SOFTWARES NA INDÚSTRIA DE ESQUADRIAS

O avanço das tecnologias das Revoluções Industriais ao 5G

Inglaterra, meados de 1760. A Primeira Revolução Industrial surgia, trazendo a mecanização de alguns processos. O carvão era a mais nova fonte de energia, e a produção deixou de ser artesanal e passou a ser em larga escala, com a utilização de máquinas a vapor. Houve a invenção de novos sistemas de transporte, como as locomotivas.
A Segunda Revolução Industrial foi marcada pela chegada da eletricidade e petróleo como novas formas de energia, a partir de meados de 1850. A utilização destas energias e o desenvolvimento das indústrias químicas e do aço resultaram na evolução e criação de inventos como automóveis, telefones e televisões. As grandes fábricas e os modelos de organização e produção industrial elaborados por Frederick Taylor e Henry Ford tornaram-se reconhecidos.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os avanços tecnológicos abrangeram também o campo da ciência, a fase da Terceira Revolução Industrial é também conhecida como Revolução Técnico-Científica e Informacional. Essa etapa foi marcada pelo surgimento dos equipamentos eletrônicos, telecomunicações e computadores.
Na área industrial, a terceira revolução trouxe a invenção dos robôs e autômatos, ou máquinas que operam de forma automática, além do modo de flexibilização da produção chamado de Toyotismo, que tem como premissa a adequação da produção e estocagem dos itens a partir da demanda de consumo.

Atualmente, estamos na Quarta Revolução Industrial, conhecida como Indústria 4.0, tem como principal característica a interconexão de todas as etapas da produção. Baseada na digitalização das informações, com inteligência artificial, robótica, internet das coisas e computação em nuvem, e na utilização dos dados para tornar a indústria mais eficiente, esta nova revolução visa reduzir falhas, aumentar a sustentabilidade da indústria e a lucratividade.
A economia de energia e recursos provida pelas novas tecnologias, além da utilização de fontes de energia alternativas, como eólica, solar, e geotermal, pode fazer com que ocorra mais um passo em direção a um futuro sustentável.

“Com o amplo uso de conectividade, a Quarta Revolução traz um nível de integração que não era possível anteriormente. Ela já está impactando profundamente a relação entre consumidores e fornecedores, entre as diversas empresas das cadeias de suprimentos e entre diferentes áreas da mesma empresa”, disse Ricardo Caruso, engenheiro e instrutor do programa de Indústria 4.0 da Fundação Vanzolini, ao portal A Voz da Indústria.
Já para um futuro próximo, mais mudanças são esperadas, pois o mercado já discute a chegada da Quinta Revolução Industrial. Segundo o site Xerpay, as características dessa fase são: uma nova maneira de pensar; uma busca pela otimização dos processos produtivos; e a implementação da presença das tecnologias de automação com o auxílio do capital humano especializado. Além disso, diferente das revoluções anteriores, a tendência é de que os avanços ocorram de forma cada vez mais rápida.

IMPACTOS DO 5G
Mais do que o ganho de velocidade, com acesso a conexões entre 1 e 10 Gigabits por segundo — cada Gigabit por segundo corresponde a 125 Megabytes por segundo, a nova tecnologia deixará os canteiros mais inteligentes e abrirá, de forma ampla, os caminhos para a Inteligência Artificial, sensores, drones, robótica e muitas outras inovações que dependem dessa conexão para se estabelecer, segundo o portal Canal da Engenharia.
Conforme o site Olhar Digital, atualmente, redes móveis de terceira geração operam com latências (tempo em milissegundos, ou ms, para seu dispositivo obter uma resposta da torre de celular ou do link de rádio da conexão, e isso envolve o envio de mensagens, dados e outros comandos) acima de 100 ms. As redes 4G, por sua vez, podem variar entre 30 ms e 70 ms — dependendo da região, o tempo de resposta pode ser ainda mais baixo.
“Além de atuar com velocidades altas de conexão, o 5G promete latências entre 5 ms e 20 ms, que permitirão tempos de resposta mínimos entre as redes e os dispositivos”, ainda de acordo com o Olhar Digital. Pelo cronograma da Anatel e do Governo, 27 capitais brasileiras receberão o 5G até julho de 2022.

