Edição nº143 mai/jun 2020

 

Infelizmente o ano de 2020 finalizará com queda significativa no consumo de esquadrias de alumínio em função da pandemia. Estávamos numa excelente marcha de crescimento no primeiro trimestre de 2020, e já tínhamos atingido 5,9% de crescimento sobre o mesmo período de 2019.

 

Mesmo vivendo um momento atípico, a cadeia de negócios da construção civil está muito mais integrada para discutir ações que podem trazer soluções — indicando o norte a trilhar para o caminho da retomada do crescimento. 

Há fatores primordiais que devemos considerar, como processos mais industrializados, empresas digitais, drones em ação para avaliar terrenos e propriedades, maior mecanização nos canteiros de obras, a evolução dos sistemistas para resolver os problemas de obra com produtos prontos, a transformação da obra numa montadora de serviços, pouquíssimas fabricações no canteiro de obra, a junção da tecnologia mais a produtividade para resultar em custos menores e produtos com maior qualidade — esses serão os principais fatores da transformação da cadeia de negócios da construção civil na pós-pandemia.

No gráfico 2, em destaque, estão as previsões do PIB do Brasil, da construção civil e do consumo de esquadrias de alumínio reavaliadas para os anos de 2021 a 2024, tendo como base um volume bem menor do foi em 2019, em consequência da queda que haverá em 2020.

MERCADO EM PAUTA: PERSPECTIVAS SOBRE A INDÚSTRIA 
 
Exatamente seis meses atrás estávamos otimistas com o segmento de esquadrias de alumínio para o mercado de obras e de lojas de materiais de construção. 

As projeções elaboradas no último trimestre de 2019 e início de 2020 foram para um cenário otimista, diante dos fatores essenciais para um crescimento vertiginoso, os quais saliento aqui: (1) curva de vendas crescendo mais rápido do que a curva de lançamentos, reduzindo os estoques de imóveis; (2) preços estabilizados num patamar acessível ao consumidor; (3) melhora na locação de imóveis; (4) facilidades e taxas menores para financiamento através da CEF; (5) tendência de melhoria no nível de empregos; (6) projetava-se o PIB da Construção Civil em 3,6% de crescimento comparado com 2019; (7) inadimplência baixa; e (8) melhoria nos aspectos regulatórios (distrato, novos instrumentos de financiamento).

A indústria de esquadrias de alumínio iria crescer numa velocidade que em pouco tempo estaríamos num patamar de consumo acima de 100.000 toneladas de janelas e portas de alumínio, proporcionando novos empregos, novos investimentos e novos empreendedores para o setor. Tínhamos um cenário muito animador com previsões de crescimento para os anos de 2020 a 2024, conforme os dados do gráfico 1 acima, em destaque.

A partir do final de março e início de abril, fomos impactados pelo confinamento, mediante as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde. 

Os empregados acima de 60 anos foram afastados por serem do grupo de risco e com isso afetou diretamente o segmento de esquadrias de alumínio, com as empresas modificando suas atividades, com férias coletivas ou férias pontuais, reduzindo a produção e venda para o mercado em baixa no consumo de janelas e portas de alumínio.

Um dos fatores mais importantes que está prejudicando as empresas nesse momento é o fluxo de caixa, pois os bancos estão restringindo empréstimos para capital de giro, dificultando as operações das empresas. E a maior parte das empresas do segmento de esquadrias de alumínio está operando com 35% a 50% da capacidade instalada.

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