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  • Silicone estrutural é elemento fundamental para fixação de sistemas

    O structural glazing, também conhecido como envidraçamento estrutural, é um sistema de fachada em que os painéis de vidro são fixados por meio de silicone estrutural aos perfis de alumínio. A tecnologia permite que o vidro seja o principal elemento visual da fachada, reduzindo a presença de elementos externos de fixação. O silicone estrutural utilizado nesse processo é um selante de alta performance desenvolvido para aplicações que exigem resistência, durabilidade e capacidade de movimentação. Entre os produtos disponíveis no mercado estão linhas específicas para essa aplicação, como o Sikasil Silicone Estrutural SG-20 e o Dowsil 983. Desempenho e características do sistema Uma das principais características do structural glazing é o resultado estético. Com os perfis metálicos ocultos, as fachadas apresentam maior transparência e uniformidade visual proporcionada pelo envidraçamento, característica valorizada em projetos arquitetônicos contemporâneos. Além do aspecto visual, o sistema oferece benefícios técnicos. A elasticidade do silicone permite acompanhar dilatações e contrações do vidro causadas por variações de temperatura, sem comprometer a aderência. O material também contribui para o desempenho térmico e acústico da edificação, auxiliando no controle da entrada de calor e na redução da transmissão de ruídos externos. A resistência às intempéries e à radiação ultravioleta é outro fator relevante, já que o selante permanece exposto às condições ambientais ao longo da vida útil da fachada. Fontes: afeal.com.br ; guardianglass.com ; casacomvidro.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Vidro temperado bloqueia barulho? Especialista explica por que nem todo vidro oferece isolamento acústico

    Escolha apenas pela espessura ou pelo tipo do vidro pode frustrar quem busca silêncio; composição do vidro, esquadria, vedação e característica do ruído precisam ser consideradas no projeto Crédito: Thaís Neto Barulho de trânsito, buzinas, obras, música alta ou o latido insistente do cachorro do vizinho. Para quem convive diariamente com ruídos externos, trocar as janelas ou instalar vidros mais espessos pode parecer uma solução óbvia. Mas nem todo vidro é desenvolvido para proporcionar o mesmo desempenho acústico — e escolher o produto apenas por ser temperado ou mais grosso pode não entregar o silêncio esperado. É justamente aí que começam muitas dúvidas dos consumidores. Vidro temperado, laminado, duplo ou insulado: apesar de visualmente semelhantes para quem não conhece o setor, esses produtos possuem características e aplicações diferentes. Segundo Miler José Oliveira, diretor comercial da Vidraçaria Tomachewski, empresa fundada em 1961 e especializada em vidros e esquadrias de alumínio, o primeiro passo é entender qual problema o cliente pretende resolver. “É muito comum a pessoa chegar querendo um vidro mais grosso ou um vidro temperado porque acredita que isso, por si só, vai acabar com o barulho. Mas precisamos entender de onde vem esse ruído, qual é a intensidade e como está composta toda a esquadria. O desempenho acústico não depende somente do vidro”, explica Miler. Temperado não significa, necessariamente, acústico Uma das confusões mais comuns está justamente no vidro temperado. O processo de têmpera está relacionado principalmente ao aumento da resistência mecânica e à segurança do material. Isso não significa que todo vidro temperado tenha sido projetado especificamente para oferecer alto isolamento acústico. Quando o objetivo principal é reduzir ruídos, outras configurações podem ser mais adequadas. Entre elas estão vidros laminados — inclusive com películas intermediárias específicas para desempenho acústico — e sistemas de vidro duplo, que podem combinar lâminas de diferentes espessuras e câmaras de ar. A escolha, porém, precisa considerar o sistema completo. “Não existe uma resposta única dizendo que determinado vidro vai resolver qualquer problema de barulho. Dependendo da situação, muda a composição recomendada. É necessário avaliar o ambiente e trabalhar vidro, esquadria e vedação como um conjunto”, afirma Miler. Latido, trânsito e música não são o mesmo barulho Outro ponto pouco conhecido pelos consumidores é que os ruídos possuem diferentes características e frequências. O som provocado pelo trânsito de veículos, por exemplo, não tem exatamente o mesmo comportamento acústico de vozes, música, equipamentos ou latidos de cachorro. Sons graves e de baixa frequência podem representar um desafio diferente de sons predominantemente médios ou agudos. Isso significa que comprar uma solução anunciada genericamente como “antirruído” sem avaliar a origem do problema pode gerar frustração. “Quando o cliente nos procura por causa de ruído, uma das perguntas importantes é justamente: qual barulho incomoda? É trânsito? É música? É cachorro? É uma avenida movimentada? Cada situação precisa ser entendida antes da especificação. Quanto mais correta for essa análise, maior a possibilidade de entregar o desempenho que o cliente espera”, explica Miler. Não adianta investir no vidro e deixar frestas Há ainda outro componente fundamental: a esquadria. Mesmo um vidro com bom desempenho acústico pode perder eficiência quando instalado em um sistema com frestas, problemas de vedação ou inadequado para aquele objetivo. Por isso, a avaliação técnica deve considerar não apenas qual vidro será instalado, mas também o tipo de abertura da janela, os perfis utilizados, a vedação e a qualidade da instalação. “Às vezes toda a atenção fica concentrada no vidro, mas o som encontra outros caminhos. Uma pequena passagem de ar ou uma vedação inadequada pode comprometer o resultado. Por isso, quando falamos de conforto acústico, precisamos olhar para a solução completa”, destaca Miler. Mais grosso nem sempre é sinônimo de melhor escolha A espessura influencia o comportamento acústico do vidro, mas também não deve ser analisada isoladamente. Combinações com diferentes espessuras, vidros laminados e sistemas duplos podem ser utilizadas conforme o desempenho pretendido. Para o consumidor, portanto, a recomendação é evitar escolher apenas pelo nome comercial ou comparar produtos somente pelo número de milímetros. Mais importante é informar ao fornecedor qual é a fonte do ruído, como o imóvel está localizado e qual resultado se pretende alcançar. Em projetos mais complexos ou sujeitos a níveis elevados de ruído, avaliações e especificações acústicas especializadas também podem ser necessárias. “Vidro deixou de ser apenas um elemento de fechamento ou estética. Hoje existem soluções voltadas para segurança, conforto térmico, controle solar e desempenho acústico. O importante é utilizar a tecnologia adequada para cada necessidade”, afirma Miler. A discussão ganha importância especialmente nos grandes centros urbanos, onde fachadas e janelas têm papel relevante no conforto interno das edificações. A Norma de Desempenho das edificações habitacionais estabelece requisitos relacionados ao isolamento acústico e considera o comportamento do sistema de fachada, reforçando a necessidade de olhar além de um único componente. Para Miler, informação técnica antes da compra pode evitar tanto gastos desnecessários quanto expectativas que determinado produto não foi projetado para atender. “O cliente não precisa necessariamente conhecer todas as especificações técnicas. Ele precisa explicar o problema que tem. Cabe ao profissional entender essa necessidade e indicar a composição adequada. Quando isso é feito corretamente, o vidro passa a ser parte de uma solução pensada especificamente para aquele ambiente”, conclui. Fonte: Comando News | Nina Machado

