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Feipat dobra de tamanho e chega à segunda edição com foco em diagnóstico, recuperação de fachadas e inovação

Feira exclusiva sobre patologia das construções acontece simultaneamente à Fesqua, de 9 a 12 de setembro, no São Paulo Expo



Em apenas dois anos, a Feipat – Feira da Patologia das Construções cresceu 100% em área de exposição e se consolidou como o principal evento dedicado ao diagnóstico, manutenção e reabilitação de edificações no Brasil. A segunda edição acontece de 9 a 12 de setembro, no São Paulo Expo (SP), de forma simultânea com a Fesqua – Feira Internacional da Indústria de Esquadrias, a Fesqua Vetro e o Ebrats. 


O evento é uma realização do Grupo Contramarco em parceria com a ADPAT – Associação/Amigos da Patologia das Construções, com organização da IEG Brasil – Italian Exhibition Group. 


Para Felipe Lima, engenheiro civil, professor e fundador da ADPAT e diretor da Feipat, o crescimento expressivo da feira reflete dois movimentos simultâneos no setor da construção civil brasileiro. 


"As edificações brasileiras estão envelhecendo e exigindo cada vez mais conhecimento técnico para manutenção, inspeção e reabilitação. Temos um estoque enorme de edificações chegando em fases críticas do ciclo de vida, especialmente fachadas, estruturas e sistemas de vedação", explica Lima. Ao mesmo tempo, ele aponta que o mercado começa a mudar de postura. "Durante muitos anos, a manutenção foi vista como custo. Agora ela começa a ser entendida como proteção patrimonial, segurança e preservação de desempenho. Síndicos, construtoras, incorporadoras e gestores já percebem que esperar a manifestação aparecer para agir custa mais caro. Técnica, financeira e juridicamente." 


Encontro frequente nos laudos | A relação entre a patologia e o universo das esquadrias é direta. Segundo Lima, uma das falhas mais recorrentes que identifica em vistorias está na incompatibilização entre sistemas construtivos. "Muitas vezes o projeto de esquadrias, fachada, impermeabilização e vedação não conversa adequadamente. Isso gera infiltrações, falhas de estanqueidade, fissuração no entorno dos caixilhos e degradação precoce dos selantes." 


O engenheiro ressalta que, na maioria dos casos, o problema não nasce no material, mas no detalhe construtivo e na ausência de controle de execução. "Na engenharia diagnóstica aprendemos que o problema raramente surge de forma instantânea. Ele normalmente dá sinais antes. O grande desafio é criar uma cultura técnica capaz de identificar esses sinais precocemente." 


Normas técnicas avançam, cultura ainda evolui | A entrada em vigor da ABNT NBR 16747 (Inspeção Predial) e a Lei do Retrofit ampliaram as obrigações de proprietários e gestores, fortalecendo o papel do laudo técnico. Mas, na avaliação de Lima, ainda existe uma lacuna cultural importante. 


"Muitos profissionais e gestores ainda acionam o patologista apenas quando o problema já está instalado, visível ou gerando risco. O que falta é compreender que o laudo não é apenas um documento – ele é uma ferramenta de tomada de decisão", afirma. "Precisamos evoluir para uma mentalidade onde inspeção e diagnóstico façam parte da estratégia da edificação, assim como acontece na medicina preventiva."

 

Programação técnica voltada à transformação prática 


A curadoria do evento, coordenada pelo próprio Felipe Lima, foi estruturada para ir além da exposição de produtos e serviços. "Não queremos apenas transmitir informação. Queremos gerar transformação prática", afirma. 


A grade técnica reunirá pesquisadores, especialistas, profissionais de campo e representantes da indústria para tratar de temas como diagnóstico eficiente, redução de erros, aumento de desempenho e durabilidade, aplicação de tecnologia na engenharia diagnóstica e tomada de decisão técnica. Estudos de caso com análises de falhas reais e soluções executivas também integram a programação. 


Entre as tecnologias em destaque estarão termografia, drones, mapeamentos digitais e sistemas de monitoramento aplicados à inspeção e recuperação de fachadas. "Como engenheiro, algo que sempre reforço é que não existe boa recuperação sem um bom diagnóstico", diz Lima. "Já participei de casos em que a solução inicialmente proposta atacava apenas o sintoma, mas após uma investigação técnica mais aprofundada foi possível identificar a verdadeira origem do problema, evitando retrabalhos e reduzindo custos futuros." 


A realização conjunta com a Fesqua – considerada a terceira maior feira do mundo no segmento de esquadrias – potencializa o alcance da Feipat junto a um público qualificado de fabricantes, engenheiros, arquitetos, construtores e profissionais de obras. A expectativa é receber mais de 48 mil visitantes ao longo dos quatro dias de evento. 


Feipat 2026 | Feira da Patologia das Construções

Data: 9 a 12 de setembro de 2026

Horário: 4ª a 6ª - 13h às 20h | Sáb. - 11h às 18h

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP


Para mais informações: fesqua.com.br

Credenciamento imprensa: acesse Fesqua Imprensa


Fonte: 2PRÓ Comunicação | Teresa Silva

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