Edição nº145 set/out 2020

PERFIL:
STEINGLASS, A HISTÓRIA DE UM EMPREENDEDOR 

Colaborou: Stephanie Fazio

De funcionário a dono de uma vidraçaria que, em seguida, tornou-se fabricante de esquadrias. Este poderia ser o resumo da trajetória profissional do contabilista Sandro Henrique Rensi, que entrou no ramo vidreiro em 1995 para gerenciar uma revenda de box e vidros temperados da marca Blindex, em Santa Catarina. 

Mesmo sem saber absolutamente nada sobre o ramo de negócios, ele logo percebeu a grande quantidade de erros de medição e projetos que ocorriam na revenda.

Para entender melhor sobre o ramo vidreiro e tentar reduzir os problemas que estava enfrentando, Rensi resolveu fazer um treinamento de 15 dias na Blindex, em São Paulo (SP), com o engenheiro Marcos Veras de Almeida, que ministrava um curso para vidraceiros. Nesse período de aprendizado, foi possível conhecer todos os processos de desenhos, folgas e tipologias do vidro. 

Após o treinamento, Rensi retornou à revenda de box e vidros temperados para ajustar todos os procedimentos na área administrativa e corrigir o que estava errado. O esforço valeu a pena, contribuindo para o crescimento da empresa. 

Anos depois, por problemas pessoais, o proprietário da revenda acabou abandonando o negócio, deixando para Rensi a responsabilidade de fechar a empresa, demitir os funcionários e entregar os pedidos que estavam em processo de venda. 

“Havia 17 clientes que pagaram e, a princípio, não iriam receber os materiais, porque não havia recursos financeiros para a empresa honrar com os compromissos, uma vez que o proprietário sumiu”, conta Rensi. “Eu tinha dois caminhos, abandonar também a vidraçaria ou arregaçar as mangas e trabalhar”.

Mesmo não tendo a responsabilidade jurídica pelo negócio, Rensi sentiu que não podia deixar os clientes na mão. “Conversei com minha esposa e resolvemos vender o veículo dela para comprar materiais, junto com o funcionário Antonio Carlos Cimiano, que está comigo até hoje”, relembra.

“E com a ajuda de Adenir Steinbach, concorrente e proprietário da Steinglass na época, conseguimos honrar todos os compromissos e atender todos os clientes”.
 

NEGÓCIO DE FAMÍLIA

Tempos depois, Steinbach convidou Rensi para ser vendedor da marca catarinense Steinglass e também Cimiano, para trabalhar como instalador. Convite aceito, o contabilista foi ganhando mais experiência e conhecendo outras áreas da Steinglass, até ser convidado para ser sócio da empresa. 

“Depois de alguns anos trabalhando como vendedor na Steinglass, fui convidado para compor o time da Vidro Forte Indústria de Vidros, no Rio Grande do Sul, e abrir o mercado catarinense para a marca, com minha saída da Steinglass”, conta Rensi. “O proprietário, que já havia me passado grande parte de seus serviços diários, acabou sentindo muito minha ausência na Steinglass, foi aí que surgiu o convite para entrar na sociedade”.

Nessa nova etapa, Rensi dedicou-se a aprender ainda mais, atuando com sucesso. Não demorou muito para conseguir comprar a outra parte da Steinglass. 

Hoje, a marca pertence à família Rensi, natural de Florianópolis (SC). Ele comanda toda a empresa ao lado da esposa Cristiane, que cuida da área financeira, e de seu filho e sócio Saymon, que ajuda na parte de projetos e orçamentos.

Rensi diz que, por conta da empresa ser familiar, eles vivem “24 horas a família e a Steinglass”. Seu filho um pouco menos, pois está fazendo faculdade de Engenharia de Materiais. E confidencia que só existe uma regra: não falar sobre a empresa fora do horário comercial, principalmente quando se trata de problemas. Essa é a chave do bom entendimento, de acordo com o contabilista e empresário. 

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