  • Casa ou apartamento? 6 erros que podem comprometer o monitoramento residencial

    Escolher apenas pela resolução, ignorar pontos cegos e não testar a conexão no local da instalação estão entre os cuidados; características do imóvel influenciam a escolha de câmeras e videoporteiros Divulgação Escolher uma solução de segurança residencial vai muito além de comparar preço, resolução ou quantidade de funcionalidades. Uma câmera com alta resolução não necessariamente será a melhor opção para todos os ambientes da casa. Campo de visão, incidência de luz, distância do ponto monitorado, qualidade da conexão e exposição à chuva são alguns dos fatores que podem interferir diretamente no monitoramento residencial. Por isso, antes de escolher uma câmera de segurança ou um videoporteiro, é importante analisar primeiro as características do imóvel e definir o que se espera acompanhar. A recomendação ganha relevância diante das mudanças no perfil das moradias brasileiras. Dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 84,8% da população brasileira, cerca de 171,3 milhões de pessoas, vivia em casas, enquanto 12,5% moravam em apartamentos. A participação de moradores de apartamentos cresceu em relação a 2010, quando representava 8,5% da população. Casas e apartamentos apresentam configurações distintas em relação ao número de acessos, presença de áreas externas, tamanho dos ambientes e distância entre os pontos que precisam ser monitorados. Essas diferenças também devem ser consideradas na hora de escolher e instalar uma solução de segurança. “Antes de pensar no equipamento, o morador precisa entender o que deseja acompanhar e quais são as características daquele espaço. Uma solução voltada para o portão de uma casa, por exemplo, pode ter necessidades diferentes daquela utilizada na entrada de um apartamento ou para monitorar um quintal”, explica Helena Pacheco, Gerente de Marketing da EZVIZ no Brasil. A seguir, a especialista aponta seis erros que podem comprometer o monitoramento residencial e que devem ser considerados antes da compra e da instalação. 1. Escolher a câmera olhando apenas para a resolução A resolução é um dos aspectos importantes para a qualidade da imagem, mas não deve ser analisada isoladamente. Campo de visão, distância entre a câmera e a área monitorada e nível de detalhe esperado também influenciam o resultado. Uma câmera destinada a acompanhar um quintal amplo, por exemplo, terá uma função diferente de um equipamento direcionado para uma porta, corredor ou outro ponto específico de passagem. “Um corredor estreito apresenta uma necessidade diferente de uma área externa ampla. Antes de comparar especificações técnicas, é importante definir o que efetivamente precisa aparecer na imagem e com qual nível de detalhe”, explica Helena. Também é importante entender a diferença entre câmera de segurança e videoporteiro. O videoporteiro está associado principalmente ao acesso do imóvel, permitindo visualizar e se comunicar com quem chega. Já a câmera pode ser utilizada para acompanhar diferentes ambientes, como garagem, quintal, sala, corredor ou fachada. Dependendo da configuração da residência, as duas soluções podem ser complementares. 2. Instalar o equipamento sem verificar os pontos cegos Escolher o local mais fácil ou conveniente para instalar a câmera pode comprometer parte do monitoramento. Muros, pilares, móveis, árvores e até a própria arquitetura do imóvel podem bloquear o campo de visão e criar áreas que não aparecem na imagem. Por isso, antes de fixar o equipamento, é recomendável observar o enquadramento a partir daquele ponto e verificar se os principais acessos e áreas de interesse estarão efetivamente visíveis. Em casas, essa análise pode ser especialmente importante em garagens, corredores laterais, quintais e portões. Nos apartamentos, portas de entrada, varandas e ambientes internos podem demandar outra lógica de posicionamento. 3. Avaliar a imagem somente durante o dia A iluminação de um ambiente pode mudar significativamente ao longo das horas. Uma entrada bem iluminada durante a tarde pode ficar praticamente sem luz à noite, enquanto janelas, luminárias ou incidência direta do sol podem gerar contraluz em determinados horários. Por isso, avaliar apenas a imagem produzida durante o dia pode dar uma percepção incompleta sobre o funcionamento da câmera naquele ambiente. “O ideal é pensar em como aquele espaço se comporta durante todo o período em que o morador deseja fazer o monitoramento. A quantidade e a direção da luz podem mudar bastante entre o dia e a noite”, afirma Helena. 4. Usar em área externa um equipamento inadequado para exposição ao tempo Uma câmera instalada dentro de casa enfrenta condições muito diferentes daquela posicionada em um portão, fachada, garagem aberta ou quintal. Em ambientes externos, o equipamento pode ficar exposto à chuva, poeira, umidade e variações de temperatura. Por isso, é importante verificar se o fabricante recomenda o modelo para esse tipo de uso e observar sua classificação de proteção contra água e poeira. O cuidado ajuda a evitar que um equipamento escolhido principalmente pelas funcionalidades seja instalado em um ambiente para o qual não foi desenvolvido. 5. Presumir que o Wi-Fi da casa funcionará igualmente em todos os pontos Ter uma boa conexão de internet dentro de casa não significa que o sinal terá a mesma qualidade no portão, na garagem, no quintal ou em outros pontos mais afastados do roteador. Antes da instalação, é importante testar a conexão exatamente no local em que a câmera será posicionada. Paredes, distância, pavimentos e outras barreiras podem interferir na estabilidade do sinal. “Um erro comum é considerar apenas a qualidade da internet dentro da residência. O teste precisa ser feito no ponto em que o equipamento será efetivamente instalado”, explica Helena. 6. Deixar para pensar na alimentação elétrica apenas na instalação Além da conexão, é necessário verificar previamente como o equipamento será alimentado. Dependendo do modelo e do local escolhido, pode ser necessário considerar a proximidade de tomadas, cabeamento ou outras formas de alimentação disponíveis. Fazer essa checagem antes da compra reduz o risco de descobrir somente durante a instalação que o ponto escolhido não possui a infraestrutura necessária para o funcionamento do equipamento. “No planejamento do monitoramento, conexão e alimentação precisam ser analisadas junto com campo de visão e posicionamento. São cuidados simples, mas que fazem diferença na instalação e no uso cotidiano”, conclui Helena. No fim, escolher uma solução de segurança residencial começa menos pelo equipamento e mais pelo próprio imóvel. Entender o que precisa ser monitorado, identificar os acessos e pontos prioritários e avaliar iluminação, conexão e infraestrutura disponível ajuda a definir uma solução mais adequada à rotina de quem vive tanto em casas quanto em apartamentos. Fonte: fundamento.com.br | Samara Alcantara Mais informações você encontra na matéria de capa da Revista Contramarco edição nº 180: “Casa Inteligente: Soluções para a automação de esquadrias, persianas, portões, brises e pergolados” — contramarco.com

