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NOVOS CRITÉRIOS PARA OBTENÇÃO DE SELO DE SUSTENTABILIDADE LEED


Um workshop sobre construção sustentável e ciclo de vida reuniu especialistas da construção civil, a FEE (Fundação Espaço ECO) e o GBC (Green Building Council) Brasil. Realizado na CasaE, Casa Ecoeficiente da empresa BASF, o evento objetivou debater a aplicação da ACV (Avaliação de Ciclo de Vida) na LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), uma das principais certificações para construções sustentáveis que, desde o dia 1° de novembro, considera novos critérios de avaliação.

Felipe Faria, diretor executivo do GBC, responsável pela certificação LEED no Brasil, acredita que a gestão baseada no ciclo de vida será crucial para que a indústria da construção civil caminhe para a sustentabilidade. “Os empreendimentos que conquistarem esta nova certificação serão aqueles que, de fato, medem e avaliam suas instalações, buscam a melhoria contínua e gerenciam seu consumo e os impactos ambientais, econômicos e sociais. Ou seja, os benefícios serão para a indústria da construção e toda a sociedade”, avalia.

Agora, o selo internacional exige informações sobre a cadeia produtiva de toda a edificação, passando a ser necessária a realização de uma DAP (Declaração Ambiental dos Produtos) que integram a construção.

DAP

A DAP possibilita uma análise e comparação entre produtos de funções similares, baseada em seu desempenho ambiental durante todo o ciclo de vida.

Para obter uma DAP os fornecedores da construção civil terão de desenvolver uma ACV (Avaliação de Ciclo de Vida) de acordo com a regra de sua categoria. Este tipo de ferramenta beneficia a tomada de decisão de clientes, a comunicação com o mercado e a busca pela melhoria contínua do produto.

“Apesar de ser referência em outros países, este tipo de rotulagem baseada no Ciclo de Vida ainda é novidade no Brasil. Com ela, evitamos que empreendimentos se autodenominem sustentáveis. Além disso, aqueles que conseguirem tal certificação terão informações consistentes para a sociedade. Acredito que esta seja uma tendência para a construção sustentável”, declara Rafael Vinãs, analista de Socioecoeficiência da FEE.

DIFERENCIAIS

Um dos diferenciais destas ferramentas é seu caráter imparcial, uma vez que antes da validação, a Declaração Ambiental do Produto é auditada por entidades independentes que garantem a isenção e credibilidade dos resultados, como Inmetro. Outro ponto importante é que elas se baseiam em normas ISO, diferente da autodeclaração - quando o próprio empreendimento se diz sustentável, e de rótulos ou certificações que não têm a lógica de Ciclo de Vida como base.

No Brasil, já existe um Programa de Rotulagem Ambiental pelo Inmetro, que poderá ser aplicado em qualquer setor. Por seu caráter inovador, ainda há dúvidas sobre a elaboração das DAPs e das regras de categorias de cada produto, mas diversas organizações têm se unido para buscar soluções.

“Esperamos que outros setores sigam este exemplo e busquem as informações necessárias para definir suas regras. Sabendo mais sobre seu setor, as empresas conseguirão atuar ainda mais em sua cadeia de valor. A sociedade só tem a ganhar”, garante Taísa Caires, consultora de Educação para a Sustentabilidade da Fundação Espaço ECO.


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