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MERCADO IMOBILIÁRIO TEM SALDO POSITIVO NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2020

Medidas anunciadas pelo Governo Federal, através da Caixa, e atuação ativa do Sistema Cofeci Creci garantiram resultado e deverão estimular ainda mais o mercado


Reprodução: Cofeci Creci/Mafer Comunicação

No início do isolamento social compulsório foi registrada uma abrupta queda nas vendas de imóveis. No entanto, passado o solavanco, a rápida e surpreendente absorção da nova realidade reascendeu o mercado. O índice FipeZap informa crescimento nas vendas de 0,18% em março, 0,20% em abril e 0,23% em maio. Os fatores econômicos têm contribuído. A SELIC, a 2,25%, o menor índice desde sua instituição, tem derrubado as taxas bancárias. Recentemente, o Banco Santander, que praticava juros imobiliários de 7,3% ao ano, anunciou rebaixa para 6,99%, com seis meses de carência. A Caixa já pratica crédito de até 30 anos com prestações fixas e anunciou novas medidas que irão ampliar e agilizar o financiamento e a produção de novos empreendimentos imobiliários. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães e o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jairo Mahl, anunciaram em videoconferência, na manhã de 02 de julho, informação corroborada pelo Diretor de Habitação, Matheus Sinibaldi, na mesma data em live realizada pela Ademi/AL, com a participação do presidente do sistema Cofeci Creci, João Teodoro, que será possível utilizar recursos de repasses/recebíveis no pagamento de encargos dos empreendimentos (somente para contratos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE). Haverá uma flexibilização da comercialização mínima, de 30% para 15%, em novos empreendimentos estimulando novos lançamentos (tanto para contratos de financiamento com recursos do FGTS como do SBPE). Há, ainda, a possibilidade de contratação da produção de empreendimentos sem exigência de execução prévia de obras e de destinação dos recursos provenientes das vendas das unidades habitacionais para pagamento dos encargos mensais (para contratos FGTS e SBPE). Além disso, a partir de 13 de julho, o registro de escrituras de contratos de crédito habitacional da Caixa, para unidades em empreendimentos habitacionais, será realizado de forma eletrônica, com troca de arquivos de dados estruturados entre o banco e o respectivo Cartório de Registro de Imóveis. A medida permitirá acelerar o registro das operações, que antes levava em torno de 45 dias e agora poderá ser finalizado, em média, em cinco dias. Além de dispensar a necessidade de recebimento do contrato físico pelo cartório, o registro eletrônico traz benefícios para as construtoras e clientes que não precisam realizar o deslocamento. Já as pessoas físicas que contratarem um crédito habitacional poderão incluir o financiamento das custas e do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis). A medida é aplicável a todas as operações residenciais com recursos do FGTS e, nas operações com recursos do SBPE, para imóveis com valor de avaliação de até R$ 1,5 milhão. Com isso, as famílias passam a dispor de mais recursos para as despesas iniciais no novo imóvel, como compra de mobília e eletrodomésticos. Segundo o presidente do Sistema Cofeci Creci, João Teodoro, as palavras de ordem são adaptação e tecnologia. As vendas remotas vieram para ficar. E o home office também. "A prática mostrou que eles podem ser até mais eficientes e baratos do que o trabalho presencial. Isso implica renovação não apenas na forma de negociar, mas também na de viver", afirma. A expectativa da Caixa com essas medidas é contratar 1.280 novos empreendimentos, o que representa 156 mil novas moradias e 485 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, os contratos em andamento na Caixa financiam 5.603 empreendimentos em obras, totalizando 745 mil unidades habitacionais em construção. Hoje, apenas 0,7% estão paralisadas em função da crise ocasionada pela Covid-19, contra 0,3% em abril e 1,7% em maio. Há 2,4 milhões de contratos de crédito habitacional pausados no pagamento dos financiamentos e foram firmados 26 mil novos contratos com carência de seis meses para pagamento da primeira prestação. Entre janeiro e junho, houve aumento de 22% de liberação de crédito, cujo volume subiu de R$ 39,6 bilhões para R$ 48,2 bilhões, para 873 mil famílias (somente em junho foram R$ 11,1 bilhões, beneficiando 55 mil famílias). O volume de empréstimos no programa Minha Casa, Minha Vida subiu de R$ 4,8 bilhões em abril para R$ 5,5 bilhões em maio e R$ 6,4 bilhões em junho. No semestre totalizaram R$ 29 bilhões, financiando 6.172 mil unidades habitacionais. Já os créditos da Caixa com recursos da Poupança somaram R$ 14 bilhões de janeiro a maio, e em junho foram acrescidos de mais R$ 4,7 bilhões, o maior resultado mensal dos últimos quatro anos, segundo a instituição. "Sempre acreditamos na continuidade das vendas, porque sabemos do potencial de inovação e superação de nossos profissionais e empresários. O isolamento social forçou, e o mercado respondeu", destaca João Teodoro.


Fonte: Cofeci Creci/Mafer Comunicação

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