  • O que levar em consideração antes de automatizar persianas integradas

    Foto/Reprodução: segalbuild.com.au A automação de persianas integradas oferece praticidade e permite controlar a luminosidade, a incidência solar e o conforto dos ambientes. Antes da instalação, alguns pontos precisam ser avaliados para garantir a compatibilidade entre a persiana, o motor e o sistema de automação. O primeiro ponto é o peso e as dimensões da peça. Persianas maiores e mais pesadas exigem motores com maior capacidade de força. Também é necessário verificar se o diâmetro do tubo interno é compatível com o motor e se há espaço suficiente para acomodar o conjunto sem interferir no recolhimento. Infraestrutura e conectividade Foto/Reprodução: shadowwindows.com A disponibilidade de energia elétrica também influencia a escolha. Em obras e reformas, é recomendado prever um ponto de energia dedicado para cada vão. Quando isso não é possível, existem alternativas como motores com bateria recarregável ou alimentação por painel solar. Outro aspecto é a forma de acionamento. Controle remoto, interruptor, aplicativo e comando de voz são algumas das opções disponíveis. A tecnologia de comunicação, que pode utilizar Wi-Fi, Bluetooth, Zigbee ou Matter, deve ser compatível com os demais equipamentos presentes no lugar. Além do acionamento manual, os sistemas permitem a criação de rotinas, como abrir ou fechar as persianas. Sensores de luminosidade e temperatura também podem automatizar o funcionamento conforme as condições do ambiente. Fontes: persolpersianas.com.br ; kostenhaus.com.br Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Demolição do “Caveirão” avança no Centro Histórico de São Paulo (SP)

    @spdavez/Reprodução A Prefeitura de São Paulo iniciou, em 29 de abril, a demolição do edifício conhecido como “Caveirão”, localizado na Rua do Carmo, no Centro Histórico da capital. A estrutura, de 25 andares e um subsolo, começou a ser construída em 1964, mas nunca foi concluída e permaneceu abandonada por cerca de seis décadas. Desmonte exige operação controlada Por estar em uma área de alta densidade urbana e próxima a imóveis tombados pelo patrimônio histórico, a demolição não utiliza explosivos. O edifício está sendo desmontado de maneira progressiva, de cima para baixo, com uso de marteletes e maçaricos. A área foi isolada com tapumes, telas e bandejas de proteção, enquanto o entulho é retirado por dutos instalados nas lajes. Futuro do terreno prefeitura.sp.gov.br/Reprodução O destino do terreno ainda não foi definido pela Prefeitura. A área é classificada como ZEIS-3 (Zona Especial de Interesse Social) pela legislação de zoneamento de São Paulo, classificação que estabelece a prioridade para empreendimentos de habitação de interesse social. A retirada do “Caveirão” encerra uma presença de mais de 60 anos na paisagem do centro de São Paulo e abre uma nova etapa para a área, cujo futuro deverá ser definido conforme as regras urbanísticas aplicáveis ao terreno. Fontes: prefeitura.sp.gov.br ; g1.globo.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Portas de correr valorizam a flexibilidade nos projetos residenciais

