paulo (SP)/Divulgação

Leia mais aqui:



*Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

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