Edição nº146 nov/dez 2020

MERCADO EM PAUTA: 
OSCILAÇÕES E PREVISÕES NOS PREÇOS

Por José Carlos Garcia Noronha 

Variações significativas ocorridas na economia impactaram nos preços dos perfis de alumínio. Nas últimas semanas, o mercado tem se destacado pela volatilidade da maioria dos ativos, pelo resultado do quadro desafiador sobre a trajetória fiscal, devido à elevação da dívida pública, que pode ocasionar sérios riscos, fazendo com que os investidores internacionais busquem outros mercados — fato que tem provocado as oscilações do dólar.

PROJEÇÕES E NÚMEROS

As projeções do Banco Central, Focus e economistas sinalizam que o PIB Brasil fechará o ano de 2020 com a queda de -4,8% (uma melhora em relação à previsão no início da pandemia, projetada em -6,4%). O IPCA com -2,7%, a Taxa Selic com 2%, a balança comercial (exportação-importação) com saldo de US$59,7 bilhões de dólares e uma dívida pública bruta que poderá chegar a 95,8% do PIB. 

DIFICULDADES E AVANÇOS

Na construção civil, os segmentos de serviços e edificações comerciais continuam com dificuldades para recuperar o crescimento, enquanto os novos edifícios residenciais avançam rapidamente, impulsionados pelas taxas de juros mais baixas e pela oferta de crédito.

Nos primeiros oito meses de 2020, os empréstimos para aquisição e construção de imóveis atingiu a marca de R$65,9 bilhões. Só no mês de agosto os financiamentos somaram R$11,7 bilhões.

No período de doze meses, de setembro de 2019 a agosto de 2020, realizou-se a aquisição e construção de 354,5 mil imóveis, beneficiados pelo crédito imobiliário do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). 

Esse cenário está com crescimento aquém do necessário, mas indica uma certa confiança. Vale observar que haverá uma demora para o mercado se recompor, de pelo menos dois a três anos.

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COLHENDO OS FRUTOS

Com os expressivos lançamentos ocorridos no quarto trimestre de 2019, a indústria de esquadrias de alumínio deverá colher os frutos dessas obras até o terceiro trimestre de 2021. 

No entanto, no quarto trimestre de 2021, poderá haver uma ligeira queda — mas acreditamos no impulsionamento das obras lançadas no final de 2019 e nos terceiro e quarto trimestres de 2020.  

A colheita será muito boa até 2022 pelo fato do tempo de maturação, que costuma durar em torno de 10 a 18 meses, dependendo da velocidade da obra. 

Precisamos acreditar que o nosso País vai decolar pela sua grandiosidade, pela necessidade da população brasileira e pelas oportunidades de investimentos estrangeiros no mercado da construção civil, gerando novos empregos.  
 

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