    Da tradição das divisórias deslizantes às soluções contemporâneas, o recurso permite liberar áreas de passagem, integrar ambientes e explorar diferentes materiais e sistemas de instalação Entre a madeira e a possibilidade de integração, a porta de correr assume diferentes funções no projeto, como nesta solução engendrada pela arquiteta Isabella Nalon. No projeto, sua implementação permite controlar a conexão entre a conzinha e a sala de almoço sem comprometer a circulação | Fotos: Julia Herman Antes de se tornar uma possibilidade recorrente nos projetos, a porta de correr já fazia parte das alternativas arquitetônicas que adaptavam os espaços de acordo com a necessidade. Na arquitetura japonesa, as fusumas assumiram, durante séculos, a função de separar ambientes sem constituir uma divisão permanente por meio painéis que podiam ser deslocados para alterar a configuração dos cômodos. Exemplares de portas deslizantes japonesas dos séculos XVI e XVII mostram como o sistema também ganhou função estética, com superfícies decoradas que participavam da composição dos interiores. Hoje, a lógica permanece, porém com materiais, ferragens e possibilidades de instalação muito diferentes. Nos projetos residenciais, a porta de correr se destaca, sobretudo, quando a circulação precisa ser preservada ou quando o ambiente tem dimensões reduzidas. “Elas são as melhores opções para essas situações”, explica a arquiteta Isabella Nalon, que aponta a economia de espaço como uma das principais vantagens do recurso. Menos área ocupada na circulação Ao contrário da porta convencional, que precisa de uma área livre para a movimentação da folha, a versão de correr se desloca paralelamente à parede. Essa característica libera a área diante do vão em salas pequenas e outros cômodos nos quais cada centímetro interfere no layout. De vidro, a porta de correr separa a sala de jantar dos demais ambientes sem bloquear a entrada de luz, enquanto o sistema de trilhos reforça a leveza da medida adotada pela arquiteta Isabella Nalon | Fotos: Julia Herman Porém, a proposta não depende apenas do tamanho do ambiente. É preciso considerar o espaço necessário para que a folha percorra seu trajeto, além da estrutura capaz de viabilizá-la. “Por isso, a definição da porta deve fazer parte do projeto desde as primeiras etapas, principalmente quando existe a intenção de embuti-la na parede”, comenta a arquiteta. Trilho aparente também pode fazer parte da estética O trilho deixou de ser necessariamente um elemento que precisa desaparecer. Quando permanece aparente, pode assumir um papel visual na composição e reforçar determinadas linguagens de interiores, especialmente aquelas que valorizam materiais e estruturas expostas. “O ambiente ganha uma aparência mais imponente”, observa Isabella, que considera uma saída bastante adequada para projetos de estilos rústico ou industrial. Entre o living e a varanda, o trilho permanece aparente e acompanha a extensão do vão neste projeto da aquiteta Isabella Nalon | Fotos: Julia Herman Já os sistemas embutidos ocultam o sistema e fazem com que a folha praticamente desapareça quando aberta. Essa alternativa exige um planejamento minucioso da parede e da estrutura de instalação para criar uma superfície visualmente mais limpa e liberar completamente o vão quando a porta estiver recolhida. Madeira, vidro, alumínio ou outros materiais? Para a arquiteta Isabella Nalon, a porta ripada de madeira propicia uma divisão mais marcada entre os ambientes, enquanto o vidro é conveniente quando o intuito é preservar luminosidade e a percepção de amplitude do ambiente | Fotos: Julia Herman De acordo com a profissional, não existe um material universalmente indicado e a definição deve seguir as características do projeto. Madeira, vidro, alumínio e PVC assumem funções e linguagens diferentes – desde uma divisão mais sólida entre os cômodos até possibilidades que preservam a passagem de luz e a tão desejada amplitude. A materialidade também interfere no peso da folha e, consequentemente, na especificação das ferragens e do sistema de deslizamento. Por isso, a escolha do acabamento precisa estar associada à estrutura que sustentará a porta, especialmente em modelos maiores ou com materiais mais robustos. Onde a porta de correr encontra seus limites Apesar da economia de espaço, ela não é indicada para todas as ocasiões. Cômodos que demandam abertura e fechamento rápidos tendem a se beneficiarem com as portas convencionais, já que o deslocamento lateral tende a ser mais lento. Transparência e privacidade convivem nesta solução executada pela arquiteta Isabella Nalon para isolar o home office sem romper a visão para os demais ambientes do projeto | Fotos: Julia Herman O isolamento também merece atenção e, de acordo com a arquiteta o sistema de correr prejudica as questões termoacústicas do projeto. “A questão ganha relevância em ambientes que dependem de privacidade sonora ou de maior controle térmico, pois os vãos formados entre as folhas interferem nas performances esperadas”, alega a profissional. Manutenção depende da qualidade do material e do trilho A conservação varia de acordo com o material utilizado e a orientação de Isabella é a de evitar produtos abrasivos e realizar a limpeza conforme as especificidades de cada acabamento. Nas portas de madeira, ela sugere uma nova pintura a cada cinco anos. A atenção ao trilho também faz parte da rotina de conservação, evitando o acúmulo de sujidades que prejudicam o deslocamento da folha e comprometem o funcionamento do sistema ao longo do tempo. Fonte: dc33 Comunicação | Henrique Araújo

  • Patologia das construções: Para ter longa vida útil, toda edificação precisa de um diagnóstico consistente

