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PORTAS DE CORRER: SINÔNIMO DE MAIS ESPAÇO E PRATICIDADE


Foto: Magazine Luiza/Reprodução

“Além da parte estética, a maior vantagem das portas de correr consiste na economia de metragem. A portal tradicional, também chamada de porta de giro, abre um raio para fora do ambiente que impossibilita ocupar essa área com mobiliário ou objetos. Assim, é preciso mantê-la livre para a abertura. Já uma porta de correr não tem esse problema! Para ambientes apertados, lavabos, depósitos, quartos pequenos, entre outros cômodos, elas são uma excelente solução para conseguir ampliar o espaço interno, além de aumentar a circulação”, explica Bruno Moraes, arquiteto.


Há vários tipos de portas de correr disponíveis no mercado. O arquiteto destaca três tipos mais comuns atualmente, são eles: porta embutida e que corre dentro da parede; porta de correr que fica em frente da parede com a roldana e o trilho aparentes; e porta de correr que fica em frente da parede, mas com roldana e o trilho escondidos.


Embutida e que corre dentro da parede


Esse estilo é muito procurado em razão do resultado do acabamento e em função da maior privacidade obtida, pois a porta apresenta melhor encaixe com a parede. Assim, Moraes indica dois caminhos para embutir a porta:


O primeiro é a montagem de uma espécie de “segunda parede” (geralmente em drywall, em razão da menor espessura) e paralela àquela já existente, ocasionando em uma pequena reforma, com massa corrida, pintura e etc. Assim, a porta de correr passaria nesse vão entre as paredes.


Porém, essa alternativa não é a melhor solução, segundo o profissional. “Mesmo com drywall, que é mais fino que a alvenaria, ficamos prejudicados com a perda de espaço, pois no desenho final ficará uma parede, a porta no meio e, então outra parede. Porém, ainda assim, esse é um sistema que muitas pessoas utilizam”, comenta o arquiteto.


A segunda alternativa, mais interessante, na visão de Moraes consiste em kits metálicos de portas de embutir (com algumas marcas no mercado que podem ser compradas via internet). “O kit consiste em uma porta e uma estrutura metálica. Na obra é necessário quebrar a parede, encaixar os componentes, e então apenas colocar um revestimento na frente, que pode ser uma marcenaria ou uma placa de drywall, sem a necessidade de uma nova parede. Em resumo, a porta ficará no meio desses dois revestimentos. Então, visualmente ficará uma parede única com espessura bem fininha”, aconselha Moraes.


Localizada em frente da parede e com trilho aparente


Para o arquiteto, essa é uma opção esteticamente bonita e prática, pois não há obras. O trabalho consiste na instalação de um trilho e de uma porta de correr em frente da parede já existente e com a presença de um pequeno vão entre os dois. Sua colocação é fácil, pois se baseia em apenas furar a parede e instalar o sistema da porta. Porém, sua principal desvantagem é o preço mais caro das ferragens e roldanas, que são feitas em materiais mais nobres para que possam ficar aparentes. “Em muitos casos, o valor das ferragens será similar à marcenaria, portanto é preciso avaliar com calma essa possibilidade”, recomenda.


Porta de correr que fica em frente da parede, mas com roldana e o trilho escondidos


O terceiro é o sistema mais tradicional. Assim, como no exemplo anterior, há a instalação de um trilho e de uma porta de correr em frente à parede já existente e com um pequeno vão entre os dois. Porém, nos casos em que o trilho não registra um acabamento tão atrativo, a alternativa é instalar um bandô para escondê-lo.


Moraes conta que o material mais usual para as portas é a madeira, tanto em função do peso, como pela facilidade de acesso. Todavia, ressalta que os modelos em vidro e em metal também ficam muito elegantes, mas precisam de um estudo específico e de acordo com a situação. No caso específico do metal, que é um material mais pesado, é necessário tomar cuidado com o peso da porta, pois talvez seja necessário fazer um reforço na estrutura (trilhos e roldanas).


O arquiteto afirma que as portas de correr são bem-vindas em todos os cômodos, mas recomenda cautela na instalação em ambientes que requerem mais privacidade. “No caso dos banheiros ou quartos, eu não indico o tipo de porta que fica em frente à parede, pois existe uma pequena fresta que poderá ocasionar constrangimentos. Nesses casos, se não for feito algum tipo de acabamento para fechar o ângulo de visão e a passagem de sons, com marcenaria, por exemplo, haverá o risco da perda de privacidade”, alerta.


Fonte: Bruno Moraes Arquitetura/Assessoria dc33 Comunicação

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