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Fala, Professor!: A IA não vai apenas responder, ela vai executar o trabalho

Foto do escritor: Júnior Araujo
Júnior Araujo
há 27 minutos
2 min de leitura

*Por Júnior Araujo – engenheiro de produção, professor assistente com foco em Engenharia de Produção e gestor de novos negócios e expansão no Canal do Serralheiro.



Imagine que o orçamentista da sua empresa saia de férias quando chega uma pilha de

pedidos. Quem assume esse trabalho? 


Agora imagine uma inteligência artificial (IA) capaz de analisar dados, consultar preços, iniciar orçamentos e preparar listas de corte para a conferência de um profissional.


Parece distante? Talvez essa realidade esteja mais próxima do que imaginamos.


Transformação a caminho 


Durante muito tempo, falar em IA significava pensar em ferramentas que apenas respondiam perguntas.


A próxima transformação será diferente. 


A inteligência poderá funcionar como uma camada sobre sistemas, arquivos e planilhas, consultando, executando, monitorando e automatizando atividades.


Na indústria de esquadrias, isso abre novas possibilidades. Imagine informar os dados de uma obra e a IA iniciar um orçamento, consultar cadastros, preparar materiais, desenvolver projetos no AutoCAD e criar as próximas tarefas no Trello ou em outro sistema de gestão. Ao mesmo tempo, ela poderá acompanhar prazos, identificar obras em risco e avisar o gestor antes que o atraso chegue ao cliente.


Não se trata de substituir profissionais experientes ou entregar decisões críticas a uma máquina sem controle. Trata-se de retirar das pessoas parte do trabalho repetitivo, permitindo que se concentrem em análise, relacionamento e decisões que exigem experiência. A IA poderá trabalhar, mas deverá seguir regras, permissões e padrões definidos pela empresa.


Ainda existem desafios? 


Tenho pesquisado esse movimento e mantido contato com pesquisadores de universidades que acompanham a evolução dessas tecnologias. Em ambientes de teste, já é possível observar inteligências artificiais consultando informações em diferentes sistemas, executando comandos reais e monitorando situações sem que alguém precise permanecer diante do computador. Ainda existem desafios, mas a direção dessa evolução já está clara.


Próximo passo 


Se a Indústria 4.0 conectou a fábrica e a 5.0 colocou tecnologia e pessoas no centro de uma nova relação produtiva, propomos a Indústria 6.0 como o próximo passo: a era em que a inteligência deixa de apenas auxiliar e passa também a agir. 


A partir dessa visão, no Canal do Serralheiro estamos propondo a Indústria 6.0 — A Era da Indústria Autônoma. É a evolução de uma indústria conectada e automatizada para outra em que a IA interpreta contextos, interage com sistemas, executa tarefas e acompanha a operação, sempre dentro das regras, permissões e padrões da empresa.


Engenharia de Produção


Para aproveitar esse futuro, é preciso começar pelo presente. Processos mal definidos, cadastros incompletos e informações espalhadas continuarão sendo problemas, mesmo com uma tecnologia poderosa. A Engenharia de Produção será essencial para organizar os fluxos, definir padrões e transformar o conhecimento da equipe em regras que a IA consiga seguir com segurança.


Ao caminhar pelos corredores da FESQUA, vale olhar além das máquinas e dos softwares. A próxima revolução poderá estar na conexão entre essas ferramentas, conduzida por uma inteligência capaz de compreender o contexto da empresa e trabalhar dentro dela. Quando essa realidade chegar à indústria de esquadrias, a sua empresa estará preparada?


*Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.


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