    *Por Felipe Lima, eng. civil, Professor e patologista das construções e fundador da Adpat Brasil. Na construção civil, é comum observar intervenções sendo realizadas antes mesmo da compreensão real do problema. Trocam-se revestimentos, aplicam-se impermeabilizantes, substituem-se componentes e executam-se reparos sem que exista, de fato, um diagnóstico consistente. Em muitos casos, combate-se apenas o sintoma, enquanto a causa permanece ativa e silenciosa. Na Patologia das Construções, o diagnóstico é uma das etapas mais importantes do processo investigativo. Seu objetivo é identificar os mecanismos, processos e agentes responsáveis pelas manifestações patológicas observadas na edificação. Mais do que constatar danos visíveis, diagnosticar significa compreender o “porquê” do problema. Toda boa terapia depende de um diagnóstico assertivo. Integração de informações O diagnóstico é construído a parƟ r da integração de informações obtidas em inspeções visuais, histórico da edificação, análise documental, entrevistas, ensaios e observações em campo. Seu papel é responder às questões que motivaram a inspeção e permitir decisões mais seguras e eficientes. Entretanto, nem sempre as informações iniciais são sufi cientes para a conclusão do processo. Em muitos casos, torna-se necessário aprofundar a investigação por meio de novos ensaios e análises complementares. Isso demonstra que o diagnóstico não deve ser entendido como uma opinião imediata, mas como um processo metodizado e fundamentado em evidências. Formas de abordagem Os métodos de diagnóstico possuem papel fundamental nesse contexto. A abordagem indutiva parte da observação dos sinais para alcançar conclusões mais amplas. Já o método dedutivo utiliza premissas técnicas previamente conhecidas para analisar situações específicas. Na prática da engenharia diagnóstica, destaca-se principalmente o método hipotético-dedutivo, no qual hipóteses são formuladas com base nos indícios observados e posteriormente validadas por meio de inspeções e ensaios. Esse processo exige conhecimento técnico, experiência prática e capacidade analítica. Comportamento e vida útil A identificação das causas das anomalias é uma tarefa complexa, principalmente devido à diversidade de materiais, sistemas construtivos e variáveis que influenciam o comportamento das edificações ao longo da vida útil. Muitas vezes, manifestações semelhantes possuem origens completamente diferentes, reforçando a importância de investigações criteriosas. No caso das fachadas, sejam elas compostas por revestimentos aderidos, esquadrias, vidros ou sistemas industrializados, o diagnóstico vai além da simples identificação de fissuras, infiltrações, destacamentos ou falhas de vedação. É necessário compreender o desempenho do sistema como um todo e avaliar se seus elementos continuam atendendo às exigências funcionais previstas ao longo da vida útil da edificação. Intervir sem compreender corretamente a origem do problema, seus mecanismos de degradação e seus impactos pode gerar retrabalhos, desperdícios e até agravamento das manifestações existentes. Diagnosticar é interpretar tecnicamente os sinais da construção. Retrabalhos a menos A qualidade do diagnóstico impacta diretamente a eficiência das soluções propostas, os custos envolvidos, a durabilidade das intervenções e a segurança das edificações. Na prática, um diagnóstico bem elaborado reduz retrabalhos, evita desperdícios e contribui para decisões mais assertivas. Na Patologia das Construções, entender corretamente o problema é o primeiro passo para resolver de forma inteligente. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

  • Fesqua 2026 abre em São Paulo refletindo evolução tecnológica da indústria de esquadrias e vidros

    Com 45 mil m² de exposição e mais de 700 marcas, evento reúne novas tecnologias, tendências e uma programação técnica ampliada entre 9 e 12 de setembro Novas tecnologias, desempenho, eficiência, sustentabilidade e transformação dos processos produtivos estarão entre os principais temas da 16ª edição da Fesqua – Feira Internacional da Indústria de Esquadrias, que começa no dia 9 de setembro, no São Paulo Expo. Até o dia 12, a feira reunirá fabricantes, fornecedores, especificadores, arquitetos, engenheiros, serralheiros, vidraceiros e outros profissionais para acompanhar a evolução da indústria e conhecer soluções para esquadrias, vidros, fachadas, automação, acessórios, ferragens, máquinas e equipamentos. A edição de 2026 terá uma área de exposição 25% maior que a anterior, alcançando 45 mil m², mais de 700 marcas expositoras e expectativa de receber mais de 60 mil visitantes. A solenidade oficial de abertura será realizada no dia 9 de setembro, às 12h30, reunindo expositores, autoridades do setor e representantes do Grupo Contramarco e do IEG Brasil - Italian Exhibition Group. A feira acontece em um momento de expansão do mercado de esquadrias. Dados da Afeal – Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio mostram que o segmento faturou R$ 11,95 bilhões em 2025, crescimento de 13,5% sobre os R$ 10,53 bilhões registrados em 2024. No mesmo período, o consumo de alumínio destinado à fabricação de esquadrias cresceu aproximadamente 5,9%. O desempenho econômico vem acompanhado de mudanças na própria indústria. Automação e digitalização dos processos, sistemas de maior desempenho térmico e acústico, eficiência energética, sustentabilidade, novas exigências de projeto e o avanço de ferramentas digitais estão entre os assuntos que ganham espaço no mercado e também estarão presentes nos corredores e na programação de conteúdo da Fesqua. Feiras simultâneas e encontros técnicos Realizada simultaneamente, a Fesqua Vetro – Feira Internacional de Esquadrias e Vidros para Construção Civil terá uma área 50% maior em comparação com 2024. O evento reúne soluções para beneficiamento e aplicação do vidro em esquadrias, fachadas e diferentes projetos da construção civil. Entre as tendências que vêm ganhando relevância no segmento estão vidros de alta performance, eficiência energética, conforto térmico e acústico, sustentabilidade e integração entre diferentes sistemas construtivos. Além da exposição, a Fesqua amplia em 2026 sua agenda de encontros voltados a diferentes públicos da indústria, da arquitetura e da construção. Pela primeira vez, a feira recebe o Summit Arq, no dia 10 de setembro, das 9h às 15h. Voltado a arquitetos, designers de interiores, engenheiros e especificadores, o encontro abordará gestão, inovação, sustentabilidade, tecnologia e transformações nas demandas dos clientes e dos projetos. Após as atividades, os participantes farão uma visita guiada pela Fesqua para conhecer tecnologias e soluções apresentadas pelos expositores. Também estreando na programação da Fesqua, o ENEPE – Encontro Nacional dos Engenheiros e Projetistas de Esquadrias e Fachadas acontece no dia 11 de setembro. O encontro aproxima engenheiros e projetistas da indústria e coloca em discussão temas ligados a cálculo estrutural, desempenho, patologias, diagnóstico, normas técnicas, custos e inovação aplicada a esquadrias e fachadas. Outro destaque é o 7º Encontro Nacional da Indústria de Esquadrias de Alumínio – Afeal, no dia 10 de setembro, das 8h às 12h30. A programação terá como foco os principais indicadores econômicos do setor, produtividade, agregação de valor aos produtos e tendências que devem influenciar a indústria nos próximos anos. No mesmo dia, 10 de setembro, no período da manhã, acontece o Esquadrias de PVC em Foco, dedicado às características, aplicações e desempenho desses sistemas. A programação aborda questões relacionadas à qualidade das esquadrias, eficiência energética, vidros, atendimento e desenvolvimento do mercado. Durante os quatro dias de evento, o Sebraser – Seminário Brasileiro de Serralheria volta-se especialmente a serralheiros, fabricantes de esquadrias e instaladores, reunindo conteúdos sobre gestão, produção, produtos, tecnologia e desenvolvimento dos negócios. Já o Vidrosom – Seminário de Soluções Acústicas em Vidro, realizado no dia 11 de setembro, no período da manhã, coloca em pauta o desempenho acústico de vidros, esquadrias e fachadas, além da importância do conforto sonoro na qualidade dos ambientes e nos projetos contemporâneos. A agenda acompanha movimentos que já aparecem entre os assuntos recentes da Revista Contramarco, como a ampliação da automação e da digitalização dos processos na indústria de esquadrias, o uso de softwares integrados na fabricação, a aplicação de inteligência artificial ao setor e a crescente atenção a desempenho, eficiência energética e conforto acústico. A publicação destacou, por exemplo, a chegada da Esquadr.IA, apresentada como a primeira inteligência artificial especializada na indústria brasileira de esquadrias e vidro. Feipat cresce e amplia debates sobre conservação das edificações A Feipat – Feira da Patologia das Construções, que ocorre simultaneamente à Fesqua, chega à segunda edição com uma área de exposição duas vezes maior. O evento é uma realização do Grupo Contramarco em parceria com a ADPAT – Associação/Amigos da Patologia das Construções. A programação reúne empresas, especialistas e profissionais ligados à inspeção, diagnóstico, manutenção, recuperação e conservação das edificações. Entre os assuntos em discussão estarão inspeção predial, patologias de fachadas, diagnóstico de umidade, recuperação de estruturas, transformação digital aplicada à manutenção e aumento da vida útil dos edifícios. A presença da Feipat amplia a abordagem da Fesqua sobre o ciclo das edificações: além das tecnologias e materiais utilizados nos novos projetos, abre espaço para questões relacionadas ao desempenho ao longo do tempo, manutenção e recuperação das construções. A programação simultânea inclui ainda o Ebrats – Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície, realizado pela IEG Brasil em parceria com a ABTS – Associação Brasileira de Tratamentos de Superfície, reunindo empresas, especialistas e tecnologias voltadas aos processos de tratamento e acabamento de superfícies. Serviço: Fesqua 2026 | Feira Internacional da Indústria de Esquadrias Data: 9 a 12 de setembro de 2026 Horário: 4ª a 6ª - 13h às 20h | Sáb. - 11h às 18h Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo - SP Mais informações neste link. Credenciamento para imprensa acesse aqui Fonte: 2PRÓ Comunicação | Teresa Silva

