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CONSTRUÇÃO: UM SETOR FORTEMENTE EMPREGADOR

O governo deveria buscar outras formas de zerar o déficit sem reonerar a folha


Ilustração com trabalhadores da construçõ civil
Divulgação: SindusCon-SP

O saldo entre admissões e demissões na indústria da construção foi positivo em 2023. O setor gerou 158,9 mil novos empregos, um acréscimo de 6,57% sobre seu contingente de trabalhadores em 2022, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.


Entre as atividades que mais abriram empregos em 2023, a construção ficou em terceiro lugar, atrás de serviços (886,2 mil postos gerados) e do comércio (276,5 mil), e na frente da indústria (127,1 mil) e da agropecuária (34,7 mil).


Apesar de o PIB da construção representar 4% do PIB nacional, este setor gerou 10,7% do 1,48 milhão de novos empregos criados no ano passado, no Brasil. Ao final de dezembro, a construção empregava 2,57 milhões de trabalhadores com carteira assinada.


Estes dados reafirmam mais uma vez a importância desta atividade na criação de empregos, papel reconhecido sobretudo na pandemia, quando foi um dos poucos setores econômicos que trabalharam continuamente, com todos os cuidados sanitários.


No final de 2023, previa-se que o PIB da construção deveria crescer 2,9% em 2024, o que levaria a um novo aumento do emprego. Entretanto, o governo jogou um balde de água fria no setor, ao baixar a Medida Provisória que reonera a folha de pagamentos da construção e de outras atividades a partir de 1º de abril.


Se não for retirada, a MP desestimulará fortemente o emprego deste e de outros setores, além de encarecer os preços das obras. Isso prejudicará o próprio governo federal em suas contratações de obras e em programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e o de Aceleração do Crescimento (PAC).


Zerar o déficit das contas públicas é uma aspiração legítima, mas o governo deveria buscar outras formas de fazê-lo, como racionalizar mais seus gastos.


Fonte: Boletim “Entre Aspas”, Ano 4, nº153, de 16 de fevereiro de 2024 — publicação do SindusCon-SP - Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo.  


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