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ESCOLA DE 11 MIL M² TEM ARQUITETURA PENSADA PARA AS NOVAS NECESSIDADES DOS ALUNOS


Campus Villa-Lobos da Red House International School/Reprodução: Assessoria Mira Comunicação

A última segunda-feira (02 de agosto) foi o primeiro dia de volta às aulas presenciais na rede estadual de (SP). O governo do estado autorizou que unidades de ensino recebam até 100% dos alunos. Contudo, os cuidados por conta da pandemia continuam e, pelas regras sanitárias, os alunos precisam manter um metro de distância, usar máscara e não se abraçar ou manter qualquer tipo de contato físico, segundo o portal Uol.


Os espaços escolares podem influenciar positivamente na formação das crianças e a tendência pós-pandemia é de que as instituições tenham cada vez mais estruturas diferenciadas.


Denis Fujii, arquiteto do Studio Dlux e responsável pelos projetos da Red House International School, explica que a arquitetura e a proposta pedagógica devem caminhar sempre juntas. “O projeto arquitetônico vai muito além de simplesmente considerar quantos alunos cabem numa sala de aula ou qual é a metragem mínima necessária. A parte arquitetônica, de mobiliário e de design de interiores têm de levar em conta os fluxos e as dinâmicas de alunos e professores no dia a dia e as diretrizes pedagógicas da escola para atender a essas necessidades”, explica.


Para isso, a participação dos educadores é fundamental. “Quando observamos o espaço, imaginamos o que podemos fazer, mas, sem o olhar pedagógico, isso ficaria vazio. A colaboração da equipe pedagógica deixa o projeto mais rico e vivo, pois são eles que estão vivenciando no cotidiano o processo escolar, e isso nos ajuda muito a pautar o que pensamos para aquele espaço”, afirma o arquiteto.


VILLA-LOBOS, UMA ESCOLA MODELO

O campus Villa-Lobos, que será inaugurado neste ano na capital paulista e deve começar a funcionar em 2022, é considerado o carro-chefe da Red House. A nova escola ocupa um terreno de 11 mil m² e o projeto privilegiou todos os aspectos arquitetônicos considerados centrais pela Red House, como salas de aula amplas, com iluminação e ventilação naturais, além de grandes espaços abertos com vegetação e playgrounds a céu aberto.


O terreno possui dois grandes edifícios interligados por uma passarela e um vão livre. “Projetamos as salas de aula nos arredores dessas construções para que elas pudessem contar com iluminação e ventilação adequadas. A parte central é composta por alguns playgrounds cobertos e lounges, que favorecem a interação dos alunos”, conta Denis.


A extensa área externa possibilita ainda que o aprendizado não fique restrito às salas de aula. Foram construídos parques e espaços arborizados para que as atividades pedagógicas possam acontecer também nesses ambientes, ideal para esse momento de pandemia. O campus conta ainda com uma estrutura completa, que inclui estúdio de gravação, laboratórios, refeitório e um grande complexo esportivo, com quadras poliesportivas, de areia e pista de atletismo, capaz de sediar eventos e campeonatos.


ENGAJAMENTO E PROTAGONISMO DO ALUNO

Outro aspecto importante dos projetos arquitetônicos da Red House, segundo Denis, é o foco no protagonismo dos alunos. “Nas salas de aula, laboratórios e salas maker [local em que se tem liberdade para fazer experiências, compartilhar ideias e desenvolver soluções], tentamos cada vez mais desmistificar a questão do professor à frente do processo de aprendizagem e das carteiras enfileiradas diante da lousa. Hoje, a educação está muito moldada no papel do professor como um facilitador na busca de conhecimentos. Procuramos descentralizar esse processo na arquitetura, para promover a interação entre alunos e professores e para as crianças entenderem que o trabalho sempre é colaborativo.”


Fontes: Uol e Assessoria Mira Comunicação

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