  • Máquina combina soldagem tradicional e sem costura em perfis de PVC

    A Someco, empresa do Grupo Voilàp especializada em soluções para o processamento de perfis de PVC, possui em seu portfólio a SM 4H-A Profast, uma máquina de solda CNC horizontal desenvolvida para diferentes etapas da fabricação de esquadrias. De acordo com a empresa, a máquina trabalha com duas modalidades de soldagem. No processo tradicional, são formados cordões de solda que posteriormente precisam ser removidos mecanicamente. Já a tecnologia de soldagem sem costura utiliza uma etapa de preparação do perfil para produzir junções sem cordões visíveis nas superfícies. Solução para estruturas com travessas A SM 4H-A Profast realiza a soldagem de forma assimétrica, em uma única direção, o que permite a fabricação de estruturas com travessas. Entre as aplicações previstas estão a soldagem de perfis de PVC convencionais, a produção de estruturas com viga transversal e a execução de soldas em formato de U. A tecnologia sem costura também busca reduzir as etapas posteriores de usinagem. Segundo a Someco, a solução permite o uso de contraformas mais simples, o que pode diminuir o tempo de instalação e os custos relacionados a esses componentes. A redução do ciclo de usinagem subsequente está associada à busca por maior produtividade e uniformidade no acabamento das peças. Operação e programação O equipamento conta com carregamento manual e descarregamento automático. Recursos voltados à ergonomia e à segurança incluem luzes indicadoras instaladas nas cabeças de soldagem, que informam o status de operação durante o ciclo. As cabeças também podem se deslocar em direção ao operador para facilitar o posicionamento dos perfis. Para mais informações: somecopvc.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Blindex marca presença na FESQUA 2026

