• Equipe Contramarco

ESQUADRIAS E SUAS AMPLAS FUNCIONALIDADES

O arquiteto Thiago Machado fala sobre a importância das portas e janelas para uma obra


Que tal olhar para as esquadrias com outra perspectiva? Indo muito além de questões como passagem de ar, iluminação e pessoas? Essa é a proposta dessa entrevista que a equipe Contramarco realizou com Thiago Machado, arquiteto e sócio-diretor da TM2 Planejamento e Projeto, empresa parceira do grupo Retha.


Thiago Machado, arquiteto

Machado aborda questões de funcionalidade, estética, estanqueidade, entre outras. Trazendo também esclarecimentos e exemplos sobre reforma e retrofit.


Acompanhe!






FUNCIONALIDADES DAS ESQUADRIAS


“As esquadrias estão “na cara” do edifício, são parte importante na solução estética do imóvel. Temos muitas questões funcionais que vão além da questão estética, como estanqueidade, redução de ruídos e dos raios solares, dentre outros”, comenta Thiago Machado, arquiteto.


Problemas graves de estanqueidade em caixilho, onde os ocupantes do edifício perderam todo o revestimento de piso e equipamentos elétricos, demonstram a falta de seriedade que é dada ao tema, segundo Machado.


Ele afirma que existem escritórios especializados em projetos técnicos e especificação de caixilhos. Mas não são contratados na frequência com que se deve e, muitas pessoas da área nem sequer sabem que eles existem.


REFORMA X RETROFIT


Esses temas estão sempre presentes para profissionais da construção civil, mas muitos não sabem suas especificações.


Machado esclarece as diferenças entre reforma e retrofit. “A reforma é uma adequação no imóvel, seja estética, corretiva, etc, mas que não altera o uso do edifício. O retrofit é a reforma de um edifício, onde alteramos seu uso original”, conta. Para ele, um exemplo clássico é o retrofit da antiga fábrica da Walita em Jurubatuba (SP) que se transformou no Centro Universitário Senac.


Ele relembra outro exemplo de uma obra industrial de recuperação de caixilho no estado de São Paulo, porém não revela seu nome. “Foi executada com muito critério, gerando uma economia significativa para o investidor”, conta.


Antes

Exemplo de obra/Foto fornecida por Italo Genovesi

Exemplo de obra/Foto fornecida por Italo Genovesi

Depois

Exemplo de obra/Foto fornecida por Italo Genovesi

Durante o retrofit, o arquiteto explica que uma esquadria pode ser reaproveitada dependendo de alguns critérios, como o técnico. “Muitas vezes conseguimos fazer uma inspeção visual e descartar o caixilho existente. Caso exista dúvida, antes de reaproveitar, deve-se contratar um especialista para inspecionar o caixilho existente e garantir se é possível reutilizar, se necessita de reforma como substituição de componentes simples ou até mesmo reforços estruturais”.


Para ele, “o especialista deve apresentar um projeto de adequação e acompanhar a execução dos trabalhos, pois existem muitas sutilezas que passam despercebidas aos olhos de um profissional menos especializado”, reflete.


A PROFISSÃO E SEUS DESAFIOS


O projeto de arquitetura é a base para a construção ou reforma de um edifício. É a partir dele que demais projetistas (estrutura, elétrica, hidráulica, caixilhos) desenvolvem seu trabalho. Para Machado, “o projeto é responsável pela qualidade do uso do edifício e pela intervenção estética na paisagem urbana”, explica.


Para finalizar, ele destaca que um grande desafio da profissão é a implementação de soluções técnicas que trarão benefícios à gestão e manutenção do edifício. “São soluções que possuem um custo mais alto, se comparado a uma solução convencional, mas que apresentam o retorno financeiro durante a operação”, diz.

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