Curiosidade: história do pinázio e sua evolução na arquitetura
- Equipe Contramarco
- há 32 minutos
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A origem do pinázio está diretamente ligada à evolução técnica das esquadrias e à história da produção do vidro na arquitetura europeia, especialmente na Itália e na Espanha, o pinázio surgiu inicialmente como um elemento estrutural essencial para a construção de janelas e portas em um período em que a fabricação de grandes chapas de vidro plano ainda não era possível.
Até meados do século XIX, o vidro era produzido artesanalmente por diferentes métodos como:
Crown glass
O artesão soprava uma espera de vidro fundido e girava até formar um disco, do qual apenas as bordas poderiam ser aproveitadas para janelas, exigindo o corte de pequenos fragmentos.
Vidro soprado em cilindro
O tamanho das chapas era limitado pela força física e pela capacidade pulmonar do vidreiro, além de resultar em superfícies irregulares, com ondulações e bolhas. Nessas condições, o uso de pinázios era indispensável para unir e sustentar os pequenos pedaços de vidro, garantindo resistência e estabilidade às esquadrias.
Pinázio e o vidro plano
A necessidade técnica do pinázio começou a desaparecer apenas no século XX, com a introdução do processo de vidro float, desenvolvido em 1952 por Alastair Pilkington. A nova tecnologia permitiu a produção industrial de grandes chapas de vidro perfeitamente planas e resistentes, eliminando a obrigatoriedade das divisões internas para estruturar.
A partir desse marco, o pinázio passou por uma transformação simbólica: deixou de ser uma solução técnica indispensável e passou a ser um elemento associado ao estilo clássico, à tradição e ao valor estético das edificações.
Na arquitetura contemporânea, o pinázio permanece presente, mas com novas funções e materiais. Hoje, pode ser produzido em alumínio, aço ou PVC e aplicado diretamente sobre o vidro com adesivos estruturais de alta performance, ou ainda inserido entre as lâminas de vidros duplos, solução comum em esquadrias modernas por facilitar a limpeza e reduzir a necessidade de manutenção.
Fontes: contramarco.com ; en.wikipedia.org
Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)


