QUAIS SÃO AS TENDÊNCIAS DO SETOR IMOBILIÁRIO QUE FICAM APÓS A PANDEMIA?


O edifício Igara é o sexto empreendimento residencial da construtora no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Bait Incorporadora

Nos últimos meses, equipes das grandes incorporadoras mergulharam em estudos sobre comportamentos que estavam mudando naquele momento para entender o que efetivamente demandaria novas soluções a longo prazo. Como moradia é um produto de alto investimento, era fundamental para empresas de destaque como a Bait Incorporadora passassem a definir tendências que deverão permanecer também no longo prazo.


"Ninguém define preferências por modismo. Não se muda de casa própria tão facilmente como se troca de carro. É preciso avaliar com calma e profundamente o que alterar, afinal traz impactos orçamentários", explica Henrique Blecher, diretor executivo da Bait.


A conclusão é de que algumas concepções parecem duradouras e outras, subjetivas, ou seja, dependem muito da individualidade, da forma como as pessoas desejam viver. E outras parecem ser mais ideias da moda, como exigência de lavabo na entrada, uma vez que as pessoas normalmente higienizam as mãos com álcool na saída do elevador ou mesmo nem tocam em botões nos prédios mais modernos que fazem uso de biometria e até reconhecimento facial. Por isso, o executivo da Bait listou algumas mudanças que vieram pra ficar.


A Bait acredita que o home office veio para ficar e ainda que não seja adotado todos os dias, certamente muitas empresas oferecerão aos empregados a possibilidade de trabalhar de casa alguns dias da semana como forma de reduzir o tempo gasto no trânsito e ter mais tempo livre para a prática de atividades físicas, por exemplo. "Com esse olhar, desenhamos plantas que oferecem um lugar mais privativo para trabalhar, sem ser um cômodo solto, perdido, com pessoas ao redor", explica Blecher.


Um ponto unânime na avaliação da empresa é a necessidade de ter locais de des