Construtores dos maiores gigantes da engenharia mundial se encontram

Na Arábia Saudita, equipe brasileira visita edifício que terá mais de 1km de altura
Separados por milhares de quilômetros, dois canteiros de obra compartilham o desafio de superar marcas da construção civil mundial. Em Balneário Camboriú (SC), o Senna Tower avança para alcançar mais de 550 metros, sendo o edifício residencial mais alto do planeta. Na Arábia Saudita, o Jeddah Tower é construído para ultrapassar um quilômetro de altura, se tornando o prédio mais próximo de “arranhar o céu”.
Para compartilhar experiências e conhecer de perto a magnitude da obra saudita, uma comitiva da FG Empreendimentos, da Talls Solutions e da PWD visitou o canteiro em setembro de 2026 — quando o Jeddah Tower já ultrapassava 116 pavimentos e alcançava cerca de 466 metros de altura.

Acesso restrito
A comitiva brasileira foi recebida por Ian Norman Miller, diretor executivo sênior de projeto do Jeddah Tower, e acompanhou a concretagem no topo do núcleo estrutural, além de participar de reuniões com as equipes de engenharia e de fachada. O acesso ao canteiro é restrito e extremamente exclusivo.
“Foi o encontro de quem constrói o edifício mais alto do mundo com quem constrói o residencial mais alto do mundo. São duas equipes que estão transformando os limites da engenharia em realidade”, afirma Gustavo Simas, diretor de obras da FG.
A agenda aproximou profissionais que precisam resolver questões como o transporte de concreto a centenas de metros do solo, o desempenho dos materiais, a movimentação de equipamentos e a coordenação das atividades em um canteiro que cresce verticalmente. Entre os especialistas que receberam a comitiva estavam profissionais que participaram da construção do famoso Burj Khalifa, em Dubai (Emirados Árabes), atualmente o edifício mais alto do mundo.

De Dubai à nova fronteira saudita
Referência para o desenvolvimento dos arranha-céus da FG, Dubai mostrou como edifícios de grande altura podem se tornar símbolos de transformação urbana e projeção internacional. Na Arábia Saudita, o Jeddah Tower integra a Jeddah Economic City, distrito planejado ao norte da cidade saudita.
Para Stéphane Domeneghini, diretora executiva e cofundadora da Talls Solutions, a visita conecta equipes que enfrentam desafios semelhantes em contextos distintos e amplia a discussão sobre o papel desses empreendimentos nas cidades. “O Jeddah Tower é, para nós, um projeto irmão. Fomos a Jeddah para uma troca no mesmo nível, entre equipes que enfrentam os mesmos desafios em realidades diferentes. O Brasil está apostando alto, como Dubai fez”, afirma.
Na avaliação da engenheira, a relevância dessas construções ultrapassa seus recordes de altura. “Edifícios como o Jeddah e o Senna são marcos de um tempo. Eles dizem ao mundo que uma cidade e um país decidiram mudar de patamar. O Senna é essa âncora para Balneário Camboriú, para Santa Catarina e para a engenharia brasileira”, acrescenta.
Engenharia nas alturas
Na etapa acompanhada pela comitiva, a concretagem do Jeddah Tower ocorria a quase 470 metros de altura. Para chegar até esse ponto, o concreto percorria linhas de bombeamento instaladas desde a base da torre, em uma operação que exige controle das propriedades do material e integração entre produção, transporte e aplicação.
Os brasileiros conheceram o laboratório de controle tecnológico do canteiro, observaram o funcionamento das fôrmas autotrepantes do núcleo e acompanharam os trabalhos de fachada. Entre as soluções para as condições locais estavam as capas térmicas utilizadas nas betoneiras para enfrentar o calor. “Ver o ciclo de concretagem a quase 470 metros de altura, com a cadeia inteira funcionando, mostra que a obra é ganha no canteiro, todos os dias”, diz Maurício Brunz, gerente de obras da FG.
As discussões sobre materiais contaram com o professor Luiz Roberto Prudêncio Jr. e o engenheiro Denis Weidmann, da PWD, que atuam na tecnologia do concreto do Senna Tower. O intercâmbio permitiu compartilhar experiências sobre os desafios dos dois empreendimentos, considerando as diferenças de clima, materiais, equipamentos e condições de execução. “Estar no canteiro do Jeddah Tower muda a perspectiva sobre o que significa construir nessa escala. Ali, os cálculos e os projetos ganham dimensão real, e cada decisão de engenharia revela sua complexidade. Para quem enfrenta o desafio de erguer o Senna Tower, essa troca amplia nossa capacidade de enxergar soluções e antecipar desafios”, afirma Fatih Yalniz, diretor técnico da Talls Solutions.

Pesquisa brasileira
No Senna Tower, para construir acima dos 550 metros e enfrentar essa escala envolve pesquisas iniciadas em 2021 e o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade brasileira. O trabalho reúne equipes de projeto e de execução, consultores e fornecedores, com estudos de materiais e testes em escala real.
Uma das frentes é a fundação, desenvolvida com estacas de 60 centímetros de diâmetro e até 40 metros de profundidade, armadas em todo o comprimento. Outra é o concreto da estrutura, com resistência especificada de 100 MPa nos primeiros pavimentos, resultado de estudos sobre agregados, aglomerantes e aditivos. “É o jeito da FG. Investimos em gente, em pesquisa e em engenharia feita no Brasil. Em Jeddah, vimos uma equipe que pensa do mesmo jeito”, diz Gustavo Simas.
Além de Stéphane, Yalniz, Simas, Brunz e dos representantes da PWD, participaram da visita Mario Merolli, diretor de engenharia da FG, e integrantes das equipes de projetos e de gestão do Senna Tower.
Investindo na equipe
As viagens técnicas fazem parte de uma estratégia de desenvolvimento profissional incentivada pelo presidente da FG, Jean Graciola; “Investir em engenharia é investir nas pessoas que tornam esses projetos possíveis. Estar no Jeddah Tower, discutir soluções com seus profissionais e trazer esse aprendizado para os nossos canteiros faz parte da capacidade que estamos construindo na FG. O Senna Tower nasce dessa visão de longo prazo: formar equipes e desenvolver conhecimento para realizar no Brasil o que antes buscávamos como referência no exterior”, afirma Jean Graciola, presidente da FG Empreendimentos.
Fonte: Apoio Comunicação/Assessoria de imprensa da FG Empreendimentos






