Vida útil dos materiais define durabilidade das obras
- Equipe Contramarco
- há 3 dias
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Projeto, escolha de produtos e aplicação correta são decisivos para o desempenho ao longo do tempo

A durabilidade de uma edificação está diretamente relacionada à vida útil dos materiais empregados desde as etapas iniciais do projeto. Mais do que uma característica isolada de cada produto, a longevidade de sistemas construtivos depende de fatores como especificação técnica adequada, qualidade da execução, condições de uso e manutenção ao longo dos anos. Quando esses aspectos não são considerados de forma integrada, o desempenho da obra pode ser comprometido precocemente.
De acordo com Ricardo Faria, gerente técnico do Grupo Soprema, é comum que problemas de durabilidade estejam associados a falhas no planejamento. “A vida útil de um sistema começa no projeto. Quando o material não é compatível com as condições de exposição, com o tipo de estrutura ou com o uso previsto, o desgaste ocorre de forma acelerada, mesmo que o produto seja tecnicamente adequado para outras aplicações”, explica.
Projeto, execução e ambiente
Entre os principais fatores que influenciam a durabilidade estão as condições ambientais às quais a edificação será submetida. Incidência de raios UV, variações de temperatura, presença constante de umidade, agentes químicos e esforços mecânicos são elementos que exigem soluções específicas. Além disso, a correta preparação do substrato e o cumprimento rigoroso das orientações de aplicação são determinantes para que o material alcance o desempenho esperado.
Outro ponto relevante é a integração entre os diferentes sistemas da construção. Impermeabilização, isolamento térmico, proteção estrutural e revestimentos devem atuar de forma conjunta. “Não se trata de analisar o produto de forma isolada, mas o sistema como um todo. Uma falha em uma camada pode comprometer todas as outras e reduzir significativamente a vida útil da edificação”, afirma Faria.
A manutenção preventiva também exerce papel fundamental nesse processo. Inspeções periódicas permitem identificar desgastes naturais antes que evoluam para manifestações patológicas mais graves, reduzindo custos e prolongando a vida útil dos sistemas. Segundo o especialista, postergar intervenções costuma resultar em danos estruturais mais complexos. “Quanto mais cedo o problema é tratado, menor é o impacto técnico e financeiro da correção”, ressalta.
Por fim, a disseminação de informação técnica é apontada como um dos caminhos para melhorar o desempenho das construções ao longo do tempo. Profissionais capacitados tendem a especificar e aplicar os materiais de forma mais assertiva, alinhando projeto, execução e manutenção. “Durabilidade não é um acaso. Ela é resultado de decisões técnicas bem fundamentadas ao longo de todo o ciclo da obra”, conclui o profissional.
Fonte: 2PRÓ Comunicação | João Ruvolo