    Referência em soluções para envidraçamento, a conhecida marca participa da Feira Internacional da Indústria de Esquadrias (FESQUA), de 9 a 12 de setembro no São Paulo Expo. Durante o principal evento de esquadrias e vidros da América Latina, a Blindex vai comemorar 75 anos da marca no Brasil e apresentar aos profissionais do mercado de construção civil soluções em envidraçamentos para portas, fachadas, box de banheiro e fechamento de sacada. Destaques Alinhada com as tendências e oportunidades do mercado de esquadrias, segmento diretamente conectado ao seu principal produto, a empresa informa que irá destacar na feira soluções inovadoras para aplicação do vidro em portas de grandes vãos (até 4,5m de altura), como por exemplo o Blindex Ultra (laminado-temperado de alto desempenho que une a resistência mecânica e segurança do vidro temperado e laminado) e o Blindex Vista (desenvolvido para atender às exigências de projetos de diferentes escalas, combinando design minimalista, perfis de alumínio discretos e um sistema de abertura diferenciado com trilho único e deslocamento suave). Para ampliar suas possibilidades de aplicação, a empresa salienta que o produto também conta com uma versão específica para fachadas pele de vidro, atendendo às demandas de projetos que valorizam grandes superfícies envidraçadas, estética e desempenho. Painéis de LED A Blindex acrescenta que a principal atração no estande para os visitantes é a experiência “Step Into the Void”, que recria por meio de painéis de LED, uma famosa cabine de vidro no pico Aiguille du Midi, em Chamonix, França, que oferece uma vista com mais de 3 mil metros de altura. “A ação destaca o uso do vidro Blindex Ultra e busca fomentar a discussão sobre a forma correta de especificar vidros em aplicações que exigem segurança extrema”, observa a empresa em seu material de divulgação. “Para as vidraçarias e serralherias, contar com a parceria de uma marca forte é uma estratégia de diferenciação, capaz de agregar valor aos produtos e serviços oferecidos”, avalia a empresa. “Nesse contexto, a Blindex atua como uma grande aliada, oferecendo produtos reconhecidos por sua segurança e qualidade além de ferramentas que contribuem para fortalecer a percepção de valor junto ao consumidor”. Presença no Brasil Os vidros temperados e laminados-temperados da marca estão presentes em quase todo o país, especificamente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Manaus e Santa Catarina, contendo a imagem da marca em todas as peças. “A identificação reforça a procedência do produto, gera mais confiança para o consumidor e se transforma em uma ferramenta estratégica de vendas para vidraçarias e serralherias”, comenta a Blindex. “A concorrência no mercado de vidros e esquadrias tem aumentado e para a Blindex é fundamental oferecer diferenciais reais, com produtos e soluções que superem as expectativas dos clientes mais exigentes. Isso significa ir além da qualidade dos produtos, oferecendo também excelência em serviço, desde o atendimento e a especificação até o projeto e o pós-venda. Negócios que se apoiam apenas no preço como diferencial competitivo estão cada vez mais expostos. Os parceiros da Blindex seguem em outra direção, oferecendo produtos originais, sempre em conformidade com as normas técnicas de segurança e respaldados pela força de uma marca reconhecida pela qualidade, confiança e segurança”, explica Glória Cardoso, gerente geral da empresa. A Blindex é uma marca registrada da Pilkington Brasil, pertencente ao Grupo NSG, um dos maiores fabricantes de vidro plano e produtos de envidraçamento do mundo. “Por isso, conseguimos executar todos os tipos de obras e ter acesso a produtos diferenciados, que vão além do portfólio convencional”, finaliza Glória Cardoso. Mais informações: www.blindex.com.br

  • Fachada stick e unitizada: conheça as diferenças entre os sistemas

    A escolha do sistema de fachada é uma das etapas que influenciam o desempenho, a estética e a execução de empreendimentos. Entre as soluções mais utilizadas em edifícios estão as fachadas stick e unitizada, que se diferenciam principalmente pela forma de fabricação e montagem. Na fachada stick, a estrutura é montada diretamente no canteiro de obras. Perfis verticais e horizontais são instalados individualmente e recebem os vidros e demais componentes. Já o sistema unitizado é composto por módulos pré-fabricados em ambiente industrial, que chegam à obra praticamente prontos para instalação, incluindo perfis, vidros, elementos de vedação e outros componentes. Essa diferença impacta diretamente o cronograma da obra. Enquanto a fachada stick demanda maior tempo de montagem e mais mão de obra no local, a fachada unitizada permite uma instalação mais rápida, reduzindo as atividades executadas em altura. Aplicações e características A fachada stick costuma ser adotada em obras de pequeno e médio porte, o sistema oferece flexibilidade para projetos com geometrias mais complexas e facilita a substituição de vidros quando necessário. Em algumas configurações, o vidro é colado sobre os perfis de alumínio, reduzindo a quantidade de elementos metálicos aparentes e proporcionando um aspecto visual mais uniforme. Já a fachada unitizada é amplamente utilizada em edifícios de grande porte e em construções de múltiplos pavimentos. Os módulos são fabricados em linha de produção com controle industrial, o que permite maior padronização. Além de sistemas planos, essa solução pode ser aplicada em fachadas curvas ou flexionadas, podendo também incorporar persianas internas entre os vidros. Fontes: archglassbrasil.com.br ; contramarco.com Colaborou: Júlia Rebouças (estagiária)

