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O sucesso do Fórum Contramarco em Belo Horizonte

Foto do escritor: Equipe Contramarco
Equipe Contramarco
há 7 horas
5 min de leitura

Por volta de 10h00 do dia 15 de outubro, os 340 participantes inscritos na 9ª edição do Fórum Contramarco se acomodaram no salão reservado no Minascentro, região central de Belo Horizonte (MG). O evento teve como mestre de cerimônias o professor Alexandre Araujo, fundador do Canal do Serralheiro e coordenador do bem-sucedido curso de pós-graduação em Esquadrias e Fachadas.

 

“Este é um momento de aprendizado e conexão”, destacou Araujo, chamando ao palco Luis Tavares, diretor do Grupo Contramarco, organizador do Fórum, para dar as boas-vindas aos participantes presentes no auditório.

 

“A tecnologia vai nos salvar da falta de mão de obra”, afirmou Tavares em sua breve apresentação, mencionando que está desenvolvendo — com o apoio de um conceituado grupo de especialistas do setor — um amplo projeto a ser lançado em breve, com foco na formação de mão de obra qualificada para o nosso setor.

 

Representantes do Simvidro (Sistema Integrado Mineiro do Vidro Plano) e da Afeal (Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio) também foram convidados a comentar sobre a importância do Fórum e das iniciativas de suas r

respectivas entidades junto ao mercado.

 


“Precificação estratégica: o preço define como o mercado enxerga o seu trabalho”

 

Com este tema, Wilson Ricoy, da Academia Afeal, discorreu sobre várias questões importantes envolvendo a gestão de uma empresa do ramo, lembrando aos participantes que “vender mais não significa ganhar mais” e quais devem ser os principais critérios a serem levados em consideração para se chegar a resultados positivos, evitando o retrabalho e gerando lucros.

 

“A falta de mão de obra qualificada: problema ou sintoma?”

 

Rivônio Cordeiro, da CSA Consultoria de Esquadrias, mostrou em sua apresentação que o mercado brasileiro tem um sintoma crônico de falta de mão de obra, e que o Estado é ausente, por não oferecer muitas opções de cursos públicos para qualificação técnica adequada. O próprio mercado falha em não se auto-organizar em larga escala nessa questão da mão de obra. “É preciso uma maior articulação, para podermos avançar e sair dessa letargia estrutural da indústria”, disse Cordeiro, acrescentando, porém, que há boas iniciativas por parte de empresas que programam visitas técnicas, treinamentos presenciais e online para os interessados em melhorar seus conhecimentos — e que os profissionais participantes do setor devem buscar essas informações nas empresas da área. Outro ponto abordado pelo consultor foi o lançamento da primeira plataforma brasileira de inteligência artificial esquadr.IA, que tem versão gratuita e também por meio de assinatura.

 

“Fachada bonita não basta: o desafio da estanqueidade nas fachadas de vidro”  

 

Na sequência, a arquiteta Audrey Dias, da Aluparts, apresentou sua visão especializada sobre a deterioração que afeta diretamente a vida útil das fachadas. “Elas são concebidas para durar, mas para isso precisam ser cuidadas, com uma manutenção eficiente”, observou, lembrando que a patologia não começa quando os problemas ficam visíveis na fachada. “Aparecem quando nós mesmos permitimos que aconteça de forma despercebida, principalmente nas interfaces entre a esquadria e os demais materiais que compõem o edifício, seja no pilar versus viga, na esquadria versus platibanda”, ressaltou Audrey, acrescentando duas perguntas importantes: quem é o responsável por cuidar do encontro (ou contato) entre os materiais diversos de uma construção? Quem deve inspecionar essas interfaces para que a patologia não crie problemas na edificação? Nesses quesitos é fundamental que toda construção passe por uma revisão períódica de suas condições, promovendo uma melhor e maior vida útil, afirmou a especialista em patologia das construções.

 

“De vidraceiro a serralheiro: oportunidade ou risco?”

