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VENDAS DO VAREJO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO SE MANTÊM ESTÁVEIS


As vendas no varejo de material de construção ficaram estáveis no mês de junho com relação ao mesmo período do ano passado. Já na comparação com maio, o volume de vendas no mês foi 2% inferior. Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), que entrevistou 530 lojistas entre os dias 26 e 30 de junho.

"Com estes resultados, as vendas do primeiro semestre de 2017 apresentam um pequeno crescimento sobre 2016, de 4%. Nos últimos 12 meses, no entanto, o setor ainda tem retração de 5%”, comenta Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Segundo Conz, mesmo que modesta, a reação do setor indica que o varejo está se recuperando das quedas sofridas nos últimos dois anos. “Os anos de 2016 e 2015 foram muito ruins para o nosso setor, muito afetados pela falta de crédito ao consumidor e pelos problemas econômicos que o Brasil vinha enfrentando. Em situações como essa, de dois anos seguidos de retração depois de mais de 10 anos consecutivos batendo recorde histórico de faturamento, qualquer recuperação precisa ser muito estudada, mas não podemos deixar de ser otimistas, já que o nosso setor sempre melhora quando há uma maior oferta de crédito”, explica.

De acordo com a Anamaco, o segundo semestre do ano, tradicionalmente, corresponde a 65% das vendas do varejo de material de construção e a previsão é que até o final de 2017 o setor apresente um crescimento de 5% sobre 2016.

“Além da liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, o Cartão Reforma é outra medida que deve impactar positivamente o nosso desempenho, afinal o programa deve atingir o teto de R$ 1 bilhão só em 2017. A reforma trabalhista também terá forte influência na intenção de novos investimentos e contratações, pois facilitará, principalmente com o trabalho intermitente, a contratação de pessoas para melhorar o atendimento em horários de maior movimento nas nossas lojas”, completa Conz.

A pesquisa da Anamaco ainda destaca quatro regiões do País que apresentaram retração de vendas em junho: Norte e Sul ( -10%) e Sudeste e Centro-Oeste (-6%). Já o Nordeste apresentou um resultado 2% superior ao mês anterior. Para julho, 61% dos lojistas entrevistados esperam que o volume de vendas cresça no mês. O mercado, porém, mostra-se sensível à instabilidade política. O pessimismo do setor com relação às ações do Governo nos próximos 12 meses é de 43%.

Apesar disso, 13% dos entrevistados pretendem contratar novos funcionários em julho (aumento de 2% com relação a maio) e 1/3 dos lojistas pretendem fazer novos investimentos ainda em 2017.

Fonte: Anamaco


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