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Edição n°178 mar/abr 2026

CAPA: A EVOLUÇÃO DOS COMPONENTES PARA ESQUADRIAS E VIDRO

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Crescem as opções que contam com alta tecnologia, maior durabilidade e estética

Colaborou: Rafael Ligeiro (reportagem)

Durante décadas, acessórios, ferragens e componentes permaneceram invisíveis nos projetos — embora fossem responsáveis por garantir o funcionamento das esquadrias. Dobradiças, roldanas, fechos, suportes e sistemas de fixação eram muitas vezes tratados como itens secundários, destinados somente a permitir a abertura, o fechamento ou a sustentação de portas e janelas. 

Com a evolução da construção civil — marcada por projetos mais complexos, maiores superfícies envidraçadas e exigências crescentes de desempenho — esses elementos passaram a assumir papel determinante no funcionamento e na durabilidade dos sistemas construtivos.

Para a elaboração desta reportagem, a equipe Contramarco entrou em contato, por e-mail, telefone e aplicativos de mensagens, com diversas empresas da cadeia da construção vinculadas ao tema em destaque. O objetivo foi reunir percepções sobre critérios de especificação, desafios recorrentes e oportunidades de inovação vinculadas a esse mercado.

Atualmente, esquadrias e sistemas envidraçados são compreendidos como conjuntos técnicos integrados, formados por múltiplos componentes que precisam atuar de maneira coordenada para assegurar desempenho estrutural, conforto termoacústico, segurança e facilidade de uso. Assim, vidro, perfis, ferragens, vedação e mecanismos de movimentação compõem um sistema único, no qual cada elemento influencia diretamente o comportamento final do conjunto.

Esse entendimento é reforçado também pelas normas técnicas brasileiras. Por exemplo, a Prática Recomendada ABNT PR 1010 (Aplicação e manutenção de vidros na construção civil) define que a esquadria deve ser entendida como um somatório de componentes (como perfis, vidro, roldanas, fechos, borrachas e demais acessórios) que precisam atuar de forma integrada para atender aos requisitos de desempenho das edificações. Nesse contexto, ferragens e mecanismos deixam de ser itens periféricos para se tornar parte essencial da engenharia desses sistemas.

Com o avanço das normas e das exigências de desempenho, critérios relacionados à resistência ao vento, estanqueidade à água, isolamento termoacústico, eficiência energética e segurança passaram a demandar soluções cada vez mais sofisticadas, estimulando a evolução tecnológica de dobradiças, fechos e fechaduras, sistemas de deslizamento, dispositivos de travamento e componentes de fixação.

Ao mesmo tempo, o crescimento das superfícies envidraçadas na arquitetura contemporânea — impulsionado por projetos que priorizam iluminação natural, integração visual e fachadas mais leves — ampliou o protagonismo desses componentes. Ferragens e acessórios passaram a ser desenvolvidos não apenas para suportar cargas maiores e permitir movimento, mas ainda para garantir estabilidade estrutural, estética refinada e operação confiável ao longo da vida útil da edificação. Nesse cenário, a evolução dos acessórios e ferragens reflete uma transformação mais ampla da própria construção civil: a transição de soluções meramente funcionais para sistemas de alto desempenho, nos quais cada detalhe técnico contribui para a qualidade final do projeto e para a experiência do usuário.

Na reportagem de capa da edição impressa e online (disponível para assinantes), especialistas e empresas do setor discutem como a evolução tecnológica desses componentes vem influenciando desempenho, segurança e qualidade nas aplicações de esquadrias e vidro.

Empresas participantes: Alumifix, Alushow, Anudal Brasil, Ayshu, De Toni Componentes, Expalum, Fise, Glasspeças, Landy Group, Nakram, Neomec, Pichu, Roto Fermax, Somfy, Udinese Assa Abloy, Vetro Marques, e Vita Componentes.

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