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  • Equipe Contramarco

FIBRA ARQUITETURA ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE RETROFIT DE FACHADA


Nesse projeto localizado no bairro de Higienópolis (SP) o escritório apostou na restauração de uma porta de vidro na fachada | Foto: Fibra Arquitetura

Retrofit de fachada, sinônimo utilizado para o processo de restauração e reforma da estrutura de um condomínio. Tanto residencial como o comercial, o retrofit tem se mostrado uma das maiores tendências do setor de construção, pois além de modernizar um condomínio, pode duplicar a valorização deste espaço.


Mas por que investir nesta modernização? Para Camila Pinotti, arquiteta e sócia do escritório Fibra Arquitetura, além de atender as questões de regulamentação instituídas para cada cidade, é importante que os prédios considerem o investimento e obra com vistas à valorização do imóvel.


“Novas necessidades e demandas surgiram por conta da urbanização e, em função disso, novas regras foram implementadas. Por isto, edifícios mais velhos terão que se modernizar para ganharem espaço, principalmente em cidades como São Paulo, que apresenta uma grande concorrência com o grande número de empreendimentos imobiliários lançados”, explica.


Revitalização e vida útil para o condomínio

O retrofit de fachada é um excelente caminho no processo implementado para recuperar o padrão original de um condomínio antigo. Além de trazer uma nova estética, apostar na revitalização aumenta a vida útil do condomínio e traz credibilidade ao imóvel.


“Dependendo da qualidade dos materiais, do tipo de revestimento e de sua aplicação, é possível reduzir muitos gastos com a manutenção no futuro. Sem contar que, no caso de prédios comerciais, a revitalização auxilia na retenção de clientes que ficarão satisfeitos em manter seus comércios no condomínio por mais tempo”, reflete Renan Pinotti, arquiteto e sócio do escritório Fibra Arquitetura.


Acessibilidade

Muitas vezes a acessibilidade em condomínios é tratada como algo burocrático. Porém, a Lei da Acessibilidade orienta sobre a necessidade de adequações para que tudo fique claro, além de promover a inclusão social, evitar acidentes e problemas futuros.


Desde de 2005 existem leis que tratam da acessibilidade, mas apenas em 2016 ela ganhou um caráter obrigatório, apontando números a serem destinados em moradias, vagas e penalidades para o descumprimento dessa lei.


“O condomínio não deve se privar dessa responsabilidade, mas vê-la como fator positivo. Afinal, tratam-se de muitas situações, que provavelmente já foram vividas pelos seus moradores, principalmente aqueles que estão no grupo prioritário sendo idosos, cadeirantes, grávidas, pessoas com crianças de colo e todos que possuam algum tipo de deficiência”, aponta Renan Pinotti. Segundo o arquiteto, trata-se de uma questão muito maior e que garante a autonomia e segurança e todos os usuários.


Para atender todas essas situações criou-se a norma NBR9050, que é a base técnica de como agir nestes casos, porém, a NBR surgiu antes da lei, num esforço da sociedade para encontrar os caminhos em comum e aumentar a acessibilidade.

Regulamentação

Além disso, existem outras leis às quais um condomínio deve ficar atento. Por exemplo, em São Paulo, a prefeitura sancionou, em 2018, uma lei que exige sinalização especial nos portões eletrônicos. Com isso, se pretende diminuir a quantidade de acidentes, envolvendo o processo de entrada e saída de veículos, a fim de evitar acidentes para quem anda na rua.


Dessa forma, ao revigorar a fachada, a calçada igualmente precisa acompanhar novos tempos. “Os condomínios não podem se furtar dessa responsabilidade e devem oferecer um caminho seguro, sem riscos ou obstáculos, como plantas que não permitam uma circulação confortável”, detalha Camila.


Automatização/modernização:

A modernização de condomínios pode incluir também processos de automatização, e já existem muitas alternativas que permitem que o prédio escolha se quer ter mais ou menos controle desse processo. “A otimização de aberturas de portas e portões é uma delas, já que é possível manter o controle dentro do próprio condomínio com um porteiro que fique responsável e faça esse controle, ou de forma externa, por meio da portaria remota”, explica Camila.

“Já participamos de um caso onde o retrofit da fachada envolveu o projeto para modernização, adequação da acessibilidade e implantação da portaria remota. Na situação, o síndico e conselho fizeram uma pesquisa de mercado que apontava o prédio com valores de venda de 10% a 20% abaixo do preço em comparação com seus vizinhos. Após a reforma os valores das unidades conseguiram ficar igual ou até superiores aos outros, o que mostra que os antigos precisam se atualizar”, relata a arquiteta Camila.

No caso das portarias remotas a mudança se concentra na dinâmica do prédio, reduzindo principalmente o quadro de funcionários. Ela prioriza automatizar os processos para que fiquem mais simples e rápidos, reduzindo a necessidade de acompanhamento. Nesses casos, o morador ganha autonomia e também novas responsabilidades. “O desenvolvimento da automação da portaria remota pode reduzir a folha de pagamentos, o que normalmente corresponde a até 70% dos custos de um condomínio. É um investimento que se paga de três a cinco anos”, explica Renan.

Outro processo de modernização que promete ganhar espaço nos condomínios está relacionado às entregas de produtos. Com o advento das compras online, impulsionado inclusive por conta da pandemia, os prédios precisam promover formas seguras de realizar esse recebimento. “Em alguns condomínios já temos a instalação de armários para que entregadores possam deixar a entrega e dono possa buscar quando estiver disponível. Essa tendência foi acelerada com o momento que estamos vivendo”, revela Camila.


Clausura de segurança


O sistema de clausura tem sido importante, pois minimiza o risco de ações criminosas. O sistema de verificação acontece em duas etapas. Constituído geralmente por dois portões, pode ser utilizada na entrada de pedestre e de veículos de um condomínio.

Segundo Renan Pinotti, após a identificação do visitante ou morador, o primeiro portão é aberto. Depois que ele é fechado, um segundo portão se abre para que a pessoa entre ou saia do condomínio. “Uma barreira só é aberta quando a outra é fechada. O mesmo acontece com os carros que chegam ao portão da garagem, garantindo que ninguém aproveite a abertura para acessar o condomínio sem autorização”, explica o profissional.

“Para os moradores de um prédio residencial, o sistema permite que você desça para buscar uma pizza e realize o pagamento em um vão na própria grade do sistema da clausura”, detalha Camila. O sistema também permite mais comodidade e segurança quando um morador ou visitante espera por carro chamado por aplicativo. “O segundo portão pode ser aberto apenas quando o carro que você estiver esperando chegar, prevendo uma área de espera dentro da clausura, para que a pessoa não espere na rua”, finaliza Camila.


Fonte: Fibra Arquitetura/ Assessoria dc 33 Comunicação

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