Nesse cenário, os softwares para gestão de serralheria também estão fazendo a diferença no mercado, auxiliando e facilitando os processos de cálculos e gestão, reduzindo desperdícios de materiais, montando orçamentos, entre outras funções. Para saber mais sobre o tema, nossa equipe entrevistou Alan Bernardes, diretor executivo da Alumake, desenvolvedora de softwares para fabricantes de esquadrias de alumínio e PVC, acompanhe.
Revista Contramarco - Quais soluções a marca oferece para o mercado de esquadrias? Como os sistemas auxiliam no dia a dia do serralheiro?
Bernardes - A solução que nós temos hoje no mercado de esquadrias é definida para o setor de orçamento e produção. Então, principalmente, nossa empresa focou na parte técnica calculista. Sendo assim, calcula desde o orçamento preliminar ao cliente, como custos, margens de vendas e gera propostas comerciais com desenhos, informações e conteúdos.
Quando diz respeito à produção, nós temos toda a parte de planejamento de corte, otimização, ordem de fabricação, relatórios de compra e de acompanhamento de obra. É um sistema muito prático no dia a dia, porque além da rapidez, conta com a precisão e a facilidade de uma pessoa, que não é tão instruída na parte de esquadrias, operar a solução e obter resultados tranquilamente.
Revista Contramarco - Em sua visão, qual a importância da automação de cálculos e do controle operacional da empresa? Por quê? Comente sobre o custo-benefício.
Bernardes - A importância da automação dos cálculos na empresa é primordial por dois fatores: tempo e qualidade. Hoje, é um mercado muito acelerado, depende de uma compra organizada, de uma posição para o cliente e de um planejamento de produção.
Então, você tendo o sistema, garante uma visão muito mais ampla desse processo. Além de poder também soltar relatórios, compras e se planejar. E, claro, a qualidade, por mais que a pessoa seja um serralheiro com experiência ou técnico, que faça cálculos sempre à mão, a ferramenta é padronizada, isso evita muitos erros e problemas a longo prazo. Pode ter ali situações que somente o sistema vai te dar essa qualidade de cálculo e resultados no cotidiano.

Revista Contramarco - Quais conhecimentos prévios o serralheiro precisa ter para utilizar o serviço?
Bernardes - Falando simplesmente da nossa ferramenta, é um sistema muito prático de operar. A pessoa que está operando ele, vai tratar de informações do mercado, de linhas, tipo de vidro, medidas, entre outras. A pessoa tendo uma instrução de produto de mercado, já consegue utilizar o sistema normalmente.
Agora, entrando em um âmbito mais técnico, em uma criação de tipologia, mudança de cálculo, inclusão de perfil, remoção de algum perfil, aí é necessário que o técnico ou o serralheiro tenham uma instrução base de cálculo. Nós orientamos e damos aula em cima disso, justamente para ele conseguir alterar baseado nas informações técnicas.
Revista Contramarco - Os softwares e sistemas que envolvem inteligência artificial são tendências para o futuro do mercado de esquadrias? Quais são as atualizações que as empresas de tecnologia e os serralheiros terão que implantar nos próximos anos?
Bernardes - Quando fala-se em inteligência artificial, todos pensam em robôs e máquinas autônomas ocupando o espaço do ser humano, mas não é assim, a tecnologia está aí para ajudar e somar no dia a dia.
Nesse setor, vai auxiliar em processos, em gestão de fábrica e em gestão de produto. No caso de um produto muito comercializado, por exemplo, o software pode te dar como uma opção alguma restrição de uso ou algum conteúdo técnico que vai ser informado naquele processo, ele vai criando moldes, baseado na sua produção, para te orientar. Bem como um controle de fábrica, tempo empregado, gestão de tempo, gestão de processo, no qual você tem uma visão no momento do orçamento se a sua fábrica vai comportar e quanto tempo será empenhado em cima daqueles produtos.
Fontes: A Voz da Indústria, Canal da Engenharia, Xerpay e Olhar Digital.






