A EXPANSÃO DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Atualizado: 21 de mai. de 2021

Veja a posição dos estados brasileiros no ranking de geração distribuída e saiba as vantagens do sistema


Por Stephanie Fazio


Condomínio Bahia Têxtil/ Reprodução: Polo Salvador

“Manutenção quase zero e eventual limpeza a cada 120 dias”, conta Hari Hartman, dono da fábrica de roupas Polo Salvador, que instalou os painéis solares em 2014.


Hoje, a energia solar fotovoltaica é utilizada em todo o território nacional. “Falando em grandes números, o primeiro lugar onde se tem mais energia solar fotovoltaica de geração distribuída, que é quando as empresas e residências investem em seus próprios painéis, é o estado de Minas Gerais. Em segundo lugar, vem o Rio Grande do Sul, depois São Paulo e em quarto lugar, o Mato Grosso”. Juntos, esses quatro estados representam pouco mais da metade de toda a geração distribuída do Brasil”, explica Guilherme Susteras, coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e sócio-diretor da Sun Mobi.


Conforme dados da Absolar, existem 285.366 sistemas fotovoltaicos ligados à rede, o que contribuiu para que a produção de energia elétrica fotovoltaica batesse recordes, mantendo uma média diária de 753,1 megawatts (MW).


O uso da energia solar no Brasil corresponde a 1,7% de toda a matriz energética brasileira, sendo a energia solar residencial responsável por 72,6% do total, seguida por empresas de comércio e serviços (17,99%) e pela energia solar rural (6,25%). Ainda de acordo com a associação, em 2020, o Brasil ultrapassou 5 gigawatts (GW) de potência operacional em energia solar fotovoltaica em usinas de grande porte e pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos.



Para o dono da fábrica, as vantagens da fonte solar são as linhas de financiamento facilitadas com juros baixos nos bancos públicos e menor burocracia, especialmente, nos bancos privados; a elevada durabilidade dos materiais, painéis solares com garantias na ordem de 20 anos e inversores com até 10 anos; a amortização dos investimentos entre 5 e 8 anos; e a consciência coletiva da preservação ambiental, que impacta na imagem dos negócios e das residências.