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ARQUITETO FRANCIS KÉRÉ RECEBE PRÊMIO PRITZKER 2022

O profissional constrói escolas, centros de saúde, casas, edifícios residenciais e espaços públicos para populações pobres


O arquiteto Diébédo Francis Kéré, natural de Burkina Faso/Reprodução: Niklas Hallen/AFP

O arquiteto, educador e ativista social Diébédo Francis Kéré, nascido no país africano Burquina Faso, venceu o prêmio Pritzker de 2022, considerado o Nobel da arquitetura, anunciou a organização da premiação no último dia 15 de março. Ele é o primeiro negro a ser reconhecido pelo prêmio mais prestigioso da área no mundo.


Kéré foi premiado por seus desenhos pioneiros, que são "sustentáveis para a Terra e seus habitantes em terrenos de escassez extremas", disse em comunicado Tom Pritzker, presidente da Hyatt Foundation, patrocinadora do evento. O profissional é conhecido por construir escolas, centros de saúde, casas, edifícios residenciais e espaços públicos em países africanos como Benim, Togo, Quênia, Moçambique e Sudão, além de Burquina Faso, sua terra natal, cujo parlamento nacional foi desenhado por ele.


Fotos na ordem respectiva: Instalação de arte no Festival Coachella em 2019/(Natt Lim/Getty Images); Gando Primary School/(Erik Jan Owerkerk); Benga Riverside School/(Cortesia Francis Kéré Architecture); Burkina Institute of Technology/(Cortesia Francis Kéré Architecture); e Burkina Faso National Assembly (Cortesia Kéré Architecture)


Com dupla cidadania, de Burquina Faso e da Alemanha, Kéré é o 51° vencedor do prêmio, que lhe garantiu 100 mil dólares e um medalhão de bronze. Além de estar ao lado dos maiores nomes da arquitetura mundial, como Philip Johnson, Zaha Hadid, Oscar Niemeyer, Norman Foster e Tadao Ando.


"É tanto um arquiteto como um servidor, pois melhora a vida e as experiências de inúmeros cidadãos em uma região do mundo, às vezes, esquecida", disse Pritzker. O texto acrescenta que Kéré "empodera e transforma as comunidades por meio da arquitetura", desenhando edifícios "onde os recursos são frágeis e a colaboração é vital".


"Por meio do seu compromisso com a justiça social e o uso inteligente de materiais locais para se conectar e responder ao clima natural, trabalha em países marginalizados cheios de limitações e adversidades, onde a arquitetura e a infraestrutura estão ausentes", disseram os organizadores.


O trabalho de Kéré envolve a contratação de cidadãos burkinabés, a fim de garantir que a comunidade local se beneficie dos projetos.“Normalmente, com instalações públicas aqui, ninguém está cuidando deles”, disse Kéré ao site Architectural Digest em 2014. “Mas as pessoas se dedicam a esses projetos, se sentem conectadas a eles. E se algo acontecer, eles são capazes de consertá-los.”


Seu primeiro projeto foi a Escola Primária Gando, de 2001. O edifício faz parte da obra da Fundação Kéré, criada em 1998 pelo arquiteto para dar acesso às crianças a salas de aulas. O projeto resultou no Prêmio Aga Khan de Arquitetura em 2004.


Kéré nasceu em 1965 em Gando, Burkina Faso, onde cresceu sem eletricidade ou acesso à água potável. Ainda na adolescência, se mudou para a Alemanha com uma bolsa de estudos para ingressar em um curso de carpintaria. Anos mais tarde, ingressou no curso de arquitetura na Universidade Técnica de Berlim. Após a graduação, decidiu retornar ao seu país de origem, a fim de fornecer seus conhecimentos às comunidades locais.


Fontes: Folha de S.Paulo e Exame

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