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DESAFIOS DE UMA EMPRESA TRADICIONAL NA JORNADA DA INOVAÇÃO BIM

*Por Marcus Granadeiro

Reprodução: Edificar Jr

A busca por inovação está no desejo das empresas, mas, muitas vezes, a inspiração enfrenta dificuldades para se materializar em ações. Na indústria de engenharia e construção, um dos temas mais lembrados quando se fala em inovação e transformação digital é o BIM (Building Information Modeling - Modelagem de Informação da Construção).


Mesmo com seu potencial para transformação, essa metodologia ainda é confundida com uma tecnologia, sinônimo de comprar um software, utilizá-lo como recomenda o fabricante, treinar a equipe com base em um modelo padrão e obter os resultados que serão expostos em apresentações comerciais.


Para alcançar o efeito desejado do BIM, é necessário ter planejamento. A implantação deve ser definida com base em uma estratégia de negócios e alinhada com a visão de transformação que a empresa busca.


Dificilmente as ações serão assertivas, erros irão ocorrer, mas é normal falhar e correr riscos, pois faz parte do processo de aprendizado. Haverá pivotagem (sobrevivência da empresa diante de desafios ou crise) e decisões serão tomadas sem todos os dados necessários, pois eles não estarão disponíveis. Porém, só vai se destacar quem está com uma estrutura aberta para inovação, pensando no negócio, consciente do risco e com paciência para perder dinheiro.


A ideia citada parece um despropósito, mas é exatamente com essa mentalidade que as principais organizações do mundo estão apostando suas fichas quando o assunto é divisão e, consequentemente, estão se destacando. Segundo o professor Saikat Chaudhuri, da Universidade de Berkeley, são três características que garantem o sucesso das empresas estabelecidas na jornada de inovação: boa visão periférica, visão estratégica e processos bem definidos.


O pensamento principal é que, mais do que nunca, devemos aprender a atuar no momento certo e com boas estratégias para, caso haja necessidade da rápida tomada de decisão, seja possível entender e garantir a competitividade e a continuidade no mercado. Sem esquecer da importância do senso de oportunidade, considerando que o sucesso de qualquer ação não depende apenas da eficiência, mas também do fator tempo, sendo necessário ter controle e perspicácia para colocar em prática a ação planejada.


*Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, sócio-diretor do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia, membro do RICS - Royal Institution of Chartered Surveyors (MRICS) e do ADN (Autodesk Development Network) e certificado em Transformação Digital pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts.


Fonte: Construtivo

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