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AQUECIMENTO DO SETOR IMOBILIÁRIO AMPLIA POSSIBILIDADES AOS ARQUITETOS E URBANISTAS

Habitação acessível, projetos de equipamentos públicos, planejamento das cidades e assessorias técnicas são algumas das necessidades que precisam ser atendidas pelos profissionais


Reprodução: Casa e Jardim

De acordo com levantamento do Secovi-SP, sindicato do mercado imobiliário, no acumulado de 12 meses (março de 2021 a fevereiro de 2022), a comercialização de imóveis novos (unidades residenciais), aumentou em 23,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Tanto o mercado de luxo quanto os empreendimentos para rendas mais baixas mostraram janelas de oportunidades para atender a variedade de demandas de diversos grupos sociais, das mais variadas faixas de renda e perfis.

“A mobilidade urbana, o saneamento básico, a rede de equipamentos institucionais e de atendimento à saúde, sempre urgentes e, infelizmente, negligenciados, ganharam destaque frente aos impactos deste momento de crise”, explica Valéria Cássia dos Santos Fialho, professora do Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Senac.

Para a especialista, as cidades ainda necessitam de infraestrutura urbana básica e de moradia. Neste contexto, o mercado imobiliário, aquele que produz a oferta de habitação, de espaços de trabalho e de comércio, encontra múltiplas oportunidades de atuação e de crescimento, como por exemplo, o aquecimento do mercado de retrofit (reforma) de edifícios por conta da mudança de usos desencadeada pela mudança das relações privadas e de trabalho, desencadeada pela pandemia.

ARQUITETOS E URBANISTAS COM POSSIBILIDADES AMPLIADAS


Profissionais de arquitetura e de urbanismo tem à frente um horizonte ampliado para atuar, principalmente tratando da produção de habitação acessível, do projeto de equipamentos públicos e do planejamento das cidades. “Os setores públicos demandam profissionais bem formados para compor os seus corpos técnicos. Para os mais jovens, um campo importante de atuação pode ser o das assessorias técnicas, que trabalham em parceira com comunidades e ONGs”, afirma Valéria Cássia.

Mesmo o mercado privado vem reconhecendo a grande demanda por habitações mais acessíveis (que podem ser financiadas), sobretudo nas áreas centrais. Outro aspecto que ganhou ênfase na crise sanitária foi a importância das ações coletivas para garantir o bem-estar geral, como a necessidade de planejar espaços públicos a partir de equipes multidisciplinares capitaneadas por arquitetos urbanistas.


FORMAÇÃO DE EXCELÊNCIA PARA FACILITAR O INGRESSO E A PERMANÊNCIA NO MERCADO

O bacharelado em Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Senac tem como um dos seus pilares a formação de um profissional consciente e engajado e que entende o papel cada vez mais importante do arquiteto urbanista junto a todas as parcelas da população, buscando se afastar da visão do profissional identificado predominantemente com grupos sociais mais abastados.

Durante o curso, os estudantes discutem constantemente a importância da qualificação dos espaços públicos e da qualidade dos espaços construídos. São discutidas nas disciplinas de caráter projetual questões como viabilidade econômica a partir de demandas programáticas, de público-alvo e de legislação urbana. “Temos projetos desenvolvidos em diversas escalas, desde o desenho do objeto (mobiliário), passando por edifícios habitacionais unifamiliares e multifamiliares, equipamentos culturais e edifício multifuncionais (habitação, comércio e serviços) até projetos na escala urbana (praças, parques, planos diretores etc.)”, esclarece a professora.

Por fim, o crescimento dos mercados imobiliário e de arquitetura estava sendo aguardado há bastante tempo. Uma das vantagens da área é que ela contempla desde modificações em pequenos ambientes até grandes edificações, exigindo pessoas criativas e capazes de pensar da funcionalidade dos espaços.

Ainda tratando de formação, a editora Senac conta com títulos que dialogam com a temática de arquitetura e urbanismo e ajudam na reciclagem dos profissionais. Alguns exemplos: o Meio Ambiente & Mobilidade Urbana, de Eduardo Fernandez Silva, apresenta iniciativas de transporte adotadas em outras partes do mundo, faz reflexões sobre o futuro da mobilidade que se constrói a partir de heranças físicas, institucionais e culturais da história. Outra possibilidade de leitura é o Arquitetura Ecológica, obra assinada por Dominique Gauzin-Müller, na qual há análise de 29 edificações ecológicas europeias, mostrando que é possível construir ecologicamente.


Fonte: Senac/Assessoria In Press Porter Novelli

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