  • Gestão: PMO: a gestão que transforma contratos em obras bem-sucedidas

    *Por José Carlos Cattel, diretor da consultoria Ilummini, é executivo com vasta experiência em planejamento estratégico e gestão de empresas para à industria de esquadrias. A indústria de esquadrias vive um momento de crescente profissionalização. Se antes o diferencial competitivo estava concentrado na qualidade dos produtos e na capacidade produtiva, hoje o mercado exige muito mais. Empreendimentos residenciais de alto padrão, edifícios comerciais, condomínios verticais e fachadas especiais demandam um nível de gestão capaz de integrar pessoas, processos e informações ao longo de todo o ciclo da obra. Neste cenário, o PMO (Project Management Office – Escritório de Gerenciamento de Projetos) assume um papel estratégico. Mais do que um departamento, trata-se de um modelo de gestão que garante o planejamento, a coordenação e o acompanhamento de todas as etapas do empreendimento, desde a assinatura do contrato até a entrega definitiva ao cliente. O Projeto começa com a venda Um erro comum em muitas empresas é considerar que a obra se inicia quando a engenharia recebe o pedido para elaborar os projetos executivos. Na realidade, o projeto começa no momento em que o contrato é assinado. É nesta fase que todas as condições comerciais, premissas técnicas, riscos identificados, responsabilidades das partes, prazos, exclusões de escopo e compromissos assumidos precisam ser organizados e formalmente transferidos da equipe comercial para as áreas responsáveis pela execução. Esse processo, conhecido como handover, evita perdas de informação e reduz significativamente conflitos durante o desenvolvimento da obra. Quanto maior a complexidade do empreendimento, maior é a importância dessa transição estruturada. Planejamento gera previsibilidade Uma das principais responsabilidades do PMO é transformar um contrato em um plano de execução detalhado no qual cada aƟ vidade necessária para a conclusão do empreendimento é organizada em um cronograma integrado envolvendo engenharia, suprimentos, fabricação, compras, logística, instalação, medições, faturamento e encerramento contratual. Essa visão sistêmica permite identificar antecipadamente gargalos, conflitos entre equipes, necessidades de recursos e riscos que poderiam comprometer o prazo de entrega. O cronograma como ferramenta de gestão Planejamento somente produz resultados quando pode ser acompanhado conƟ nuamente e por isso, a utilização de sofwares de gerenciamento de projetos, como o MicrosoŌ Project e outras plataformas equivalentes, tornou-se uma prática indispensável para empresas que buscam maior controle sobre seus empreendimentos. A utilização do Diagrama de Gantt permite visualizar todas as aƟ vidades do projeto, suas dependências, responsáveis, marcos contratuais e o caminho críƟ co da obra, sendo que, muito além de um simples cronograma, essas ferramentas possibilitam acompanhar a evolução física do empreendimento em tempo real, identificar atrasos antes que se tornem críticos, simular cenários, redistribuir recursos e realizar replanejamentos sempre que necessário. Quando integrados ao ERP (sigla para Enterprise Resource Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais) da empresa, esses sistemas conectam o avanço das atividades aos processos de compras, fabricação, faturamento e fluxo de caixa, oferecendo uma visão única do empreendimento e apoiando decisões baseadas em informações confiáveis. Integração entre todas as áreas A execução de uma obra envolve profissionais com responsabilidades bastante distintas. Enquanto o comercial está focado no relacionamento com o cliente, a engenharia desenvolve soluções técnicas, a produção busca eficiência fabril, a logística organiza entregas, a equipe de instalação atua em campo e o financeiro acompanha os resultados econômicos do contrato. Sem uma coordenação adequada, cada área atende a oƟ mizar apenas seus próprios objetivos, muitas vezes gerando impactos negativos sobre as demais — e é nesta situação que entra o PMO atuando justamente como elemento integrador, promovendo uma governança única para o empreendimento, com reuniões periódicas, que na Ilummini batizamos de Gerenciamento Semanal de Carteira. Gestão de riscos reduz custo Toda obra está sujeita a imprevistos, tais como alterações arquitetônicas, revisões de projeto, atrasos na construção civil, indisponibilidade de materiais, restrições logísticas, condições climáticas ou mudanças nas prioridades do cliente. Todos estes imprevistos fazem parte da rotina das empresas de esquadrias. O diferencial está na forma como esses riscos são administrados e o PMO estabelece processos para idenƟfi car, classificar e acompanhar cada risco desde o início do empreendimento, permitindo que ações prevenƟ vas sejam implementadas antes que os problemas afetem prazo, custo ou qualidade. Indicadores para apoiar decisões O PMO organiza informações que permitem acompanhar o desempenho do empreendimento por meio de indicadores como evolução física da obra, cumprimento do cronograma, produtividade da engenharia, índice de retrabalho, desvios de custo, desempenho da instalação, percentual de fabricação concluída, medições realizadas e faturamento acumulado, sendo que esses dados fornecem aos gestores uma visão clara da situação de cada contrato, permitindo decisões rápidas e fundamentadas. PCP e PMO: funções diferentes, objetivos complementares Uma dúvida frequente nas empresas de esquadrias diz respeito à relação entre o Planejamento e Controle da Produção (PCP) e o PMO. Embora atuem de forma integrada, suas responsabilidades são distintas. O PCP concentra seus esforços no ambiente fabril. É responsável por planejar a produção, definir a sequência das ordens de fabricação, balancear a capacidade produtiva, controlar materiais, monitorar a execução das ordens e garantir que a fábrica opere com eficiência. O PMO, por sua vez, possui uma visão mais ampla. Seu foco é o empreendimento como um todo, acompanhando todas as etapas do contrato — desde o handover entre as áreas comercial e técnica, passando pela engenharia, suprimentos, produção, logística e instalação, até a entrega final da obra. Seu principal objetivo é assegurar que prazo, custo, escopo e qualidade sejam atendidos ao longo de toda a execução. Em outras palavras, enquanto o PCP gerencia como e quando a fábrica produzirá, o PMO coordena como e quando o empreendimento será entregue ao cliente. Na prática, essas funções não competem entre si; ao contrário, são altamente complementares. Em empresas de pequeno e médio porte é bastante comum que PCP e PMO estejam subordinados a uma mesma coordenação, permitindo uma integração ainda maior entre o planejamento industrial e o planejamento dos contratos. À medida que a empresa cresce e aumenta o número de contratos simultâneos, torna-se natural a criação de equipes específicas para cada função. Ainda assim, manter PCP e PMO sob uma mesma liderança estratégica contínua sendo uma prática recomendável, pois fortalece a comunicação entre as áreas e contribui para uma gestão mais integrada, previsível e orientada aos resultados. Um diferencial competitivo para o futuro Independentemente de se tratar de um edifício residencial, uma torre corporativa, um condomínio horizontal ou uma residência de alto padrão, a complexidade dos empreendimentos exige um novo nível de gestão e o PMO representa justamente essa evolução. Ele integra pessoas, processos e tecnologia, proporcionando maior previsibilidade, melhor comunicação entre as equipes, redução de riscos e maior controle sobre prazos, custos e qualidade. Em um mercado cada vez mais competitivo, onde a excelência na execução tornou-se tão importante quanto a qualidade das próprias esquadrias, o PMO deixa de ser apenas uma metodologia de gerenciamento para tornar-se um verdadeiro instrumento de geração de valor. Mais do que garantir que uma obra seja concluída, ele assegura que cada contrato seja conduzido de forma profissional, previsível e rentável, transformando a gestão em um dos principais diferenciais competitivos da indústria de esquadrias. *Os artigos publicados com assinatura são de responsabilidade dos respectivos autores e podem não interpretar a opinião da revista. A publicação tem o objetivo de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado, com foco na evolução da indústria de esquadrias e vidro.

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