 

Cirilo Paes, da CP Consultoria, relembrou sua longa experiência no ramo, que soma mais de 30 anos, e da transição profissional da área do vidro para a área de esquadrias, a chegada do vidro temperado, a guerra de preços e o crescimento descontrolado e problemático do mercado vidreiro, que ocasionou a migração de muitos vidraceiros para a área de esquadrias. Cirilo conta que a cultura do vidraceiro nesse período “contaminou” o mercado de esquadrias, causando a queda de qualidade dos serviços prestados. Como recuperar a saúde do mercado? Cirilo mostrou que o bom profissional de hoje precisa observar e cumprir as normas técnicas, que estão mais eficientes, e buscar conhecimento atualizado em gestão, para melhor atender o mercado comprador e gerar ganhos compensadores, sem “gambiarra” ou retrabalho.

 

“Detalhe construtivo: como nasce uma fachada eficiente”

 

Os detalhes que compõem a fachada e a necessária inter-relação entre as partes no processo de construção formaram o foco escolhido pelo especialista Crescêncio Petrucci, diretor da Crescêncio Engenharia. “Uma fachada eficiente não nasce no canteiro de obras”, afirmou durante sua apresentação, salientando que, para se obter uma eficiência adequada e compatível, devem ser observadas três etapas básicas: projeto, materiais escolhidos e mão de obra qualificada. “As ações de vento nas edificações são fatores que geram pressão e obstáculos, quando temos outras edificações altas e próximas, e isso deve ser previsto e ajustado a partir de ensaios de túnel de vento”, comentou o especialista, mostrando alguns estudos de caso importantes e diferenciados, em prédios erguidos em diversas localidades.

 

“Do projeto à proposta sem ninguém operar os sistemas — apenas a IA”

 

Júnior Araujo, do Canal do Serralheiro e colaborador da revista Contramarco (coluna “Fala, Professor!”), apresentou um panorama sobre os atuais recursos disponíveis no campo da inteligência artificial (IA), que vêm contribuindo para agilizar uma diversidade de tarefas no dia a dia das empresas. “É a IA que responde, é a IA que analisa, é a IA que usa ferramentas, é a IA que executa processos e, neste momento, ela também conecta etapas até a entrega final do pedido ao cliente”, resumiu Júnior, destacando as qualidades da BIA — a plataforma de inteligência artificial com foco na Indústria 6.0, que ele desenvolveu com sua equipe do Canal do Serralheiro. Engenheiro de Produção e Software, Júnior afirmou que a tecnologia presente na BIA foi projetada para ir além de uma ferramenta comum de consultas. “Ela atua de ponta a ponta, diretamente nos processos operacionais e técnicos das indústrias de esquadrias e fachadas, auxiliando na tomada de decisões, automação de processos e eficiência de gestão fabril”.


“Fachadas BIPV: uma nova oportunidade”

 

Ricardo Scarpi, executivo da Garantia Solar, e Eduardo Bragança, diretor da Inox-Par, mostraram os vários benefícios do sistema fotovoltaico integrado à construção, com a introdução já normatizada no Brasil de filmes solares nas fachadas com vidros laminados, recurso que permite a captação, armazenamento e uso da energia solar. Para enfatizar os benefícios, ambos apresentaram exemplos em uso em diversos edifícios nos quais foram instalados brises fotovoltaicos ou pergolados com telhas de captação de energia solar, ou fachada envidraçada com temperado laminado fotovoltaico.

 

Debate com arquitetos e construtores

 


No final do 9º Fórum Contramarco, o palco foi ocupado por Rodrigo Fontoura Silva, da Patrimar Engenharia; Afonso Wallace Guimarães de Oliveira, da Dávila Arquitetura e Engenharia; Leonardo Lobato, da Construtora Terrazzas; e Túlio Vinícius Lopes, da BM Consultoria e Esquadrias. Para este debate especial, o mediador foi Luis Tavares, diretor do Grupo Contramarco. Os temas do debate envolveram diversas questões ligadas à indústria de esquadrias e vidro, as oportunidades, os desafios e as possíveis melhorias sob a ótica desses profissionais arquitetos e construtores.

 


Assista pelo YouTube a íntegra desta edição do Fórum Contramarco neste link: https://www.youtube.com/live/YEvbI9BUq1A?is=n1NYcJSmZyst5TJZ

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