ENGENHARIA CIVIL: DESAFIOS E FUTURO DA PROFISSÃO

Para saber mais sobre a importância desses profissionais e os desafios atuais da profissão a equipe Contramarco entrevistou o engenheiro civil Dimas Rambo, mestrado e doutorado pela UFRJ, e pós-doutorado pela Poli-USP. Atualmente, trabalha como docente na Universidade São Judas Tadeu.

Divulgação: Dimas Rambo, engenheiro civil

Revista Contramarco: Comente sobre a importância dos engenheiros para a construção civil.

Dimas Rambo: Existem perspectivas positivas relacionadas ao setor da construção civil brasileiro para o ano de 2020. Este setor impacta fortemente a sociedade como um todo, demandando mão de obra qualificada e materiais, ambos em grande quantidade. Neste contexto, os engenheiros figuram como protagonistas.

Respeitados por suas habilidades e competências, os engenheiros acabam por afetar praticamente todas as atividades do nosso cotidiano. É difícil inclusive, imaginar nossa vida sem a contribuição destes distintos profissionais. Casas, prédios, torres, estradas, metrôs, túneis, viadutos, barragens, usinas nucleares, torres eólicas, portos e aeroportos, são apenas alguns dos projetos nos quais a atuação destes profissionais é decisiva.

Desta forma, é possível perceber que os engenheiros possuem papel fundamental em nosso bem-estar social. Não servir-se da expertise destes profissionais, pode resultar em riscos não apenas financeiros, mas de vida à comunidade em geral.

Revista Contramarco: Na sua visão, quais seriam os principais engenheiros da atualidade? E os seus maiores legados?

Dimas Rambo: Nomear os principais engenheiros da atualidade não é tarefa simples. Isto porque, associamos engenheiros de renome a importantes projetos de engenharia. Estes projetos, todavia, são confeccionados a várias mãos, ou seja, empregando diversos profissionais de distintas áreas. Ainda assim, chama-me a atenção o trabalho notório de dois engenheiros civis: William Frazier Baker e Rick Gregory.

O primeiro, William Frazier Baker, ficou mundialmente conhecido como o “engenheiro estrutural” que projetou o edifício Burj Khalifa, em Dubai, maior estrutura artificial concebida pelo homem. Enfrentando grandes adversidades de logística, além de fortes ventos e temperaturas superiores a 50ºC, William foi capaz de finalizar a obra icônica em seis anos, inaugurando-a em 2010.