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Fachadas de vidro e o risco invisível para aves

Foto/Reprodução: Divinal Vidros
Foto/Reprodução: Divinal Vidros

O avanço do uso de fachadas envidraçadas na arquitetura tem levantado um alerta entre especialistas: o impacto dessas estruturas sobre as aves. Estudos e dados de organizações ambientais apontam que o vidro, apesar de suas vantagens estéticas e funcionais, pode representar um risco significativo para esses animais. 


Colisões em larga escala preocupam especialistas


De acordo com a SOS Aves & Cia, no Rio de Janeiro, em 2019 cerca de 70% das aves socorridas pela instituição são vítimas de colisões com vidros e edifícios espelhados. Em escala internacional, o British Trust for Ornithology estima que, apenas no Reino Unido, janelas causem aproximadamente 100 milhões de colisões de aves por ano. 


Nos Estados Unidos, dados do U.S. Fish and Wildlife Service indicam que mais de um bilhão de aves colidem anualmente com superfícies de vidro.


Por que as aves não reconhecem o vidro 


Segundo especialistas, o problema está na forma como as aves percebem o ambiente. A bióloga Andreia Celso explica que esses animais não reconhecem o vidro como uma barreira física. Em superfícies transparentes, enxergam o ambiente do outro lado e mantêm sua trajetória de voo. Já nas fachadas espelhadas, o reflexo do céu e da vegetação cria a ilusão de continuidade da paisagem, o que contribui para os choques.


Medidas que ajudam a reduzir colisões


Existem soluções que podem diminuir a incidência de acidentes. Entre elas estão a aplicação de películas, jateamento, gravações ácidas e o uso de adesivos que criam padrões visuais percebidos pelas aves. Além disso, especialistas recomendam reduzir a iluminação artificial noturna, que pode atrair aves migratórias e aumentar o risco de colisões.


Vidro “bird friendly” da Divinal


Diante desse cenário, a indústria tem investido em soluções específicas. Um exemplo é a linha de vidros “bird friendly”, como o Divinal Bird Protection, da Divinal Vidros.


O produto utiliza tecnologia de serigrafia para criar padrões na superfície do vidro, o tornando visível para as aves e reduzindo as colisões. Segundo a empresa, a solução segue diretrizes de instituições internacionais, como a American Bird Conservancy, e apresenta eficiência de até 94% em testes controlados.


Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)


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